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A Estrutura e a Operacionalização do Vesting

Em linhas gerais, o vesting é o processo de ofertar opção de compra de participação societária para funcionários de uma startup. Isso quer dizer que, em determinado momento, por diferentes motivos, os sócios fundadores de uma startup decidiram que um ou mais colaboradores geram tanto valor para o negócio que deveriam se beneficiar do seu crescimento. E, portanto, oferecem uma opção de compra para que eles se tornem também sócios do negócio e se beneficiem disso financeiramente.

Parece simples, mas quem resolve criar um programa de vesting dentro de sua startup precisa conhecer bem dos mecanismos existentes e de como se resguardar na hora de convidar funcionários a darem esse tipo de passo dentro da organização.

Para saber se um programa de vesting é algo interessante ou não para sua startup, faça as seguintes reflexões:

Por que fazer um programa de vesting em sua Startup?

A primeira questão a se debater é a definição do motivo que justifica a criação de um plano de vesting dentro de uma empresa. Eles podem ser três:

1. Fazer com que alguns funcionários específicos pensem com a cabeça de dono.

Muitas vezes, um colaborador pode tomar decisões ou executar ações sem pensar nos benefícios que essas ações geram de fato para o negócio. Para fazer com que ele pense na empresa antes de pensar em si próprio, pode ser interessante fazer com que ele se torne sócio do negócio, priorizando a empresa à outras variáveis em seus processos decisórios.

2. Retenção de talentos.

Há situações onde os colaboradores precisam de um motivo a mais – financeiro ou não – para permanecerem em uma organização. A opção de compra de participação societária por meio de um programa de vesting pode ser justamente o que um colaborador estratégico precisa para se comprometer ainda mais com o negócio e permanecer nele por muito mais tempo.

3. Reduzir custos com salário em fase inicial do negócio.

Essa é a justificativa mais delicada. É natural startups começarem sem capacidade financeira e, para conseguir estruturar uma equipe, fazem programas de vesting frágeis e sem os devidos cuidados legais para resguardar o negócio. Além disso, correm o risco de diluir demais a participação societária entre diferentes pessoas, o que pode gerar uma série de problemas para os sócios fundadores no futuro.

Ter uma justificativa clara para o desenvolvimento de um programa de vesting é fundamental. Essa justificativa impacta, principalmente na forma como o programa será desenhado. Um programa de vesting mal desenhado pode não atingir o resultado esperado pela empresa.

Pontos a avaliar na hora de desenhar um programa de vesting.

Alguns dos principais pontos a se refletir na hora de desenhar um programa de vesting são a definição do cliff – prazo de carência ou período probatório para se avaliar se um colaborador deve ou não ter direito à opção de compra de participação societária, a avaliação da dificuldade de venda das ações adquiridas na entrada, visto que as ações não são dadas ao colaborador, e sim vendidas a ele a partir do interesse do mesmo e o desenho de uma perspectiva de saída clara com alguma projeção de ganhos. Afinal, quando alguém exerce a compra de ações dentro de uma empresa, existe a expectativa de geração de algum tipo de retorno no futuro.

Por que um colaborador pode se interessar por um programa de vesting?

São diferentes os motivos que podem justificar a entrada em um programa de vesting. Por exemplo, para ser valorizado. Ao ser convidado para um programa de vesting, o colaborador é colocado em um nível superior; passa a ser uma pessoa chave tratada como um futuro sócio, o que traz reconhecimento. Outra contrapartida pode ser o benefício financeiro. Talvez, o salário atual não seja algo tão atrativo para o colaborador. Porém, a possibilidade de ganhos maiores com a venda das quotas adquiridas no programa de vesting pode ser algo suficientemente atraente para reter o colaborador dentro da organização por um longo tempo.

Tipos de vesting

Existem diferentes formatos de se desenhar um programa de vesting. O mais conhecido, chamado de vesting padrão, é um modelo consolidado no Vale do Silício e replicado em diferentes mercados.

A recomendação é que o programa tenha duração total de quatro anos, e que o acesso à opção de compra de participação societária seja feita de forma gradativa, ano a ano. Essa linha do tempo serve para resguardar a empresa no sentido de poder avaliar gradativamente o colaborador em relação ao seu potencial, além de dar tempo ao empregado para provar sua capacidade de geração de valor para a organização.

O primeiro ano, chamado de cliff, é o período probatório desse processo, como explicado anteriormente. Após esse período, o colaborador passa a ter opção de compra de parte do total a ser disponibilizado a ele depois do ciclo de quatro anos. Em geral, recomenda-se a disponibilização de 25% do montante total depois do período do cliff.

Depois disso, é necessário que, ano a ano, a opção de compra se torne maior, para que o colaborador perceba evolução, até que o valor integral da opção de compra de participação societária seja disponibilizada a ele, depois dos quatro anos de programa.

É importante fixar uma data ou evento específico para que as pessoas possam exercer a opção de compra e se tornarem sócios do negócio. Isso por dois motivos principais. Primeiro, para facilitar a operacionalização e gestão dessas aquisições, visto que isso exige atualizações em contrato social, assinatura de diferentes documentos que, caso fossem feitos de forma desordenada, gerariam uma carga de trabalho maior, gerando perda de tempo. Além disso, esses momentos específicos fazem com que as pessoas não se tornem sócias em momentos rotineiros, buscando ter direito a voto ou a decisões específicas dos negócios. Quando se define monetos específicos ou eventos de capitalização do negócio, os colaboradores que têm opções de compras entram como sócios apenas em momentos de se beneficiarem financeiramente com a valorização da empresa.

Como desenhar um programa de vesting?

Um programa de vesting pode ser desenhado de duas formas principais:

  • Objetivo: pautado em objetivos ou entregas ao invés de tempo. O foco é na entrega rápida e correta de produtos ou resultados por determinado colaborador.
  • Prazo: cumprimento de prazos de permanência em determinada posição ou dentro da empresa para poder acessar o programa.

Quanto da participação societária deve ser dedicada aos colaboradores?

Em geral, destina-se de 5% a 20% da participação societária aos colaboradores participantes de programas de vesting. Essa participação não deve ser diluível, para que se garanta a valorização das quotas adquiridas por meio desse tipo de programa, dando estabilidade e segurança aos colaboradores que engajaram com o programa.

Se alguma diluição é feita, acaba que o valor financeiro final é comprometido, o que gera prejuízo para os envolvidos no programa de vesting.

Como fazer isso?

O programa de vesting pode ser viabilizado por alguns meios. Os mais comuns são ações em tesouraria e a transmissão de quotas ou ações da empresa para os colaboradores quando esses executam a opção de compra da participação societária dedicada à eles. Pode-se também criar uma estrutura jurídica fora do país em forma de holding para que essas distribuições aconteçam.

Phantom Shares

Diferentemente do vesting, no formato de Phantom Shares, o colaborador não está ganhando o direito de compra de ações para se tornar sócio da empresa. Ele recebe um título que representa a ação ou quota, que tem apenas representação de valor. No fundo, o colaborador está participando da geração de valor da startup, mas não tem qualquer poder de decisão da empresa como um sócio teria.

Como gerir um programa de vesting?

A gestão do programa de vesting pode ser feito por meio de tabelas chamadas de Cap Table, uma planilha de controle contendo a descrição dos nomes das pessoas que receberam participações societárias, em que rodada de investimento isso foi oferecido, quantas opções de compra elas têm e quanto de participação foi disponibilizado para compra de cada colaborador.

Formas de saída

Para se resguardar, é importante inserir no contrato cláusulas de saída. Afinal de contas, os sócios fundadores não querem que essas pessoas se tornem cabides na empresa.

A metodologia mais utilizada no mercado é a do Good Leaver x Bad Leaver.

Good leaver: se você saiu bem da empresa, mas recebeu uma proposta melhor ou quer buscar desafios diferentes, você recebe o valor de mercado da participação societária que você adquiriu no programa de vesting. Em outras palavras: se a empresa se valorizou, você tem ganhos financeiros.

Bad leaver: se você saiu mal da empresa porque vazou informações, prejudicou a operação ou descumpriu alguma cláusula do contrato, fica estabelecido que a empresa pode recomprar as ações por valores simbólicos, como o de um real por quota ou por ação da empresa.

Esses fatores são importantes porque dão robustês e significado estratégico ao modelo de vesting. Sem pensar nisso, é arriscado implementar qualquer tipo de modelo de participação societária, porque coloca a empresa em risco no seu médio e longo prazo. Pense nisso antes de convidar qualquer colaborador para se tornar seu sócio!

Venture capital amplia busca por startups no Brasil

Em um país onde o crédito é difícil, insuficiente e caro, como é o caso do Brasil, a conquista de investimento é praticamente um “sonho de consumo” da maioria dos empreendedores que almeja alavancar seus negócios e, quem sabe, até transformá-los em unicórnios nos próximos anos.

Contudo, receber um aporte vem se tornando uma aspiração tangível, pois os ventures capital, também conhecidos como fundos de investimento, têm ampliado suas buscas por startups brasileiras. Segundo a Associação Latino-Americana de Private Equity e Venture Capital (Lavca), desde 2011 esses grupos de investimento já aportaram quase R$13 bilhões.

Diferente dos demais tipos de investimento, os ventures capital são destemidos e, mesmo com a crise econômica que atinge o país, intensificaram suas atividades no Brasil. Somente em 2018, esses grupos aportaram US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões), de acordo com dados da Lavca. O montante representou 65% de todos os investimentos feitos na América Latina, volume 51% superior ao de 2017.

Sobre os Ventures Capital

Formado por empreendedores que venderam seus negócios, ex-executivos de grandes empresas e diplomatas com muito dinheiro no bolso, esse tipo de fundo realiza a aquisição de ações ou direitos de participação na startup em troca de uma quantia financeira.

Especializado em garimpar ideias que podem se transformar em negócios bilionários com expectativas de alta rentabilidade, o venture capital é considerado um investimento de risco, pois não é possível prever qual das aportadas vai gerar uma grande operação de venda, fusão ou abertura de capital no futuro.

Mesmo assim, seus membros aportam entre R$ 100 mil e R$ 300 milhões em diferentes negócios, de maneira simultânea, com o objetivo de acelerar o crescimento de empresas de médio porte que já possuam carteira de clientes e receita, mas que ainda precisem se desenvolver.

Inscreva-se para o programa InovAtiva de Impacto

O InovAtiva de Impacto, um desdobramento do InovAtiva Brasil, tem como objetivo apoiar negócios com propósito de gerar impacto social e/ou ambiental, que avaliam ou buscam as condições para mensurar seu impacto periodicamente e que têm uma lógica econômica que permite gerar algum tipo de receita própria.

A fim de capacitar os participantes nas competências necessárias para o desenvolvimento de um negócio inovador de impacto, o programa foi criado em 2016 e, desde então, acontece anualmente e tem duração de quatro meses. A cada ciclo, 40 startups selecionadas recebem acesso a conteúdo especializado e mentoria individuais e coletivas, online e presencialmente, com executivos experientes, empreendedores de sucesso e investidores.

Depois disso, metade das empresas são convidadas a apresentar seus negócios para investidores, aceleradoras privadas e executivos de grandes organizações com o intuito de se conectarem com esses players, ganharem visibilidade e reconhecimento e se integrarem com outros programas públicos e privados de fomento a startups durante o Bootcamp e Demoday InovAtiva Brasil, em São Paulo.

É importante ressaltar que, durante o ciclo de aceleração, as startups devem atingir percentuais mínimos nas avaliações periódicas, a que são submetidas no decorrer do programa. A descrição do processo de avaliação, bem como percentuais mínimos, estão no Manual do Empreendedor.

Seleção

Entre os dias 29 de abril e 27 de maio, empresas de base tecnológica ou com modelo de negócio inovador, formalmente constituídas, em fase de operação, tração ou escalonamento, com ao menos um dos sócios dedicados integralmente ao negócio e compromissadas com o desenvolvimento de produtos ou serviços que resolvem problemas sociais ou ambientais poderão se inscrever no site www.inovativabrasil.com.br.

Para concorrer a uma vaga no InovAtiva de Impacto 2019, os empreendedores interessados, de qualquer segmento da indústria, comércio ou serviços, devem preencher e enviar ao programa um formulário apresentando os aspectos gerais do negócio proposto e da equipe participante.

O processo de avaliação é realizado por uma rede qualificada de profissionais, que analisa quatro pilares: Grau de Inovação; Potencial de Mercado; Maturidade da Solução e Equipe; e Tese de Mudança. Cada dimensão possui uma pontuação que varia de um (pouco promissor) a cinco pontos (muito promissor).

A lista das escolhidas será divulgada no site do programa dia 01 de julho. Para mais informações, acesse o link!

 

Comportamento do consumidor impulsiona crescimento de startups

De acordo com um estudo feito pelo Google no Brasil em 2018, o número de pesquisas sobre reviews de produtos ou serviços na internet teve um crescimento de 274% nos últimos dois anos. Nesse cenário, os usuários avaliam produtos e serviços a partir de suas experiências, o que ajuda a melhorar a confiança e a reputação das marcas.

Esse compartilhamento de conteúdo e opiniões mudou o perfil do consumidor, que está mais bem informado, participativo e exigente em relação à qualidade dos serviços e produtos. Além de ter razão, o cliente quer ter controle sobre todo o processo de compra.

Aproveitando essa corrente, as startups têm ganhado espaço frente às tradicionais corporações, já que, diferente das estruturas engessadas das companhias clássicas, essas empresas estão sempre em busca de inovação e se baseiam no que há de mais novo em tecnologia.

Elas oferecem produtos semelhantes em qualidade, com entrega mais rápida, preços inferiores e transparência de processos com o objetivo de gerar a melhor experiência de compra aos seus clientes. Além disso, acompanham o ritmo de transformação do mercado e se adaptam para que seus negócios não fiquem parados no tempo.

Nessa onda, é preciso que as startups continuem sempre à frente das mudanças com foco na retenção dos clientes. Para isso, a área de Customer Success é fundamental, pois com ela é possível identificar o que os consumidores esperam da empresa, ajudando a melhorar a experiência do cliente, o atendimento da empresa e, consequentemente, o crescimento da startup.

Em um mês, Programa InovAtiva Brasil recebe mais de 700 inscrições

Entre os dias 11 de fevereiro e 11 de março, startups puderam realizar suas inscrições para o próximo ciclo do InovAtiva Brasil. No dia 15 de abril serão anunciadas as 130 empresas selecionadas!

O novo formato do programa focará em uma aceleração mais rápida e com mais oportunidades de interação entre startups e grandes empresas, para aumentar a quantidade de negócios gerados com o InovAtiva. Para isso, foram priorizados negócios mais desenvolvidos, já nas primeiras vendas ou com uma base crescente de usuários.
Ao todo, foram recebidas 731 inscrições. Elas vêm, principalmente, de startups já formalizadas como empresa (76%), que estão em fase de validação (34,2%) e que atuam na área de serviços (16,3%). A maioria opera com o modelo de negócio SaaS (27,1%) e está situada no estado de São Paulo (23,5%).

As inscritas também contam com uma primeira versão da tecnologia já disponível para teste de alguns usuários (34%), possuem de uma a duas pessoas na equipe full time (49,1%) e estão contratando novos funcionários (36%). Além disso, elas tiveram faturamento médio mensal de até R$ 5 mil nos últimos três meses (24%) e ainda não receberam nenhum investimento (84%).

Das empresas interessadas em participar do próximo ciclo do programa, 63% ainda não tiveram oportunidade de se aproximar de nenhuma grande empresa e somente 59 startups já realizaram negócios no exterior. Para mudar essa realidade, o InovAtiva Brasil oferecerá mentorias e conexões com investidores e importantes organizações.

As startups aceleradas no programa receberão ainda uma série de benefícios, como pontuação extra no Edital de Inovação para a Indústria e descontos em pacotes de serviços de empresas e entidades parceiras, como Google, Amazon Web Services, Moskit CRM, Agendor, Pipefy, Contentools, entre outras.

Para conhecer as empresas selecionadas para participar do InovAtiva Brasil 2019.1, fique atento ao nosso site e redes sociais!

Startup acelerada pelo InovAtiva promove Copa Mundial de Games

A Gamer Trials, plataforma de conexão entre o desenvolvedor independente e o jogador, tem como objetivo transformar sonhos em jogos e oferece as principais ferramentas para que isso se torne possível. Há três anos no mercado, a empresa quer ser vista como o Airbnb dos jogos e disponibiliza dois produtos principais: o marketplace de crowdtest de jogos e uma maratona de desenvolvimento de jogos.

Focada em transformar jogos em negócios, métricas e resultados tangíveis para conseguir mensurar o impacto que a startup causa no mercado, a maratona de desenvolvimento de jogos é dividida em três etapas: a 1ª é a Game Jam, hackathon de games realizado simultaneamente em diversas cidades; a 2º é a aceleração, onde os dois campeões recebem mentorias específicas para melhorar alguma habilidade; e a 3ª etapa é realizada após esse período de mentoria, palestras e webinars, com uma final com a exposição de jogos e cerimônia de premiação.

“Entendemos que essa maratona cria a possibilidade dos jogadores utilizarem a nossa plataforma durante um tempo maior. Com duração de quatro a cinco meses, esse projeto cria um hype e uma comunidade robusta, tornando um grande diferencial para nós”, explica Ian Rochlin, CEO da Game Trials.

Este ano a empresa irá promover a quarta edição da Olimpíada de games. No ano passado, a Game Trials esteve presente em 14 cidades do Brasil, contemplando todas as regiões do país. Em 2019, já tem 25 cidades, mas pretendem chegar a 40, e outras três no mundo. “Nós já temos Dublin, Lisboa e Porto. Apesar dessas três primeiras serem na Europa, queremos ter uma cidade em cada continente para poder chamar de Copa do Mundo de desenvolvimento de jogos”, complementa Ian.

 

Importância do InovAtiva Brasil para a Gamer Trials

A empresa escolhida como destaque do InovAtiva Brasil 2018.2 conta que o programa serviu como modelo para o processo de aceleração promovido pela startup. Neste, a equipe da Gamer Trials entra em contato com os dois campeões de cada cidade para entender suas dores e conecta-los com pessoas renomadas do mercado que lhes dão mentorias específicas daquele tipo de habilidade.

Além disso, a startup conseguiu aprimorar seu negócio por meio da troca de conhecimento do mercado e de outros ecossistemas brasileiros, experiências dos empreendedores e contato com os mentores. “Essa é a segunda vez que eu participo do InovAtiva Brasil, pois já tinha participado antes com uma startup chamada Preço Certo, que é da Finxi e Things. Achei o programa muito bom e o que mais agregou valor para mim, com certeza, foi o contato com os mentores”, finaliza o empreendedor.

Cleantech Polen revoluciona a reciclagem brasileira

A Polen surgiu do desejo de conservação de ecossistemas em janeiro de 2017. A startup, escolhida como destaque na categoria B2B do programa InovAtiva Brasil 2018.2, atua como um marketplace que conecta indústrias que geram resíduos com aquelas que utilizam sobras como matéria prima.

“O Brasil enterra anualmente 120 bilhões em resíduos que poderiam ser reciclados como matéria prima. Gasta outros 14 bilhões de reais para enterrar. Nós vimos uma grande oportunidade de usar resíduo como matéria prima em outros ciclos produtivos. Foi isso que fez a gente começar a Polen”, afirma Renato Paquet, CEO e fundador da startup.

A empresa realiza toda a parte de transporte, logística, seguro ambiental para cobrir os possíveis acidentes ambientais no transporte da carga e o seguro da carga em si. Além disso, a Polen oferece um relatório de sustentabilidade para todos os clientes que utilizam a plataforma por um ano e um selo de certificação ambiental a partir do quantitativo de uso que ele tem de matéria prima. Esta é a única empresa do setor que faz fulfillment, ou seja, pagamento com garantia de entrega, certificação e compra dentro do mesmo espaço.

Hoje, com cerca de 300 clientes, a startup conta com alguns cases de sucesso. “A Owens-Illinois, maior fabricante de vidro do mundo, por exemplo, enxergou a Polen como uma excelente ferramenta de supply chain e fornecimento de matéria prima. Eles encomendaram 150 mil toneladas de caco de vidro para as plantas do Brasil no ano de 2019”, conta Paquet.

Importância do InovAtiva Brasil para a Polen

Para o empreendedor, o programa ainda não teve fim. Os contatos com mentores e com as outras 81 startups que também foram aceleradas pelo programa foram engrandecedores e perduram até hoje. “Foi uma oportunidade de troca de conhecimento do mercado e de outros ecossistemas brasileiros. Além disso, os mentores também me surpreenderam positivamente. São pessoas que agregam muito, têm um conhecimento de mercado, percepção muito bacana de negócio. Elas conseguiram fazer ponderações, críticas construtivas aos nossos modelos que engrandeceram nosso negócio”, diz Paquet.

Para esse ano a empresa tem como missão quintuplicar de tamanho. Além disso, deseja capitanear a revolução do uso dos recursos recicláveis no país, visto que hoje só reciclamos 3% de todo o lixo produzido pela população, e ser a responsável por tornar o Brasil referência em reciclagem no mundo.

Savelivez ajuda hemocentros e hospitais a diminuírem falta e desperdício de sangue

De forma inédita no programa InovAtiva Brasil, uma startup foi eleita como destaque em duas categorias: Saúde e Negócios de Impacto Sócio Ambiental. A SaveLivez, empresa que utiliza Data Science para diminuir a falta e desperdício de sangue, tem como propósito ajudar hospitais e hemocentros a tomarem decisões rápidas e assertivas.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil são feitas cerca de 3,4 milhões de doações de sangue por ano. Contudo, 3,5 milhões de pessoas realizam transfusões de sangue anualmente. Por esse motivo, a empresa utiliza a tecnologia e ciência de dados para aprimorar a previsão de demanda de sangue, captar doadores dos tipos sanguíneos em falta, melhorar a produção e o controle da gestão dos hemocentros.

“Estatisticamente, 25% das pessoas vão precisar de uma transfusão de sangue, porém, apenas 1,8% dos brasileiros fazem doação. Além disso, o sangue tem componentes que possuem validade de apenas alguns dias e é muito difícil prever a demanda e a oferta de doadores”, comenta Rafael Yassushi Oki, CEO e Fundador da startup.

Para resolver este problema, o empreendedor criou primeiramente o site SalvoVidas.com, que atualmente tem mais de 25 mil doadores de sangue cadastrados. Eles são avisados quando um banco de sangue da cidade em que mora necessita do seu tipo sanguíneo. A plataforma já ajudou mais de 220 mil pessoas a se informarem sobre dúvidas em relação a doação.

Entretanto, vendo que ainda havia muito desperdício nos hospitais e hemocentros, Rafael desenvolveu a SaveLivez, que utiliza Métodos Estatísticos, Machine Learning, Inteligência Artificial e Business Intelligence para enviar as informações corretas para as pessoas certas, no momento adequado e pelo canal ideal.

“Nosso diferencial é aplicar Data Science e conhecimentos em Supply Chain ao processo completo do sangue, da doação à transfusão. Assim, diminuímos a falta de sangue ao mesmo tempo que geramos economia. Sonhamos em poder ajudar a tornar o Brasil referência mundial na resolução da falta e desperdício de sangue, problema que afeta praticamente todos os países do mundo”, afirma o empreendedor.

Atualmente, a SaveLivez está incubada na Eretz.bio, espaço de empreendedorismo e inovação em saúde do Hospital Albert Einstein. Atendendo gratuitamente 63 bancos de sangue em todo o Brasil, agora a startup almeja construir, nos próximos meses, cases de sucesso com instituições referências no país.

Focadas em solucionar os problemas da educação brasileira, Edtechs levam tecnologia às salas de aula

A educação brasileira está rodeada de desafios: falta de estrutura física, professores despreparados ou insatisfeitos, sistemas educacionais arcaicos, crianças e jovens desestimulados, entre outros. Com o intuito de solucionar esses problemas, surgiram as Edtechs, empresas que usam a tecnologia para facilitar os processos de aprendizagem e aprimorar os sistemas educacionais.

Essa revolução no setor se fez necessária a medida em que a tecnologia fica cada vez mais intrínseca nas crianças, fazendo com que as salas de aula e os educadores precisem incorporar novas ferramentas ao processo educacional, resultando na democratização do ensino e na ampliação do acesso à educação de qualidade. De acordo com um estudo da EdTechXGlobal, o mercado de tecnologia de educação crescerá 17% ano a ano a fim de atingir US$ 252 bilhões até 2020.

O termo se originou da junção das palavras inglesas Education e Technology e foi prontamente aceito pelos empreendedores que atuam na área. Utilizando Inteligência Artificial, Impressão 3D, Realidade Virtual e Gamificação, essas startups têm como propósito mudar os métodos de ensino.

Entre 2016 e 2018, o programa InovAtiva Brasil acelerou 56 startups da área de educação. Neste mesmo período, quatro Edtechs foram escolhidas como destaques por suas ideias inusitadas: Voopyn.com, ambiente virtual de desenvolvimento e identificação de talentos universitários; Enem Game, jogo multiplayer online de perguntas e respostas; Redação Online, primeira plataforma de correções de redação do Brasil; e Bearings Vocacional, que auxilia instituições de ensino superior na captação de alunos por meio de uma plataforma online de orientação profissional.

Segundo um relatório da Potencia Ventures e do Instituto Inspirare, hoje o Brasil possui um cenário promissor para a propagação das Edtechs, visto que o país conta com cerca de 200 mil instituições de ensino, 50 milhões de estudantes e dois milhões de professores, além de apresentar um sistema educacional carente e repleto de dificuldades.

Contudo, mesmo estando em um ambiente desafiador, este é um dos setores mais gratificantes para os empreendedores. Isso porque a tecnologia aplicada na educação influencia diretamente na vida das pessoas, além de deixar o aprendizado mais prazeroso e divertido.

Parceiro do programa InovAtiva Brasil, Liga Ventures destaca os setores para ficar de olho em 2019

Não é segredo que ferramentas tecnológicas e digitais estão revolucionando os processos em praticamente todos os segmentos. Por esse motivo, em 2019 as atenções do mundo dos negócios estarão voltadas às startups. Mesmo com o país ainda apresentando lentidão na retomada do crescimento econômico, o empreendedorismo está aquecido e promete surpresas e novidades para este ano.

A Liga Ventures, que atua em parceria com o programa InovAtiva Brasil na aceleração de startups, tem uma expectativa promissora para esse mercado. De acordo com Raphael Augusto, Head de Inteligência e Estudo de Mercado na Liga Ventures, Retail Tech é o setor de maior relevância no Brasil, pois diariamente a população lida com compras e vendas. “Quando a gente pensa no mercado de varejo, vemos pessoas tendo diversas ideias para melhorar o setor que acabam se transformando em um projeto empreendedor”, afirma ele.

Além do varejo, os segmentos que prometem despontar em 2019 são: Healthtechs, inovando na maneira como os usuários interagem com o sistema de saúde nos mais variados momentos de suas vidas; Fintechs, oferecendo muito mais opções bancárias para o consumidor final; Agtechs, levando a tecnologia para pequenos produtores se tornarem mais competitivos e eficientes; Edtechs, suprindo os déficits educacionais; e Autotechs, fazendo com que as pessoas repensem a questão da mobilidade visando um futuro mais sustentável.

“Em 2019 os nascidos na era da internet se tornam economicamente ativos e se mostram prontos para assumir riscos e aptos para aceitar as mudanças culturais que essas novas tecnologias trazem. Além disso, esse é um momento em que, teoricamente, estamos saindo de uma crise, ou seja, teremos um crescimento de mercado que irá impactar diretamente na busca por emprego e no aumento do empreendedorismo”, completa Augusto.

O Brasil é um país com forte tendência para inovação e está cheio de oportunidades para quem está disposto a resolver problemas. Contudo, é importante que a solução esteja focada em algo que não seja trivial e que ajude a melhorar a produtividade, a agilidade e a efetividade do setor em que está inserida.

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