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21 startups aceleradas pelo InovAtiva Brasil são selecionadas para o Startup Indústria 4.0

Com o intuito de conectar grandes empresas a empreendedores, o programa Startup Indústria 4.0, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em parceria com Portugal, selecionou 120 startups para participar da sua segunda edição. Destas, 117 são brasileiras e, dentre elas, 21 foram aceleradas pelo InovAtiva Brasil.

O projeto prevê R$ 4,8 milhões em premiação para as startups que se relacionarem com indústrias brasileiras e portuguesas, desenvolvendo soluções inovadoras e tecnologias 4.0. A expectativa é que até junho de 2020 seja feito o match de, pelo menos, 60 startups com 30 indústrias.

De acordo com a ABDI, as selecionadas já desenvolveram 190 soluções, participaram de 252 programas de promoção à inovação, 147 programas de fomento ao empreendedorismo e empregam 452 pessoas. Ao todo, foram realizadas 499 inscrições, sendo 296 aprovadas na primeira fase da seleção.

Na etapa seguinte, 120 projetos de 17 estados brasileiros se destacaram. As regiões com maior representatividade foram Minas Gerais (26%), São Paulo (25%) e Santa Catarina (16%). Agora, as selecionadas serão conectadas virtualmente com as indústrias que necessitem de suas competências. Em novembro, a ABDI promoverá o CoDiscovery Lab, evento para que todos os envolvidos se encontrem presencialmente.

Confira abaixo a lista com as startups aceleradas pelo programa InovAtiva Brasil que foram escolhidas para participar do Startup Indústria 4.0:

  • APTAH Bioinformática
  • BirminD Automação e Serviços
  • Cheap2Ship
  • CUBI Soluções Empresariais
  • Curvaflex Solucoes de Engenharia
  • Cybersecurity Seguranca Cibernetica
  • DriveOn Telemática
  • Hedro Sistemas Inteligentes
  • Inova GS
  • Mob – Consultoria e Projetos de Negocios e Engenharia
  • NanoScoping Soluções em Nanotecnologia
  • NetResíduos
  • Olho do Dono
  • Prevention Comercio de Artigos Opticos
  • Proativa Desenvolvimento de Sistemas
  • R M T Tage Biaggio Eireli
  • RC – Desenvolvimento e Treinamentos
  • Reciclapac Soluções para Embalagens
  • Ubivis Desenvolvimento de Programas de Otimizacao Industrial
  • Zumpy Mobilidade Urbana Sustentavel

Confira a lista completa em: http://ow.ly/5gAV50vMZi2

Conheça as 112 startups que vão participar do Ciclo 2019.2

Após 585 inscrições e um criterioso processo de avaliação, 112 startups foram selecionadas para participar do programa InovAtiva Brasil – Ciclo 2019.2. Representantes de todas as regiões do país, as aprovadas são provenientes de metade dos estados brasileiros.

Em comparação com o ciclo 2019.1, as startups da região sudeste do país aumentaram sua presença em 18 pontos percentuais, sendo que o estado de São Paulo permaneceu na liderança, com 34 empresas aprovadas.

Perfil das startups aprovadas

Formalizadas como empresas, as startups selecionadas estão em estágio de operação (69,64%) ou tração (30,36%). Delas, 70 estão com uma base crescente de clientes e faturamento anual de mais de R$ 360 mil (26%). Elas são voltadas com para o público B2B (59,82%) e possuem vínculo com grandes empresas (53%).

Além disso, essas startups atuam, prioritariamente, nos segmentos de serviços, saúde e educação. Com modelo de negócios SaaS (51,8%), 108 das empresas possuem funcionários full time e 57% delas estão contratando. O InovAtiva será a primeira experiência de aceleração da maioria das startups, já que 71% delas nunca passou por uma aceleradora e 60% nunca esteve em uma incubadora.

Das aprovadas, 33 empresas já captaram algum investimento, sendo 51,52% provenientes de Investidores Anjo. O valor do aporte de 76% destas foi superior a R$ 100 mil. Mesmo assim, o objetivo de 56% das startups é ter a oportunidade de conquistar investimento e se conectar com grandes empresas.

Veja a lista completa.

Conheça os oito ramos de atuação das cleantechs

As Cleantechs, também chamadas de “Startups Verdes”, são empresas inovadoras e sustentáveis que utilizam tecnologia limpa para melhorar a produtividade, performance, operação e eficiência de determinado cliente ao mesmo tempo em que ajudam a reduzir custos, facilitar processos e diminuir desperdícios.

Segundo o Mapeamento do Ecossistema de Startups de Cleantech no Brasil, fruto da parceria entre o FGVces, a COPPE/UFRJ, a Abstartups e a EDP, e viabilizado pelo Programa P&D ANEEL, o Brasil tem 136 empresas deste segmento. Dentre elas, São Paulo é o estado que concentra o maior número de cleantechs (43%).

Ainda de acordo com o relatório, elas operam, predominantemente, com modelo de negócio B2B ou B2C (52%). A pesquisa também classifica as Cleantechs em oito divisões de acordo com a sua área de atuação: Energia Limpa, Armazenamento de Energia, Eficiência, Transporte, Ar & Meio Ambiente, Indústria Limpa, Água, Agricultura.

Entre as aceleradas no programa InovAtiva Brasil podemos ver exemplos de startups de cada uma dessas categorias:

Energia Limpa

A Sunne Sistema de Web Ltda visa democratizar o acesso de energia renovável para o consumidor final, mediante compartilhamento de créditos de energia limpa. Para isso, a startup acelerada pelo InovAtiva Brasil 2018.1 une mini usinas de geração distribuída de energia renovável à unidades consumidoras, proporcionando economia mensal para o consumidor residencial ou de pequenos comércios (sem necessidade de investimento inicial) e aumentando o retorno financeiro da usina em até 80% comparado ao modelo tradicional.

Armazenamento de Energia

A Sami Sistemas de Energia Ltda. desenvolve um avançado sistema de armazenamento de energia com baterias de lítio e gerenciamento eletrônico (BMS). Com mais de nove anos de experiência, a startup acelerada pelo InovAtiva Brasil 2018.1 analisa a química de baterias de lítio para cada aplicação e realiza o monitoramento em tempo real por IoT das principais condições da bateria. Além disso, a bateria da Sami tem maior autonomia, tempo de recarga até 16 vezes mais rápido, baixo custo operacional, maior vida útil e não exala gases tóxicos.

Eficiência

A CUBi torna a energia elétrica visível aos gestores oferecendo uma solução completa de monitoramento e gestão de energia elétrica focada na identificação de desperdícios e otimização do uso de energia elétrica. A startup acelerada pelo InovAtiva Brasil 2017.2 foca na experiência do usuário e utiliza inteligência computacional para oferecer informações e insights em tempo real para que gestores possam tomar as melhores decisões e alavancar oportunidades de eficiência energética.

Transporte

A Caronear é uma plataforma para compartilhamento de caronas. A startup acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2018.2 tem como foco o meio corporativo, universidades e escolas. Por meio de um aplicativo, a empresa conecta pessoas de uma mesma instituição, que tenham em comum um ponto final e/ou inicial, oferecendo o melhor trajeto para atingir esse objetivo. Com isso, proporciona a redução do número de carros nas ruas, ajudando na conservação do meio ambiente (cada carro emite uma tonelada de CO2 por ano) e na melhora do tráfego urbano.

Ar & Meio Ambiente

A ACT Sistemas desenvolve uma solução para automatizar o processo de fiscalização da fumaça preta emitida por chaminés industriais. Por meio de um sistema, a startup acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2016.1 captura as imagens e apresenta, automaticamente, o respectivo índice de poluição, permitindo uma fiscalização contínua, íntegra, geradora de provas e que interage com a equipe ambiental local com alertas digitais e/ou sonoros quando os limites de poluição permitidos e configurados forem ultrapassados.

Indústria Limpa

A Polen, escolhida como destaque na categoria B2B do programa InovAtiva Brasil 2018.2, atua como um marketplace que conecta indústrias que geram resíduos com aquelas que utilizam sobras como matéria prima. A empresa realiza toda a parte de transporte, logística, seguro ambiental para cobrir os possíveis acidentes ambientais no transporte da carga e o seguro da carga em si. Além disso, a Polen oferece um relatório de sustentabilidade para todos os clientes que utilizam a plataforma por um ano e um selo de certificação ambiental a partir do quantitativo de uso que ele tem de matéria prima. Esta é a única empresa do setor que faz fulfillment, ou seja, pagamento com garantia de entrega, certificação e compra dentro do mesmo espaço.

Água

A EkonoWater fornece soluções completas para eliminação de 100% do consumo de água potável em vasos sanitários e redução de até 20% da geração de esgoto. Isso porque a startup acelerada pelo InovAtiva Brasil 2018.2 trabalha com a reutilização de água cinzas (chuveiro e lavatório) filtrada e tratada e também com o aproveitamento de água de chuva. Por meio de cisternas, dispensers e reservatórios que, juntos, acumulam, filtram e tratam águas cinzas para posterior utilização no vaso sanitário, a empresa resolve o desperdício de mais de 70% de água potável utilizado com higiene pessoal que é jogado ralo abaixo.

Agricultura

A Sensix, startup acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2016.2, fornece serviços de levantamento aéreo, processamento e análise de dados para agricultura utilizando Veículos Aéreos Não Tripulados, também conhecidos como drones. Com seus sensores multiespectrais, possibilita a identificação de padrões de reflectância nas plantações que representam anomalias específicas, contribuindo assim para a tomada de decisão no manejo da lavoura.

Glossário Startupês – Conheça os termos usados para falar sobre ramos de atuação

Você já deve ter ouvido falar em “fintech”. Um dos termos mais conhecidos no Brasil no que se refere a startups, é utilizado para designar empresas que usam a tecnologia para aprimorar serviços financeiros, como remessas de dinheiro para o exterior, conta corrente em banco, empréstimos, entre outros.

Porém, este é apenas um dos segmentos de atuação de startups. Abaixo, listamos outros termos utilizados para nomear os diversos tipos de empresas tecnológicas existentes no mercado:

  • AdTech: sinônimo de Madtech, a expressão designa startups que atuam com publicidade e propaganda e criam tecnologia para convergência de mídias, análise de big data e distribuição de anúncios em mídia programática descentralizada;
  • AgTech: também conhecido como Agrotech, esse termo se refere a empresas que desenvolvem técnicas ou softwares para aprimorar práticas agrícolas;
  • AutoTech: esse é o nome dado para startups que desenvolvem soluções voltadas para mobilidade, transporte, logística e indústria automobilística;
  • Biotech: empresas de biotecnologia que produzem equipamentos e soluções para melhorar a vida humana;
  • Construtech: iniciativa que surgiu para melhorar os problemas, facilitar processos e gerar valor para o setor de construção;
  • Cleantech: também denominada de Greentech, essas empresas desenvolvem soluções tecnológicas e modelos de negócios para minimizar o impacto ambiental das empresas;
  • EdTech: o termo é usado para designar inovações na área de educação com o intuito de facilitar a aprendizagem e melhorar o desempenho dos alunos por meio de aplicativos móveis, mídia social, Inteligência Artificial, entre outras tecnologias;
  • Femtech: criada para denominar startups que desenvolvem produtos voltados para o público feminino, hoje a expressão também se refere a

iniciativas defendidas por empresas e associações, que combinam feminismo e tecnologia para erradicar a desigualdade de gênero;

  • Foodtech: entrega de alimentos, cozinheiros automatizados, impressoras alimentícias 3D, aplicativos para verificar a quantidade de calorias nos alimentos são alguns exemplos de startups do setor que desenvolve soluções para o mercado alimentício;
  • Health Tech: voltadas para o setor de saúde, essas startups criam tecnologias para otimizar o atendimento ao paciente em geral, como aplicativos para marcar consultas médicas, máquinas para consulta oftalmológica, plataformas de monitoramento dos sinais vitais dos pacientes, entre outras.
  • HRtech: designação das empresas que empregam tecnologias inovadoras para aprimorar a área de Recursos Humanos;
  • Insurtech: essas soluções beneficiam consumidores das indústrias de seguros, financeira e imobiliária com a criação de novos mecanismos de medição de risco;
  • LegalTech: também chamadas de Lawtechs, essas startups desenvolvem tecnologias para o ramo jurídico;
  • Martech: utilizando bots, algoritmos, big data e data analytics, as Martechs contribuem para alavancar as vendas revolucionando o marketing digital;
  • Proptech: voltada para a corretagem de imóveis, esses negócios se baseiam em blockchain, realidade virtual e aumentada, IoT e geolocalização;
  • Regtech: com ferramentas para aprimorar as atividades regulatórias, essas startups têm como intuito garantir a integridade financeira e proteção de dados do consumidor;
  • Retailtech: destinadas aos mercados de varejo e consumo, essas empresas desenvolvem tecnologias para melhorar a experiência de compra;
  • SportsTech: tecnologias usadas para criar uma solução para o mercado esportivo. Elas podem ser voltadas para Atividade e Performance, Organização e Gerenciamento, Engajamento de Fãs ou Jogos e Apostas;
  • Wealthtech: o objetivo das startups que atuam nesse ramo é desenvolver serviços e produtos de investimento alternativos para gerenciamento de patrimônio.

 

Ficou curioso para conhecer mais termos do universo do empreendedorismo? Já falamos um pouco sobre termos relacionados à tecnologias utilizadas por startups e a termos ligados a investimentos.  Continue acompanhando as novidades do nosso blog e conheça ainda mais!

InovAtiva Brasil realiza conexão entre startups e grandes empresas no Startup Summit

O Startup Summit é um movimento que promove o fortalecimento da inovação, por meio da união do ecossistema empreendedor de todo o Brasil. O evento, realizado nos dias 15 e 16 de agosto em Florianópolis (SC), contou com palestras de CEOs das principais startups do país e representantes de grandes empresas de tecnologia nacionais e internacionais compartilhando suas experiências e cases de sucesso.

Para ajudar na conexão entre esses dois grupos de participantes, o InovAtiva Brasil realizou uma dinâmica de grupo que chamou de InovAtiva Conecta. Para estimular os empreendedores a ajudar grandes empresas, o programa mapeou os desafios internos de sete grandes empresas (Dell, Johnson, Arcelor Mittal, Vale, FCC, Nexa Resources e Softplan) e o perfil das startups que três fundos de investimento (DOMO, GVAngels e MIT Angels) procuram.

O matching entre startups e empresários foi feito de modo a unir a solução oferecida pelo empreendedor com o problema exposto pelas grandes corporações. Ao todo, foram selecionadas 28 startups para as 45 rodadas de negócios estipuladas para o evento. Porém, além delas, foi possível incluir outras startups no InovAtiva Conecta, totalizando 50 rodadas de negócios com 11 grandes empresas.

Como o stand do programa teve uma programação aberta a todos os presentes, empresas e startups se encontraram no espaço para realizar conexão. Nos dois dias também foi disponibilizado um horário para networking, no qual os participantes do Startup Summit puderam se reunir para conversar, trocar cartões e ver como podem se ajudar.

Uma das startups participantes foi a CustomerX. De acordo com Leonardo Superti, CEO e Fundador da empresa, a conexão gerada pelo InovAtiva proporcionou conversas com corporações e investidores. “Marcar reuniões presenciais normalmente é algo bastante complicado. Por isso, essa ponte feita pelo programa foi excelente, pois conseguimos chegar nas pessoas certas. Saímos do evento a energia renovada, muitas ideias novas, orientações de quem já passou pelo que estamos passando e com outras conversas já pré-agendadas. Esperamos que isso possa gerar ótimos frutos e foi sensacional. Só tenho a agradecer”, afirma o empreendedor.

O que você deve saber sobre acordo de sócios

Texto do mentor Euclides Pereira Pardigno

A cada dia mais, temos visto que o Direito Societário fornece uma infinidade de estruturas jurídicas e de conceitos que interessam ao mundo das startups, e isto ocorre com os temas “contrato social” e “acordo de sócios”.

A partir do art. 981, o Código Civil fala do tema Sociedades, regulamentando os tipos de sociedades que podem ser constituídas, a forma de sua constituição e os instrumentos jurídicos que são necessários para documentá-las.

Na condição de “cláusulas obrigatórias”, o art. 997 do mesmo Código exige que alguns elementos sejam previstos no contrato social, como: a) qualificação das partes contratuais; b) denominação, objeto, sede e prazo da sociedade; c) capital societário; d) cotas societárias e forma de integralização; e) responsabilidades dos sócios, especialmente daqueles cuja contribuição consista em serviços; f) responsáveis pela administração da sociedade, seus poderes e atribuições; g) participação de cada sócio nos lucros e nas perdas; h) responsabilidade ou não dos sócios pelas obrigações sociais.

Estes são os elementos básicos da constituição de uma sociedade, que representam os aspectos fundamentais de sua existência jurídica, de modo a assegurar que a sociedade tenha direitos e possa ser cobrada por terceiros em relação a seus deveres.

Mas há também estipulações contratuais chamadas de “facultativas”, que podem integrar o contrato social ou fazer parte de um contrato paralelo. Elas irão variar de uma sociedade para outra, sem interferir na sua estruturação, mas ao mesmo tempo proporcionarão um maior detalhamento na relação entre os sócios.

Juridicamente classificado como “contrato parassocial”, o acordo de sócios, que em determinados casos recebe o nome de “acordo de quotistas” ou “acordo de acionistas”, vem ganhando relevância na medida em que cuida de temas não obrigatórios no “contrato social”, ajudando a evitar o abuso de poder de quem tenha sido designado para o controle da sociedade, a estabelecer as hipóteses e as condições para entrada ou saída de sócios, e a mitigar os riscos de morte prematura da startup, dentre outras questões.

Há estatísticas de que o desajuste entre sócios seja a principal causa da mortandade de startups, por envolver questões que não foram definidas previamente em instrumentos contratuais, e creio que o acordo de sócios tenha potencial para exaurir boa parte destes problemas.

Considero que o acordo de sócios deve ser celebrado logo no início das atividades da startup, e o principal item que ele deve regulamentar é a definição das atribuições de cada sócio, pois um tipo muito comum de conflito que acaba matando a startup é o pensamento de que “eu trabalho mais do que você”: ora, se cada sócio tem expertise para atuar em uma determinada área, é ideal prever que toda a demanda naquela área caberá a ele.

O documento a que estamos nos referido se denomina “acordo”, e por isto é ideal que também preveja a participação financeira de cada um, proporcional às atribuições, ao tempo dedicado à startup ou ao investimento realizado, assim como os montantes do pro-labore, da participação individual nos lucros e do reinvestimento de parte deste.

O futuro aporte de capital é uma outra questão que tem grande relevância na vida da startup e pode representar problema aos sócios; neste sentido, é necessário que no acordo de sócios haja a previsão sobre o direito de preferência no caso da venda de ações e sobre a possibilidade de diluição da participação societária no caso da obtenção de capital junto a investidores, pois caso ela aconteça, poderá ocorrer a desvalorização da participação societária, o decréscimo na distribuição de lucros e dividendos e a diminuição da participação do sócio na administração da sociedade, já que parte do capital votante terá sido transferido ao investidor que realizou o aporte.

Também pode ser fator que inviabiliza a existência de uma startup o fato de um dos sócios receber oferta para compra de suas ações; se este sócio é majoritário, pode ser previsto que os minoritários tenham obrigação de realizar a venda nas mesmas condições e no mesmo preço em que o majoritário estiver negociando (drag along), de modo a não colocar empecilho à realização da venda.

Ainda nesta hipótese, mas em sentido inverso, pode ocorrer de o sócio minoritário considerar vantajoso o preço que um majoritário esteja obtendo em uma venda, e em razão disto, ter o direito de vincular a venda de suas ações, exigindo  que sua participação acionária seja adquirida nas mesmas condições (tag along).

Através da cláusula tag along, até mesmo um fundo pode ser beneficiado, se na condição de minoritário, pretender liquidar seu investimento, caso em que poderá impor que sua venda fique atrelada à venda que estiver sendo realizada pelo majoritário.

Finalizo aqui, dizendo que estas são somente algumas das questões que devem ser previstas no acordo de sócios, e que apesar de não contar com previsão expressa no Código Civil para as sociedades limitadas, ele pode ser regido supletivamente pela Lei das S/A se previsto no contrato social a que ele se vincula.

O desafio das empresas familiares

Texto do Mentor InovAtiva Ivan Nicolas Dannias.

Nos meus 19 anos à frente da Dannias Consultoria, Assessoria e Treinamento Ltda., tive oportunidade de atuar junto a grandes empresas multinacionais e nacionais, bem como de modo acentuado com empresas familiares de grande, médio e pequeno porte de vários segmentos.

Os desafios para os empresários e para a consultoria são inúmeros e complexos em todos os tipos e tamanho das empresas familiares, seja de qual for o segmento e potencial de recursos financeiros.

Costumo dizer que a diferença dos problemas familiares é proporcional ao tamanho da empresa.

Porém, para mim, o trabalho mais apaixonante e desafiador é o de atuação em pequenas e médias empresas familiares de qualquer segmento.

De um modo geral, elas foram criadas por uma ou duas pessoas, muitas vezes membros da própria família, sendo que uma delas pelo menos é conhecedor do ofício, isto é, conhece bem a parte operacional e produtiva.

Em muitos casos, conforme o segmento, o empreendedor, procura se  manter  atualizado sobre a elaboração do seu produto (seja físico ou intelectual), participando de cursos, palestras, visitas a feiras / eventos, etc.

Entretanto, por não conhecerem e serem em muitos casos até avessos às demais áreas da empresa, os empresários não dedicam o tempo necessário para se desenvolverem na gestão do negócio, nem dando a devida atenção e dedicação as áreas administrativa, financeira, marketing, vendas e negociação.

Este ponto passa a ser o “Tendão de Aquiles” da empresa, sendo um possível divisor de águas entre o sucesso e o fracasso da empresa a médio e longo prazo.

Quando o problema chega ao ponto de ser sentido pela empresa, muitas vezes já é tarde, ou será necessário um esforço muito grande de todos os envolvidos para reverter a situação e colocar o negócio no rumo certo.

Neste estágio, torna-se necessário buscar ajuda externa, seja de associações de classe, órgãos governamentais ou de consultores profissionais, que terão habilidades para reorganizar a gestão da empresa, avaliando o potencial humano e as habilidades dos sócios e familiares atuantes.

Após esse trabalho de análise, é necessário que todos os participantes do corpo gerencial tenham em mente que a empresa não é uma continuação de sua casa e que seus compromissos pessoais não podem se sobrepor aos compromissos assumidos coma empresa e nem a hierarquia familiar prevalecer no ambiente de trabalho.

Para ter sucesso, a empresa deve ter objetivos bem definidos e as metas deverão ser sempre baseadas em:

  • Geração de Lucro suficiente para o contínuo desenvolvimento;
  • Gestão Profissional que garanta e proteja o negócio a longo prazo;
  • Atender às Necessidades / Desejos do Consumidor / Público-alvo (clientes e consumidores).

Analisando o exposto acima e visualizando as particularidades de uma empresa familiar, não é difícil entender o quanto os sentimentos, laços familiares, hábitos e, muitas vezes, a hierarquia existente numa família, dificultam a tomada de decisões racionais e profissionais.

Por isso, devemos nos espelhar em gestões familiares vitoriosas e em inúmeros casos de sucesso de empresas que estão se conscientizando e se adaptando rapidamente à realidade, conseguindo harmonizar o profissional empresarial sem arranhar os laços familiares para garantir sucesso e felicidade.

POX e InovAtiva Brasil firmam parceria

A startup Pox e o InovAtiva Brasil são agora parceiras. Criada em Porto Alegre, o Pox é uma startup focada no conhecimento compartilhado. Sua plataforma digital proporciona uma interação do público com o conteúdo.

Durante o Bootcamp Nacional do InovAtiva Brasil, ocorrido em São Paulo no dias 20 e 21 de julho, as startups participantes e o público puderam interagir e trazer suas impressões sobre a programação do evento, votando no conteúdo que mais gostaram.

Criado em 2016, o Pox visa “dar voz a quem não tem voz” e subverter a lógica de conteúdo em que “um fala e os outros escutam”, criando maneiras de colocar o público como protagonista e tornando cada momento de interação único.

Na plataforma digital, é possível criar interações de diversas formas, como nuvens de palavras, perguntas de múltipla escolha, sim e não, avaliações de 0 a 5 estrelas e até mesmo o envio de perguntas do público, tudo com um simples acesso ao QR Code ou link pelo celular.

A mudança na construção do conhecimento é visível e o InovAtiva busca sempre proporcionar essa evolução em seus programas e eventos.

Acompanhe os próximos programas InovAtiva e conheça o Pox.

Inovativa Brasil oferece diversos benefícios para agregar valor às startups aceleradas pelo programa

O InovAtiva Brasil quer ver as startups que participaram do programa crescerem e se desenvolverem. Por isso, fizemos parcerias com empresas privadas e associações que podem proporcionar benefícios aos empreendedores acelerados ou em processo de aceleração.

Ao todo, temos 12 empresas parceiras que oferecem mais de R$ 450 mil em serviços e produtos, como descontos em livros, cursos, eventos, taxas de associação e ou até mesmo o acesso a ferramentas que facilitam as atividades diárias dos empreendedores.

Max Mendes Rosa, Cofundador e Diretor de Tecnologia na PrintWayy, SaaS para empresas provedoras de outsourcing de impressão, aproveitou os benefícios do programa para economizar na aquisição dos serviços de nuvem e pode empregar o dinheiro para a contratação de novos colaboradores. As ferramentas utilizadas por ele foram o Microsoft for Startups, que gera até US$ 120 mil em créditos de nuvem gratuitos, e o Google Cloud, que oferece créditos do cloud e suporte escalonado de acordo com as necessidades e o crescimento da startup.

“Os benefícios são excelentes e ajudam muito qualquer startup a se fortalecer durante os seus primeiros anos de vida para que, nos estágios seguintes, consigam crescer e escalar de forma mais consistente. Para a PrintWayy, as ferramentas estão sendo fundamentais, pois, com os créditos de cloud ofertados pelas ferramentas da Microsoft e do Google, temos acesso facilitado às melhores tecnologias para acelerar o desenvolvimento e a execução do nosso produto”, comenta Rosa.

Além das parcerias com a Microsoft e com o Google, o programa também conta com os benefícios das seguintes empresas:

  • Zendesk: facilita e otimiza a comunicação com os clientes;
  • Moskit: torna as tarefas do dia a dia do empreendedor ainda mais produtivas;
  • Agendor: ajuda os vendedores a fechar mais negócios e empoderar sua liderança comercial;
  • Contentools: centraliza toda a operação de marketing de conteúdo em um único ambiente para planejar, criar, distribuir e analisar os resultados;
  • LAHAR: software de automação de marketing digital para fazer a gestão de leads e criar relacionamentos que geram conversões e vendas pela internet;
  • Pipefy: permite controlar e automatizar qualquer tipo de processo de negócio;
  • Conta Azul: plataforma em nuvem que conecta empreendedores e escritórios contábeis;
  • Salesforce: ajuda a gerar leads, conquistar novos clientes, fechar negócios mais rápido e ter abordagens de vendas, serviços e marketing mais inteligentes;
  • SESI, SENAI e SEBRAE: viabiliza o acesso a qualquer dos editais das instituições e garante 10% a mais na pontuação de avaliação;
  • Husbspot for startups: oferece serviços de software com CRM, Vendas, Marketing e Planos de Services em um só lugar.

Para saber mais, acesse a página.

Conheças a Smart-Tech, startup destaque do InovAtiva Brasil

Entre os dias 20 e 22 de julho, 86 startups participaram do Bootcamp Nacional e Demoday InovAtiva Brasil 2019.1. O evento, realizado na Escola de Negócios do Sebrae, em São Paulo, destacou as 12 empresas com os pitchs mais atraentes. Entre elas está a paranaense Smart-Tech Controle e Automação.

Focada em desenvolvimento de produtos para a indústria, a startup se sobressaiu na Banca 1: Educação, Indústria e Setor Financeiro. Confira abaixo a entrevista que fizemos com Tiago Machado, Diretor na Smart-Tech, para saber mais sobre o negócio:

Conte sobre a trajetória da sua empresa. Quando vocês começaram?

TM: A Smart-Tech foi fundada em Curitiba no ano de 2011, porém só foi ativada em 2015 quando eu e meu sócio, Guilherme Francescon, deixamos nossos empregos fixos na área de automação para prestar serviços nessa mesma área. Os antigos patrões foram os primeiros clientes e, após uma longa jornada prestando serviços para diferentes indústrias de todo o mundo (Alemanha, República Tcheca, Índia, China, Argentina e Brasil), surgiu a oportunidade de criar um produto que resolvesse uma dor que é sentida por todas as indústrias. Assim nasceu o projeto ST-One.

O que faz a Smart-Tech? Qual é o diferencial da startup?

TM: A Smart-Tech atua na área de Automação Industrial, tendo como diferencial um hardware próprio que hoje é utilizado por outras empresas do mesmo ramo e que, no passado, eram nossas concorrentes.

Em que estágio a startup se encontra? Quantos clientes vocês possuem atualmente?

TM: Nosso estágio atual é o de tração. Já temos um produto validado por grandes clientes como Volkswagen e Bosch e temos mais de 50 dispositivos instalados pelo Brasil.

O que você almeja para o futuro da sua startup?

TM: A Smart-Tech tem o objetivo de ajudar indústrias a atingir o grau de Indústria 4.0 de maneira rápida e sem muitas barreiras. Nosso produto, o ST-One (http://netsmarttech.com/page/st-one), é capaz de atualizar uma máquina até 30 anos, em termos de tecnologia. Com isso, almejamos amadurecer tecnologicamente as indústrias do Brasil e do mundo.

O que o InovAtiva Brasil agregou para a sua empresa?

TM: Participamos do ciclo 2019.1 do InovAtiva. O programa nos surpreendeu muito. Nossos mentores foram escolhidos para cobrir os nossos pontos fracos e, nesses quesitos, o programa conseguiu diagnosticar precisamente as nossas necessidades. Tivemos mentores que conseguiram levar a empresa para um novo patamar. Além disso, a nossa rede de contatos na indústria aumentou consideravelmente, trazendo novos clientes e cases para a Smart-Tech.

Com que objetivo você se inscreveu no programa? Conseguiu atingi-lo?

TM: Nosso objetivo era aprender com pessoas experientes do mercado como podemos escalar o nosso produto e o nosso modelo de negócio. Nossos mentores foram a peça chave nesse processo e, com eles, conseguimos criar um plano de ações futuras da empresa.

Já passou por outros programas de aceleração? Qual a diferença destes para o InovAtiva?

TM: Não passamos por nenhum outro processo de aceleração no passado, mas sabemos que o diferencial do InovAtiva é o impacto a nível nacional que o programa tem.

A empresa tem alguma novidade que gostaria de compartilhar conosco?

TM: Durante o programa, a Smart-Tech abriu duas novas vagas para dar conta das demandas geradas pelas ações tomadas durante o processo de aceleração, inclusive temos em mente que em breve mais vagas serão abertas.

inovativa@inovativabrasil.com.br