0
simples internacional

Por Luis Henrique Stockler*

Comercializar produtos e serviços com outros países é um dos desejos de grande parte dos empresários brasileiros. É abrir as portas para a oportunidade de se tornar visivelmente e, na essência, grande, elevando o negócio a um patamar internacional. Com a implantação do Simples Internacional, previsto para entrar em vigor no começo de 2017, sendo a Argentina a interface inicial, a promoção de acordos bilaterais entre os países dispensarão às exigências macro do tratamento tributário, simplificando-as para viabilizar as exportações de micro e pequenas empresas. Para empreendedores tanto de startups, quanto de empresas de pequeno e médio porte, será, sem dúvida, uma barreira a menos para galgar uma nova posição, podendo alcançar o mercado internacional de maneira mais simplificada e acessível.

De maneira geral, o Simples Internacional tem como meta ampliar o comércio entre países nos setores de bens e de serviços e, inúmeros outros benefícios já são visíveis e vão além da questão tributária, como, por exemplo, a desburocratização nas transações comerciais, principalmente no que tange ao câmbio, uma vez que remetentes e destinatários dos países que o integrarem poderão executá-las, recebendo os pagamentos em suas respectivas moedas por meio do Sistema de Moeda Local (SML).

Entre as frentes principais da medida, haverá a implantação do uso de moedas locais para transações, sem a necessidade de conversão em dólar, ou seja, as transações brasileiros e argentinos poderão ser efetuadas por meio de suas respectivas moedas, reais e pesos, diretamente. Além disso, há a discussão de sistemas de aceitação mútua do licenciamento em aduanas, que, basicamente, concebe estabelecimento de tratamentos iguais entre alfândegas.

Outra vertente positiva, dentro desse prisma da desburocratização, atinge em cheio o ‘Custo Brasil’, responsável pela demora e complexidade na liberação das mercadorias, em função dos requisitos advindos dos despachos aduaneiros que, hoje, são também responsáveis pela desintegração das empresas brasileiras das cadeias internacionais. A consolidação de cargas, os seguros, a logística e as tarifas incorporadas nesse processo acabam encarecendo e inviabilizando as transações.

INOVATIVA 2017 – As inscrições para o próximo ciclo de aceleração do InovAtiva começam no dia 23 de janeiro. Participe!

O que está em jogo, portanto, é a possibilidade de termos um novo horizonte, já que, a proposta parte de uma brecha aberta pela lei do Simples Nacional, que criou a figura do ‘operador logístico internacional’, abrindo as portas para uma ofensiva desse nicho do empresariado no mercado de exportações. E, apesar de o desenho inicial prever o lançamento do Simples Internacional apenas com nossos vizinhos latinos, uma vez consolidado, ajustado e funcionado, nada impedirá que se estenda aos demais países do mundo.

É claro que, apesar de serem nítidas as facilidades que o novo mecanismo possibilitará, como as questões do recolhimento dos impostos junto à Receita Federal para a exportação e a própria contabilização dos impostos, ainda estarão presentes os trâmites da burocracia de registro de produto, pedido de autorização, embarque e regras sanitárias, de embalagens e todas as demais descritas e exigidas pelo Mercosul, por exemplo, que não foram e não devem ser excluídas.

E entre os segmentos mais amadurecidos e preparados para a internacionalização e que, possivelmente, se beneficiarão primeiro da nova medida estão: o de tecnologia, voltados aos softwares, games e informática; o do agronegócio, como flores, frutas e outros; o aeroespacial, com fornecedores de soluções e serviços; além das áreas médica e química.

Aos demais que desejam aproveitar a oportunidade e começar esse caminho, vale visitar feiras internacionais, conhecer de perto o mercado exterior, outros competidores, visitar câmaras de comércio de outros países para onde se deseja exportar para avaliar como elas podem ajudar, ir às embaixadas brasileiras para tentar abrir mercados e, principalmente, investir recursos para analisar o potencial do mercado externo para seus respectivos produtos e serviços. Ter uma consultoria, portanto, pode ser importante deslanchar na internalização de maneira correta, fazendo todo o mapeamento prévio necessário, contanto com um advogado especializado em tributação, por exemplo, ou mesmo recorrendo à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).  

Estando numa conjuntura econômico-política como a que se instaurou no País, este pode ser uma abertura alternativa estratégica para ampliar as vendas, já que, quanto mais medidas forem adotadas para fomentá-las, mais poder-se-á retomar as contratações, ampliar a capacidade produtiva e, consequentemente, abrir um precedente importante para reerguer a economia, liberando-a do ciclo vicioso atual.

De todo modo, apesar de positiva, esse ainda é um passo pequeno, que precisa ser dado, mas muito ainda a ser feito, principalmente quanto à diminuição da carga tributária interna, incidindo sobre a produção e mão de obra, além de liberação de investimentos projetos que viabilizem estudos, pesquisas e tecnologias inovadoras, colocando o País em outra esfera. Só assim, de fato, o Brasil se tornará efetivamente mais competitivo e promissor em todos os âmbitos: nacional e internacional.

* Luis Henrique Stockler é graduado em administração de empresas pela FGV, especializado em Marketing pela ESPM e MBA’s de gestão pelo ITA/ESPM e pela FIA/USP, iniciou sua carreira corporativa na construção civil, comercializando materiais de construção, implementando e gerenciando projetos imobiliários. Em 1994, ingressou na indústria de varejo e franquias, trabalhando como diretor comercial em várias redes varejistas como: Hering, TNG, Victor Hugo, Wall Street Institute e Multicoisas. Em 2002, iniciou seu trabalho como consultor em diversos projetos relacionados ao varejo e franquias e, em 2008, abriu sua própria empresa de consultoria especializada em estratégias para varejo e distribuição. Luis é mentor da Endeavor, palestrante credenciado na ABF e, na área acadêmica, ministra aulas de gerenciamento de franquias e marketing na FIA/PROVAR e gerenciamento imobiliário para varejo na FGV-SP. Como sócio-fundador da ba}STOCKLER é responsável pela elaboração de estratégias empresariais e coaching de gestão aos clientes.

0

Nesta semana os podcasts da Olho de Anjo, de Gerson Ribeiro, mentor do InovAtiva Brasil, abordaram sobre a importância da análise de dados para que os empreendedores possam entender o funcionamento dos negócios. Segundo Gerson, a análise de dados é importante para que o empreendedor entender como está o funcionamento do negócio. Isso serve para direcionar o startapeiro a filtrar melhor seus problemas e a lidar com as adversidades do dia a dia.

Gerson também entrevistou o amigo Ed Rodrigues da empresa Credit Dream, que ajuda pessoas a conseguirem crédito acessível. No MeuCrédito App os usuários preenchem alguns campos e em menos de cinco minutos já têm respostas sobre a aprovação do crédito. O entrevistado contou um pouco da história como empreendedor, dos desafios de criar uma startup e da passagem pelo Vale do Silício.Em outro podcast, o mentor questionou sobre muitos empreendedores dizerem que para um negócio dar certo é preciso ir para o Vale do Silício. Gerson explicou que o mercado na Califórnia possui mais investidores interessados em projetos inovadores, mas, no Brasil, existem mais vantagens com relação ao mercado. Para conferir todos os podcast e vídeos, acesse o site Olho de Anjo.

0

Eleita como uma das 14 startups mais atraentes da segunda edição do Demoday InovAtiva 2016, a Viajay é uma plataforma similar a uma rede social de turismo e entretenimento para o público LGBT. Ao organizar e concentrar informações, a startup busca atrair não só o público local, como também o estrangeiro. Por isso, lançou recentemente o serviço em inglês, a recém-lançada Visitay.

Para Fernando Sandes, CEO e fundador da Viajay, a empresa surge em um momento de avanço da inovação e incentiva a criação de produtos segmentados para o público LGBT. “Foi analisando o cenário que decidi montar a empresa. Com o crescimento do turismo LGBT, vi que existia um potencial muito grande neste mercado. Além disso, temos uma iniciativa privada querendo se comunicar cada vez mais com o público e oferecer produtos e serviços de qualidade”, comenta.

Já estão disponíveis na plataforma dicas para capitais brasileiras, como Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, além de destinos internacionais como Estocolmo, Roma, Tel Aviv, Madri e Cuba. Para cada local há um guia completo do que fazer, onde fazer e, principalmente, a receptividade para o público LGBT nesses lugares.

O ano de 2016 foi de grande crescimento para a empresa que foi considerada uma das mais atraentes no último Demoday do ano. “A coroação no final do programa nos serviu como combustível para que o trabalho seja continuado e aumentado”, pondera.

INOVATIVA 2017 – As inscrições para o próximo ciclo de aceleração do InovAtiva começam no dia 23 de janeiro. Participe!

Segundo o fundador, participar do programa foi excelente, principalmente no quesito das mentorias. “Foi o InovAtiva que mudou bastante a nossa forma de ver o negócio, e, principalmente, a nossa comunicação. Por meio do programa, conseguimos adquirir esses conhecimentos e sair mais preparados para o mercado”, encerra.

E no final de 2016, lançaram uma nova plataforma em inglês, a Visitay, destinada ao público estrangeiro que deseja visitar o Brasil, com todo o conteúdo já disponível. Em breve, a empresa também irá lançar guias de intercâmbio, no qual pacotes “friendly” serão disponibilizados para cidades reconhecidas mundialmente pela aceitação LGBT. Isso tudo para oferecer uma experiência confortável e segura ao público.

Para conferir as novidades e os guias de viagens disponíveis na plataforma, basta acessar o site http://viajay.com.br/. Já para roteiros em inglês, para amigos no exterior, o endereço é http://visitay.com/.

0
modelo financeiro

Por Marconi de Assis Silva *

Vejo muitos empreendedores se preocupando com o modelo financeiro apenas quando estão buscando obter o valor da sua empresa (valuation) através de investidores. Na verdade, o primeiro investidor de qualquer negócio é sempre o idealizador da ideia e, portanto, o modelo financeiro deve ser estruturado para atender às necessidades dos próprios empreendedores antes de qualquer coisa. Esta ferramenta, que na minha visão é bastante subutilizada, poderá ser extremamente útil na tomada de decisão e no planejamento do seu negócio. Aqui vão algumas dicas para que você consiga estruturar o seu modelo de forma a se beneficiar como o principal cliente desta ferramenta.

Modelo financeiro

Na estruturação de uma empresa a partir de uma ideia, várias validações são importantes. Validam-se hipóteses sobre o problema, o perfil do cliente, a solução, dentre outras. Tão importante como todas estas, é a validação se o seu modelo de negócio irá gerar resultados. A maneira menos dolorosa de fazer essa validação é através de simulações em um modelo financeiro. Use o seu modelo financeiro para verificar se o seu negócio trará de fato resultados positivos.

Alavancas que mais geram resultados

Além de permitir avaliar os resultados do seu negócio, o modelo financeiro pode ser uma importante ferramenta para se avaliar quais os meios irão te levar àqueles resultados. Faça uma boa reflexão sobre quais parâmetros precisarão ser considerados nas suas simulações e busque ligar os resultados diretamente a estes parâmetros. Desta maneira, vão ficar bastante claras quais as principais alavancas geradoras de resultado do seu negócio e ficará muito mais simples trabalhar as projeções a partir dos parâmetros. Alguns destes parâmetros deverão se tornar indicadores a serem acompanhados para verificar se a empresa está indo na direção planejada.

INOVATIVA 2017 – As inscrições para o próximo ciclo de aceleração do InovAtiva começam no dia 23 de janeiro. Participe!

Diferença entre lucro e gerar caixa

Para alguns pode parecer óbvio, mas grande parte dos empreendedores não é familiarizada com os conceitos de caixa e competência, o que pode levar a algumas trapalhadas na gestão do negócio. Busque entender claramente as diferenças entre estes dois conceitos e utilize o modelo financeiro para verificar tanto se o seu negócio será capaz de gerar lucros quanto qual será a dinâmica do caixa da sua empresa.

Projete parâmetros e avalie os resultados

Um dos grandes desafios ao se fazer simulações de uma empresa startup é a alta incerteza sobre as premissas e parâmetros simulados. Ao se iniciar um negócio, principalmente algo inovador, tem se pouca ou nenhuma base histórica para ser utilizada como referência. Buscando tornar o modelo o menos impreciso possível, é fundamental que se tenha muito claro e bem documentado quais são as fontes de dados e/ou o raciocínio utilizado por trás de todas as premissas utilizadas. Mesmo com os parâmetros bem embasados, busque sempre avaliar de maneira bastante crítica se os resultados finais estão fazendo sentido e, se possível, peça alguém para lhe ajudar a criticar os números. Uma visão externa pode ajudar a encontrar algumas distorções que talvez estejam passando despercebidas.

Modelo para o dia a dia

É muito comum o modelo financeiro ser esquecido “na gaveta” após sua estruturação. O modelo financeiro deve ser uma importante ferramenta para a tomada de decisão no dia a dia do seu negócio. Utilize-o para avaliar como os resultados serão impactados pelas decisões a serem tomadas ou para simular diferentes cenários antes de definir uma direção a ser seguida. Com isto você tomará decisões mais bem embasadas e potencialmente mais assertivas. Dito isto, é fundamental manter os dados do seu modelo o mais atualizados possíveis. No começo, muitos dos parâmetros simulados ainda são incertos e à medida que a empresa vai sendo estruturada você terá mais segurança para realimentar o modelo com parâmetros mais assertivos e consequentemente aumentar a acurácia do seu modelo.

O modelo financeiro pode ser um suporte muito importante na estruturação do seu negócio. Cabe a você, empreendedor, tratá-lo apenas como uma planilha ou como uma ferramenta decisiva na tomada de decisão. Utilizar as dicas aqui propostas, empenhar-se em estruturar um bom modelo e utilizá-lo dentro da sua rotina irá tornar o caminho para o sucesso menos incerto.

* Marconi de Assis Silva é Partner na Abenten Partners e mentor do Programa Inovativa Brasil desde 2016.

0
Investidor

Por William Ribeiro *

Sim, o título é intencionalmente provocativo. Existe uma maneira bastante eficiente de não se conseguir um investimento-anjo: basta você não querer um. O objetivo deste artigo é evitar o desgaste e perda de tempo ao se contatar um investidor-anjo sem o devido preparo dos empreendedores. Muitas vezes, os fundadores inexperientes que precisam (ou acham que precisam) de dinheiro para impulsionar a sua startup, acabam por minar as chances de investimento simplesmente por não fazerem o dever de casa previamente.

Alguns dos problemas abaixo não chegam a ser um pecado mortal. Os anjos existem justamente para se dar o direcionamento para o empreendedor. Mas, convenhamos, o dinheiro do investidor não está desesperado para ser investido. Criar uma startup de sucesso é algo de altíssimo risco, o que faz do investimento nelas, necessariamente, bastante arriscado para o investidor.

Sendo assim, tenha certeza: o investidor irá avaliar muitas opções de startups. Mesmo aquela julgada por ele como potencial alvo de investimento, será bastante investigada.

Então, por que desgastar o contato com o investidor, logo no início do “namoro”? Como criador da startup, seu objetivo é conquistar o investidor, mostrando-se transparente, dedicado e preparado para ser investido.

Caso você NÃO queira receber um investimento-anjo, é só seguir os passos abaixo. Acredite: funciona mesmo.

INOVATIVA 2017 – As inscrições para o próximo ciclo de aceleração do InovAtiva começam no dia 23 de janeiro. Participe!

Erro #1: Peça para o investidor assinar um NDA para você mostrar a sua ideia

Este é o primeiro e mais clássico dos erros.

Analise a coisa pela ótica do investidor: ele vê centenas (às vezes, milhares) de pitches. Fatalmente, as ideias se repetem de uma banca para a outra. Ele está investindo ou dá mentorias em startups que podem pivotar o modelo de negócios, eventualmente coincidindo com a ideia de outras startups.

Que sentido teria, para ele, assinar um contrato de confidencialidade com você? No começo, se existe algum ponto que você não queira abrir, mas ainda assim o seu negócio possa ser entendido, tudo bem. Você pode tentar omitir o pulo do gato, correndo o risco de o investidor achar que você não sabe como resolver o problema.

Os empreendedores precisam parar de pensar nas ideias e focar na execução do negócio. Será mesmo que sua ideia é tão genial, que não pode ser falada para ninguém? Talvez nem para os investidores ou até mesmo para seus clientes (risos)?

Costuma-se dizer que, em investimento-anjo, apostamos nos jóqueis e não nos cavalos. Mais do que na ideia, estamos interessados nos empreendedores: especificamente na probabilidade de se entregar o produto ou serviço que foi concebido na fase de ideação.

Queremos diminuir o risco do nosso capital, investindo somente em quem tem condições de entregar e aproveitar, mercadologicamente falando, o produto.

Em um mundo com 7 bilhões de pessoas, é um ato racional e de humildade não se achar um gênio da lâmpada. Mesmo os Bill Gates da vida, além de gênios, mostraram uma capacidade de realização incrível para terem sucesso nos seus negócios.

Esqueça, então, o pretenso pioneirismo da sua ideia. Google não foi o primeiro buscador, Facebook não foi a primeira rede social. Em muitos casos, o sucesso veio justamente por virem depois dos pioneiros, surfando na onda de erros e acertos do desbravador do mercado.

Falando em ideias, eis outro problema…

Erro #2: Eu tenho uma ideia! Vou procurar um investidor-anjo para tirá-la do papel!

O erro aqui pode ser o fato de você estar no país errado. Até pode ser possível obter investidores na fase de ideação, mas desconheço iniciativas neste estágio no Brasil.

Existe uma única exceção, em que eu faria o investimento: se a solução for de grande impacto e os empreendedores forem de reconhecida excelência na execução de suas funções. Eventualmente, os fundadores podem ser conhecidos de trabalhos anteriores, configurando uma situação em que o investidor consegue mitigar os maiores riscos de se investir na fase embrionária da startup.

Salvos estes casos, esqueça. Via de regra, você não precisa de investimento-anjo nesta fase. A maioria das soluções pode ser feita e testada dentro de casa mesmo. Mesmo quando é necessário algum dinheiro para a fase de prototipagem (como acontece nas startups de hardware) é de bom tom que os empreendedores empenhem dinheiro próprio para se realizar.

Se configura, nestes casos, o maior interesse dos próprios fundadores no sucesso do negócio. Esta é a premissa básica do sucesso de um investimento-anjo: se os fundadores, majoritários que são, não são os maiores interessados no êxito do negócio, o anjo deveria ser?

Antes de procurar um anjo, mostre pra ele que você consegue fazer um protótipo e que ele seria aceito pelo mercado, através de pequenos testes de aceitação.

Outro exemplo de erro clássico e mortal, que não contribui para demonstrar interesse do empreendedor no negócio, é quando ninguém está disposto a trabalhar em tempo integral na startup. Até pode ser um cenário inicial de um negócio, mas como pedir para que alguém aposte, investindo dinheiro na sua empresa, se nenhum fundador acredita realmente no negócio, a ponto de abandonar seu emprego?

Não tenha a ilusão que o seu dinheiro vale mais do que o dos outros. Se você mesmo duvida que pode conseguir, por que esperar que o anjo assuma esse risco por você?

Erro #3: Nossa equipe é formada apenas por desenvolvedores!

Fazendo novamente o exercício de se colocar na pele do investidor: qual a chance de se vender um produto, com todo mundo sentado, fazendo linhas de código? Você investiria em uma empresa que só tem “produção” e ninguém tem a função de vender?

Se o empreendedor pretende delegar a função de vendedor a um funcionário a ser contratado, temos um outro erro. É primordial que pelo menos um dos fundadores tenha o conhecimento comercial do negócio, para não dizer que este é o principal patrimônio de qualquer empresa.

Então, não faz sentido gastar o dinheiro do investidor em um funcionário que iria exercer uma função que deveria ser feita, pelo menos inicialmente, pelos donos da empresa.

Ao conversar com clientes, negociando e apresentando produtos, é incrível os insights de negócio, valores percebidos pelos clientes, possibilidades de pivotagem do negócio e de features de desenvolvimento que são conseguidos.

Se todos empreendedores têm a formação técnica, trate de identificar quem teria vontade, perfil, habilidades de comunicação e negociação para atuar no comercial da empresa.

Lembre-se que o anjo não será o vendedor da empresa! Alguém tem que fazer este trabalho.

Caso não haja ninguém com esse perfil na sua startup, você provavelmente não fez um bom trabalho ao escolher as pessoas para ser sócio. Não há a complementaridade necessária para tocar as diversas funções de um negócio. Alguns livros sugerem o seguinte modelo de composição societária numa startup:

  • Hacker: É a pessoa dos bits. O fera da programação. Faz tudo impecável, nos backgrounds da coisa.
  • Hipster: Faz com que o trabalho do Hacker pareça a coisa mais legal do mundo, mas para o usuário comum! É o mestre do design.
  • Hustler: É o porta-voz do grupo. Se o hacker gosta dos bastidores, o Hustler adora o palco. É o marqueteiro do nosso grupo. Sobra para o Hustler as funções de vendas, construção de parcerias comerciais, etc.

Este é o perfil geral, com as funções se misturando algumas vezes. Lembrando que deve sobrar para alguém fazer a máquina girar: cuidar das finanças, fornecedores, gestão do negócio, etc…

Times equilibrados, com um fundador técnico e outro voltado a negócios, tendem a levantar 30% mais capital.

INOVATIVA 2017 – As inscrições para o próximo ciclo de aceleração do InovAtiva começam no dia 23 de janeiro. Participe!

Erro#4: Não temos desenvolvedores na nossa startup. Vamos terceirizar esta parte!

Por definição, ao trabalhar com soluções disruptivas, as startups são empreitadas de alto risco. Nem mesmo o investidor-anjo pode ser capaz de prever o melhor feature a ser desenvolvido. Aliás, o negócio pode até mudar totalmente, durante o processo.

Então, flexibilidade é a alma do negócio. Mudar, testar, mudar novamente…. Esse é o jogo.

Agora imagine se o investidor gostaria de empenhar todo o seu rico dinheirinho para um terceiro desenvolver a solução, a cada vez que se detecte uma necessidade de mudança.

No começo, a condição ideal é que estes custos sejam pagos pelo trabalho do empreendedor. O dinheiro do investidor será muito mais útil se destinado, pelo menos em maior parte, para marketing e promoção dos produtos.

Erro#5: Minha ideia é demais!!! Viva!! Prêmios, Mídia, oba-oba!!!

Eu defendo que nenhuma startup deveria ser criada com o primeiro propósito de dar dinheiro. Pode parecer antagônico ouvir isto de um investidor, mas não é. Isto porque é muito difícil enxergar dinheiro antes (ou até na) disruptura. Formas de monetização certamente virão, se o negócio efetivamente resolver o problema das pessoas de uma maneira eficiente.

O que é muito diferente de não ter um plano ou desejo de monetizar a startup. Uma vez verificado que a solução é excelente ao atender um problema do cliente, automaticamente a monetização deve ser discutida. Você pode optar por não usá-la no início, priorizando a captação de usuários. Mas um plano de monetização sempre deve existir e ser disparado ao tempo correto.

Existe uma grande glamourização do empreendedorismo em startups. Prêmios em dinheiro e de reconhecimento, programas de aceleração, festas, encontros, eventos, programas no Vale do Silício, etc…

Claro que tudo isto, a seu tempo e de forma moderada, pode ser interessante. Mas chega a ser incrível dizer isso: alguém da empresa tem que querer ganhar dinheiro. Mudar o mundo é legal, festejar é mais ainda. Mas quem paga as contas, afinal: só o dinheiro do investidor?

Uma startup que não tenha ninguém que ame a ideia a ponto de promovê-la, não merece ser investida. Muito melhor uma ideia razoável, com as métricas de conversão e vendas rodando com excelência, do que uma ideia maravilhosa encravada na tela do computador.

Startups são, acima de tudo, empresas. Se nenhum empreendedor dela gosta de ganhar, o investidor tem horror a perder dinheiro no que não vale a pena. Melhor investir em outra startup.

Erro#6: Precisamos de dinheiro! Não sei pra que, mas precisamos!

Aqui mora um erro inclusive que atinge inclusive muitos investidores iniciantes. Algumas vezes, a ideia é boa, os empreendedores são fantásticos. Por ser uma combinação perfeita e bastante rara, o investidor já sai abrindo a carteira.

Acontece que, sem uma validação mínima de custos de aquisição de usuário, qualquer previsão é um mero chute. Não é raro ver a previsão de burn rate do dinheiro do investidor como uma linha do excel que segue fixa ou cresce “x” mil reais por mês.

Via de regra, a maior parte do dinheiro do investidor será usada para captar mais clientes. E, não havendo planejamento, o risco de o dinheiro acabar em um tempo (runway) menor que o planejado, cresce muito. Em condições extremas, o negócio mostra-se inviável, justamente por apresentar o custo de aquisição maior do que os valores a serem desprendidos pelo cliente.

Com um MVP na mão (às vezes até antes disso), é possível estimar os custos de captura de um cliente e fazer pequenos experimentos de tração. Geralmente não é necessário um investidor-anjo para isso. Custa pouco dinheiro e mostra dedicação, conhecimento do negócio e preparo por parte dos empreendedores.

Um investidor-anjo quer uma empresa que tenha ideia de quem são, quanto custa captar e quanto pagam os seus clientes. Então, entender de Unit Economics faz parte do dever de casa de um empreendedor que deseja um investidor anjo capacitado para o seu negócio.

#Erro 7: Meu Pitch (mesmo cheio de clichês) está fera!!!

Quem participa de bancas de startups já sabe de cor os principais clichês de um pitch. Aliás, eu acho o pitch um negócio chato pra caramba. Ou tem os erros crassos, que vamos falar na sequência, ou é tão lindo, treinado e decorado que dá vontade de namorar o empreendedor. Nunca ouvi falar em ninguém que investiu com base no pitch, embora o misticismo do pitch de elevador leva a crer nesta falácia. Nada substitui uma boa conversa, olho no olho, com os empreendedores.

Tirando estes pitches lindos de morrer, temos também aqueles de se morrer de raiva. Em toda banca de startups aparece essas coisas – se você tem algo assim no seu pitch, trate logo de resolver:

  • Não tenho concorrentes”. Ué, seu mercado é tão ruim assim que mais ninguém quer saber disso? Geralmente não é o caso: concorrentes indiretos sempre existem. Com mais probabilidade, os diretos também estão aí. Preguiça ou negligência do empreendedor.
  • Tabela de comparativos de features só com “checks” em verde para a startups. Os concorrentes estabelecidos, por uma razão ilógica ou inexplicável, não fazem nada do que a startup se propõe a fazer. Mais honesto seria elencar o que os concorrentes estão fazendo, mesmo que coincida com alguma funcionalidade do projeto.
  • Meu mercado é de 18 bilhões de reais”, poderia dizer uma startup que traga alguma solução para pets. Coisa linda. Ignora-se, porém, que quase 70% disso é ração e alimentos. A conta deveria começar por este número, partindo-se então para o nicho a ser atingido, etc.
  • Se atingirmos apenas 1% deste mercado… porque somos conservadores!” Hum…. Virou um mantra para convencer alguém que nada pode dar errado com a startup. Afinal, o que é 1%, não é? Metas são boas quando são ousadas (será que não estão pensando pequeno demais?), porém factíveis (qual o plano para se atingir esta fatia, pretensamente pequena)?
  • Nossa empresa (que basicamente se resume a este powerpoint) vale R$180 milhões.” Este milagre de valorização de powerpoint ilude muitos empreendedores e até investidores inadvertidos. Nesta conta, o empreendedor pegou 1% de 18 bilhões e acha que este é o valor de sua empresa. É o empreendedorismo mágico de contos de fada.

Conclusão

Conseguir um investimento-anjo pode ser um fator muito importante de alavancagem para o seu negócio. Contudo, ainda são poucos os investidores individuais dispostos a aportar dinheiro em negócios nascentes, como nas startups.

Mesmo quando há sinergia entre investidor e empresa, o processo até a liberação dos recursos geralmente é burocrático e extenso.

Por estas razões, recomenda-se que os fundadores e suas empresas estejam preparados para maximizar as chances e resultados do processo de investimento.

Mas o que fazer quando se acha um anjo em potencial, mas você ainda não desenvolveu ou validou o seu produto? De acordo com as palavras da própria Anjos do Brasil:

“Nos mercados mais consolidados, a figura do advisor é muito forte. Não necessariamente para captar dinheiro, mas para ajudar a entender a necessidade do negócio. No momento certo, ele próprio pode se tornar um investidor.”

Verifique se sua startup tem um “fit” com a tese de investimentos do anjo. Ofereça para o investidor a possibilidade de envio de relatórios de progresso de sua startup. Todo investidor gosta de ver uma empresa trabalhando direito e tracionando o seu negócio.

Não deixe de responder para o investidor. Não se esqueça do anjo e não deixe o anjo esquecer da sua startup.

Ideias disruptivas requerem investimentos, muito maiores do que temos atualmente no Brasil. Para isso, é preciso que startups e investidores-anjo caminhem juntos em um processo de profissionalização desta relação, mitigando riscos, prezando transparência, governança e cumplicidade entre as partes envolvidas.

Só então poderemos começar a construir um ecossistema de startups exuberante e próspero, na mesma proporção das ideias que são criadas por aqui.

* William Ribeiro é engenheiro da Computação pelo INATEL, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Criou e dirigiu por 15 anos a empresa RWTECH. É educador financeiro (Minha Vida Nova), empresário e investidor.

INOVATIVA 2017 – As inscrições para o próximo ciclo de aceleração do InovAtiva começam no dia 23 de janeiro. Participe!

0
juridica

Por Luiz Sibahi e Michel Cury

É muito comum aos empreendedores ligados às empresas de tecnologia e inovação, desde o início, não estabelecerem uma estrutura legal para o seu negócio. Este é um erro estratégico que pode comprometer o desenvolvimento da startup e frustrar as oportunidades de negócio que irão surgir.

Apesar da ansiedade em transformar uma ideia em realidade, é muito importante que os fundadores pensem desde o início nas bases jurídicas do negócio. A operacionalização da empresa está sujeita à uma série de procedimento legais, que podem variar bastante para cada desenho de empreendimento.

Abaixo, listamos brevemente as principais etapas que precisam ser implementadas no desenvolvimento de uma startup. Ficando atento a estes fatores desde o início da criação do negócio será possível evitar problemas futuros e dispendiosas batalhas legais.

  1. Ato de Constituição e Tipo Jurídico

A primeira decisão que o empreendedor deve considerar são as implicações legais sobre qual tipo jurídico sua startup será constituída. A legislação brasileira de direito societário avançou bastante nos últimos anos e consolidou dois principais tipos jurídicos que organizam a atividade empresarial: a empresa de responsabilidade limitada e a sociedade anônima.

A empresa de responsabilidade limitada é um tipo jurídico bastante usado, composto por dois ou mais sócios. Na empresa limitada, o patrimônio dos sócios é separado do patrimônio da sociedade, que será o único recurso usado para cumprir com as responsabilidades da empresa. Justamente por isso, a principal função deste tipo jurídico é proteger os bens pessoais do sócio. Por outro lado, as sociedades limitadas oferecem opções limitadas para o financiamento e gestão das suas atividades.

Além da sociedade limitada, a legislação atual prevê a figura da EIRELI – empresa individual de responsabilidade limitada. Nesse caso, é possível o desenvolvimento de atividades empresariais por uma única pessoa, no mesmo formato de uma sociedade limitada. Além das mesmas restrições, a EIRELI também requer um capital mínimo no valor de 100 salários mínimos.

Para uma empresa de inovação e tecnologia, começar como uma empresa limitada é uma boa ideia, mas os investidores irão sempre considerar a transformação para uma S.A. Depois que o empreendedor decidiu o melhor desenho jurídico, é preciso obter os registros necessários para o funcionamento da empresa.

  1. Registro, inscrições e autorizações

Após a definição do desenho jurídico da startup, o próximo passo é efetuar o registro da sociedade na Junta Comercial do estado em que atua. Somente a partir do registro que a constituição da empresa é válida e ela pode praticar atos em seu nome. Com o registro na Junta, a empresa obtém também a Inscrição Estadual. Depois, é necessário providenciar sua inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, junto à Receita Federal, e as demais inscrições, dependendo do seu tipo de atividade.

Além do registro e inscrições que cada tipo de atividade empresarial requer, é necessário se atentar ao tipo de autorização ou permissão administrativa necessária para sua operação.

Um bom exemplo é o tipo de regulação que as fintechs podem estar sujeitas. O Banco Central do Brasil editou recentemente normas que disciplinam a atividade de prestadoras de pagamento. Então, mesmo uma pequena empresa como uma startup pode estar sujeita a algum tipo de regulação em sua atividade.

  1. Acordos de confidencialidade

Startups trabalham com ideias inovadoras. Muitas vezes, a operacionalização da atividade é muito mais simples do que a análise de mercado, a percepção de suas demandas, e a apresentação de uma solução. Por isso, é altamente recomendado que os empreendedores tenham sempre em mente a necessidade de proteger o business soul da sua empresa.

Problematizar o acesso de terceiros aos ativos materiais e imateriais da companhia é bastante complexo, principalmente no começo da operação, quando o empresário está na posição mais dependente de funcionários e possíveis investidores, ao mesmo tempo em que sua ideia é inovadora e precisa ser colocada em prática.

Nesse cenário, a melhor aposta é investir em “Non discousure agreements”, os chamados NDA’s, ou, acordos de confidencialidade. Cada parte envolvida na operação precisa de um documento pensado especificamente para sua atividade. Assim, é bastante recomendável que se negocie os termos da interação entre funcionários, investidores e empresa, de modo a minimizar os riscos decorrentes do envolvimento de outras partes na operação da empresa.

  1. Etapa de Investimento

A última etapa jurídica – que eventualmente pode se dar em vários rounds e em diferentes momentos – efetivamente relevante para a startup é o investimento. As empresas de inovação e tecnologia trabalham com ideias disruptivas, por isso podem começar com poucos recursos. Mas conforme cresce, é inevitável considerar a relevância de um aporte de capital, que pode se dar, em geral, de duas maneiras: aumento com reserva de capital ou mútuo conversível.

O aumento com reserva de capital implica na entrada direta dos investidores na empresa, passando assim a integrar o quadro de sócios. Neste caso, há uma diferença entre o valor pago por quota ou ação, e seu valor nominal. Essa diferença irá formar a reserva de capital, que poderá ser usada pela empresa.

O mútuo conversível é a opção mais comum, pois protege o investidor contra os riscos de participar diretamente do capital social da empresa e, por exemplo, serem responsabilizados por alguma obrigação social. Trata-se de um empréstimo conversível em ações da empresa, que pode ser disparado em diversos cenários, conforme negociado pelas partes.

Em todas estas etapas, é sempre recomendável o acompanhamento por assessores jurídicos familiarizados com as particularidades do mercado de startups, assim têm-se mais chances de construir um negócio preparado para crescer.

 

* Luiz Sibahi é advogado na área de direito societário e M&A da FTCS Advogados, mestrando em Filosofia do Direito pela Universidade de São Paulo – USP, formado pela Universidade de São Paulo – USP.

* Michel Cury é sócio do escritório FTCS Advogados, pós-graduando pela Stanford University em Strategic Decision and Risk Management, mestre em Direito pela Universidade de São Paulo – USP, é mentor do programa InovAtiva Brasil.

0
biz.u

Uma empresa que seleciona pessoas para vagas de empregos e que tem um diferencial: levar em conta não apenas a experiência profissional do candidato, mas também valores, propósitos individuais e vivências. Essa é a Biz.u, acelerada pelo InovAtiva Brasil no Ciclo 2016.2. Fundada no Rio de Janeiro (RJ), a empresa foi selecionada para programa French Tech Ticket, que começa este mês de janeiro na França. O objetivo principal do programa é fazer com que as startups em fase de criação possam alcançar investidores. Além disso, vai oferecer € 45 mil em financiamentos e direcionar as equipes vencedoras a mais de 40 incubadoras.

Criado há 3 anos pelo governo francês, o French Tech Ticket oferece condições para startups com o objetivo de impulsionar o crescimento e fazer com que essas marcas se tornem globais tendo a França como base para isso. O programa  selecionou 50 empresas de todo o mundo e a Biz.u é uma das brasileiras escolhidas. Fillipe Bazilio, CEO da empresa, revela que o sonho de internacionalização está cada vez mais próximo. “Assim que saímos do Bootcamp final do InovAtiva, recebemos a notícia que tínhamos sido aprovados no French. Sempre tivemos o sonho de tornar nossa empresa conhecida fora do país e agora estamos com a oportunidade em nossas mãos”, afirma.

Com as oportunidades que o French Tech vai trazer, a Biz.u pretende explorar o mercado francês. “Nosso principal objetivo, além de consolidar nossa marca no Brasil, é estudar o funcionamento do empreendedorismo na França. Vai ser muito importante desenvolver ainda mais nosso produto. Depois de ter um melhor entendimento de mercado, tentaremos migrar para outras plataformas, e claro, abrir mercado na França”, declara Fellipe.

INOVATIVA 2017 – As inscrições para o próximo Ciclo de aceleração do InovAtiva começam no dia 23 de janeiro. Participe e divulgue para a sua rede!

A startup carioca surgiu a partir de um curso dentro de uma aceleradora no Rio de Janeiro e recebeu investimentos de R$ 300 mil para colocar o projeto em prática. Um dos diferenciais para quem se cadastra no site é o acesso a maior descrição sobre as empresas, além de vídeos mostrando o ambiente de trabalho e depoimentos de funcionários. Durante sua passagem pelo programa InovAtiva Brasil, a empresa pôde receber orientações de mentores conceituados e despertar interesses em possíveis investidores.

Para o ano de 2017 a startup também quer estruturar melhor o trabalho que realiza no Brasil e aproveitar os frutos que a participação no InovAtiva Brasil trouxe, como novos investidores e parcerias e tornar a plataforma mais conhecida nacionalmente. “Participar de um programa como o InovAtiva nos preparou e deu todo o suporte que precisávamos para nosso desenvolvimento como empresa e negócio. Surgiram novos investidores e parceiros e queremos que o trabalhos que realizamos continue sendo de qualidade. Depois de toda essa preparação que recebemos, acredito que estamos prontos enfrentar os desafios que iremos encontrar na França e no mundo”, finaliza.

Para saber sobre a Biz.u:

Facebook: https://www.facebook.com/bizu.vc

Instagram: https://www.instagram.com/biz.u/

Site: https://www.bizu.vc/vagas/

Conheça o French Tech Ticket: http://www.frenchtechticket.com/

0

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) irá patrocinar o Favela On, maratona gratuita de tecnologia voltada para moradores de favelas, organizado pela Central Única das Favelas (CUFA), nos dias 14 e 15 de janeiro, no Rio de Janeiro (RJ).

A expectativa é que ao longo de dois dias mais de 1200 pessoas participem. O evento busca promover a capacitação profissional e o empreendedorismo voltados ao setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para moradores das comunidades carentes do Rio de Janeiro, principalmente os mais jovens.

Além do patrocínio e apoio ao evento, o MDIC irá coordenar o workshop “Como criar uma startup em duas horas”, ministrado pelo Secretário de Inovação e Novos Negócios, Marcos Vinícius de Souza. Na dinâmica, também participam mentores do InovAtiva Brasil, programa de aceleração de startups realizado pelo Ministério e Sebrae.

“Esse evento será muito importante para apresentar à comunidade da periferia, principalmente aos jovens, conhecimento sobre como empreender, criar o seu próprio negócio com menos risco e maior capacidade de gerar lucro. Além disso, a iniciativa faz parte do InovAtiva de Impacto, novo braço do InovAtiva Brasil, destinado a acelerar startups de impacto social ou ambiental. Certamente, os novos negócios inovadores que poderão ser criados por esses jovens terão grande impacto para a inclusão social nas favelas”, destacou Souza. As 80 vagas para esse workshop já foram preenchidas.

O Sebrae/RJ e o Facebook, que também apoiam o evento, promoverão outras atividades e oficinas sobre empreendedorismo e programação e desenvolvimento em TIC.

Outra frente de atuação será na área de qualificação profissional. Durante e após o evento, o MDIC e a CUFA irão captar interessados em fazer novos cursos do Pronatec. “O principal objetivo do evento é despertar o interesse por programação e pelo setor de TIC. Essa é uma área com grande demanda, que paga bons salários e permite que os jovens comecem a trabalhar após um período curto de capacitação, muitas vezes sem necessidade de uma graduação. A partir disso, e da demanda de mão de obra mapeada em grandes empresas do setor, poderemos oferecer os cursos do Pronatec sob medida para fazer essa conexão direta e, dessa forma, garantir a colocação desses jovens em ótima posição no mercado de trabalho”, completa Souza.

       

Serviço: Favela On

Data: 14 e 15 de janeiro

Horário: a partir das 10h

Local: Espaço CUFA-Madureira

Programação e inscrições gratuitas no site: http://www.favelaon.com.br/

0

As startups aceleradas pelo programa InovAtiva Brasil começaram 2017 como destaques em muitos portais do país. Uma lista de dez startups que nasceram no interior, longe dos centros urbanos, chamou a atenção de jornalistas que abordaram a temática em suas colunas. O Demoday InovAtiva também foi lembrado por alguns sites que destacaram a oportunidade que os empreendedores têm de expandir as ideias inovadoras no mercado.

Portais importantes, como o Terra e a Exame.com, trouxeram matérias sobre dez empresas que foram criadas longes dos grandes centros e que merecem atenção em 2017. Nessa lista está a Inova GS, uma startup de Santa Rita do Sapucaí (MG), que oferece estágio a distância, e foi acelerada pelo InovAtiva em 2016.

O jornal Dia Dia e o site A Crítica de Campo Grande relembraram a participação da startup Reduza no Demoday InovAtiva, realizado em dezembro de 2016. A empresa criou um sistema que ajuda os consumidores a buscar o melhor preço do produto procurado.

Uma ferramenta que ajuda empresas a descobrirem como melhorar e facilitar a experiência do usuário durante a navegação foi o destaque dos portais StartSe, Terra e Exame. A empresa paulista que oferece esse serviço é a TEST. Durante sua passagem pelo InovAtiva, obteve um grande desempenho. No Demoday, foi eleita uma das 12 startups destaque do programa.

O DCI produziu uma matéria sobre uma ferramenta que ajuda a potencializar a assertividade do marketing digital realizado por empresas. Quem criou esse método foi a startup Bonuts, da empreendedora Renata Chemin. O portal mostrou como a ferramenta é útil para ajudar a  evitar que o propósito de campanhas seja desvirtuado.

Gostou dos assuntos do InovAtiva na Mídia? Então fiquei ligado no nosso clipping e acompanhe essas e outras notícias: http://mjournal.net.br/inovativa

0

image004As inscrições para o Energy Transition Award vão até 31 de janeiro

Para os empreendedores que renovaram as energias com o ano novo e estão prontos para novos desafios, não percam a oportunidade de participar do Energy Transition Award 2017. A competição internacional é promovida pela Agência de Energia Alemã (dena) e outros 70 parceiros de 25 países, incluindo aceleradoras, investidores, incubadoras e agências de fomento.

As startups podem se inscrever em seis categorias diferentes: desenvolvimento urbano, mobilidade, cleantech, plataformas e comunidades, produção e manufatura e um prêmio especial de energia sustentável.

As três startups mais bem avaliadas de cada categoria ganham as despesas pagas para participar do Energy Transition Tech Festival, que será realizado em Berlim, na Alemanha, em 20 de março de 2017. Na oportunidade, as startups se apresentam para um júri internacional. Os startupeiros podem ainda escolher um investidor da banca para um match. Além disso, todos os 18 times recebem mentorias e os vencedores de cada categoria recebem prêmios em dinheiro.

Para o Secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcus Vinícius de Souza, a competição é uma excelente oportunidade para as startups que participam do InovAtiva Brasil. “A chance de se apresentar para um júri internacional é um grande passo para que os empreendedores possam dar início ao processo de internacionalização. As mentorias e o networking com startups e investidores de diferentes países também são um grande diferencial”.

As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de janeiro, exclusivamente pelo site: http://startup-energy-transition.com/.

#StartUpEnergyTransition #climatechange #Energiewende #boostinginnovation #visionaryvanguard

SOCIAL

25,329FansLike
351FollowersFollow
1,728SubscribersSubscribe