Esta sessão é destinada para publicação de artigos escritos pela comunidade InovAtiva

Conheça o perfil das startups aprovadas para o programa InovAtiva Brasil 2019.1

Foram 731 inscrições e 122 startups pré-aprovadas até chegarmos aos 105 negócios inovadores selecionados para participar do programa InovAtiva Brasil 2019.1. Nesta edição temos empreendedores de todas as regiões do país, representando 77% dos estados brasileiros, situados em 21 dos 27 estados do Brasil.

O ciclo 2019.1 terá 37% das startups vindas da região Sudeste, a mesma quantidade de empresas estabelecidas na região Sul; 18% situadas na região Nordeste; 7% localizadas na região Centro-Oeste; e 1% dos negócios são provenientes da região Norte.

Em comparação com o último ciclo, tivemos uma melhor distribuição regional, equilibrando a presença de cada região. Além disso, neste ciclo tivemos a inserção de cinco novos estados: Alagoas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso e Piauí.

52% dos selecionados têm mais de três anos de atuação, faturamento médio mensal de até R$ 30 mil (58%), vínculo com grandes empresas (59%) e funcionários fulltime (65%). A maioria dessas empresas oferece soluções B2B (67%), atua com modelo de negócio SAAS (51%) e não tem negócios similares no mercado (67%).

Essas startups, já formalizadas como empresas, têm vagas abertas (63%), contam com uma base crescente de clientes (79%), nunca passaram por aceleradoras (64%) e, tem como maior objetivo no InovAtiva Brasil 2019.1 conquistar investimento e se conectar com grandes empresas (63%).

Destaque InovAtiva: Conheça a Oliplanet, empresa que instrui e ajuda a salvar o nosso planeta

O InovAtiva Brasil conta com uma vertente chamada de InovAtiva de Impacto. Voltada para startups que atuam com impacto social e ambiental. O programa oferece cursos gratuitos de empreendedorismo de alto nível diretamente com os melhores especialistas do país.

Em sua última edição, o InovAtiva de Impacto destacou duas startups, por suas ideias originais. Uma delas é o Oliplanet, um programa de logística reversa de óleo de cozinha usado que busca fechar a cadeia de reciclagem entre consumidor, pontos de coleta e recicladoras.

Quer saber um pouco mais sobre a empresa? Então confira a entrevista que fizemos com Gabriel Kopanski, Co-fundador, Diretor de Planejamento Estratégico e Produção da startup:

Como surgiu a Oliplanet?

Somos do interior do Paraná e lá aprendemos que tudo tem que ser reaproveitado. Quando crianças, os lápis que usávamos em um ano na escola eram apontados e nossa mãe fazia uma caixa nova para usarmos esses mesmos lápis no ano seguinte. Assim que começamos a trabalhar em Curitiba, vimos que soluções simples podiam ajudar a tornar o dia a dia mais fácil e divertido. Em meio a esse cenário surgiu a Oliplanet, com o objetivo de armazenar o óleo usado na cozinha sem precisar lavar o funil todas as vezes. Então, David Keller, Fundador e diretor de marketing da empresa, uniu uma tampinha de garrafa pet com um bocal de maionese e começamos a guardar o óleo ali. Além de não precisar lavar toda vez que era usada, ajudávamos a manter a tubulação livre de entupimentos.

Quando surgiu o negócio?

Surgiu em 2013, quando eu e David morávamos no mesmo apartamento para dividir despesas e estávamos começando nossas carreiras. Na época, Davi era do design e eu da engenharia, então criamos uma bolinha mais bonita e funcional. As pessoas que viam, falavam que legal e deveríamos aumentar a nossa produção. Esse incentivo nos fez criar um filme e divulgar na internet para que um crowdfunding visse e nos desse uma injeção industrial para conseguir fabricar um molde. Não foi de primeira, mas conseguimos parceiros depois para viabilizar.

O que faz a Oliplanet?

Somos uma empresa de ações socioambientais e marketing verde que ajuda as pessoas a darem a destinação correta ao óleo de cozinha usado, que é matéria prima para vários produtos, como tintas, sabão e biodiesel. Nós fazemos campanhas de conscientização ambiental em escolas por meio do Programa Ponto Azul, em que as crianças trocam óleo usados por sabão e concorrem a prêmios.

Qual é o diferencial da startup?

Unimos criatividade e design para dar condições de facilitar a vida em casa. Com isso, chegamos onde nenhuma empresa de coleta de óleo já chegou: dentro dos lares, criando cultura de reciclagem, facilitando o processo onde o problema começa e instruindo sobre o correto descarte do óleo.

Com que objetivo você se inscreveu no programa InovAtiva Brasil? Conseguiu atingi-lo? O que isso agregou para a sua empresa?

Um amigo comentou que nosso negócio tinha tudo a ver com este programa. Então, comecei a me interessar e com isso aprender sobre o InovAtiva Brasil. Saímos de lá muito mais estruturados que quando entramos, aprendemos a metodologia correta para resolver problemas e a pensar em escalabilidade. Os mentores nos ajudaram a encontrar pontos fracos e melhorar.

O que você almeja para o futuro da sua startup?

Poder mudar alguma coisa no mundo que faça sentido para as pessoas. Quando descartamos o óleo na pia, sem saber, estamos causando um enorme dano ambiental. Um litro de óleo contamina até 20 mil litros de água. Isso não passa pela cabeça das pessoas. Estamos instruindo e ajudando a salvar nosso planeta, além de facilitar o descarte. Esse óleo tem valor, pois é fonte de matéria prima para outros produtos essenciais no nosso dia a dia.

Quantos clientes possui atualmente? Tem algum case de sucesso?

Temos várias frentes: programa nas escolas (Ponto Azul), venda para empresas como brindes, campanhas, fonte de renda para grupos de escoteiros, vendas no varejo em mercados e internet. Hoje já comercializamos mais de 379 mil unidades e esperamos poder crescer para todas as capitais agora.

A empresa tem alguma novidade que gostaria de compartilhar conosco?

Sim! Estamos buscando parceiros para escalar o Programa Ponto Azul em todas as capitais. Com ele faremos campanhas em escolas para criar uma cultura de reciclagem dentro das casas e dar recompensas por isso.

 

Lembrando que as inscrições para o InovAtiva de Impacto começam no dia 29/04! Fique atento e não perca essa oportunidade.

Ensino Médio terá formação mais voltada para o empreendedorismo

O mundo vem mudando, se tornando mais digital e tecnológico. Para acompanhar essas transformações, recentemente o Ministério da Educação (MEC) divulgou uma portaria que determina que, a partir de 2021, os estudantes de escolas públicas e privadas do Brasil terão a oportunidade de escolher quatro eixos estruturantes para aprofundar seus conhecimentos: empreendedorismo, investigação científica, processos criativos e mediação e intervenção sociocultural.

“Como o perfil do jovem está mudando, novas formas de ensino e novas disciplinas são muito bem-vindas para acompanhar todas as transformações e deixar nossos estudantes mais preparados para o futuro”, comenta Leandro Carioni, Diretor Executivo da Fundação Certi.

Orientada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e visando igualar a educação pública com a particular, a intenção é que a reestruturação faça com que o Ensino Médio seja mais útil, adequado e prazeroso para os jovens, independente da carreira que eles pretendam seguir.

De acordo com esta nova norma, em um Ensino Médio formado por cinco horas diárias de aulas, 60% dos três anos de formação serão destinados a um dos eixos propostos na portaria (empreendedorismo, a investigação científica, os processos criativos e a mediação e intervenção sociocultural). Os 40% restantes são destinados a intensificação dos estudos em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico, de acordo com a escolha do aluno.

Com essa mudança, o objetivo é que os estudantes passem a deixar a escola já instruídos sobre como criar o próprio negócio e sabendo mediar conflitos e propor soluções para problemas socioculturais e ambientais identificados em suas comunidades. Eles poderão aprender sobre empreendedorismo, por exemplo, em um curso técnico de informática.

Além disso, até 20% das aulas matutinas e vespertinas e até 30% das aulas noturnas poderão ser realizadas à distância. Os estados vão dialogar com os municípios para verificar os segmentos com maior índice de empregabilidade em cada cidade para ajudar os estudantes a deixarem o colégio já empregados.

Assim, aplicando o que há de mais moderno no contexto de educação, os estudantes sairão da escola sabendo propor soluções para suas comunidades, um futuro mais promissor.

Para mais informações sobre o assunto, consulte o site.

Proteja as patinhas do seu animal de estimação com os sapatos criados pela Vida Pet

A Vida Pet surgiu em 2008 com o intuito de oferecer cuidados aos cães e gatos que hoje fazem parte das famílias brasileiras. Por meio da venda de produtos e serviços que priorizam o bem-estar animal, aos poucos a startup foi se consolidando no mercado. No entanto, com o passar do tempo, Juliana Daudt Schönell, CEO da empresa, percebeu que nem todas as suas necessidades pessoais estavam sendo atendidas.

“Em 2016, com a chegada dos Shih Tzus Penny e Petit à minha casa, senti a necessidade de proteger as patinhas deles contra as sujeiras e contaminações das ruas. Os cães de pelo longo literalmente varriam as ruas em seus passeios diários e depois dormiam na cama com minhas filhas. Tentamos todas as proteções disponíveis no mercado, mas nenhuma delas se mostrou eficaz. Lavar e secar as patinhas era a única possibilidade, porque deixá-los presos em casa estava fora de cogitação. Eles amam passear. Foi assim que surgiu a ideia de criarmos sapatinhos para que eles não levassem a sujeira da rua para dentro de casa”, comenta Juliana.

Após dois anos de testes e muitos protótipos, a startup conseguiu criar o modelo idealizado. Nasceu assim o Dog shoes, o sapato para animais de estimação que conta com quatro pezinhos unidos entre si, sola macia, impermeável e antiderrapante. Isso faz com que ele não caia da pata e ainda protege o animalzinho do calor, frio, umidade e sujeiras, além de ser confortável e adaptável ao pet.

Porém, com a mudança no foco da empresa, Juliana sentiu a necessidade de organizar a empresa, visto que a Vida Pet estava enfrentando um novo desafio: a fabricação e comercialização de um produto próprio. Foi com esse intuito que a empreendedora resolveu se inscrever no programa InovAtiva Brasil.

“Colocamos como meta aproveitar o programa o máximo possível! Fomos recompensados com conhecimentos valiosos que nos ajudaram a dar um rumo ao nosso projeto. O que parecia uma grande desordem foi se alinhando e tomando forma. Os oito meses de InovAtiva valeram por anos, de tão intensos que foram os aprendizados”, afirma a CEO da Vida Pet.

Hoje, a startup escolhida como destaque da edição 2018.2 na categoria “Varejo, Comércio Eletrônico, Bens de Consumo Não Duráveis e Serviços”, já tem uma proposta para exportar o produto para a Argentina e está comercializando o Dog shoes em seu site e em lojas especializadas em animais de estimação.

Tudo o que você precisa saber para ter sessões de mentorias mais produtivas

Durante o ciclo do InovAtiva Brasil, empreendedores experientes, altos executivos de médias e grandes empresas, investidores-anjo e executivos de fundos de investimento disponibilizam gratuitamente sessões de mentoria colaborando para que os participantes do programa encontrem o melhor caminho para a solução de problemas e tomem decisões mais acertadas.

O papel do mentor consiste em auxiliar na validação de ideias e negócios, levantar questões relevantes para a evolução do negócio, além de promover uma reflexão e análise objetiva sobre aspectos críticos do negócio, mitigando riscos e evitando que erros conhecidos sejam cometidos.

Cada mentor possui sólida experiência prática e é especialista em uma ou mais áreas de conhecimento, o que faz dele uma excelente fonte de aprendizado. Eles dão orientações para melhorar o posicionamento da startup no mercado e fazem o intermédio entre o empreendedor e pessoas que podem contribuir de alguma forma para a empresa.

Mas como aproveitar ao máximo o que o seu mentor tem a oferecer? Veja o que você precisa fazer para extrair tudo o que ele tem a ensinar!

 

Estabeleça uma relação de confiança

Empatia é essencial para a construção de relacionamentos sólidos. Por isso, você precisa conquistar a confiança do mentor para ter boas sessões de mentoria. Comece entendendo a história dele e o caminho trilhado para chegar até ali.

Demonstre interesse

Não existe comunicação quando o receptor não quer ouvir o que o transmissor tem a falar. Se você quer que o mentor te ajude a acelerar o crescimento da sua empresa, preste atenção ao que ele tem a dizer.

Esteja aberto a ouvir críticas e sugestões

Saber ouvir críticas e transformá-las em melhorias é algo indispensável durante uma sessão de mentoria. Portanto, esteja aberto a novas ideias, pontos de vista e feedback. Só assim você conseguirá alavancar seu negócio.

Apresente a sua empresa

O mentor não terá como te ajudar se não conhecer o negócio. Por isso, prepare uma breve apresentação falando sobre a empresa, em que fase está e o que almeja alcançar.

Saiba qual é a necessidade da startup

Para que a conversa dê algum resultado, você precisa mostrar ao mentor qual o problema enfrentado pela startup e o que a sua equipe está fazendo para resolvê-lo.

Seja objetivo

Vá direto ao ponto. Lembre-se que o mentor está disponibilizando parte do seu tempo para te atender gratuitamente. Não desperdice esse tempo.

Anote

Anote previamente o que você deseja abordar para não esquecer nada na hora. Além disso, faça anotações durante a mentoria. Os insights dados pelos mentores podem te ajudar (e muito) no desenvolvimento da sua empresa.

Pergunte

Aproveite o seu mentor! Faça perguntas que te agreguem informação. Para isso, prepare uma lista com as questões que você não pode esquecer de fazer.

 

O programa InovAtiva Brasil conta com mais de 700 mentores atuando para ajudar os empreendedores a alcançarem seus objetivos empresariais e entenderem do seu próprio negócio.  Boa mentoria!

Plataforma que auxilia o tratamento do autismo em crianças entra em fase final de implementação

No dia 02 de abril foi comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data é muito importante para a bHave, startup pernambucana que, desde 2016, atua com o desenvolvimento de uma ferramenta para auxiliar no tratamento do autismo. Atualmente essa plataforma, cujo impacto atende quatro dos objetivos de desenvolvimento sustentável propostos pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), está em fase final de implementação.

Formada por uma equipe multidisciplinar, a empresa acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2018.2 também realiza uma contribuição social para a solução de problemas que geram melhoria na qualidade de vida em áreas como o meio ambiente, mobilidade e saúde.

Seu aplicativo de digitalização de processos da terapia ABA promove uma série de melhorias, como o ganho de 20% de tempo nos atendimentos de crianças com o espectro do autismo, redução do risco de falhas humanas em processos de transcrições de anotações em papel, diminuição de formulários físicos escritos à mão, além da sistematização e agilidade no acompanhamento de pais, profissionais e clínicas especializadas.

“Essa é a principal missão da startup: auxiliar no tratamento do autismo, conectar e promover maior autonomia para os profissionais, pais e crianças atendidas. Para cada criança em tratamento é usada uma grande quantidade de papel. São folhas para registro, gráficos e planilhas, informações que são coletadas de forma manual e depois transcritas, todo um processo que será otimizado com o aplicativo”, explica Maria Tereza Pedrosa, terapeuta especialista em análise do comportamento aplicada ao autismo e uma das idealizadoras da plataforma.

Reconhecimento

O potencial disruptivo da bHave já recebeu uma série de feedbacks positivos. A empresa, que participou do Inovativa Brasil, atualmente faz parte do programa de aceleração de startups do Porto Digital e conta com os apoios do Sebrae e CNPq. O desenvolvimento inicial da plataforma foi garantido mediante financiamento coletivo que mobilizou a comunidade de pais, clínicas e profissionais

O aplicativo criado pela bHave será lançado oficialmente em agosto, em evento internacional que reunirá as principais referências na área. Até lá, a startup entra em uma campanha de Early Access, que garante vantagens progressivas para novas adesões. As assinaturas realizadas em abril receberão 20% de abatimento até dezembro de 2019. Já em maio, o abatimento será de 15% e assim sucessivamente até os 5% ofertados em julho, mês anterior ao lançamento oficial. No momento, a ferramenta já é utilizada em modo beta por quatro clínicas especializadas em Recife (PE) e Belém (PA).

Destaque InovAtiva: projeto da Easythings garante o bem-estar de quem sofre com a hipoglicimia

Tranquilidade para quem convive com a hipoglicemia. É isso que a EasyThings, startup que desenvolve e comercializa soluções que facilitam o dia-a-dia das pessoas, promete. Para garantir esse bem-estar de pacientes que sofrem com a doença, a empresa criou o EasyGlic, aparelho similar a um smartwatch que detecta reduções repentinas nos níveis de glicose no sistema sanguíneo e alerta o usuário sobre possíveis sinais desse estado de saúde.

Ficou curioso para saber mais sobre essa tecnologia? Nós também! Por isso, entrevistamos Egmar Rocha, CEO da empresa. Veja abaixo o que ele nos contou:

1- Conte sobre a trajetória da sua empresa. Quando vocês começaram?

Ativa desde março de 2015, a EasyThings iniciou sua trajetória na Universidade de Brasília, onde ficou incubada até 2017. No ano seguinte, foi selecionada para compor o Parque Tecnológico de Brasília, onde está até o momento.

2- O que faz a EasyThings? Qual é o diferencial da startup?

A EasyThings tem sua filosofia em seu próprio nome, ou seja, a empresa foi criada para buscar soluções que facilitem o dia-a-dia das pessoas. Como primeiro produto, foi desenvolvido um bracelete, batizado de EasyGlic, capaz de monitorar e detectar alterações corporais compatíveis com crises de hipoglicemia. O dispositivo emite um alerta antes que a crise se instale e, em casos de emergência (perda de consciência), dispara um aviso remoto para contatos escolhidos pelo usuário.

Atualmente estamos trabalhando em parceria com a Universidade de Brasília no desenvolvimento de um dispositivo voltado à aceleração da cicatrização de úlceras provocadas pela diabetes.

3- Quantos clientes possui atualmente? Tem algum case de sucesso?

Realizamos uma pré-venda de 135 unidades do EasyGlic como ensaio, para testar alguns parâmetros da comercialização. Tivemos alguns problemas na produção, o que atrasou consideravelmente a entrega desses dois primeiros lotes. Esta situação estará normalizada em breve. Agora estamos com mais de 2.500 pessoas na fila de espera.

4- O que você almeja para o futuro da sua startup?

Vamos acrescentar uma nova funcionalidade ao EasyGlic: um detector de queda que trará maior agilidade para os alertas remotos. Além disso, em um futuro não muito distante, almejamos internacionalizar a empresa e colocar nossos produtos para comercialização em escala global.

5- Quando você participou do InovAtiva Brasil? O que isso agregou para a sua empresa?

Participamos no ciclo 2018.2. As mentorias foram muito bem aproveitadas e estamos utilizando muito do conhecimento repassado para a atualização do modelo de negócio.

6- Com que objetivo você se inscreveu no programa? Conseguiu atingi-lo?

O objetivo principal foi a obtenção de mais conhecimento por meio das mentorias e aconselhamentos, fazer contato e expor nossa solução para um maior número de pessoas. Esses quesitos foram facilmente atendidos com os profissionais de altíssima qualidade com quem conversamos. Além disso, conquistamos algo que nem esperávamos: ficar entre os 12 destaques dentre 82 startups.

7- Você já passou por outros programas de aceleração? Em caso positivo, o que você destaca do InovAtiva em relação aos demais?

Sim. De dezembro de 2016 a setembro de 2017 participamos do Creative Startups e de abril a junho de 2017 estivemos no COTIDIANO Aceleradora. O que destaco no InovAtiva é a qualidade e experiência dos mentores, além do alcance e divulgação alcançados.

Destaque InovAtiva: Sociente Inteligência Geográfica traz soluções inteligentes para mineração

“Foi a melhor experiência profissional que tive nos últimos anos”

Destaque no programa InovAtiva Brasil 2018.2, a Sociente Inteligência Geográfica é uma startup que proporciona soluções inteligentes para diversas atividades, como mineração, agricultura, agronegócio e saúde. Com uma metodologia única, a Metodologia de Exploração em Geociência (MEG), a empresa interpreta informações com base em dados espectrais provenientes de imagens orbitais (satélites) ou aéreas (drones). Além disso, por meio de algoritmos é capaz de obter os inputs necessários para o desenvolvimento sustentável, reduzindo risco, custo e o tempo em vários ramos de serviços.

A empresa foi criada com o intuito de resolver as dores das mineradoras, que gastavam muito e não tinham o retorno esperado. “Percebi que eu era capaz de mudar esse paradigma e, no segundo semestre de 2017, entrei em contato com uma incubadora da Universidade Federal de Goiás para ter um local de trabalho específico e entender como funcionava este processo. Foi quando descobri que minha ideia tinha nome: Startup. Desde então, busquei conteúdos sobre este assunto e em 2018 me reuni com algumas pessoas de confiança para dar início a Sociente”, comenta Alexandre Henrique do Vale, Fundador e CEO da empresa.

Neste mesmo ano, visando compreender mais a fundo o universo de empreendedorismo e divulgar a Sociente para empresas do ramo minerário, o executivo se inscreveu no InovAtiva Brasil. Apesar de não ter passado por outros ciclos de aceleração, conversando com colegas que também estavam participando da edição 2018.2 do programa, entendeu o quão grandioso é todo o processo.

“Foi a melhor experiência profissional que tive nos últimos anos. Com o InovAtiva entendi o que é empreendedorismo, organizei minhas ideias de negócio e produtos e tive a oportunidade de fazer networking com grandes empresas, fundamentais para a Sociente. Só tenho a agradecer ao programa pelos mentores e pelas oportunidades de grandes negócios”, afirma Vale.

Agora, a startup pretende se tornar referência em soluções na pesquisa e exploração mineral, auxiliar nas pesquisas médicas e, futuramente, internacionalizar sua metodologia.

Inovação Aberta: Parceria entre Startups e Grandes Organizações

O conceito de inovação em corporações sempre esteve atrelado a centros de pesquisa e desenvolvimento, onde a criação de produtos e serviços era tratada como segredo. Contudo, com o passar do tempo, esse modelo, conhecido como “Inovação Fechada”, foi ficando obsoleto.

A disseminação de startups nos mais diversos setores do mercado foi um fator que teve extrema contribuição nesse processo. Elas apresentaram a possibilidade de grandes organizações desenvolverem suas ideias fora da empresa, por um preço acessível e com muita originalidade.

Assim, surgiu o conceito de “Inovação Aberta”. A fim de melhorar o desenvolvimento, aumentar a eficiência e reforçar o valor agregado de seus produtos e serviços, as empresas passaram a combinar as ideias internas e externas para melhorar a percepção que o cliente tem dela.

Essa interação acarreta em benefícios para ambas as partes, visto que as clássicas corporações são lentas e pouco inovadoras, mas são robustas e poderosas, enquanto as startups têm velocidade e são inovadoras por essência, mas são mais inconstantes.

Assim sendo, as organizações se favorecem com a cultura de desenvolvimento ágil, tecnologias inéditas, novas fontes de receitas e a adoção de novos processos. Por outro lado, as startups ganham pela obtenção de um grande volume de dados sobre o mercado, a possibilidade de acessarem a base de clientes da empresa e a conquista de um espaço para realização de POCs, pilotos e testes de MVPs.

Mas não só de pontos positivos se faz essa parceria. É importante que as startups tenham ciência de que terão menor liberdade para pivotar em virtude das estratégias da empresa, haverá proteção da propriedade intelectual e a tomada de decisão passará por uma estrutura burocrática e hierárquica antes de ser transmitida aos parceiros.

Importância do InovAtiva Brasil para a Inovação Aberta

O InovAtiva Brasil possui parcerias com diversas entidades e atores do ecossistema de inovação brasileiro. Com o intuito de promover uma melhor experiência e agregar valor às startups aceleradas, o programa oferece gratuitamente conexão dos empreendedores com grandes organizações.

Para prepará-los para essa interação com renomados executivos, o InovAtiva Brasil oferece capacitação, mentorias virtuais e presenciais e webinars com especialistas. Assim, os empreendedores aumentam sua visão estratégica de negócios e conquistam visibilidade para suas startups.

Em um mês, Programa InovAtiva Brasil recebe mais de 700 inscrições

Entre os dias 11 de fevereiro e 11 de março, startups puderam realizar suas inscrições para o próximo ciclo do InovAtiva Brasil. No dia 15 de abril serão anunciadas as 130 empresas selecionadas!

O novo formato do programa focará em uma aceleração mais rápida e com mais oportunidades de interação entre startups e grandes empresas, para aumentar a quantidade de negócios gerados com o InovAtiva. Para isso, foram priorizados negócios mais desenvolvidos, já nas primeiras vendas ou com uma base crescente de usuários.
Ao todo, foram recebidas 731 inscrições. Elas vêm, principalmente, de startups já formalizadas como empresa (76%), que estão em fase de validação (34,2%) e que atuam na área de serviços (16,3%). A maioria opera com o modelo de negócio SaaS (27,1%) e está situada no estado de São Paulo (23,5%).

As inscritas também contam com uma primeira versão da tecnologia já disponível para teste de alguns usuários (34%), possuem de uma a duas pessoas na equipe full time (49,1%) e estão contratando novos funcionários (36%). Além disso, elas tiveram faturamento médio mensal de até R$ 5 mil nos últimos três meses (24%) e ainda não receberam nenhum investimento (84%).

Das empresas interessadas em participar do próximo ciclo do programa, 63% ainda não tiveram oportunidade de se aproximar de nenhuma grande empresa e somente 59 startups já realizaram negócios no exterior. Para mudar essa realidade, o InovAtiva Brasil oferecerá mentorias e conexões com investidores e importantes organizações.

As startups aceleradas no programa receberão ainda uma série de benefícios, como pontuação extra no Edital de Inovação para a Indústria e descontos em pacotes de serviços de empresas e entidades parceiras, como Google, Amazon Web Services, Moskit CRM, Agendor, Pipefy, Contentools, entre outras.

Para conhecer as empresas selecionadas para participar do InovAtiva Brasil 2019.1, fique atento ao nosso site e redes sociais!

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