Esta sessão é destinada para publicação de artigos escritos pela comunidade InovAtiva

Nohs Somos: conheça a história da startup voltada para o público LGBTI+

Em memória à rebelião de Stonewall em 1969, Junho é celebrado mundialmente como o mês de #Orgulho LGBTI+. A série de manifestações espontâneas, em reação a uma batida policial na manhã de 28 de junho de 1969 no bar Stonewall Inn, em Nova York, passaram a ser  um marco na história da luta pelos direitos LGBTI: um esforço constante da comunidade. 

“Quando se pretende fazer uma mudança estrutural na sociedade, um dos grandes eixos a se explorar é a economia”, diz Hottmar Loch, ativista LGBTI e CEO da Nohs Somos, startup de impacto acelerada pelo InovAtiva Brasil e pelo InovAtiva de Impacto em 2020. O especialista em Diversidade e Inclusão (D&I) conta que, a partir de reuniões compostas por mais de 150 pessoas durante a concepção do projeto, foi possível identificar uma demanda enorme pela aproximação de lugares amigáveis ao público LGBTI+.

O Design Thinking foi a abordagem utilizada pelos empreendedores para compreender qual era a dor da LGBTIfobia. “A partir dessas reuniões começamos a entender a interseccionalidade e os diferentes marcadores sociais, porque cada grupo dentro da comunidade LGBTI+ tem suas dores específicas. Percebemos que poderíamos usar a tecnologia como ferramenta de combate a este problema e construímos um mapa para organizar os dados que recebemos”, diz. Desde então, mais pessoas começaram a se engajar no projeto, que virou um coletivo. 

“Existem muitas pessoas que são expulsas de estabelecimentos, mulheres trans que não podem usar banheiros, consumidores mal encarados, que não são bem recebidos. É comum acontecer do garçom atender as mesas ao lado, mas não a sua”, Hottmar compartilha, sobre a importância de mapear lugares seguros para o público. “A realidade do mau atendimento, preconceito e discriminação à comunidade LGBTI+ não é exclusiva do Brasil, é uma questão mundial. Nos Estados Unidos, essa demanda já existe há cerca de dez anos e é um nicho de mercado que fatura US$ 1 trilhão ao ano”, diz.

A solução da Nohs Somos é totalmente colaborativa. “Nós respiramos a cocriação desde o lançamento. Qualquer pessoa pode acessar a plataforma de qualquer lugar do mundo. Usamos a Interface de Programação de Aplicativos (API) do Google, então o usuário pode pesquisar diretamente pelo nome do estabelecimento e ele já aparece direto na plataforma. Depois, os dados são cruzados de acordo com nosso cadastro anterior. Assim, conseguimos estabelecer a Nohs Somos como o primeiro Big Data LGBTI do país. Nossa plataforma também é gamificada: ao acessar, avaliar, comentar e indicar negócios amigáveis, as pessoas ganham pontos, que podem ser trocados por parceiros”, explica Hottmar. 

Como um negócio de impacto, o objetivo central da empresa não é o lucro. “Por isso, não temos acionistas. Assim, não ficamos reféns do mercado”, diz o CEO, comemorando que já atuam em mais de 600 cidades e possuem cerca de 3500 cadastros, e pretendem, até o fim do ano, impactar 15 mil pessoas viralizando a plataforma. Para atingir esta meta, a startup vem preparando novidades para o público: um aplicativo para dispositivos móveis e um market place estão em desenvolvimento. 

“O que estamos construindo é a prevenção. Trabalhamos para identificar aqueles lugares que fazem sentido de acordo com nossos valores: estabelecimentos transamigues, anti-racistas, amigáveis para o público LGBTI+ e para mulheres cis e trans. Estes são lugares seguros, que prestem bom atendimento e recebam público respeitoso para que todos possam acessar, comprar e se sentir acolhidos”, conclui.  

Negócios de Impacto Socioambiental: o que saber antes de começar

Em 2020, a Global Impact Investing Network (GIIN), calculou em sua publicação anual que o tamanho do mercado atual de investimentos de impacto no mundo é de US$715 bilhões. Devido ao interesse de investidores e à crescente demanda social em negócios dessa área, não é de se espantar que cada vez mais eles tenham surgido no ecossistema mundial. Entretanto, os negócios de impacto socioambiental têm desafios e oportunidades específicas que devem ser exploradas desde sua idealização.

Gabriela Werner, CEO do Impact Hub Florianópolis e uma das palestrantes do InovAtiva Day, ofereceu sua perspectiva para explicar melhor como começar a empreender na área. Segundo a especialista, o grande desafio dos negócios de impacto é que o empreendedor precisa se atentar a duas questões com o mesmo comprometimento: a financeira e o propósito. “A gente precisa que a conta feche e a empresa se mantenha financeiramente saudável, porém, a intenção principal não é gerar o máximo de lucro possível para os seus fundadores, mas resolver um problema socioambiental relevante. Então, os indicadores de sucesso devem  demonstrar ambos os pilares.”

Acerca da definição deste tipo específico de empreendimento, Gabriela detalha que ele deve ter na sua missão a solução de pelo menos um dos pontos listados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “A lista é um consenso mundial de tópicos mais importantes que a humanidade precisa tratar até 2030, com o propósito de construir um mundo mais justo e mais sustentável”, diz.

O Mapa 2021 de Negócios de Impacto Socioambiental da Pipe.Labo organizou os nichos de atuação dos negócios estudados de acordo com os ODS e os três principais temas encontrados foram: Consumo e produção responsáveis (39%), Saúde e bem-estar (36%) e Trabalho decente e crescimento econômico (35%).

Gabriela comenta que o consumo responsável e o trabalho decente sempre representaram nichos de interesse naturalmente significativos para o mercado brasileiro, mas que a área da saúde apresentou um grande crescimento durante a pandemia da Covid-19. Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados identificaram na crise uma oportunidade de desenvolvimento de novos produtos e serviços, e novos mercados alcançados.

Entre Verticais de Impacto, outro dos indicadores pesquisados, os principais foram Tecnologias verdes (49%) e Civic Techs (40%).

Ainda segundo o levantamento, o dinheiro é o principal motivo de pedidos de ajuda para os negócios estudados (44%). Enquanto isso, 51% dos empreendedores já buscaram/estão buscando por processos de aceleração sem sucesso. Entretanto, este dado pode ser explicado por outra parte muito interessante da pesquisa: 42% ainda não definiram indicadores de acompanhamento de impacto, 33% definiram mas ainda não os utilizam; e 64% não declararam relatórios de emissões de gases de efeito estufa.

Esta porcentagem de negócios de impacto social que não realizam estes dois tipos de levantamentos é problemática. Gabriela comenta que esta é uma questão que certamente dificulta a obtenção de investimento, porque este tipo específico de investidor procura justamente por este recorte nos indicadores das empresas.

Por isso, a especialista frisa que uma das principais dicas para quem está começando um empreendimento de impacto é procurar a sua turma: “encontrar pessoas que já encontraram caminhos para chegar ao sucesso, como um sistema de apoio, é essencial, porque existe uma série de questões e oportunidades únicas deste tipo de negócio. Portanto, crescer em comunidade é sempre muito legal”, diz.

“É enriquecedor para os empreendedores vivenciarem os  altos e baixos dessa trajetória em conjunto, aprender uns com os outros e conhecer esses caminhos que são tão úteis. Nesse contexto, o InovAtiva de Impacto é uma excelente oportunidade para as pessoas terem contato com alguns dos melhores mentores, professores e outras pessoas que já possuem esse conhecimento. Além disso, ele é gratuito e pode ser acessado em qualquer canto do Brasil”, conta Gabriela, que incentiva a candidatura de pessoas de qualquer região, com todos os tipos de organizações. “A diversidade também traz muita relevância para o programa e isso pode fazer a diferença na sociedade”, conclui.

InovAtiva Brasil está com inscrições abertas para o ciclo 2021.2 do programa de aceleração

As inscrições para o Ciclo 2021.2 do InovAtiva Brasil estarão abertas até 19/07 para todos os negócios inovadores interessados no  programa de aceleração no segundo semestre  A equipe de seleção procura projetos que desenvolvem soluções inovadoras em produtos ou serviços em estágio de validação, operação e tração que estejam em busca de conexão com o mercado e investidores.

O InovAtiva Brasil oferece conteúdos e treinamentos valiosos para empresas que estão buscando se firmar no Brasil. Até 360 empreendedores serão escolhidos para a primeira etapa, de aceleração. Nesta, são oferecidas mentorias coletivas e individuais baseadas em entrevistas personalizadas com os gestores do programa para entender melhor quais as necessidades específicas de cada participante. A plataforma desenvolvida aos empreendedores selecionados em cada ciclo também disponibiliza cursos de modelagem financeira, validação da proposta de valor, acesso ao mercado e capital e compartilhamento de propriedade intelectual.

Após a primeira etapa, até 140 empresas serão escolhidas para avançar para a Etapa de Conexão. Nela, são oferecidos conteúdos mais específicos para seu nicho de atuação e treinamentos de pitch, além da chance de participar do InovAtiva Experience, evento de encerramento do ciclo, no qual os empreendedores têm a oportunidade de apresentar seus negócios para uma banca de investidores, grandes empresas e aceleradoras.

Os benefícios do InovAtiva Brasil

O InovAtiva Brasil é um dos programas de aceleração e conexão de negócios inovadores do InovAtiva, hub de inovação que promove um conjunto de iniciativas de apoio ao desenvolvimento do ecossistema de empreendedorismo inovador no Brasil. Em 2020, o InovAtiva foi eleito, pelo segundo ano consecutivo, o principal fomentador do ecossistema de inovação do país pelo ranking 100 Open Startups – plataforma internacional de maior impacto na geração de negócios entre grandes empresas e startups. Em 2017, foi considerado como benchmark de política de inovação pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

“Os negócios inovadores que participam dos ciclos de aceleração do programa se beneficiam muito com as oportunidades de conexão e visibilidade, que trazem a elas várias oportunidades de negócio.” diz Gabriel Pignat, gestor de aceleração do InovAtiva Brasil.

Segundo o gestor, o InovAtiva tem a maior rede de mentores do Brasil. E é com estes profissionais que os empreendedores selecionados têm a oportunidade de aprender a lidar com seus negócios. “Além de todo o conteúdo compartilhado com os selecionados, os participantes que chegam até o final da segunda fase têm a oportunidade de se apresentar para uma banca de investidores e conseguirem, eventualmente, um aporte financeiro e parceiro estratégico para o seu negócio”, pontua Gabriel, como uma das principais vantagens dos ciclos.

Passadas as atividades obrigatórias da primeira fase do ciclo, os negócios participantes recebem o selo de Acelerada pelo InovAtiva. Aqueles que forem selecionados para a segunda fase  e que cumprirem todo o cronograma de atividades, chegando ao final do ciclo, recebem outro selo: Graduada pelo InovAtiva. Além de todo o conhecimento oferecido aos empreendedores, esses selos têm muito valor no mercado.

“Como o maior programa de aceleração de startups da América Latina, o InovAtiva Brasil tem um reconhecimento muito grande. Por isso, as companhias  que recebem os selos, tanto de Aceleradas, quanto de Graduadas InovAtiva, já se destacam conseguindo conexões com atores chave, bem como credibilidade e visibilidade”, diz Gabriel.

Conheça mais sobre o InovAtiva Brasil

O InovAtiva Brasil é o maior programa de aceleração de startups da América Latina. Voltado para negócios inovadores de todo o país, em todos os segmentos de atuação, o InovAtiva Brasil seleciona a cada ciclo até 400 negócios que estejam nas fases de validação, operação ou tração. São realizados, por ano, dois ciclos de aceleração de 4 meses de duração cada um.

Empreendedora há mais de 12 anos, Ariane Pelocioli já participou do InovAtiva Brasil em três ciclos, cada um com uma empresa diferente. Em 2014, ingressou com a Piipee. “Na época, o InovAtiva foi um divisor de águas, pois ainda não vendíamos o produto e participar do programa nos despertou a urgência de colocar o produto no mercado”, comenta.

Em 2018, participou com a Boletão e, em 2020, com a iUPay. “Além de todo o conteúdo que nos auxilia nas diferentes fases e estágios da startup, o InovAtiva sempre trouxe muito networking. Essas são conexões que permanecem e continuam dando resultados sensacionais mesmo após o final da aceleração, além da credencial super relevante de ser uma startup acelerada Inovativa. Por isso, toda startup precisa participar”, compartilha Ariane.

“Estar do InovAtiva significa ganhar prêmios do começo ao fim. Sua startup recebe esses prêmios em forma de mentorias, material para leitura, cursos, contatos com os mentores – muita coisa boa! Para mim o principal e maior benefício que nossa startup recebeu foi o conhecimento adquirido”, diz Eugênio Marques, fundador da Sysvale Softgroup, startup de soluções tecnológicas para a área da saúde, acelerada no ciclo 2020.2 do InovAtiva Brasil.

Desde 2013, o programa já acelerou 1195 negócios inovadores. “É muito gratificante acompanhar a evolução e o amadurecimento das startups ao longo de todo o processo de aceleração, inscrição no programa até a apresentação para a banca de investidores no evento final do ciclo, e saber que o trabalho da Equipe InovAtiva fez a diferença não somente na vida dos empreendedores, mas também no fortalecimento do ecossistema como um todo”, comemora Gabriel Pignat.

 

Inscrições abertas Ciclo 2021.2: Inscreva-se até 19/07

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InovAtiva Day: conheça a história da Rocket.chat, startup brasileira presente em mais de 170 países

“Ao longo de uma noite em claro, regada a Red Bull e pizza”. É assim que o CEO e fundador da Rocket.chat, Gabriel Engel, descreve o início de sua empreitada empreendedora durante o painel de abertura do InovAtiva Day, evento organizado pelo InovAtiva, que aconteceu no último dia 19. Dando, assim, origem ao aplicativo multiplataforma de código aberto de comunicação corporativa que tem feito sucesso nos quatro cantos do mundo, marcado pela ideia da colaboração em todas as suas etapas de crescimento.

O projeto nasceu com a simples concepção de que “a comunicação só funciona quando todos podem acessar a todos em uma só plataforma”, conta Gabriel em sua apresentação, referindo-se ao diálogo entre empresa e clientes, mas também entre funcionários dentro de uma organização.

“Estávamos tão entusiasmados com essa ideia, que decidimos torná-la de código aberto. Publicamos a fonte do programa da internet para que qualquer pessoa pudesse baixar, alterar e nos ajudar a construir. Com essa contribuição de desenvolvedores ao redor do mundo, almejamos criar uma plataforma melhor do que poderíamos criar sozinhos. Mas, nunca poderíamos imaginar o que aconteceu depois. Em pouco mais de 24 horas, alguém publicou nosso código na Hacker News, um agregador de notícias da Y Combinator, uma das maiores incubadoras do mundo. Quando a gente viu, começamos a ter mais de 30 mil pageviews de uma hora para outra”, compartilha Gabriel.

A partir daí, o projeto ficou cada vez mais conhecido nos círculos de desenvolvedores, justamente pela característica do código aberto, e o fundador começou a ser convidado para apresentar seu trabalho em fóruns internacionais. Foi assim que Gabriel fez conexões valiosas para pedir conselhos de empreendedores de sucesso internacional e então fazer crescer seu negócio.

Uma das suas primeiras conexões foi um dos fundadores do Git Hub, para quem Gabriel já tinha uma lista de perguntas, no caso de conhecê-lo. Segundo ele, a principal foi como era seu processo de tomada de decisões. A resposta: “tento sempre maximizar o quão interessante será minha vida depois de cada decisão.” Este conselho foi levado a sério e pautou a jornada do empreendedor com sua empresa.

Uma das principais dúvidas dele era como monetizar um produto gratuito e de código aberto, característica que não queria deixar de lado. “Chegamos a um ponto que começamos a perder dinheiro, mesmo com cada vez mais pessoas utilizando a plataforma”, compartilha. Neste momento, a própria comunidade de usuários começou uma “vaquinha” de doações para que a Rocket.chat pudesse continuar. “Foi aí, que percebemos que estávamos fazendo a coisa certa”, diz.

O produto continuou chamando a atenção da comunidade até que um grande investidor, Harry Weller, entrou em contato com Gabriel, interessado em investir na Rocket.chat. “O cara era uma lenda. Infelizmente, fomos seu último investimento, porque ele faleceu logo depois”. O aporte financeiro que receberam garantiu que o trabalho continuasse e que eles pudessem, de fato, criar um mecanismo para monetizar o produto sem perder a característica essencial do compartilhamento com desenvolvedores ao redor do mundo.

“O código aberto funciona como nosso topo do funil. Ele é gratuito, um monte de gente pode usar, mas a partir daí o usuário tem acesso ao nosso marketplace, onde tem novas funcionalidades gratuitas e pagas. Então, aquele usuário que mesmo que está hoje usando o serviço de graça, às vezes, decide que precisa de mais segurança ou mais suporte e opta por comprar a versão Bronze, Silver ou Gold do nosso chat ou Pro Enterprise do nosso que é o produto instalado do teu próprio computador ou servidor”, explica Gabriel.

A Rocket.Chat atualmente

Hoje, a Rocket.chat tem um time de mais de cem pessoas espalhadas pelo mundo: “toda hora tem alguém acordado em algum lugar”, brinca. Apesar do trabalho remoto devido não só à distância, mas também à pandemia da Covid-19, o CEO ainda defende o quão importante é o contato presencial dos funcionários de uma empresa.

“As pessoas sempre trabalham melhor depois que elas se conhecem. As companhias precisam investir em criar situações nas quais as pessoas possam, um dia, sair para tomar uma cerveja, jantar, fazer uma aventura e se conhecer. Nos encontramos pelo menos uma vez por ano.”  E ela continua crescendo. Hoje, com quase quinze milhões de usuários registrados, quase um milhão de servidores instalados no mundo, as perspectivas só aumentam para o futuro.

Gabriel aconselha novos empreendedores a pensar em modelos de negócios diferentes e não terem medo de arriscar. “Na medida do possível já comece pensando em nível global. Muitas vezes, pelo Brasil ser um país tão grande, as pessoas ficam acomodadas e pensam somente no mercado nacional. Mas a única forma de crescer é já iniciar o planejamento com a concepção de atuar internacionalmente”, finaliza.

 

Confira os principais resultados do primeiro evento InovAtiva Day: InovAtiva Day em números

UX Design para startups: como começar a usar e 3 aspectos que empreendedores precisam conhecer

UX Design é um termo que ouvimos frequentemente no universo de startups e inovação. O conceito envolve diversos aspectos da relação entre a empresa e seu usuário final e tem como foco garantir uma boa experiência do usuário desde o design do produto até o pós-venda. Ou seja, desenhar o serviço já com uma concepção interdisciplinar, entendendo o comportamento, limitações e desejos do contexto humano.

Ele não parece ser um conceito prático, mas o UX Design não tem nada de fantasioso. Muito pelo contrário: satisfazendo plenamente o usuário, ele impacta diretamente no ROI (retorno sobre o investimento, métrica que permite saber quanto dinheiro a empresa perde ou ganha com os investimentos feitos em diferentes canais).

Conheça um pouco mais sobre o conceito de UX Design e entenda como ele afeta diretamente no lucro da organização.

Como começar a pensar em UX Design

“Comece sempre colocando-se no lugar do seu consumidor”, introduz Tatiana Pacheco, profissional de comunicação que há mais de 20 anos ajuda companhias a construírem suas estratégias de negócio e integrante do time de mentores do InovAtiva Brasil.

Segundo a especialista, é imprescindível começar a planejar seu produto pensando no que o consumidor vai sentir e fazer quando utiliza sua solução. As perguntas básicas que o empreendedor deve responder no início de sua jornada são:

  1. O que ele procura?
  2. Qual a melhor forma de divulgar minha solução, para que ele compreenda o que estou oferecendo?
  3. Meu processo de compra está satisfazendo meu cliente ou só minha necessidade como instituição?

Para Luís Felipe Evers, mentor no InovAtiva Brasil com vasta experiência em inbound marketing, desenvolvimento de produto e UX Design, quando se fala em inovação, refere-se sempre a pesquisa exploratória.

“É indispensável ter contato com os usuários para entender melhor suas dores, como eles costumam resolver seus desafios do dia-a-dia, qual seu comportamento e como podemos melhorar essa experiência com nosso serviço”, diz. Ou seja, o cliente jamais deve ter a responsabilidade de se adaptar ao seu produto – este é que deve chegar para preencher uma lacuna da melhor forma possível.

Os 3 pontos básicos do UX Design

Utilidade, usabilidade e desejabilidade. Estas são as três características que norteiam a construção do UX Design para sua empresa.

A utilidade de um produto remete à questão mencionada acima: a pesquisa exploratória. Definir se um produto é útil para seu consumidor não é um processo que parte da corporação, mas das necessidades dele. É imperativo compreender qual é especificamente o problema que seu produto resolve e se ele será aceito e absorvido pelo seu público-alvo.

Basicamente, a usabilidade se refere à facilidade do usuário para lidar com seu serviço. Não adianta ter funcionalidades incríveis se o cliente não conseguir utilizá-las. Isso vai frustrá-lo e ele não vai persistir. Exploraremos este ponto com mais detalhes abaixo.

Por fim, a desejabilidade. Se já foi verificado que o produto desenvolvido é útil e tem boa usabilidade, agora é preciso fazer com que o consumidor queira usá-lo. Aqui, o conceito é subjetivo e se relaciona com questões como branding da marca, o layout amigável e até a “humanidade” de como o sistema trata o usuário – atente-se aos detalhes da sua interação, as antecipações de necessidades e transições entre funcionalidades. “Trabalhar a desejabilidade envolve construir uma solução bonita e atraente para encantar o público”, segundo Luís.

UX Design e o faturamento de sua startup

Pensar na experiência do usuário (UX) é uma questão estratégica para alcançar o sucesso com sua empresa. Uma das métricas mais importantes quanto a este tema é a redução da curva de aprendizagem.

“Quando percebemos que o usuário tem facilidade em aprender e entender uma solução, isso sinaliza que a usabilidade está intuitiva e fácil. Então, para quem trabalha para melhorar a jornada do cliente, esta é uma métrica essencial”, explica Luís, que ilustra como ela se relaciona com diferentes setores de uma organização. “Com uma boa usabilidade, ao demonstrar um produto ao cliente, ele tem menos dúvidas, o que reduz o tempo de venda. Depois, como ele tem mais facilidade em compreender e utilizar o serviço, o trabalho para a equipe de onboarding e implementação é reduzido. Consequentemente, a taxa de rejeição acaba sendo menor, porque as pessoas não ficam irritadas e não deixam de utilizá-la.”

Luís complementa que, quando a experiência com o cliente apresenta atritos, em algum momento isso será um gargalo que reduzirá a taxa de conversão, de venda, ou aumentando custos com a equipe para resolver problemas que uma ineficiência causada por usabilidade pode trazer.

Ambos os especialistas ressaltam que o UX Design é um tema muito difundido em produtos virtuais e aplicativos, mas que ele é aplicável para qualquer tipo de negócio. “Se pensarmos em uma lanchonete, temos que pensar em todo o ambiente para que, do momento da entrada na loja, até a compra efetiva, haja elementos que auxiliem o processo de decisão ao chegar no vendedor”, diz Tatiana.

Luís também se refere ao ambiente de recepção dos clientes. “Quando se entra em um restaurante e tem um um ambiente adequado para recebê-lo, uma sala de espera, com lugar para sentar, um garçom que a atenda para trazer aperitivos e bebidas, isso demonstra que o negócio é organizado e pensa no consumidor. Portanto, estamos nos referindo também à satisfação, que é o que gera recomendações e traz mais vendas, facilitando também o trabalho do vendedor”, conclui.

Lei Geral de Proteção de Dados: recomendações para adequar a sua startup à LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) foi sancionada em 14 de agosto de 2018 e alterou o Marco Civil da Internet, estabelecendo regras com o objetivo específico de regulamentar como os dados dos cidadãos brasileiros podem ser coletados e tratados, tanto pelas empresas, quanto pelo poder público.

Desde a sua promulgação, todas as empresas brasileiras têm até o dia 01 de agosto deste ano para adaptar seus processos. A partir desta data, as autoridades responsáveis passam a ter o poder de autuação, sendo possível a aplicação de multas previstas para quem não estiver agindo de acordo com a Lei.

Saiba melhor como a nova Lei Geral de Proteção de Dados funciona e qual a sua aplicação específica para startups:

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

Ela foi inspirada na lei europeia de proteção de dados pessoais, vigente desde 2018. Basicamente, concede o controle completo de como as informações serão tratadas e armazenadas a todos os usuários de serviços online.

Sua premissa é garantir que qualquer tipo de serviço virtual, seja ele público ou privado, obtenha consentimento explícito do titular para a coleta de seus dados. Sendo considerado dados como nome, endereço, e-mail, idade, estado civil, situação patrimonial, orientação sexual ou religiosa, dentre outras.

Além disso, existem outros direitos assegurados pela LGPD:

  • Facilidade de acesso das informações sobre o tratamento de seus dados. As organizações deverão informar com clareza a finalidade específica da coleta, além de como ela será feita e por quanto tempo ficará armazenada;
  • Garantia do direito do usuário de deixar de compartilhá-los a qualquer momento, de forma gratuita e facilitada, ou mesmo bloquear ou eliminar aqueles que forem desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a lei;
  • O usuário poderá requisitar a portabilidade dos dados de um fornecedor de um serviço ou produto para outro, resguardando-se, obviamente, os segredos comercial e industrial por parte da empresa;
  • Ele deverá sempre ser informado sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e as consequências da negativa.
  • Os dados sensíveis (origem racial ou étnica; convicção religiosa; opinião política; filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político; orientação sexual; genéticos ou biomédicos) terão tratamento diferenciado.

No uso específico da coleta de dados de crianças e adolescentes (menores de 18 anos), a startup deverá obter o consentimento dos pais ou responsável legal. Na área da saúde, que interessa especificamente as healthtechs, as precauções devem ser ainda mais rígidas, pois os dados não podem ser compartilhados com terceiros (a LGPD permite que seja feito entre o plano de saúde e o hospital ou uma clínica de fisioterapia, por exemplo).

“Este tipo de material é extremamente sensível, e pode ser usado de forma abusiva de várias maneiras”, explica Thiago do Val, especialista no assunto e um dos mentores do InovAtiva. Ele esclarece que este tipo de informação não pode ser usado para fins comerciais. “Ou seja, uma empresa, por exemplo, tem muito interesse em acessar o perfil de saúde de uma pessoa eventualmente e numa contratação descobrir se o candidato pode vir a desenvolver alguma doença, ou até ter um algum histórico, antes de aprová-lo ou não”.

Privacy by Design – uma exigência da LGPD

Para as startups que estão em fase inicial de operação, a recomendação é implementar as regras da LGPD desde a criação de seu modelo de negócios e desenvolvimento da plataforma e da política comercial. Isso se chama “Privacy by Design”.

O conceito se refere a propiciar a adequada proteção dos direitos do titular do dado desde o princípio, adotando-se assim medidas de caráter preventivo e a implementação de um plano de ação pensando na redução dos danos causados por um eventual vazamento de informação.

Como explica Thiago do Val, essa adaptação não é importante somente pela legislação. “É preciso proteger os dados em decorrência da privacidade das pessoas. A LGPD vem do conceito de trazer mais empoderamento para pessoa física, como eu e você. Temos a autonomia de decidir sobre os nossos próprios dados”.

“O ‘Privacy by Design’ é um processo proativo. Desta forma, a empresa pode reduzir muito os riscos de ter problemas no futuro com o tratamento dos dados de seus clientes, porque quando o sistema já é concebido com todos os controles e ferramentas para a proteção, ele já está pronto para funcionar em conformidade com a Lei”, discorre o especialista.

Recomendações para adequar startups à LGPD

Para startups já estabelecidas, ou mesmo em fases iniciais, algumas estratégias são importantes para que o negócio esteja funcionando de acordo com a Lei. Thiago destaca que é crucial ter pleno conhecimento de como sua empresa está lidando com os dados. “É preciso sempre saber onde essas informações estão circulando e, principalmente, ter boas práticas de segurança. Se certificar de que o armazenamento está sendo feito em um local seguro, ter senhas fortes e evitar ao máximo a possibilidade de vazamentos”, diz.

A construção de uma sólida Governança Corporativa e de TI é essencial. Além de se proteger quanto a eventuais problemas, ela facilita a captação de investimentos e a relação com os investidores.

Os Termos de Uso e de Consentimento Específicos devem ser constantemente atualizados e declarar de maneira clara e simplificada ao usuário quais serão os dados coletados, para quais finalidades e informando que ele tem a opção de parar o compartilhamento a qualquer momento se assim desejar.

Além disso, alinhar toda a equipe em torno das Políticas Internas e promover sua conscientização quanto aos direitos dos usuários é indispensável. Boa parte das startups que desejam escalar seu negócio rapidamente são compostas por outras pessoas além de seus sócios naturais, portanto, este alinhamento deve ser frequente. Inclusive, é necessária a definição de um profissional encarregado (DPO) para atuar como ponto focal da empresa em relação aos titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

O Mapeamento do Fluxo de Dados Pessoais também é fundamental. Desde o momento em que são reunidos até o momento em que são excluídos definitivamente, eles devem ser passíveis de verificação, para checar se seu tratamento está sendo adequado ou se existem falhas a corrigir. Deste mapeamento, é possível elaborar um Relatório de Impacto – um documento exigido pela LGPD que contém a descrição detalhada dos processos de tratamento de dados que possam gerar riscos às liberdades civis e aos direitos fundamentais de seus titulares, bem como as eventuais medidas, salvaguardas e os mecanismos de mitigação de risco.

Por fim, a criação de Canais de Comunicação fáceis e acessíveis não só ajudam a proteger a empresa contra eventuais reclamações dos consumidores, quanto servem para construir uma imagem positiva para o público, que sempre é agradado pelo bom atendimento quando necessário.

 

Leia também: O que é Governança Corporativa e como aplicá-la na sua startup

Customer success: o que empreendedores precisam saber

“Conquistar um novo cliente custa 5 a 7 vezes mais do que manter um atual”, disse Philip Kotler em seu livro Princípios do Marketing. Economista e mestre em ciências comportamentais pela Universidade de Chicago, Kotler pontua que o lucro de uma empresa está diretamente ligado ao bem-estar do consumidor e da sociedade. Desta forma, o marketing não só deveria ser parte da estratégia de qualquer empresa, como ser o centro dela.

Com isso em mente, empreendedores devem focar em oferecer a melhor experiência aos seus. É daí que vem o conceito de Customer Success (ou, em português, Sucesso do Cliente), parte primordial do crescimento das empresas. O Customer Success é o gerenciamento do cliente focado no relacionamento, que alinha as metas do cliente e do fornecedor para resultados mutuamente benéficos.

“Não importa o tamanho da empresa: esta empatia com o público-alvo é fundamental para garantir seu sucesso durante o processo de escolha e uso do seu produto”, explica Ilze Sola, executiva de Marketing e fundadora da Conecxa, consultoria especializada em Customer Experience.

O Customer Success (CS) é pautado na garantia do alto desempenho de seus clientes, provenientes das interações estratégicas com a sua empresa. “A ideia é garantir que a empresa pense neles antes de tomar qualquer decisão”, diz Ilze. “Mais do que satisfeitos, é importante que eles sejam encantados, porque são eles quem recomendam o seu serviço”. Ou seja, os clientes são fidelizados e compartilham com outras pessoas o seu serviço fundamentalmente porque o retorno do seu investimento é positivo.

Ilze faz parte do time de mentores do InovAtiva Brasil e compartilha sua experiência com os empreendedores selecionados para o programa. Segundo a executiva, uma área de CS de excelência é proativa e baseada na coleta de informação sobre seus clientes para a estratégia de ações futuras. “Para isso, existe um relacionamento e acompanhamento constante do consumidor. É preciso compreender o que ele espera e se seu comportamento está mudando com o tempo para conseguir que ele permaneça junto à empresa”, afirma.

Um atendimento focado em Customer Success de qualidade começa no pós-venda, setor responsável por acompanhar o cliente no dia-a-dia. Neste momento, é definido o profissional que vai garantir o Sucesso do Cliente, a partir de uma análise constante do uso do produto ou serviço por parte do consumidor.

Como estruturar o Customer Success na sua startup

Especificamente para setores business-to-business, o profissional de CS deve se aprofundar no nicho de mercado do seu cliente para melhor compreender como seu serviço pode ajudar no alcance de resultados.

De acordo com esse acompanhamento, o gestor deve analisar se o serviço de sua empresa é ainda o melhor para cada público específico. Ou seja, é possível considerar e propor mudanças nos seus pacotes. Essas alterações podem ir desde o aumento das suas atividades, também conhecido como Upsell, onde o cliente pode passar para uma versão mais premium dentro da sua empresa, ou o chamado Cross-sell, quando adquire um serviço complementar. Mas, se for o caso, o gestor também deve recomendar a redução do plano, se este for o melhor curso para atender as necessidades atuais do usuário.

“O segredo é ter sempre o cliente no centro da tomada de decisão. Cada vez que uma empresa pensa em novas ações, independentemente de quais sejam elas, é fundamental que se adote o conceito de que o melhor para o cliente, é sempre melhor para a empresa”, finaliza Ilze.

Ideiaz Powered by InovAtiva apoiará gratuitamente mil projetos inovadores em estágio de ideação

Primeira chamada do programa selecionará 150 projetos inovadores e de impacto socioambiental; no segundo semestre outros 850 empreendimentos serão apoiados pelo Ideiaz

O Ideiaz Powered By InovAtiva abriu, nesta segunda-feira (22/02), inscrições para selecionar 150 projetos inovadores e de impacto socioambiental em estágio de ideação de todo País que receberão apoio gratuito de incubadoras e aceleradoras credenciadas no programa.

Os projetos terão suporte para desenhar e validar seu modelo de negócios, desenvolver protótipo de produto ou serviço e elaborar seu pitch – como é chamada a apresentação de negócios de startups.

Realizado pela Anprotec, o Sebrae e a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competividade (SEPEC) do Ministério da Economia, o Ideiaz oferecerá atividades de mentoria, consultoria organizacional, suporte tecnológico, suporte para formalização do negócio e qualificação empreendedora.

A meta é apoiar, ainda neste ano, mil projetos de pequenos negócios inovadores de todos os estados do País a partir da capacitação gratuita realizada por incubadoras e aceleradoras, fomentando ecossistemas locais de inovação.

Cada projeto selecionado pelo Ideiaz receberá atendimento durante 10 semanas em uma das incubadoras ou aceleradoras credenciadas, conforme estipulado no regulamento.

Além das atividades coletivas, os empreendedores receberão atendimento individual para estruturar o modelo de negócios, amadurecer e validar com clientes os protótipos de produtos ou serviços desenvolvidos e montar o pitch e a defesa do negócio pronto.

Ideiaz Powered by InovAtiva

O Ideiaz Powered By InovAtiva é o primeiro projeto a receber apoio metodológico do hub de inovação InovAtiva. Como explica o Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, o programa faz parte da estratégia do InovAtiva para levar suas ferramentas e serviços para 15 mil startups brasileiras nos próximos anos.

“O ‘Powered By InovAtiva’ funcionará como uma franquia, proporcionando guias metodológicos, conceitos e marcas para que instituições de atuação regionalizada possam desenvolver programas de apoio à inovação e ao empreendedorismo inovador. O Ideiaz Powered by InovAtiva é o primeiro de muitos projetos que lançaremos pelo InovAtiva nos próximos meses”, destaca Carlos Da Costa.

Um dos objetivos do Ideiaz é, segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, contribuir para o desenvolvimento de ecossistemas inovadores em todo o País. “Por meio da operacionalização deste programa, seremos capazes de levar inovação e capacitação a diferentes regiões do país. Um trabalho que será possível por meio da ativação de uma rede de parceiros locais, com o fomento da geração de empresas inovadoras, de empregos e de conhecimento”, afirma Melles.

“O programa Ideiaz se faz valer da infraestrutura, do conhecimento e da experiência das incubadoras e aceleradoras do Brasil para apoiar o desenvolvimento e a consolidação de centenas de negócios inovadores em seu estágio inicial. É um programa nacional de grande escala que vai atender a todas as regiões do país”, completa o presidente da Anprotec, Francisco Saboya.

Ideiaz Powered By InovAtiva

Período de inscrição de projetos inovadores: 22/02 a 14/03

Divulgação dos resultados: 31/03

Atendimento aos projetos selecionados: 05/04 a 11/06

As dúvidas devem ser encaminhadas por e-mail para o endereço: ideiaz@anprotec.org.br

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InovAtiva Brasil amplia sua Comunidade e seleciona 104 voluntários para atuarem como líderes e agentes

O InovAtiva Brasil selecionou 104 voluntários, das 27 unidades federativas do país, para ingressarem na Comunidade InovAtiva em 2021. Destes, 32 atuarão como Líderes de Comunidade e 72 exercerão a função de Agentes InovAtiva. Juntos, serão responsáveis por ajudar no desenvolvimento dos ecossistemas de inovação dos locais onde estão situados.

Os líderes são responsáveis pela execução de ações estaduais – promoção de eventos, capacitação de empreendedores e articulação com parceiros, por exemplo. Já os agentes têm como foco a comunicação e o relacionamento com os empreendedores locais, com o objetivo de entender suas demandas. Além disso, devem realizar eventos locais para divulgar novidades sobre o hub.

“Selecionamos um número maior de Líderes e Agentes com a intenção de conseguir atingir mais empreendedores. Dessa forma, passamos de 27 para 32 Líderes e de 35 para 72 agentes”, comenta o gestor de comunidade no InovAtiva Brasil, Vinícius Aguiar.

Em 2021, outra novidade é que parte dos líderes que já representaram o InovAtiva assumem um novo papel: o de líderes Alumni. Eles darão suporte aos novos integrantes da Comunidade e promoverão encontros regulares para discutir planos de ação nas diferentes regiões do país.

O objetivo é que a Comunidade auxilie no fortalecimento da atuação regional do InovAtiva Brasil. Em 2020, os voluntários adaptaram suas atividades para o formato virtual e, mesmo com as mudanças, foram capazes de realizar diversas ações de divulgação dos programas de aceleração e de outras iniciativas promovidas ao longo do ano.

“Os Líderes e Agentes de 2020 entraram em um turbilhão de mudanças e conseguiram formatar isso de uma maneira legal, resultando em um salto em projetos e em entregas. Alguns exemplos são o quadro Papo de Comunidade no Youtube, o Domingo da Comunidade no InovAtiva Experience e o e-book com a temática Construção de Comunidades”, comenta o gestor.

Conheça os líderes, agentes e líderes Alumni da Comunidade InovAtiva em 2021.

Seleção

Os Líderes e Agentes de 2021 foram escolhidos pelo Comitê de Avaliação do InovAtiva Brasil dentre 230 inscritos. Foram analisados critérios como conhecimento sobre startups, experiência no ecossistema e na produção de eventos, networking e engajamento nas atividades do processo seletivo.

Além disso, também foi considerado o perfil dos candidatos para que os selecionados tivessem características e competências complementares.

“A ideia é realizar reuniões mensais para entender o que está acontecendo em cada uma das unidades federativas brasileiras e determinar estratégias para manter os ecossistemas ativos e progressivos”, completa Vinícius Aguiar.

Checklist Fácil, avaliada em R$46 milhões, foi adquirida pela empresa catarinense Softplan

A Checklist Fácil, avaliada em R$46 milhões, foi adquirida pela Softplan, empresa catarinense desenvolvedora de softwares. Com a aquisição, uma das expectativas é que a startup possa ajudar a ampliar o portfólio de clientes em mercados complementares. A Checklist Fácil é dona de um software de criação e aplicação de checklists, auditorias, inspeções e planos de ação. Atualmente, possui clientes como Ambev, Natura e Unilever e opera em 14 países.

Em 2021, a Softplan lançou uma área específica para a busca de soluções que a ajudassem a complementar o portfólio de produtos digitais, e a Checklist Fácil foi a primeira aquisição da empresa a partir desse lançamento.

A conexão começou no final de 2019. Na época, o CEO da Checklist Fácil, Rafael Zambelli, estava em busca de parcerias na área da inovação e entrou em contato com Guilherme Tossulino, diretor da área de Inovação, Fusões e Aquisições da Softplan.

“O intuito da reunião era falar sobre o mercado de inovação. Na ocasião, apresentei os nossos números e, na hora, ele se interessou. Com isso, mudamos o tema da conversa para uma possível parceria”, conta Zambelli.

Segundo Guilherme Tossulino, o primeiro objetivo da aproximação é estruturar a máquina de vendas da startup para as áreas de atuação da Softplan (gestão pública, justiça e indústria da construção). “Vamos trabalhar para ajudar a Checklist Fácil a dar seus próximos passos de maneira mais sólida, com a prestação de consultoria interna de negócios e competências”, explica.

Agora que a empresa catarinense passa a ser a detentora de 51% das cotas da startup, algumas mudanças estão previstas. Uma delas é a entrada de Diego Marafon, que até então integrava o time de inovação da Softplan, para o cargo de diretor de operações da Checklist Fácil. Também será formado um conselho para debater indicadores e estratégias da parceria, com o intuito de fortalecer a operação.

Sobre a Checklist Fácil

A Checklist Fácil nasceu em 2018, quando Rafael Zambelli e seus sócios Raul Zambelli e Maurício Fragoso reestruturaram a startup que possuíam para focar no sistema de checklist eletrônico desenvolvido em 2013 para um cliente específico.

Segundo a startup, a partir dessa alteração, o empreendimento começou a apresentar um rápido desenvolvimento. Em 2020, a Checklist Fácil participou do ciclo de aceleração 20.1 do programa InovAtiva Brasil e foi eleita destaque na área de Tecnologia da Informação e Comunicação. Além disso, registrou aumento de 20% em seu faturamento em relação ao ano anterior.

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