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Você sabe a diferença entre Mentoria e Consultoria?

Uma startup relevante não se constrói sozinha e nem do dia para a noite. É imprescindível, quando se pensa em empreender, que o empreendedor esteja rodeado de profissionais competentes e que consiga estabelecer bons vínculos.

Dentre as conexões mais importantes que um empreendedor pode fazer, estão as mentorias e consultorias. Mas as duas às vezes se confundem – não somente por culpa do profissional que as demanda, mas muitas vezes por falta de clareza na relação entre os dois, como veremos mais para frente.

Edson Mackeenzy e Anderson Diehl, mentores do hub InovAtiva, nos ajudam a esclarecer alguns pontos sobre o assunto: quais as diferenças, qual o momento para cada uma, e boas práticas de mentores e consultores na sua jornada.

Mentoria

“O momento de procurar o mentor é desde o início da startup. Até mesmo antes de conceber o negócio é interessante começar a criar conexões com pessoas do segmento que ela quer atuar”, afirma Anderson, que aponta a participação ativa nos diversos eventos do ecossistema empreendedor como a melhor forma de entrar em contato com esses profissionais.

“É uma mentoria que eu dou hoje para um empreendedor que provoca alguma melhoria no seu negócio e, de repente, eu o encontro daqui a seis meses e vejo que teve capacidade de execução, de desenvolver a ideia e melhorar o projeto. Assim criamos laços para acontecer um investimento no futuro”, explica.

Como mentores no ecossistema, existem investidores, empresários e executivos, cada um com sua bagagem e expertise em um segmento específico. “O empreendedor precisa escolher bons mentores que estejam alinhados às suas expectativas e objetivos.”

Consultoria

“O mentor estimula a ação e inspira a execução, simplificando o processo de tomada de decisões complexas. Enquanto isso, o consultor tem o papel de conduzir a execução e parametrizar o resultado esperado”, esclarece Edson Mackeenzy.

O profissional atua nas duas vertentes. Ele explica que é comum chegar o momento em que ele se vê como responsável por executar a ação. Aí é quando ele determina com o empreendedor que ele não será mais uma figura de mentoria, mas de consultoria.

Edson define que o momento de contratar um consultor acontece antes da  contratação de um funcionário para executar esta tarefa específica. “Quando se pensa em contratar alguém para executar uma função, este é um processo de longo prazo, no mínimo de seis meses. Se a pessoa estiver muito bem, vai durar três meses para executar algo, que é o período de experiência. Por isso, antes de tomar essa decisão, contrate esta pessoa como um consultor para o seu negócio.”

Boas práticas e costumes nas relações profissionais

Independentemente se falamos de um relacionamento com um mentor ou um consultor, respeito e consideração são indispensáveis para ambos os lados. “Antes de pedir para o empreendedor me contar o que faz, eu pergunto sobre o que o inspirou a fazer aquilo. Ou seja, quais foram suas decisões, os caminhos percorridos até chegar ao ponto de tomar a decisão de executar aquele projeto”, conta Edson.

“A partir daí, eu pergunto como as pessoas resolvem essa dor hoje, sem aquela solução”, continua. O profissional acha imprescindível esta questão, porque força o empreendedor a contemplar uma perspectiva diferente do seu trabalho. “Nós precisamos nos definir não só pelo nosso trabalho mas, principalmente, pelo motivo de desempenharmos essa função. É esta a essência que eu tento encontrar antes de ouvir o projeto, em si.”

Edson também discorre sobre a importância da comunicação não violenta nessas relações. “No passado se acreditava muito que o aprendizado tinha que ser pela dor e hoje eu entendo que não é mais assim. Na verdade, ele deve ser constante, precisa de uma série de vertentes, então temos que ensinar pelo amor.” Ele aconselha mentores a não se precipitar, ouvir até o fim e substituir o “sim” e o “não” por “e se” e “por que não”.

Ambos os profissionais comentam sobre a forma como os empreendedores recebem suas críticas e sugestões. “É comum que eles sejam muito céticos em ouvir conselhos porque estão muito focados e apaixonados pela sua ideia. Geralmente, esta curva de aprendizagem acontece em cima dos próprios erros”, observa Anderson.

O mentor finaliza com uma consideração para os empreendedores: “quem te elogia te corrompe, quem te critica te faz crescer.”

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Por que startups falham?

A conversa sobre empreendedorismo é repleta de cases de sucesso e de histórias inspiradoras. Tudo começa com uma ideia, um sonho, que é construído com muita coragem e trabalho duro. Mas colocar o pé no chão e compreender que o caminho nem sempre é um mar de rosas é muito importante.

Para trazer alguns exemplos do que não fazer na sua jornada, contamos com três empreendedores que participaram da última edição do InovAtiva Experience, no dia 7 de agosto de 2021: Paula Freitas, executiva chefe do Instituto INNER, Leonardo Gmeiner, CEO da School Guardian e Leonardo Alves, CEO da Moov.

Conheça algumas das dicas mais importantes oferecidas por eles no evento:

Propósito na prática

Paula Freitas já se entendia como empreendedora desde seus 10 anos, quando vendia bijuterias na porta da igreja e mobilizou o resto de sua família a ajudá-la na empreitada. Depois de alguns pequenos negócios, conseguiu uma sócia e criou uma empresa na área da estética, que chegou a ter nove unidades em Brasília.

“A empresa estava crescendo, mas chegou uma hora que bateu estresse, cansaço, aquele desespero e a empresa foi ladeira abaixo. Além de eu não conseguir sustentar este negócio que, até então, era lucrativo, porque eu não tinha as características de uma empresária na área de estética”, conta. Paula é formada em engenharia e também na área de saúde e segurança do trabalho e compartilha o prejuízo que arcou: “lidei com processo trabalhista, dívida bancária, meu CNPJ foi para o ralo.”

A profissional explica que só começou a ter sucesso real quando alinhou seus valores pessoais com seu espírito empreendedor. “Se você está inovando mas em algo que não faz seu coração vibrar, vai chegar um momento que também vai quebrar”, alerta.

Faça sua lição de casa

Planejamento e organização são essenciais para o processo. Leonardo Gmeiner confessa que tem um perfil impulsivo, responsável por muitos de seus percalços. Formado em jornalismo, tinha uma empresa de comunicação corporativa e a sua esposa, outra empresa da mesma área, quando decidiram juntar os dois empreendimentos.

“Já começamos errando porque, na hora de juntar as duas operações, compramos a participação da sócia dela. Foi a primeira besteira que fizemos: comprar sem analisar e entender o valor daquilo – chamado ‘due diligence’. O resultado foi uma dívida no valor de um bom apartamento.”

Não perca o foco

Leonardo conta sobre seu trabalho na época em que os smartphones começaram a se popularizar e seus clientes estavam interessados em desenvolvedores para aplicativos. “Ao invés de indicar um profissional, eu pensei em encontrar alguém da área para ser meu sócio. Neste momento, me apaixonei pela tecnologia e pela dinamicidade da área, e deixei meu trabalho de lado”, diz.

Seu papel na empresa era de relacionamento e de prospecção de novos clientes. “O novo negócio começou a crescer e, o outro, a degringolar. Começamos a perder clientes, e com o tempo, quebramos.”

“Uma grande vantagem na nova empresa é que eu não conseguia fazer o trabalho de desenvolvimento, então fui obrigado a dividir as tarefas com meu sócio”, conta, sobre a importância de focar na sua atividade e não se deixar distrair.

Não misture suas finanças

“Um erro muito comum, principalmente quando o negócio é gerenciado por famílias, como era meu caso, é que nossas contas, da empresa e domésticas, eram uma bagunça. Fazíamos tudo ‘junto e misturado’. Comprávamos coisas para a casa com o cartão da empresa, depois ficava uma ‘zona’ na contabilidade”, alerta o empreendedor.

Com a separação das empresas e, agora, trabalhando com um sócio fora da família, Leonardo reconhece que a organização facilitou sua vida financeira e fiscal.

Experiência e paciência não se dispensam

“Agora, sim, vou ficar rico!”, foi a exclamação recorrente de Leonardo Alves em sua jornada com seu aplicativo de relacionamento às cegas, desenvolvido ainda durante a graduação. Mas, não foi bem assim.

Em uma fala descontraída, o empreendedor se compara a Steve Jobs, Bill Gates e Mark Zuckerberg. “Assim como eu, esses ícones desistiram da faculdade para alcançar seus objetivos. Só que, no meu caso, não deu muito certo.”

Após apresentar a versão prévia do aplicativo em um evento, a equipe já teve dificuldades em construir o produto final. Ainda no curso de graduação e também trabalhando em diferentes empresas, o processo durou meses. “Estávamos em uma relação de amor com o produto e a empresa. Estava tudo dando certo, até que acabou o dinheiro e não conseguimos mais focar no desenvolvimento e em anúncios.”

“Nos faltava experiência em várias questões, como gestão, desenvolvimento e também como lidar com o crescimento e escalonamento. Como a empresa começou a crescer, tivemos sérias dificuldades”, conclui o empreendedor.

Healthtechs: tendências e destaque do semestre

No mês de agosto comemoramos no Brasil o Dia Mundial da Saúde. Para celebrar a ocasião da nossa forma InovAtiva, vamos explorar um pouco o assunto das healthtechs – as startups que prometem revolucionar a área da saúde no Brasil e no mundo.

Para falar sobre o tema, contamos com a participação de Alexandre Hashimoto, mentor InovAtiva com 12 anos de experiência na área da saúde e CEO da Health Prime, consultoria especializada no desenvolvimento e gestão de projetos de sustentabilidade para negócios.

“Se tratando de qualquer tipo de negócio, a inovação está baseada naquilo que eu chamo de ‘tripé do futuro das organizações’, que consiste no desenvolvimento estratégico pautado em sustentabilidade, experiência do cliente e transformação digital”, afirma o mentor.

Atuação na saúde e na pandemia

Mais especificamente sobre a área da saúde, as healthtechs podem atuar em três frentes: prevenção, diagnóstico e tratamento. “Para se destacar no mercado, as soluções precisam focar em facilitar a vida do cliente”, explica, complementando que costuma usar o termo “clientes” porque as startups não somente tratam com pacientes, mas também se relacionam com equipes hospitalares e de outros serviços de saúde.

Estas empresas devem estar intimamente ligadas à pesquisa e desenvolvimento, ter uma base tecnológica forte e também precisam atuar no que chama de “diversos gargalos de nosso sistema de saúde”: “não adianta desenvolver soluções que funcionam maravilhosamente bem em um hospital de ponta, mas que não consigam se adequar a serviços com recursos limitados.”

O profissional nota tendências nas healthtechs mais bem-sucedidas no mercado nacional e internacional. Entre elas, Alexandre aponta a utilização de inteligência artificial, internet das coisas, realidade virtual e aumentada, e a cirurgia robótica. “Hoje vemos muitas empresas utilizando Big Data. As tomadas de decisão não são mais baseadas em pesquisas de opinião, mas no tratamento e análise de dados em grande escala”, observa.

Alexandre concorda com outros mentores do hub quando questionado sobre as inovações tecnológicas no período da pandemia da Covid-19. “Embora muita gente acredite que a telemedicina e o trabalho remoto tenham surgido agora, o movimento de transformação digital só foi acelerado em razão dessa urgência”, discorre sobre a pesquisa já realizada anteriormente não somente na área da saúde, mas em todos os segmentos de mercado.

No entanto, reconhece as healthtechs como fundamentais na assistência da população neste momento de crise sanitária. Como exemplos, ele menciona os atendimentos remotos, que permitiram o acesso a diagnóstico e tratamento evitando aglomerações, as plataformas de reuniões virtuais que mantiveram a conexão e engajamento de equipes de apoio e administrativas, além da inteligência artificial que apoiou processos de pré-triagem para atendimentos médicos.

O negócio das healthtechs

O ecossistema de inovação na saúde tem seus “players” específicos. Para o mentor, os principais agentes que podem acelerar ou represar o crescimento das healthtechs são os governos e órgãos reguladores. No Brasil, ele menciona o Ministério da Saúde, a Agência Nacional da Vigilância Sanitária e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “Estes órgãos regulam todo o ecossistema de saúde brasileiro, desde prestadores de serviços a grandes hospitais.”

“Os hubs de inovação são fundamentais para fomentar o desenvolvimento das healthtechs, mas também existem hospitais tradicionais como o Albert Einstein, que já tem uma cultura robusta de inovação aberta e parcerias com startups”, diz.

Mentoria especializada em saúde

Em suas mentorias no InovAtiva Brasil, Alexandre comenta uma lacuna central que observa dentre muitos negócios inovadores que teve contato. “Falta total clareza quanto ao modelo de negócio e o momento da empresa com relação ao mercado. Muitos empreendedores já estão pensando em rodadas de investimento sem ao menos validar suas soluções: uma etapa indispensável no processo.”

“Dificilmente um investidor embarca no seu empreendimento se ele não entende perfeitamente qual é o seu objetivo”, continua. Segundo o profissional, é indispensável que o empreendedor tenha um planejamento claro, modelagem financeira e também deve delimitar o potencial de mercado. “Construa uma rede de contatos ampla e qualificada no segmento e desenvolva seu pitch constantemente. É preciso saber vender o que a sua empresa pode resolver de forma simples e objetiva.”

Outra questão a ser definida é se a startup trabalha unicamente com uma solução com alto potencial de escalabilidade e lucro, ou se ela almeja ser parte de um contexto de saúde pública. “Isso muda completamente o modelo de negócio da empresa, as parcerias que o empreendedor vai buscar, o público consumidor e a acessibilidade que ela deve proporcionar.”

Uma healthtech para ficar de olho

Startup destaque no InovAtiva Experience 2021.1, a Vigilantes do Sono é uma healthtech que promete revolucionar os padrões de descanso do usuário, dispensando completamente o uso de remédios. Sua solução se baseia em uma Terapia Cognitivo-Comportamental para insônia embasado em mudanças de hábito, agindo, então, nas causas da insônia.

Inovação e tecnologia em Negócios de Impacto

Anualmente, o hub InovAtiva seleciona  até 80 negócios inovadores para o programa InovAtiva de Impacto Socioambiental. Mas o que significa a inovação e a tecnologia envolvidas neste tipo específico de empreendimento?

Para explicar um pouco melhor sobre este assunto, Luciana Homrich, Mentora e Líder de Comunidade no InovAtiva, compartilha seu conhecimento especializado por anos de experiência como CEO na Conecta Projetos, negócio social que visa fortalecer e mobilizar o Ecossistema de Inovação e Impacto Social brasileiro.

“A tecnologia não deve ser vista como um fim, mas como um meio”, destaca a profissional, explicando que, na verdade, os processos tecnológicos nas soluções precisam ser influenciados pelo potencial de impacto, não o contrário. Ou seja, primeiro vem a definição da demanda, e só depois, a forma de resolvê-la.

Ao longo de anos de trabalho, a Conecta Projetos desenvolveu uma lista de seis princípios para definir o que significa inovação no âmbito de negócios de impacto.

Seis princípios para definir inovação no âmbito de negócios de impacto

1.Gestão Eficiente

“Qualquer organização, independentemente do setor de atuação, precisa ter uma gestão eficiente para que possa cumprir com a finalidade a que se propõe”, afirma. “Dentro do possível, quanto mais horizontalizada for a gestão, melhor. Isso contribui para atribuir funções e compromissos, e fazer com que todos tenham responsabilidades equivalentes. Assim, todos os colaboradores podem sentir o mesmo comprometimento na entrega de resultados.”

2. Qualificação

Este princípio se refere à qualificação dos próprios gestores e também de todos os colaboradores e parceiros que fazem parte do funcionamento do negócio de impacto. Além disso, ela frisa que a qualificação deve ser entendida enquanto capacitação, hardskills e softskills. “É muito importante pensar no todo. Porque, sem qualificação, não se sabe fazer projetos, executar ações, prestar contas, nem identificar oportunidades”, diz.

3. Captação

“Quero dizer a captação de recursos em geral, não somente financeiros”.  Luciana inclui  neste princípio também pessoas, em relações de parcerias e voluntariado. “Forme um  processo consistente que permita com que o seu negócio consiga evoluir de forma eficiente e demonstrando os resultados que se espera.”

4. Avaliação

A avaliação de negócios de impacto é uma das questões que os separa de outros tipos de organizações. Aqui, não é necessário só demonstrar o retorno financeiro, quanto também verificar se a finalidade da empresa está sendo cumprida. “Este valor é medido principalmente por meio de transformações na realidade, durante ou após a realização de uma ação, evento, projeto ou programa. Elas podem acontecer de diferentes formas, de acordo com os princípios que estão relacionados com o trabalho de cada empreendimento”, diz. Para métricas de avaliação, Luciana sugere a utilização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e o Impact Reporting & Investment Standards (IRIS).

5. Transparência

“Garanta transparência a todos os processos e principalmente aos resultados. Ou seja, saiba comunicar a informação da melhor forma possível. Seja sobre impactos, resultados ou os valores e missões da empresa. Por que estamos aqui? Qual transformação eu quero efetivar na realidade?”

6. Engajamento

O último dos princípios listados pela mentora trata sobre a formação de uma rede de parceiros comprometidos com o negócio de impacto. “É imprescindível engajar para fazer gestão, qualificar, captar, dar transparência e também para ampliar os impactos. Porque, sozinho, é até possível gerar impacto positivo. Mas você é um grãozinho dentro de um saco de arroz. Juntos, podemos fazer com que essa transformação seja muito mais significativa e efetiva”, ressalta.

Luciana finaliza esclarecendo que o impacto real nunca está isolado no âmbito social ou ambiental. “Todo impacto passa a ser socioambiental porque melhorar o ambiente natural é importante para o ser humano, e as populações estão incluídas no nosso ambiente: uma coisa não está separada da outra. No nosso trabalho, mobilizamos diferentes atores, desde o setor público até empresas e sociedade civil.”

Conheça as startups premiadas no InovAtiva Experience 2021.1

Mais um ciclo do InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups da América Latina, chegou ao fim no InovAtiva Experience. No evento, os negócios inovadores que se destacaram foram premiados pelas bancas avaliadoras e nomeados na cerimônia de encerramento. Conheça cada uma das suas soluções:

Auster – Startup do setor agrário que entrega soluções de gestão do nitrogênio combinando tecnologias de sensoriamento remoto da vegetação com as informações disponíveis da lavoura;

Pitom84 – Plataforma de gestão e vendas de motos seminovas, de fácil uso e que contempla todo o fluxo desde a avaliação até a captação, recebimento e repasse das motocicletas;

Vigilantes do Sono – Um programa digital que ajuda as pessoas a dormir melhor por meio da mudança de hábitos;

Picode Education –   Com o objetivo de conectar o conteúdo curricular com o que há de mais novo no universo  da tecnologia, a PiCode traz soluções tecnológicas para as escolas, que vão desde kits didáticos para inserção da robótica no currículo, até plataformas gamificadas de aprendizagem com foco no pensamento computacional.

TerraMares – Startup criada com a missão de minimizar pressões nocivas ao ambiente e sua biota, respeitando as tendências de mercado para produtos de qualidade e com tecnologias nacionais. A empresa trabalha com produtos sustentáveis e a prestação de serviços de pesquisa e consultoria ambiental;

Não Tenho Roupa – Startup de moda voltada para o aluguel de roupas e acessórios casuais. Um closet na nuvem, ilimitado, inteligente e flexível por uma assinatura mensal ou pelo aluguel de peças individuais. Seu objetivo é ser um canal entre marcas e potenciais clientes, oferecendo o serviço que propicia que o cliente possa usar tudo o que quiser, no momento que achar mais adequado, sem ter que comprar nada.

CEPHA Biotech – Uma spin-off da Fiocruz voltada para a pesquisa e desenvolvimento de testes moleculares para a detecção de patógenos e diagnóstico de doenças. Empenhada na democratização dos testes para a detecção de DNA, de forma simples, com alternativas de custo reduzido e sem a necessidade de infraestrutura complexa. A CEPHA Biotech, em parceria com a empresa Visuri, desenvolveu o OmniLAMP, uma plataforma portátil e automatizada, hoje utilizada para a detecção do RNA do SARS-CoV-2, no diagnóstico da COVID-19. A tecnologia permite o diagnóstico da doença em amostras de swab de nasofaringe ou de saliva. O OmniLAMP é o único dispositivo capaz de realizar 10 testes ao mesmo tempo num período de 30 min de reação, ideal para a testagem massiva no enfrentamento à pandemia de COVID-19. Além disso, a solução pode ser adaptada para outras doenças de interesse em saúde humana, animal, agronegócio e meio ambiente.

Viuzz – Plataforma de streaming de vídeos pioneira com interações únicas e coletivas que conecta três pontos: produtores, marcas e conteúdos. A startup oferece uma jornada exclusiva, colaborativa e inteligente que coloca o controle nas mãos dos fãs; insights e growth na mão dos criadores e visibilidade precisa para as marcas.

Driva – Empresa de tecnologia que usa dados para ajudar empresas a vender em maior quantidade  e de forma assertiva. Sua plataforma cruza informações  dos clientes com seu potencial de mercado para identificar alternativas de negócios, gerar leads B2B e dar visibilidade às oportunidades de Cross e upselling. Desde sua criação, em janeiro de 2020, já alcançou a marca de 1,3 bilhão de reais por ano.

Omnihunter – A empresa ajuda Instituições Financeiras a gerirem Bens, Garantias e Diligências de Crédito e/ou Seguro na esteira de Crédito, Cobrança, Retomada e Remark.

CogtiveA startup fornece soluções em softwares para gestão das operações de manufatura para indústrias que buscam aumentar sua produtividade e lucratividade pelo monitoramento de oportunidades de melhoria dentro do ambiente industrial. A partir de uma visão completa do fluxo fabril (lead time, gargalos, produtos em processo (wip), filas, etc.), desempenho de equipamentos e uma visão integrada de gestão de ritmo, a empresa trabalha com SaaS de baixo custo de implementação. Tudo isso com o uso de Inteligência Artificial para acelerar ainda mais a produtividade de seus clientes.

IOUPIESistema que levou o atendimento do balcão de lavanderia para o digital. É composto por três  aplicativos (cliente, lavanderia e logística) e hardware (armário inteligente com software embarcado), desenvolvido com baixo custo e de maneira sustentável. Para facilitar a expansão do atendimento e consequente escalabilidade, ampliamos o modelo de negócio para uma plataforma marketplace que conecta o usuário às lavanderias e permite a entrega dos produtos tanto nos armários inteligentes, instalados em pontos estratégicos ou diretamente pelo delivery. Em paralelo, a IOUPIE está com um MVP para atendimento B2B, de projetos customizados, para a automação da gestão de lavanderias hospitalares. Trata-se da mesma tecnologia já em operação, nos armários inteligentes, mas voltada diretamente às empresas.

InMediam – Uma empresa de Garantia Locatícia, que substitui a figura do fiador tradicional e garante o pagamento, em dia, do aluguel e outros valores acordados em contrato. A startup oferece em uma mesma plataforma os serviços de seguro incêndio, anúncio e vistoria digital de imóveis com as menores taxas do mercado, formas de pagamento flexível, aprovação de 100% das solicitações e a única empresa que trabalha com cashback nas suas transações.

DeliveryTo – A startup desenvolveu uma plataforma de marketplace focada no mercado local e em pequenas e médias empresas, baseado na sua necessidade de apoio logístico sem a disponibilidade de pessoal especializado em tecnologia. Sua solução de vendas online funciona  de forma prioritária local,  facilitando a vida dos empreendedores e compradores, porque consegue encurtar o prazo de entrega do e-commerce para 2 horas.

GoLedger – A empresa é a fabricante líder nacional na tecnologia de blockchains permissionados. Seu trabalho é de interoperar sistemas de diversas empresas, por meio de um barramento distribuído criado pela plataforma de orquestração que possui características únicas no mercado. O GoFabric é a única que permite que um usuário não especialista na tecnologia crie, gerencie, monitore redes blockchains sem escrever uma linha de código.

Solar Bot – A startup está desenvolvendo o primeiro robô de limpeza de painéis solares, totalmente autônomo e que limpa os painéis sem uso de água, em usinas de solo por todo o país. Sua atuação é o contrato de prestação de serviço de limpeza com os donos de médias e grandes usinas e almeja a manutenção sustentável de energias renováveis.

Conhecimento compartilhado é poder: veja como foi a primeira edição do InovAtiva Experience em 2021

O InovAtiva Experience, evento que marcou o término do Ciclo 2021.1 do programa InovAtiva Brasil, teve em sua programação um dia inteiro de conteúdos para o público externo de forma gratuita, além das apresentação dos pitches das empresas participantes para os investidores no Demoday.

Programação aberta ao público

Toda a programação aberta ao público foi realizada no sábado, dia 7 de agosto, e reuniu diversos palestrantes para falar sobre empreendedorismo inovador. O dia começou com a programação Magna de Abertura, iniciada com uma breve fala de Carlos Da Costa, Secretário de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia e de Carlos Melles, Presidente do Sebrae, parabenizando as startups do ciclo e recepcionando todos ao evento.

Para apresentar o painel Conexões e colaboração para alavancar negócios e promover inovação, o convidado especial foi Diogo Garcia, co-fundador da Confraria do Empreendedor. Antes mesmo do início de sua fala, o chat já estava cheio de mensagens dos participantes. “A programação está muito boa! Vai ser olho na tela e muito café!”, comentava uma espectadora.

Diogo conta como sua trajetória empreendedora foi marcada por conexões. “Se antes o conhecimento era o poder, hoje eu diria que o conhecimento compartilhado é poder”, continua. O profissional frisa que conexões só acontecem genuinamente quando são expostas  as vulnerabilidades. “É claro que existem histórias de sucesso e elas precisam ser divididas, mas desglamourizar esse ecossistema é importante: não somos super-heróis.”

Após a abertura, a programação contou com três Painéis de Oportunidades:

Painel de Oportunidades 1 – Conexão com Grandes Empresas: Como preparar minha startup para falar com grandes empresas?, apresentado por Marina Almeida, da Natura&Co, e Rodolfo Zhouri, Sócio na eMotion Studios;

Painel de Oportunidades 2 – Conexão com Talentos: Como atrair talentos?, com reflexões profundas sobre inclusão e diversidade no ambiente de trabalho, apresentado por Lorena Locks, Recrutadora Técnica na Ambev Tech e Sissa Maricaua, profissional de RH da Cielo Talent;

Painel de Oportunidades 3 – Conexão com Capital. Aqui, quatro palestrantes com diferentes perspectivas vieram somar à conversa: Maria Rita, diretora da Anjos do Brasil, João Kepler, da Bossanova Investimentos, Marcos Mueller, da Darwin Startups, e Alexandre Peteffi, sócio da E271 Consultoria em Captação de Recursos.

A partir das 16h30, foram oferecidos dois Workshops simultâneos:

  • Hack de Vendas no Digital, com Rimaldo de Sá (Beta Rede), Carolina Guimarães (OmniChat) e Raoni Herrero (Hotel Urbano) que explorou como potencializar a relevância das marcas no mundo digital;
  • Como se inserir dentro do Ecossistema de Inovação do seu Estado, com Sandro Vieira (SmartGreen Tecnologia S.A), Michele Janovik (Base27) e Helena Merck (Gestora da Comunidade Inovadores Inquietos), demonstrando o potencial da comunidade como uma rede de suporte para os empreendedores.

Às 17h30, o último painel do dia foi uma conversa descontraída, sincera e bem humorada sobre os “perrengues” do empreendedorismo, chamado Cases de (In)sucesso – Histórias Reais, com Leonardo Alves (Somos MOV), Leo Gmeiner (Schoool Guardian) e Paula Freitas (Instituto de Neurolinguística)

Demoday

O Demoday, programação final do evento, aconteceu na segunda-feira, 9 de agosto. Esta foi a etapa em que as startups participantes do ciclo 2021.1 apresentaram seus pitches às bancas de investidores, que indicaram os projetos destaques de cada uma delas.

A programação de encerramento foi iniciada com depoimentos de alguns dos empreendedores participantes. Eles contaram em detalhes como conheceram o programa e como ele os ajudou em sua trajetória. Em seguida, Rafael Wandrey, Coordenador-Geral de Empreendedorismo Inovador e Novos Negócios do Ministério da Economia, Natalia Bertussi, Coordenadora Nacional de Startups no Sebrae e Diego Peruchi, Coordenador de Projetos de Empreendedorismo Inovador na InovAtiva Brasil pela Fundação CERTI, vieram dar seus parabéns às startups e premiar as destaques.

Startups destaques Ciclo 2021.1 InovAtiva Brasil

Ao todo, 16 startups foram escolhidas como destaques em suas áreas de atuação pelos investidores presentes no Demoday. Acesse o texto e saiba mais sobre cada uma das premiadas.

Pitch: 9 dicas para montar uma boa apresentação para sua startup

Quem está se acostumando com o ambiente de startup já deve ter percebido que ele envolve muitos termos em inglês. Um dos que mais se destacam nesse universo – e também um dos mais importantes – é a palavra “Pitch”. Isso porque o Pitch é a apresentação em que o empreendedor vai transmitir sua ideia e seu planejamento para um investidor. Se ele for feito de maneira bem estruturada, pode fazer toda diferença nos rumos da startup.

Assim como em todas as áreas, a comunicação é tudo. Então, no momento de se apresentar, é imprescindível dar a sensação de segurança, maturidade, domínio do assunto e, inclusive, do bom português. Você tem somente uma chance de criar uma boa  impressão, então faça com que ela seja a melhor possível.

Existem algumas técnicas para criar um Pitch bem formulado, claro, acessível e assertivo. Em primeiro lugar, é importante que ele seja rápido e dinâmico: não faça mais de 10 slides na sua apresentação.

Veja abaixo nove dicas rápidas para ter um panorama do que envolve um bom Pitch

1. Pé na porta

Chamamos de “pé na porta” o momento inicial do seu Pitch. Aqui, você precisa apresentar da forma mais objetiva possível quem é você, qual a sua ideia e do que se trata a sua startup, qual é o trabalho e quem é seu cliente.

2. Problema

Especifique exatamente o problema que está tentando solucionar, a persona (o perfil do seu público alvo) e sua rotina. Neste passo, pode ser útil contar uma história. Muitas vezes as ideias surgem quando se está lidando com um problema e então se identifica uma oportunidade de suprir certas necessidades. Se este for seu caso, conte sobre a sua situação.

3. Produto

Descreva de forma simples e em termos leigos do que se trata seu produto ou serviço. Por mais que o investidor possa ser alguém experiente e do ecossistema de inovação, não necessariamente ele acompanhará com o mesmo interesse sua apresentação se estiver técnica demais. É importante criar empatia e uma aproximação com seu espectador.

4. Mercado

Aqui, é a parte onde são apresentadas as pesquisas de demanda para a sua solução e onde você demonstrará por que ela será relevante. Esclareça, então, quantas pessoas sofrem do mesmo problema e serão impactadas pelo seu produto. Traga números de fontes confiáveis e reconhecidas. Existe uma grande diferença entre comprovar uma informação por meio de uma matéria do The NY Times e do grupo de WhatsApp de sua família.

5. Diferenciais

Não é nenhum segredo que, para qualquer negócio, por mais inovador que ele seja, existirá concorrência no mercado. Por isso, é essencial que você tenha definido claramente qual é seu diferencial – o que te destaca. Nesta fase, faça uma extensa pesquisa de seus competidores e compreenda quais os seus valores e o que entregam.

6. Modelo de Negócio

Nesta etapa, especifique qual é seu modelo de negócio e como será feita a monetização em sua startup: SaaS, Marketplace, Success Fee, Advertising ou Crowdfunding. Esta é uma questão essencial porque o investidor está buscando por oportunidades de sucesso financeiro e ele precisa analisar como acontecerá o retorno de seu investimento.

7. Resultados

Startups são, acima de tudo, negócios escaláveis e que precisam gerar receita com suas soluções inovadoras. Ou seja, é extremamente importante que você demonstre os resultados financeiros da sua empresa – quantos clientes já tem e qual seu ticket médio. Se ainda não tem  dados suficientes para uma apresentação inicial, utilize outras métricas, esclareça seu funil de conversão e compartilhe depoimentos.

8. Equipe

Tão importante quanto apresentar o modelo de negócio e as projeções financeiras para o futuro, é identificar os membros de sua equipe. Conte sobre o background de cada um, qual a posição na organização e o valor que trazem para o empreendimento. Não é interessante fazer um Pitch com uma pessoa só na empresa, porque a primeira pessoa que você precisa convencer é o  sócio. Além disso, não monte a estrutura com dois Co-CEOs. Isso pode demonstrar problemas organizacionais, como se os fundadores não sabem delimitar exatamente como melhor se somam ao time.

9. Propósito/Visão/Objetivo

Este é o momento de encerrar seu Pitch e é primordial que ele termine com ótimo tom e propriedade. Não termine com “é isso”: explique qual a sua missão, o que procuram transformar, quais os próximos passos e uma visão clara e otimista de futuro. Assista vídeos de bons palestrantes para se inspirar e deixe o investidor com a sensação de que você está motivado a conquistar o mundo com sua ideia.

Estas são as principais questões estruturais que você precisa saber. Algumas dicas finais são: verifique se todos os equipamentos  estão funcionando bem (microfones, cabos, conexão estável, bateria do computador) e se planeje caso alguma coisa aconteça – tenha backups para tudo. Além disso, use uma linguagem simples e clara, boa dicção, tenha uma postura confiante e ótima energia!

Confira também: Webinar Pitch – como fazer a apresentação perfeita

Nohs Somos: conheça a história da startup voltada para o público LGBTI+

Em memória à rebelião de Stonewall em 1969, Junho é celebrado mundialmente como o mês de #Orgulho LGBTI+. A série de manifestações espontâneas, em reação a uma batida policial na manhã de 28 de junho de 1969 no bar Stonewall Inn, em Nova York, passaram a ser  um marco na história da luta pelos direitos LGBTI: um esforço constante da comunidade. 

“Quando se pretende fazer uma mudança estrutural na sociedade, um dos grandes eixos a se explorar é a economia”, diz Hottmar Loch, ativista LGBTI e CEO da Nohs Somos, startup de impacto acelerada pelo InovAtiva Brasil e pelo InovAtiva de Impacto em 2020. O especialista em Diversidade e Inclusão (D&I) conta que, a partir de reuniões compostas por mais de 150 pessoas durante a concepção do projeto, foi possível identificar uma demanda enorme pela aproximação de lugares amigáveis ao público LGBTI+.

O Design Thinking foi a abordagem utilizada pelos empreendedores para compreender qual era a dor da LGBTIfobia. “A partir dessas reuniões começamos a entender a interseccionalidade e os diferentes marcadores sociais, porque cada grupo dentro da comunidade LGBTI+ tem suas dores específicas. Percebemos que poderíamos usar a tecnologia como ferramenta de combate a este problema e construímos um mapa para organizar os dados que recebemos”, diz. Desde então, mais pessoas começaram a se engajar no projeto, que virou um coletivo. 

“Existem muitas pessoas que são expulsas de estabelecimentos, mulheres trans que não podem usar banheiros, consumidores mal encarados, que não são bem recebidos. É comum acontecer do garçom atender as mesas ao lado, mas não a sua”, Hottmar compartilha, sobre a importância de mapear lugares seguros para o público. “A realidade do mau atendimento, preconceito e discriminação à comunidade LGBTI+ não é exclusiva do Brasil, é uma questão mundial. Nos Estados Unidos, essa demanda já existe há cerca de dez anos e é um nicho de mercado que fatura US$ 1 trilhão ao ano”, diz.

A solução da Nohs Somos é totalmente colaborativa. “Nós respiramos a cocriação desde o lançamento. Qualquer pessoa pode acessar a plataforma de qualquer lugar do mundo. Usamos a Interface de Programação de Aplicativos (API) do Google, então o usuário pode pesquisar diretamente pelo nome do estabelecimento e ele já aparece direto na plataforma. Depois, os dados são cruzados de acordo com nosso cadastro anterior. Assim, conseguimos estabelecer a Nohs Somos como o primeiro Big Data LGBTI do país. Nossa plataforma também é gamificada: ao acessar, avaliar, comentar e indicar negócios amigáveis, as pessoas ganham pontos, que podem ser trocados por parceiros”, explica Hottmar. 

Como um negócio de impacto, o objetivo central da empresa não é o lucro. “Por isso, não temos acionistas. Assim, não ficamos reféns do mercado”, diz o CEO, comemorando que já atuam em mais de 600 cidades e possuem cerca de 3500 cadastros, e pretendem, até o fim do ano, impactar 15 mil pessoas viralizando a plataforma. Para atingir esta meta, a startup vem preparando novidades para o público: um aplicativo para dispositivos móveis e um market place estão em desenvolvimento. 

“O que estamos construindo é a prevenção. Trabalhamos para identificar aqueles lugares que fazem sentido de acordo com nossos valores: estabelecimentos transamigues, anti-racistas, amigáveis para o público LGBTI+ e para mulheres cis e trans. Estes são lugares seguros, que prestem bom atendimento e recebam público respeitoso para que todos possam acessar, comprar e se sentir acolhidos”, conclui.  

Gestão de equipes: confira 7 dicas fundamentais para a sua startup

A complexidade de fazer uma empresa sair do papel e alcançar sucesso no mercado vai muito além da qualidade do seu produto. Dentre uma lista de atividades que envolvem pessoas – atendimento ao cliente, processos internos e externos, relação com companhias parceiras – todas têm uma coisa em comum: a equipe.

Por isso, a gestão de equipes envolve uma série de cuidados. “Equipes não são formadas por máquinas e algoritmos. Se fosse assim, seria fácil. Uma vez programado, o computador obedece uma determinada ordem. O ser humano é diferente. É um ser complexo, que muda constantemente seu comportamento e suas aspirações”, diz Fabiano Nagamatsu, mentor no programa InovAtiva Brasil. Mestre em administração com foco em inovação e especialista em recursos humanos, em 2020 foi escolhido como Líder de Comunidade destaque no ciclo 2020.2 do InovAtiva

Para sabermos mais sobre as especificidades e os desafios da gestão de uma equipe, conversamos com Nagamatsu, que compartilhou suas dicas sobre o tema.

Dicas para uma boa gestão de equipes

  1. Estar na retaguarda

Para Fabiano Nagamatsu, uma das dicas mais importantes para ser um bom líder é não ser um “chefe”. Pode parecer contraditório, mas, segundo o especialista, os dois termos têm conotações bem diferentes.

“É comum vermos nas mentorias empreendedores que querem ser chefes e estar à frente do projeto. Mas, na verdade, o líder está na retaguarda. Ele tem a função de dar condições para que seus colaboradores possam desempenhar o melhor papel dentro da startup. Ou seja, o bom líder deve ser um bom condutor e motivador”, complementa.

  1. Compartilhar missão, visão e valores com a equipe

Neste sentido, é essencial que o líder compartilhe com seu time e empregue, de fato, a missão, a visão e os valores da instituição. Quando falamos de missão, nos referimos à essência do negócio: por que ele existe e qual seu propósito. A visão é aquilo que é determinado como meta. Já os valores, norteiam a cultura da organização. “Tudo isso é importante para que seja desenvolvido um direcionamento específico que possa ser acompanhado, além de criar uma identidade para a startup”, explica Nagamatsu.

  1. Identificar e corrigir problemas

Identificar quando algo não está certo no seu grupo de trabalho e saber a melhor forma de corrigir este problema é uma função constante para um líder. “Analisar o comportamento de pessoas diferentes é uma tarefa complexa. Por isso, é importante verificar constantemente se os colaboradores estão exercendo as funções corretas na organização, de acordo com suas habilidades específicas”, comenta. Muitas vezes, o funcionário está desempenhando uma função errada na empresa porque não foi bem selecionado para a vaga.

  1. Observar hard/soft skills

Fabiano aponta que é imprescindível observar a questão de hard/soft skills (termo utilizado para separar o tipo de aptidão apresentado por cada profissional, desde conhecimento em outros idiomas, até capacidade de trabalhar sob pressão, por exemplo). Segundo Nagamatsu, isso deve ser feito tanto no momento da seleção, quanto no acompanhamento da equipe. “Analisar as habilidades, o comportamento e, principalmente, as atitudes frente aos problemas, é tão importante quanto o aprendizado teórico que o candidato desenvolveu ao longo de três ou quatro anos de formação”.

  1. Fornecer feedbacks

Outro ponto central é o fornecimento de feedbacks. Segundo o mentor, críticas só são construtivas quando não existem por si só: precisam ter base e estarem acompanhadas de fatores que possam ajudar o colaborador a se aprimorar.

Fabiano ainda pontua que uma boa opção é escolher um ambiente descontraído para ter esse tipo de conversa. “O feedback tem que acontecer de um jeito bem informal, para que não se crie uma barreira. Levar o funcionário para tomar um café na padaria e dar exemplos de situações correlatas que aconteceram com outras pessoas pode ser a chave para que ele aceite bem sua crítica e tenha vontade de melhorar”, diz. Já quando o feedback é positivo, deve ser para todo mundo. “Reúna o time, faça aquela festa, mostre o que aquele indivíduo fez de bom. Apresente e elogie, isso é o melhor incentivo hoje em dia dentro de uma organização.”

  1. Manter a união e colaboração entre integrantes da equipe

Quanto à gestão de equipes durante o período de distanciamento físico, em que muitas empresas adotaram o home office, o especialista frisa o quão importante é manter a união e colaboração entre os integrantes da equipe. Para isso, um bom líder precisa usar soluções criativas. Uma saída interessante pode ser o uso de gamificação para uma competição entre todos os membros, ou mesmo métodos de motivação voltados ao relacionamento interpessoal, fazendo com que as pessoas contribuam entre si para se sentirem mais importantes no time.

  1. Criação de um bom endomarketing para a empresa

Por último, Fabiano recomenda a criação de um bom endomarketing para a empresa. “Uma boa comunidade de fãs para a sua marca vai partir dos seus colaboradores. É isso que vai segurar seus bons talentos no time e fazer com que as pessoas não só queiram comprar os seus produtos da sua empresa, mas também tenham o sonho de trabalhar dentro dela”, finaliza.

Mais conteúdos sobre gestão de equipes    

Gostou das orientações do mentor Fabiano Nagamatsu? Confira outros materiais sobre Gestão de Equipes disponíveis no canal do InovAtiva no YouTube:

Em ação inédita, InovAtiva promove mais de 10 horas de mentorias coletivas em formato totalmente online

Mais de 10 horas de mentorias coletivas, 5 horas de palestras ao vivo e mais de 1.300 visualizações nas gravações disponibilizadas no YouTube: esse é o saldo da primeira rodada da ação Eventos Regionais, promovida pelo InovAtiva em março e abril deste ano. Realizados de forma totalmente virtual e gratuita, os encontros tinham como objetivo capacitar empreendedores de Norte a Sul do país.

Os eventos contaram com a participação da Comunidade InovAtiva e de especialistas na área de empreendedorismo inovador, que tiveram a oportunidade de expor seus conhecimentos sobre temas como relacionamento com incubadoras, investimentos e ações de suporte ao empreendedor.

A região Norte inaugurou a série de eventos, seguida das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Apesar da segmentação, empreendedores de todas as regiões podiam acompanhar todas as atividades. Para participar das mentorias, era necessário fazer inscrição previamente. Já as palestras foram disponibilizadas para o público geral, com transmissão ao vivo no canal do InovAtiva no YouTube.

Confira a seguir as mentorias e palestras realizadas em cada região.

Região Norte: Em busca do primeiro investimento

  • Mentoria #1: Como conquistas clientes, com Luciana Nogueira (Diretora Executiva da Singulari);
  • Mentoria #2: Jurídico para Startups, com Sicy Rusalka Goes de Melo (Advogada e Consultora);
  • Mentoria #3: Product Market Fit, com Vanessa Schwaizer (Founder da Startup TicketPhone).

Palestra: Incubadoras e Fundos, com Fredson Andrade (CEO da FabriQ Aceleradora), Olinda Marinho (Presidente da RAMI), Daniel Oliveira (Business Development Manaus Tech Hub / Sidia).

Região Nordeste: A importância e o papel das comunidades no suporte aos empreendedores

  • Mentoria #1: Product Market Fit, com Eduardo Moraes (Professor Instituto Federal de Alagoas);
  • Mentoria #2: Modelos de Negócios e Validação, Hiro Miyakawa (Founder da Kotoba);
  • Mentoria #3: Marketing para Comunidades, Bera Wilson (Analista do Sebrae PB).

Palestra: Suporte ao Empreendedorismo, com Marcos Medeiros (Community Manager AMBEV), Monnaliza Medeiros (Community Manager Bossa Nova) e Simony César (Founder e CEO da startup Nina).

Região Centro-Oeste: Conquistando os primeiros clientes

  • Mentoria #1: Branding e posicionamento, com Ivan Amorim (Fundador e CEO da Agência BeSmart);
  • Mentoria #2: Mentoria e validação, com Guto Schneider (Fundador e CEO da Lockin Armários Inteligentes);
  • Mentoria #3: Parcerias estratégicas, com Anna Almeida (Head de Public Policy da Startup Quicko) e Fabiano Nagamatsu (Diretor da Aceleradora Inova UNIGRAN).

Palestra: Cases de sucesso de startups, com Guilherme Arruda (CEO da startup VG Resíduos), Cynara Bahia (CEO da startup Total Strategy) e Tatiana Santarelli (CEO da startup TeamHub).

Região Sul: Tração – Vendas e Investimento

  • Mentoria #1: Vendas, com Pamela Vacara (Executiva de vendas na Suiteshare);
  • Mentoria #2: Tração, com Leandro Piazza (Fundador 49 Educação);
  • Mentoria #3: Investimentos, com Fausto Reichert (Chief Marketing Strategy Oficer do CRM).

Palestra: Como preparar sua startup para receber investimento, com Renan Schaefer (Partner a55) e Rafaela Helbing (CEO e co-fundadora Data Rudder).

Região Sudeste: O importante papel da comunidade como instrumento de suporte aos empreendedores

  • Mentoria #1 – Validação de modelo de negócios, com Lilian Natal (Head do Distrito for Startups);
  • Mentoria #2 – Funil de vendas, com Bruna Eugenio (Vendedora sênior no projeto de expansão LatAm da Insider);
  • Mentoria #3 – Marketing digital, com Fabiane Klafke e Anderson Palma (sócio-fundador do Growth Labs).

Palestra: Cases de sucesso, com Leandro Dias (CEO da startup Akintec), Lucas Schoch (fundador e CEO da startup Bitfy).

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