5 requisitos para uma startup fornecer tecnologia para indústrias

É comum abrir os sites especializados e encontrar notícias sobre as parcerias entre startups e os tradicionais nomes do mercado. A lista de grandes empresas que têm recorrido às soluções apresentadas pelas startups só cresce: Tecnisa, Bradesco, Itaú, Coca-Cola, Pernod Ricard e Natura são apenas algumas. Os motivos apresentados são similares: estreitar a relação com os […]

É comum abrir os sites especializados e encontrar notícias sobre as parcerias entre startups e os tradicionais nomes do mercado. A lista de grandes empresas que têm recorrido às soluções apresentadas pelas startups só cresce: Tecnisa, Bradesco, Itaú, Coca-Cola, Pernod Ricard e Natura são apenas algumas. Os motivos apresentados são similares: estreitar a relação com os novos empreendedores, buscar ideias que aumentem a produtividade e que possuam um menor custo.

Os ganhos são em via dupla. Se por um lado há a aderência de tecnologias inovadoras, por outro existe a possibilidade de acesso ao mercado para as startups. As formas de aproximação são muitas: hackathons, concursos, programas como o InovAtiva Brasil, entre outros. No entanto, a dúvida persiste: como atender aos requisitos e se tornar um dos escolhidos para fornecer tecnologia para indústrias?

Em primeiro lugar, a startup precisa estar ciente de que deverá obedecer uma série de requisitos estabelecidos pela indústria. São pontos que garantem que o negócio está bem estruturado, ou seja, não será meramente uma aposta. Para se tornar atrativo, não basta vender uma solução mirabolante, pelo contrário, o que as grandes empresas procuram são respostas práticas. O que está por trás da solução também é importante: cultura de processos, capacidade de entrega, alinhamento dos processos de logística, redução de custos, padronização e qualidade na produção são apenas o começo.

Pode até parecer excessivo, mas, ao final, as exigências resultarão na otimização do próprio negócio da startup. Por isso, em vez de reagir negativamente, as startups que desejam fornecer tecnologia para indústrias devem aproveitar o momento para investir em capacitação. Adquirir conhecimentos e trocar experiências com especialistas são atitudes que trarão apenas vantagens para os empreendedores. Afinal, além de uma oportunidade para networking, a capacitação permite atender aos requisitos do mercado e provocar o crescimento e a estruturação dos processos, qualificando ainda mais a startup.

Confira quais são os 5 principais pré-requisitos para uma startup fornecer tecnologia para indústrias:

  1. Arrume a casa: o primeiro passo é estabelecer a estruturação dos processos dentro da própria startup. É o momento de uma avaliação global do negócio, com a identificação dos pontos fracos e fortes. Com isso, será mais fácil buscar a capacitação adequada e otimizar as soluções oferecidas para as empresas.

  1. Apaixone-se moderadamente: por mais óbvio que possa parecer, esse é um dos conselhos mais dados para os empreendedores iniciantes. Até certo limite, faz todo o sentido. A paixão e a perseverança são duas características bem vistas pelos investidores e empresas. No entanto, cuidado. O criador do Business Model Canvas, Alexander Osterwalder, aconselha a não se apegar demais a uma ideia. Isso pode atrapalhar no desenvolvimento da solução e insistir em um caminho que nem sempre é o mais lucrativo.

  1. Obedeça às regras: estar de acordo com as normas exigidas em cada segmento é essencial para atender às empresas. É preciso consultar, inclusive, padrões internacionais para exportação, pois é possível a inclusão de regras diferentes das exigidas em território nacional. Sendo assim, obter certificados e acompanhar as mudanças legais de cada área são fatores essenciais para a startup que quiser relacionar-se com os grandes players, seja para oferecer tecnologia para indústrias ou para ter acesso ao mercado. É uma questão de responsabilidade e credibilidade.

  1. Faça melhor: é comum designar às boas ideias o título de negócio inovador. Contudo, para ser uma ideia com potencial de negócio, não é necessário que seja realmente uma novidade. O importante, no caso, é se adequar a startup à perspectiva do mercado que será atendido. Outro erro é olhar para a inovação apenas no produto final. Inovar é pensar também em otimizar processos e estruturas para aperfeiçoar entregas e resolver problemas. Além disso, um empreendedor inovador incorpora o conceito nas próprias ações, buscando oportunidades no mercado, parcerias e clientes potenciais.

  1. Fique preparado: as oportunidades podem aparecer até mesmo em uma conversa informal. Por isso, o empreendedor precisa estar sempre preparado para vender sua startup. As bancas de apresentação, como as do Demoday do InovAtiva Brasil, são outra forma de atrair clientes potenciais e, justamente pela importância das empresas participantes, necessita de uma preparação especial. Além das informações técnicas, o mais importante é oferecer uma solução. Fornecer tecnologia para indústrias é, no entendimento dos empresários, fornecer resultados.