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Parceiro do programa InovAtiva Brasil, Liga Ventures destaca os setores para ficar de olho em 2019

Não é segredo que ferramentas tecnológicas e digitais estão revolucionando os processos em praticamente todos os segmentos. Por esse motivo, em 2019 as atenções do mundo dos negócios estarão voltadas às startups. Mesmo com o país ainda apresentando lentidão na retomada do crescimento econômico, o empreendedorismo está aquecido e promete surpresas e novidades para este ano.

A Liga Ventures, que atua em parceria com o programa InovAtiva Brasil na aceleração de startups, tem uma expectativa promissora para esse mercado. De acordo com Raphael Augusto, Head de Inteligência e Estudo de Mercado na Liga Ventures, Retail Tech é o setor de maior relevância no Brasil, pois diariamente a população lida com compras e vendas. “Quando a gente pensa no mercado de varejo, vemos pessoas tendo diversas ideias para melhorar o setor que acabam se transformando em um projeto empreendedor”, afirma ele.

Além do varejo, os segmentos que prometem despontar em 2019 são: Healthtechs, inovando na maneira como os usuários interagem com o sistema de saúde nos mais variados momentos de suas vidas; Fintechs, oferecendo muito mais opções bancárias para o consumidor final; Agtechs, levando a tecnologia para pequenos produtores se tornarem mais competitivos e eficientes; Edtechs, suprindo os déficits educacionais; e Autotechs, fazendo com que as pessoas repensem a questão da mobilidade visando um futuro mais sustentável.

“Em 2019 os nascidos na era da internet se tornam economicamente ativos e se mostram prontos para assumir riscos e aptos para aceitar as mudanças culturais que essas novas tecnologias trazem. Além disso, esse é um momento em que, teoricamente, estamos saindo de uma crise, ou seja, teremos um crescimento de mercado que irá impactar diretamente na busca por emprego e no aumento do empreendedorismo”, completa Augusto.

O Brasil é um país com forte tendência para inovação e está cheio de oportunidades para quem está disposto a resolver problemas. Contudo, é importante que a solução esteja focada em algo que não seja trivial e que ajude a melhorar a produtividade, a agilidade e a efetividade do setor em que está inserida.

Conserte seu smartphone quando e onde quiser com a We Fix

A We Fix surgiu no final de 2015 quando Lucas Paniz percebeu um crescimento de serviços para smartphones. Ele estudou o mercado internacional e descobriu a iCracked, modelo americano de consertos de celular delivery. Inspirado pela empresa do Vale do Silício, decidiu trazer o conceito, ainda inédito, para o Brasil.

“Fomos os primeiros a nos posicionar como plataforma digital que conecta técnicos de smartphone a clientes que necessitam de reparos quando e onde quiserem ser atendidos”, afirma o criador da startup já considerada como o “Uber dos consertos e pós-venda de smartphones”.

Com mais de dois mil clientes atendidos e 95% deles extremamente satisfeitos com esta nova forma de consertar o aparelho, a We Fix inicia agora o processo de escala no Brasil, cadastrando técnicos e atendendo clientes nas principais cidades do país. Por esse motivo, além de ser mais barata, rápida, segura e transparente que as assistências convencionais, a startup já é vista como um grande player no mercado de serviços brasileiro.

“O aplicativo permite que o cliente solicite um técnico em menos de 45 segundos. Assim que recebemos o pedido, nós conectamos os Fixers (técnicos de smartphone verificados) que, em pouco tempo, vai até o cliente onde ele estiver para realizar o serviço. Esses profissionais precisam somente da sua maleta para efetuar os reparos, o que garante mais agilidade no atendimento”, comenta Paniz.

A startup passou pelo InovAtiva Brasil 2018.2, programa no qual foi considerada destaque na categoria “Produtos e Soluções B2C”, mostrando que seu modelo de negócio está coerente com seu mercado de atuação e interessou aos mentores e investidores que estavam presentes na ocasião.

Para o CEO e Fundador da empresa, essa foi uma experiência fantástica de networking e aprendizado. “Passamos também pelo programa do StartupRS e estamos sendo acelerados pelo fundo de investimentos Trampolim, de Caxias do Sul. Mas é no InovAtiva que estão os maiores investidores e melhores mentores do país. Até 2020, queremos levar a We Fix para toda a América do Sul e Europa”, conta.

A Quarta Revolução Industrial chegou. E agora?

A Indústria 4.0, também conhecida como Quarta Revolução Industrial, é um termo de origem alemã que engloba as principais inovações tecnológicas dos setores de automação, controle e tecnologia da informação, responsáveis pelas mudanças na forma com que os produtos são manufaturados e no impacto sobre os demais segmentos do mercado.

De acordo com Rômulo Sangiorgi Medina Balga, CEO do Prodfy, um sistema on-line para monitoramento ativo da produção, que participou do InovAtiva Brasil 2018.1, os gestores podem aproveitar dessa Revolução para tomar decisões mais acertadas.

“Na Indústria 4.0, as máquinas conversam com outras máquinas, gerando dados sobre todo o funcionamento do processo produtivo”, afirma Balga.

As “fábricas inteligentes” são capazes de agendar manutenções, prever falhas nos processos e se adaptar aos requisitos e mudanças não planejadas na produção, proporcionando às empresas redes inteligentes ao longo de toda a sua cadeia de trabalho. Além disso, com a ajuda da engenharia, os processos de produção estão se tornando cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis de acordo com as necessidades e preferências dos consumidores.

Tendo como alicerces a Internet das Coisas (Internet of Things – IoT), Big Data Analytics, Inteligência Artificial, Computação em Nuvem e Segurança, a Indústria 4.0 traz para a realidade a capacidade de operação em tempo real, virtualização, descentralização, modularidade, orientação a serviços e interoperabilidade.

Isso significa que dispositivos inteligentes e interconectados serão implementados em cada etapa da produção, o que possibilitará que dados sejam obtidos e gerenciados de maneira prática, ágil e segura. Por isso, em vez de temer a tecnologia, é preciso se antecipar aos desafios que a nova realidade vai trazer e pensar em maneiras de potencializar seus impactos positivos.

Esta transformação vem criando um mercado cada vez mais exigente e com profissionais capazes de se adequar facilmente as novas demandas que surgirão. Para empreendedores que atuam na área de tecnologia, essa Revolução Industrial chegou para ajudar.

O CEO da Prodfy conta que uma grande gama de indústrias ainda não utiliza o conceito de Indústria 4.0 para suas operações. “Com o empreendedorismo é possível incluir essas indústrias dentro do conceito 4.0, melhorar suas performances e aumentar as receitas das mesmas. Consequentemente, isso acarretará em altas receitas para as startups”, finaliza Balga.

Leia também: O papel das startups na revolução tecnológica da indústria

19 Voluntários são escolhidos como Líderes de Comunidade do programa InovAtiva Brasil

Foi com esse objetivo que o InovAtiva Brasil criou a função de Líder de Comunidade, posto destinado a pessoas ousadas, proativas e que desejam ajudar no desenvolvimento do empreendedorismo no país.

Desde dezembro, o programa tem recebido inscrições e feito entrevistas com os candidatos às vagas. Dentre mais de 1000 interessados, 19 pessoas foram selecionadas para compor o time que ficará responsável por construir um grupo de empreendedores, mentores e entusiastas do tema.

Os escolhidos deverão disponibilizar duas horas semanais voluntárias para este trabalho e terão como objetivo realizar palestras em eventos e universidades, entrar em contato com executivos de grandes empresas, promover eventos para este mercado e encontrar as melhores startups para serem aceleradas pelo programa. Sua missão será conectar o ecossistema de inovação nacional!

Confira abaixo o perfil de cada um deles:

1. Alexandre Cavalcanti, Fortaleza, CE

2. Amanda Bucar, Palmas, TO

3. Antônio Rocha Jr., Salvador, BA

4. Arthur Henrique Verona Fontes, Aracaju, SE

5. Bruna Barbosa, Belém, PA

6. Carlos Eduardo Novinho, Joao Pessoa, PB

7. Diego Gazaro, Porto Alegre, RS

8. Fabiano Nagamatsu, Dourados, MS

9. Karla Cristina da Silva, Uberlândia, MG

10. Karla Susiane dos Santos Pereira, Manaus, AM

11. Luciana França Bezerra de Carvalho, Recife, PE

12. Luciana Leão Raposo Da Silva, Rio de Janeiro, RJ

13. Monnaliza Medeiros, Natal, RN

14. Pedro Ceron, Palhoça, SC

15. Pedro Henrique Trindade de Souza, Vitória, ES

16. Priscila Assahida Moreira, Curitiba, PR

17. Thaís Falabella Ricaldoni, Belo Horizonte, MG

18. Thiago Cid, São Paulo, SP

19. Wagner Neto, Goiania, GO

Startups contam o que aprenderam com erros cometidos em 2018

Conversamos com três delas para entender o que foi preciso para manter as portas abertas.

BuscaCargas

Criada por Amanda Hurtado Gobett em 2014, a BuscaCargas visava ajudar o mercado a diminuir agenciadores de cargas. Em ascensão, a empresa passou pelo processo de aceleração InovAtiva Brasil 2016.2. Porém, em 2018, Amanda começou a ver que seus recursos estavam se esgotando. Sem investimento, sócios e vendo os concorrentes usando modelos que não deram certo, a empreendedora pensou na descontinuidade do negócio.

“Arrisquei e investi até meu último centavo em programação e passei a cobrar duas modalidades de formas distintas. Com isso, consegui chegar a um ponto de equilíbrio. Este ano já surgiu uma grande oportunidade do mercado que pode nos alavancar muito”, conta Amanda.

Eu Sommelier

A ferramenta concebida por Rafael Roseira em 2017 com o intuito de ajudar os consumidores a encontrarem vinhos com bom custo-benefício em restaurantes, lojas e supermercados, já passou por altos e baixos. “Depois de muitos desafios e investimento, conseguimos lançar o aplicativo em junho de 2018”, comenta o empreendedor.

Contudo, ao acompanhar o número de downloads e usuários, a startup percebeu que muitas pessoas instalavam e logo depois desinstalavam o Eu Sommelier. Preocupada, a equipe realizou uma pesquisa com seu público-alvo e começou a se questionar se a ferramenta realmente era útil para os consumidores.

“A dúvida foi sanada no programa InovAtiva Brasil 2018.2, quando os mentores nos sugeriram a utilização da metodologia de Validação da Proposta de Valor. Com isso, conseguimos ter certeza de que nosso projeto seria um sucesso, mas antes de investir tempo e dinheiro no Minimum Viable Product (MVP), era necessário conversar com os consumidores e identificar suas reais necessidades”, afirma Roseira.

TecPet

Em agosto de 2017 foi desenvolvida a TecPet, solução que utiliza inteligência artificial para a gestão de serviços pet com o objetivo de gerar experiências únicas e simplificar o agendamento de serviços para animais.

De acordo com Herbert Finger, idealizador da startup, o projeto começou a partir da conversa entre algumas pessoas do mercado pet. “Iniciamos o desenvolvimento da solução já pensando em algo mais estruturado e completo. Porém, ao entrar no programa de aceleração Inovativa Brasil 2018.2, percebemos que a leitura que realizamos do mercado foi muito básica, sem muitas informações e com uma percepção muito nossa”, admite Finger.

Assim, o empreendedor percebeu que deveria criar algo direcionado aos consumidores e não somente baseado nas suas premissas. Hoje, após sua participação no programa, foi elaborado um novo Minimum Viable Product (MVP) bem aceito pelos clientes.

Leia também:
MVP: Por que ele é importante para o desenvolvimento de produto da sua startup

Conheça os 5 pitchs que mais se destacaram no YouTube

Dia 10 de dezembro de 2018 o InovAtiva Brasil realizou mais uma edição do Demoday, o evento de encerramento do ciclo de aceleração. 80 startups apresentaram seus negócios à mais de 100 investidores e representantes de grandes empresas em 6 bancas temáticas.

Desde dezembro essas startups estão divulgando os vídeos gravados dos seus pitchs e agora selecionamos as 5 apresentações que receberam maior quantidade de gostei em nosso canal, para compartilhar com toda rede InovAtiva.

Assista as apresentações abaixo e dê um “gostei” para o melhor pitch até dia 27 de janeiro. A startup com maior quantidade de “gostei” vai participar o Startup Summit, um dos maiores eventos de empreendedorismo de startups do Brasil.

Aproveite e mande um feedback, uma dica ou ideia nova, nos comentários do vídeo, para ajudar a startup a desenvolver ainda mais o seu negócio!


1 – RapidoFix

275 “likes” até 15 de janeiro de 2018




2 – Eu Sommelier

209 “likes” até 15 de janeiro de 2018




3 – Tra$hin

195 “likes” até 15 de janeiro de 2018




4 – Nextale

82 “likes” até 15 de janeiro de 2018




5 – Mobis

40 “likes” até 15 de janeiro de 2018

Programa InovAtiva Brasil incentiva internacionalização de startups

Conforme as startups brasileiras vão amadurecendo, elas começam a ver no mercado uma oportunidade de crescimento. Porém, para enfrentar concorrentes de outros países, é preciso demonstrar capacidade de se expandir internacionalmente sem comprometer suas operações no atual local de atuação.

O programa InovAtiva Brasil estimula os empreendedores brasileiros a desenvolverem seus negócios inovadores direcionados para a expansão global. Para tanto, selecionam e capacitam startups aceleradas pelo programa com o intuito de auxiliá-las no processo de internacionalização.

Como esse processo não é fácil, antes de se inscreverem em projetos que as ajudem a conquistar esse objetivo, as empresas devem verificar qual será a receptividade do serviço/produto no novo mercado; avaliar potenciais concorrentes e a média de preço que praticam; conhecer as leis e tributação do local em que desejam operar e identificar rotas de envio de produtos/serviços para sua logística internacional.

Para orientar os empreendedores, o InovAtiva Brasil oferece cursos de capacitação online em empreendedorismo inovador, mentorias individuais com executivos experientes e conexão com potenciais investidores, clientes e parceiros.

Além disso, o programa auxilia as startups aceleradas a ingressarem no StartOut Brasil, que trimestralmente leva 20 empreendimentos para imersão em um dos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo. Isso amplia a chance de sucesso dessas empresas, seja pela exportação de um serviço ou produto inovador ou pela abertura de filial no exterior.

O projeto é fruto da parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Sebrae e Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

Durante uma semana, os empreendedores têm a agenda voltada à prospecção de clientes e investidores, e ainda um apoio pós-missão para definição de estratégia de internacionalização e/ou softlanding no mercado-alvo. Além disso, o programa é destinado a startups brasileiras já estabelecidas, com uma equipe 100% dedicada ao negócio, que estejam faturando, preferencialmente acima dos R$ 500 mil, ou que tenham recebido algum tipo de investimento, com fluência em inglês e que demonstrem capacidade de se expandir internacionalmente sem comprometer suas operações no país.

A próxima edição, prevista para ocorrer entre os dias 24 a 29 de março de 2019 em Santiago, já está com as inscrições abertas. Acesse aqui e saiba mais.

InovAtiva Brasil abre inscrições para voluntários

Visando fomentar o ecossistema brasileiro de empreendedorismo, formado por pessoas, empresas e instituições que trabalham interconectados para apoiar novos negócios, o programa InovAtiva Brasil está com inscrições abertas para voluntários de todas as regiões do país que queiram promover nacionalmente iniciativas regionais.

Esses voluntários serão nossos Líderes de Comunidades e ficarão responsáveis por construir um grupo de empreendedores, mentores e entusiastas do tema. Além disso, eles terão como objetivo realizar palestras em eventos e universidades, entrar em contato com executivos de grandes empresas, promover eventos para este mercado e encontrar as melhores startups para serem aceleradas pelo programa.

Por esse motivo, o desafio é destinado para pessoas ousadas, proativas, que desejem ajudar no desenvolvimento do país e que possam disponibilizar duas horas semanais para um trabalho voluntário. Elas serão selecionadas por meio da análise dos dados preenchidos no formulário de interesse, das informações contidas no LinkedIn do candidato e, por fim, uma entrevista via Skype. Ao todo, serão escolhidos 15 representantes, os quais terão uma dedicação mínima de 2 horas semanais.

Sobre o ecossistema de empreendedorismo

Atualmente, com o número de startups aumentando cada dia mais, pessoas, empresas e instituições vêm trabalhando interconectados para apoiar iniciativas de empreendedorismo. Nesse ambiente, atuam Universidades, Incubadoras de Empresas, Aceleradoras de Startups, Fundos de Investimentos, Investidores Anjos, Políticas Públicas, Associações Empresariais, Parques Tecnológicos, Coworkings, e Stakeholders dispostos a colaborar e fazer negócios.

Além disso, as grandes empresas vêm demonstrando interesse em se associar com empreendedores que possam apresentar soluções para problemas cotidianos que atrapalham no desempenho da organização. Esse também será um dos papéis do nosso Líder de Comunidades: encontrar oportunidades para empresas e startups interagirem e fazerem negócios.

Se você se interessou e acredita ter o perfil ideal para esse trabalho, inscreva-se nesse link.
Venha nos ajudar e participar da nossa rede de voluntários, que conta com aproximadamente 900 executivos de grandes empresas que agem como mentores, mais de 55 agentes de divulgação, 220 avaliadores e diversos colaboradores e parceiros que atuam gratuitamente na produção de conteúdo e aceleração das startups. Estamos te esperando!

Empreendedores e mentores contam suas experiências no Bootcamp e Demoday InovAtiva

Nos dias 08 e 09 de dezembro, startups de todo o Brasil se reuniram no Palácio dos Campos Elísios, em São Paulo, para o Bootcamp Nacional InovAtiva Brasil, onde receberam mentorias para melhorar seus pitches e aprimorar seus negócios. Para os empreendedores, esse momento foi essencial para a apresentação feita no Demoday no dia 10 de dezembro, no Senac Santo Amaro.

Fernanda Tietjen, fundadora da Fluenglish, empresa especializada em teste de proficiência bilíngue para empresas corporativas e avaliações de desempenho, conta que este foi o seu primeiro pitch e a experiência engrandeceu seu negócio e gerou bons resultados. “Esses três dias foram de coração batendo a mil, ótimos feedbacks e críticas construtivas. Foi o nosso primeiro pitch em um grande projeto de aceleração, então foi muito bacana. Foi muito importante para nós, empreendedores, um evento desse porte com a estrutura que ele oferece”, comenta Fernanda.

Para os mentores, ter a oportunidade de transmitir seu conhecimento para quem está abrindo seu próprio negócio, também foi muito gratificante. Raquel Gomes, instrutora de startups na Central Única das Favelas (CUFA) e mentora de negócios no InovAtiva desde dezembro de 2016, fez questão de vir para São Paulo para participar do evento, mesmo estando recém-operada.

“A iniciativa é muito boa. A maturidade das startups e a atitude dos empreendedores de buscarem contato, interação e não só apoio financeiro, é bem bacana. Trocamos cartões, fizemos amizades e reencontramos pessoas. As vezes, o empreendedor tem o ouro na mão e não consegue enxergar. E nós mentores, tentamos mostrar os pequenos ajustes que precisam ser feitos para que a startup decole”, afirma Raquel.

Porém, além dessa interação entre mentores e mentorados, as pessoas que estiveram presentes no evento destacaram um ponto muito importante que as surpreendeu: a relação construída entre os próprios empreendedores. Lucio Felix, da RDO App, diário de obras 100% eletrônico relata que seu intuito era receber mentorias, mas ganhou muito mais do que isso.

“Os mentores são pessoas muito destacadas nas suas áreas de atuação, mas o que me chamou a atenção foi a troca de experiência entre os empreendedores. Acho que em três dias aprendemos muito mais do que em vários dias validando o projeto. Ouvir crítica, sugestões, opiniões, nos ajudam a melhorar nossa caminhada”, comenta Felix.
Já para Julio Muller, empreendedor da Suaview, startup que junta e organiza o conjunto de dados armazenados dos clientes e suas preferências, o InovAtiva foi importante pela oportunidade de apresentar seu negócio para investidores e entender o que fazer para atingir seu objetivo. “O programa também ajudou muito na clareza desse ecossistema de startups porque querendo ou não, quando você pensa em startup, em empresa de tecnologia e inovação, a metodologia é muito diferente da de uma empresa tradicional”, acrescenta Muller.

Complementando o ponto de vista do criador da SuaView, Renato Paquet, fundador e CEO da Polen, empresa especializada em transformar lixo em matéria-prima sustentável e reciclada, transformamos custos em receita, que foi escolhida como um dos dois destaques na categoria “Tecnologia da Informação e Comunicação: Big Data e Soluções B2B”, diz que o que mais lhe marcou foi a conexão com o ecossistema de startups nacional em um único lugar.
“Entrei no programa pelo Fast Tracking. No InovAtiva convivi com pessoas do Brasil inteiro, com quem pude trocar experiências. Saímos de lá conhecendo a empresa do outro e vendendo a empresa do colega. Também tive a oportunidade de fazer conexões com grandes corporações com as quais não teria contato tão cedo. Para mim, o grande diferencial do programa é que ele te conecta com o ecossistema nacional no qual estamos inseridos em um único lugar. Contudo, o que foi mais importante para a Polen foi o feedback na etapa Demolation, em que os mentores e investidores deram dicas do que colocar para incrementar ainda mais o nosso pitch”, ressalta Paquet.

De acordo com Fabio Dias, agente InovAtiva no Rio de Janeiro e mentor desde 2016, nos últimos dois anos houve evolução e melhoria das startups que participam do programa. “O Demoday refletiu o nível de capacitação que foi dado durante o Bootcamp Nacional. Percebi que muitas startups chegaram com um conceito formulado, um pitch preparado, mas com a cabeça muito aberta para feedbacks. Essa é uma característica que o empreendedor deve ter para conseguir executar e pivotar alguma ideia”, finaliza Dias.

Startup EntregAli é aprovada no Edital de Inovação para a Indústria!

A EntregAli é uma startup de IoT (Internet of Things) com propósito de facilitar o recebimento e devolução de encomendas. Hoje são 110 milhões de encomendas e dessas 5% são devolvidas. Para dificultar as coisas é crescente o número de condomínios com portaria remota ou que proibiram o recebimento de compras feitas pela internet. Outro problema que o Brasil enfrenta é a restrição de CEP, no Rio de Janeiro 39% das residências tem seu CEP incluído na área de restrição de entrega, já em São Paulo esse número é da ordem de 29%.

Para isso, a EntregAli desenvolveu os CollectSpots são caixas postais eletrônicas, que dão autonomia para seus usuários entregar e coletar objetos a qualquer hora do dia, de forma fácil e segura. O sistema conta com o envio automático de notificação de novas encomendas ao destinatário, facilitando a gestão desses objetos. Uma plataforma cloud permite o gerenciamento completo da caixa postal, incluindo cadastro de usuários e monitoramento de utilização.

Além dos condomínios residenciais e comerciais, as caixas postais eletrônicas, quando instalados em pontos comerciais formam uma rede de pontos de retirada que pode ser usado pelos vizinhos, tanto para receber encomendas como para devolver, sem que para isso precisem ir a uma agência postal, sem fila e sem transtorno.

Na última semana, o projeto CollectSpot foi aprovado no primeiro ciclo de 2018 do Edital de Inovação para a Indústria. Com aporte total na ordem de R$ 560 mil reais, a EntregAli pretende modernizar a eletrônica embarcada e expandir sua rede de pontos de retirada em toda cidade de São Paulo.

“Com esse recurso será possível que nossas caixas postais eletrônicas sejam operadas com a simples leitura de um QR Code, simplificando, agilizando o processo e levando a experiência do cliente a outro nível.” Thiago Lopes CTO da EntregAli.

Hoje seu endereço não é onde você mora, mas sim seu Smartphone. O cliente escolhe quando, onde e como receber e devolver suas encomendas! Com a expansão da nossa rede, estaremos próximos do comprador online entregando uma experiência única na logística de última milha! O programa Inovativa nos abriu portas e através das diferentes mentorias nos vez enxergar o problema de por diferentes perspectivas que nos incentivou a acrescentar uma camada a mais de tecnologia associada ao serviço oferecido.”, finaliza Raquel Schramm CEO da EntregAli.


Thiago e Raquel com sua mentora, Elaine Montezzana, do programa Inovativa 2017-2


Quer conhecer mais a EntregAli? Confira o pitch que eles realizaram no Demoday InovAtiva

inovativa@inovativabrasil.com.br