Ao ritmo das práticas bem planejadas

As empresas nascentes precisam entender logo o poder da harmonia na gestão

Por Luis Henrique Stockler

Segundo Peter Drucker, guru da Administração, a gestão dos funcionários deve ser conduzida pelo líder de forma a se obter a mais perfeita harmonia, como numa orquestra. Esse feito, contudo, requer ainda mais atenção dos pequenos e médios empresários, visto que nessas empresas para se recuperar de um erro é muito mais custoso, exigindo habilidades mais estratégicas por parte do gestor.

O primeiro passo é saber o que o cliente espera da empresa e quais ações devem ser colocadas em prática para que a equipe entregue este resultado. O modelo de planejamento estratégico Canvas, por exemplo, é um dos mais utilizados para realizar essa adequação, proporcionando, com transparência e coerência, o engajamento ordenado de todos da equipe em prol do resultado pretendido.

Ainda nesse âmbito de avaliação do comportamento das práticas internas, se a empresa for uma rede de franquias, deve avaliar, os resultados dos franqueados, municiando-os e oferecendo o suporte necessário que para todas conheçam os objetivos da rede, sem deixar de lado o compromisso de análise e reanálise do plano de expansão concomitantemente à análise econômica do mercado e financeira da empresa. O cruzamento dessas informações dará subsídios para que se diagnostique o prosseguimento ou não, do modelo de franquia, por exemplo, ou, até se há mercados que possam ser explorados com um novo modelo de negócio.

Outro erro que as PME’s cometem é não acompanhar de perto o desempenho das atividades, corrigindo rapidamente os erros e reorganizando as ações para que retomem o curso desejado. Ademais, é muito comum esse empreendedor achar que, uma vez estando tudo azeitado, não será mais necessário acompanhar o negócio de perto. No primeiro problema que emergir, ficará nítido a fragilidade da empresa em não ter alguém submerso na cultura do negócio e atividades de seu papel, sendo fácil constatar a produtividade desse período de orfandade em comparação com os momentos em que há alguém gerindo e direcionando as ações.

Nesta seara do RH, por outro lado, é primordial que o gestor não seja centralizador e que forme a equipe para que ela possa assumir o negócio em projetos específicos ou durante a ausência temporária do dono. Para que isso seja factível, é importante implantar integração de colaboradores, manuais, processos e indicadores de controle da operação, de forma que o gestor consiga gerenciar a distância e, não só para medir o desempenho da equipe, mas também dos andamentos das ações previstas no plano estratégico, que incidem, na maioria dos casos, no lucro, faturamento, unidades vendidas, clientes obtidos, atendimentos realizados e operações efetivadas.

A empresa, por fim, também precisa fomentar o conhecimento, promovendo a participação de todos em cursos, palestras e eventos em órgão oficiais, como o SEBRAE, ABF e, até incentivar a realização de um MBA para cargos mais estratégicos. Conhecendo os instrumentos, as regras, as habilidades da equipe e o desejo do consumidor, ficará mais fácil lançar-se à dança, coreografando os passos conforme o ritmo do mercado, após muito treino, para que na prática tudo saia em perfeita sintonia.

Sobre o Autor
Luis Henrique Stockler é graduado em administração de empresas pela FGV, especializado em Marketing pela ESPM e MBA’s de gestão pelo ITA/ESPM e pela FIA/USP. É mentor da Endeavor e do Programa InovAtiva Brasil.

 

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