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5º Mega Hack 2020 terá desafio proposto pelo InovAtiva Brasil

Durante o mês de novembro, a Shawee, startup acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2020.1, vai realizar a quinta edição do ano do Mega Hack, maior hackathon online do Brasil. O InovAtiva foi convidado a participar do evento e propôs o desafio “Como auxiliar o programa a chegar em mais pessoas, de diferentes regiões do país”.

Os inscritos no Mega Hack serão distribuídos em equipes de cinco integrantes, que deverão escolher um dos oito desafios pré-determinados por organizações da área de tecnologia e propor uma solução para este. Além do InovAtiva, também propõem desafios CPFL Energia, Linker, Mercado Pago, Órama, Renner, Uber e Velt Partners.

Os projetos serão avaliados por um grupo de mentores convidados pela comissão organizadora para selecionar até 20 finalistas de cada desafio. Depois disso, as sugestões serão analisadas por representantes da empresa desafiante, que elegerão os 10 melhores projetos apresentados.

As propostas que ficarem em primeiro lugar em um dos 8 desafios serão julgadas por especialistas do mercado e uma delas será eleita a grande vencedora. O prêmio para esse primeiro lugar é de R$ 15 mil e os sete demais projetos receberão R$ 1,4 mil. O anúncio final será feito no dia 27 de novembro, nos canais oficiais de comunicação do Mega Hack.

Desafio InovAtiva

Visando expandir ainda mais sua rede de atuação, o desafio proposto pelo InovAtiva Brasil foi o de interiorizar o acesso à inovação e conhecimento no país. Dessa forma, o projeto desenvolvido deverá responder a cinco perguntas:

  • Como aumentar o relacionamento e engajamento online de comunidades locais em diferentes estágios de maturidade?
  • Como otimizar a gestão e estratégia para plataformas colaborativas de conteúdo?
  • Como fomentar de forma prática ecossistemas incipientes sem cultura de empreendedorismo disseminada?
  • Como fomentar mentores/as e investidores/as fora dos grandes centros?
  • Como regionalizar conteúdos e ações nacionais?

Para saber mais sobre o evento, acesse: https://www.megahack.com.br/

Sobre a Shawee

Eleita como Startup do Ano pelo Startup Awards 2020, a Shawee desenvolve uma plataforma online de gerenciamentos de todas as etapas de hackathons, com o objetivo de profissionalizar a gestão desse tipo de maratona.

“Em 2015 e 2016 tinham muitos hackatons sendo feitos de forma errada. A Shawee educou e regularizou esse mercado trazendo a cultura de outros países para o Brasil. Em 2017, direcionamos nossos esforços para criar uma marca que fosse amada pelas comunidades e gerasse um grande impacto. Aí a gente associou isso a plataforma”, comenta Rodrigo Terron, CEO da startup.

Hoje, com mais de 400 projetos realizados em 12 países, a empresa fecha o ano com faturamento acima de R$ 3 milhões. Além disso, a Shawee também entrega a plataforma, de forma 100% gratuita, para universidades, comunidades e ONGs.

“Isso é uma coisa bem legal que está ampliando bastante a nossa base. Atualmente temos, aproximadamente, 80 mil participantes de hackaton no nosso banco de dados e estamos em processo de fusão com uma empresa que trabalha na formação e educação de desenvolvedores”, finaliza Terron.

Startup Awards premia duas startups aceleradas pelo InovAtiva Brasil, Shawee e Transfeera

Durante o CASE + Startup Summit 2020, ocorreu a cerimônia do Startup Awards, também conhecido como o Oscar das startups brasileiras. Na ocasião, duas aceleradas pelo InovAtiva Brasil foram premiadas: a plataforma de gerenciamento para hackatons Shawee, na categoria Startup do Ano, e a fintech Transfeera, como Startup Revelação.

“Foi muito especial receber essa premiação. Tratamos isso como um reconhecimento à dedicação e ao trabalho do time, que confia no nosso potencial, acredita na história que construímos juntos e continua trabalhando para entregar a melhor solução aos problemas dos clientes e parceiros. O ano de 2020 foi desafiador, mas a equipe não desanimou e continuou acreditando no nosso plano de desenvolvimento”, comenta Guilherme Verdasca, CEO e cofundador da Transfeera, fintech open banking.

Para Rodrigo Terron, CEO da Shawee, ser eleita como Startup do Ano mostra que a empresa atingiu o seu maior objetivo: ser um negócio que gera impacto social, empregabilidade e conexão com o mercado.

“Em 2018 a gente ficou no TOP 10 e não chegou nem no TOP 3. Quando vi que fomos considerados como uma das principais soluções de 2020, fiquei muito animado, mas não imaginei que ganharíamos esse prêmio. Por isso, quando o resultado foi anunciado, fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, emocionado”, afirma Terron.

As duas startups foram aceleradas pelo InovAtiva Brasil e acreditam que o programa contribuiu com essa conquista, seja pelo aprendizado adquirido no processo ou pela visibilidade gerada. De acordo com o CEO da Shawee, a aceleração gera insights para a melhoria do negócio e conexões valiosas.

Verdasca complementa que essa experiência rendeu o seu primeiro contato com o mundo do empreendedorismo. “Foi durante a aceleração que aprendemos as tarefas necessárias para o dia a dia dos negócios, recebemos feedbacks e melhoramos o nosso produto. Também fomos selecionados pelo Facebook, como uma das 10 empresas mais inovadoras da turma. Esse reconhecimento foi essencial para chegarmos aonde estamos hoje”, relata o CEO da Transfeera.

Ambas as startups têm um ponto em comum: não se deixaram afetar pela pandemia e conseguiram superar as expectativas em termos de faturamento para o ano de 2020. Agora, elas pretendem ir ainda mais longe, expandindo suas atuações e se consolidando como referência em seus mercados de atuações.

“Sabemos que, no Brasil, o que dificulta o crescimento das organizações é a falta de mão de obra qualificada. Por isso, estamos iniciando uma nova fase na Shawee em que assumimos a responsabilidade de mudar essa realidade. Dessa forma, esperamos conseguir formar e impactar, até o final de 2023, 100 mil novos programadores e desenvolvedores e posicioná-los no mercado, ajudando na transformação digital das empresas e no crescimento das startups”, finaliza Terron.

Junto com Darwin Startups e ACE Startups, InovAtiva Brasil promove 24 mentorias coletivas no Case + Startup Summit 2020

Durante o CASE + Startup Summit 2020, o InovAtiva Brasil, em parceria com as aceleradoras Darwin Startups e Ace Startups, promoveu 24 sessões de mentorias coletivas sobre temas diversos, como criação de uma startup, definição e validação do modelo de negócios, vesting e propriedade intelectual, Customer Success, gestão de produto, tipos de investimentos e internacionalização.

Apenas no primeiro dia, o hub conseguiu atingir 551 pessoas. Para Bruna Barbosa, CEO do Tudo Sobre Startups e Líder da Comunidade do Pará pelo InovAtiva Brasil, esse foi um ótimo momento para os empreendedores aprenderem e perceberem que não estão sozinhos, que não são os primeiros a viverem um determinado desafio e que existe um caminho a ser seguido.

“Como Líder, tento mostrar as oportunidades que existem para o empreendedor e contribuir para o desenvolvimento dele. Por isso, durante a mentoria coletiva, falei sobre o processo de tirar a ideia do papel. Muitos empreendedores estavam participaram ativamente estavam em busca de conhecimento. Mostrei o que é necessário para identificarem o seu cliente inicial e para, a partir daí, montarem um MVP”, comenta Bruna.

Cada participante realizou sua inscrição previamente no site do evento, sendo permitida apenas uma sessão de mentoria por dia. Porém, as pessoas que não se inscreveram, mas tiveram interesse de participar como ouvintes, puderam acompanhar a transmissão ao vivo pelo Youtube. Dessa forma, o InovAtiva Brasil conseguiu atingir um total de 1143 pessoas.

“Mentorar no CASE + Startup Summit 2020 foi uma ótima oportunidade para ensinar e aprender com uma diversidade de pessoas. Esse tipo de evento reúne e conecta empreendedores de vários lugares do Brasil, cada um com uma história para contar, vidas diferentes, mas todos com o mesmo propósito: melhorar aquele 1% por dia e fazer seus negócios crescerem cada vez mais”, complementa Yan Fontão, Líder da Comunidade do Amazonas pelo InovAtiva Brasil.

Confira a participação do InovAtiva Brasil no Case + Startup Summit 2020

O CASE + Startup Summit 2020, realizado entre 19 e 23 de outubro de forma totalmente digital, teve em sua programação atividades diversas, incluindo eventos como o InovAtiva Conecta, o Sebrae Like a Boss + Get In The Ring e o Startup Awards. Nos três, o InovAtiva Brasil teve participação ativa, seja na organização, colaboração ou até mesmo sendo indicado entre os melhores programas de aceleração de startups.

InovAtiva Conecta

No dia 22 de outubro, em parceria com WOW Aceleradora, Investimentos Acate e Cotidiano Aceleradora, foi realizado o  Demoday InovAtiva Conecta, ocasião em que oito startups apresentaram suas soluções para uma banca formada por agentes fomentadores do ecossistema de inovação do país.

“O InovAtiva Conecta nos ajudou a ampliar a rede de contatos para caminharmos para uma futura rodada de investimentos. Além disso, conhecemos negócios com ótimas propostas que, com certeza, farão uma grande diferença na nossa economia e sociedade”, comenta Cleiton Garcia, fundador da UpFlux. A startup catarinense, com sede em Jaraguá do Sul, é precursora no Brasil no desenvolvimento de técnicas de Inteligência Artificial e Mineração de Processos, com o objetivo de prover transparência e agilidade para compreender e aprimorar fluxos de trabalho.

Além da UpFlux, a PecSmart, startup destaque do Ciclo 20.1 do InovAtiva Brasil, também participou.

“Ter participado do InovAtiva em 2020 nos colocou na vitrine, abriu muitas portas e permitiu criar conexões de alto nível. O InovAtiva Conecta é mais um exemplo da força que o programa tem no cenário nacional e do potencial de alavancagem às startups parceiras”, afirma Diego Jacob Kurtz, fundador da PecSmart. A PecSmart é uma agritech que possui tecnologias que fornecem, de forma automatizada, inputs valiosos ao produtos – tanto nas granjas, quando na gestão operacional.

Sebrae Like a Boss + Get In The Ring

Na manhã do dia 23, mais oito startups tiveram a oportunidade de apresentar seus negócios, mas dessa vez para jurados do Sebrae Like a Boss + Get In The Ring, uma competição dividida em três etapas. Na primeira, quatro duplas fizeram pitches de 30 segundos sobre time, realizações, modelo de negócios e estratégia de mercado, finanças e tema livre. Depois, cada uma teve dois minutos para responder às perguntas da banca.

As empresas que se destacaram nesta batalha passaram para a segunda fase, na qual tiveram um minuto para falar sobre internacionalização. Duas das escolhidas foram indicadas pelo InovAtiva Brasil: a Akintec e a HubLocal, startups aceleradas pelo ciclo 2020.1 do programa.

“Foi uma competição excelente, com pessoas e negócios fantásticos. Pudemos ter acesso a ideias inovadoras que já estão mudando a realidade do Brasil. Isso nos enriqueceu demais”, comentou Leandro Dias, CEO na Akintec, plataforma de openbanking que transforma comércios de periferias em pequenas agências bancárias.

A ganhadora do desafio foi a startup Digifarmz.

Startup Awards

Conhecido como o Oscar das startups brasileiras, o Startup Awards premiou agentes do ecossistema de inovação do país em 13 categorias. A Shawee e a Transfeera, aceleradas pelo programa InovAtiva Brasil, foram contempladas como Startup do Ano e Startup Revelação, respectivamente.

Também houve destaque para importantes regiões de fomento ao empreendedorismo no país, como a Rapadura Valley, ganhadora na categoria Comunidade do Ano e a Tambaqui Valley, eleita como Comunidade Revelação.

20 Startups de Impacto Socioambiental apresentarão suas soluções para a maior banca de investidores do país

De junho a outubro, 40 startups focadas na área socioambiental participaram do processo de aceleração do programa InovAtiva de Impacto. Durante esse período, os empreendedores entregaram um Pitch Deck e um vídeo, com uma apresentação geral de suas startups. Agora, foram selecionados os 20 negócios que se destacaram nesta etapa e que terão a oportunidade de se apresentar para a maior banca de investidores, aceleradoras e grandes empresas do país durante o InovAtiva Experience.

Além da participação no evento de encerramento do ciclo, essas startups também terão acesso a mentorias específicas, coletivas e webinars exclusivos. Aquelas que cumprirem com todas as atividades obrigatórias receberão o selo de Startup Acelerada InovAtiva de Impacto Socioambiental; indicação direta para aceleradoras privadas, investidores, fundos de investimento, eventos e programas corporativos que sejam parceiros do InovAtiva Brasil; alertas de oportunidades de negócios; sem contar os benefícios e descontos com empresas e entidades parceiras, tais como Google Cloud, Microsoft e Lahar – confira todos os benefícios aqui.

Sobre as selecionadas

Provenientes de oito estados brasileiros, esses negócios estão situados, principalmente, na região sudeste do país (45%), com ênfase na região de São Paulo (30%). Suas soluções são voltadas para as áreas de educação (20%), sustentabilidade (15%), serviços (15%), agronegócios (10%), energia (10%), mobilidade urbana (10%) saúde (10%), marketing e mídia (5%) ou TIC (5%).

Para saber mais sobre as startups aprovadas para a segunda etapa do InovAtiva de Impacto, acesse: Finalistas InovAtiva de Impacto 2020

Acesse o canal do InovAtiva no YouTube para ter acesso às mentorias do Talk To Me.

Entenda o que é Governança Corporativa e como aplicá-la na sua startup

De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a aplicação da Governança Corporativa nas startups impulsiona o pleno aproveitamento do capital intelectual da empresa, promovendo uma expansão mais competitiva e auxiliando na captação de recursos. No entanto, para colocar este conceito em prática, o Instituto estabelece quatro pilares de gestão: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade sócio-corporativa.

Para Ana Paula Candeloro, advogada, executiva c-level, conselheira certificada e mentora de startups, isso não basta para o sucesso de uma empresa. “É preciso transcender, abraçar as tendências e ficar atento a pensamentos inovadores. O código do IBGC introduz o olhar sobre o propósito na fase de validação, mas eu acho que é preciso pensar em Governança Corporativa a partir da ideação”, comenta.

Segundo a especialista, não existe uma fórmula definida para o estabelecimento desta prática na organização e sim direcionamentos que variam de acordo com o apetite de risco (saber onde quer e pode chegar), sua base de clientes, o momento de atuação da instituição, localização geográfica, contrapartes envolvidas e outros fatores que são próprios de cada startup.

“Existe o mito de que custa caro, é complicado, burocrático, que vai engessar o business e que precisa de uma equipe enorme de pessoas. Eu acho que falta disseminar um pouco a cultura de entendimento de que é possível ser aplicado um programa customizado que vai encarecendo conforme a fase da empresa e o orçamento disponível para isso”, explica a advogada.

Benefícios da Governança Corporativa nas Startups

Com a aplicação deste conceito na organização, a captação de recursos por fontes externas é mais acessível, visto que os bancos e instituições financeiras têm uma percepção mais favorável sobre a empresa, já que esta tem uma gestão organizada e, portanto, transmite mais credibilidade.

“Existe muito dinheiro de investidores estrangeiros querendo aportar no Brasil, mas eles não encontram startups preparadas para receber o investimento. As instituições que não estabelecerem a Governança Corporativa em seu escopo vão ficar fora das rodadas de capital”, afirma Ana Paula.

Além disso, a mentora diz que os padrões da América do Norte e da Europa são mais elevados e rigorosos do que no Brasil. Os investidores observam não só a diligência do negócio, como também os impactos que a instituição gera na sociedade de acordo com a lista dos 14 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Governança Corporativa nas diferentes fases das startups

Resumidamente, a empresa tem que ter um plano, saber para onde vai. Quando chegar o momento certo, o empreendedor estará no controle do seu negócio e poderá decidir com quem quer se relacionar, se quer abrir o capital e quando vai abrir, quais serão os seus fornecedores etc.

Contudo, a Governança Corporativa, segundo a Conselheira, é um instrumento de competitividade e de internacionalização que se baseia no propósito da empresa. Como este se altera com o desenvolvimento da organização, em cada fase da startup são esperadas diferentes aplicações do conceito:

  • Ideação: Tendo em vista que a empresa muitas vezes ainda não existe formalmente, é importante ter controle de caixa para pensar na capacidade financeira da startup, mapeamento da necessidade de registro de marca ou patente e entender as leis do setor em que está se inserindo;
  • Validação: É uma fase operacional, então o mercado já está sendo testado e a instituição está ativa e apta para receber aportes, mentores e consultores. Neste momento, a organização deve elaborar seu estatuto, efetivar o registro de marca ou patente, definir as rotinas contábeis e as regras de vesting, bem como criar um organograma e diretrizes para o que possa vir a ocorrer;
  • Tração: Quando a startup atinge este patamar, está procurando captar mais clientes e aumentar o seu faturamento. Por isso é necessário fazer segregação de funções, estruturar um conselho construtivo, definir um planejamento estratégico com metas e indicadores e as três linhas de defesa – de negócios e controle -, além de desenvolver um controle normativo;
  • Escala: Por fim, quando o crescimento estiver acelerado, a startup pode pensar em explorar as oportunidades e expandir geograficamente. Para tanto precisará estabelecer um plano de sucessão, incluir um conselheiro externo, implantar comitês de assessoramento, desenhar templates padrões para procedimentos e políticas, elaborar um programa de compliance e definir critérios para mensurar os impactos da atividade.

Se você quer saber mais sobre Governança Corporativa nas startups, acesse: Don’t Panic! Governança para startups

Confira o nosso núcleo de educação empreendedora: Academy

A contínua interação das comunidades durante a pandemia

*Por Donjorge Almeida

Há algum tempo, tenho ouvido sobre uma retomada da atuação das comunidades de startups. Mas, para mim, elas nunca pararam. Algumas esperaram mais tempo para agir, outras diminuíram suas ações, contudo nenhuma delas cessou definitivamente suas atividades e sempre agregaram novos atores.

O que tenho percebido, na verdade, é que a relação de interação entre os agentes do ecossistema de startups oriundos de diferentes regiões se intensificou. Elas têm se aproximado, cada vez mais, para se fortalecerem e encontrarem soluções criativas e eficientes para superar os problemas ocasionados pela pandemia da COVID-19. 

De acordo com Brad Feld, cofundador de quatro fundos de investimentos norte-americanos (Foundry Group, Techstars, Intensity Ventures e Mobius Venture Capital): “Comunidades de startups são sistemas adaptativos complexos que emergem da interação dos participantes”. 

Prova disso foi a realização do evento Start Amazônia, fruto da união das comunidades do Norte do Brasil, como Aquiri Valley, Açai Valley, Tucuju Valley, Chambary Valley, 153 Valley, dentre outras. Mas este não é um caso isolado. Outro exemplo é o StartupOn que, após a execução de edições no Centro-Oeste e Sul do país, contou com a Carnaúba Valley, SururuValley, Caju Valley e Potiguaras Valley para propiciar uma experiência enriquecedora para a região Nordeste.

Durante o período de reclusão domiciliar voluntária, se tornou evidente o aumento no número de eventos promovidos para o ecossistema de startups, até porque muitos desses se tornaram digitais. Podemos destacar também o UnSummit, da Techstars Brasil, que contou com a participação das comunidades Manguezal, ZeroOnze, Jaraqui Valley, Comunidade SC.

Outro evento que não pode ser esquecido é o InovAtiva Experience, que encerrou o ciclo 2020.1 do InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups da América Latina. Neste, houve um dia inteiro dedicado para as agentes de inovação discutirem sobre as oportunidades e desafios das cinco regiões do país. Entre as participantes, estavam Tambaqui Valley, All Saints Bay, Jerimum Valley, Comunidade RS e Startup MT. Para completar, Feld participou de uma live realizada pela Origem by Darwin que juntou muitos líderes ativos do ecossistema brasileiro.

Mas não para por aí. Em outubro ocorre um evento online que juntará o Summit e o CASE (Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo), e eu aposto todas as minhas fichas que vai ter algum painel sobre comunidades. Além de unir dois grandes acontecimentos para o ecossistema de startups, a versão se torna mais inclusiva e diversa por estar disponível gratuitamente para todo o Brasil. 

Agora não existem mais barreiras. A pandemia e a aceleração do avanço tecnológico tornaram todas as interações digitais e isso proporcionou que desde o comecinho de junho, por influência da Isadora Azzalin, Community Manager da Associação Brasileira de Startups, comunidades de todo o país se reunissem semanalmente para aprender, articular e pensar em ações de fortalecimento para todo o ecossistema do país. 

Dessa reunião, decidiu-se criar um grupo no Telegram com o objetivo de aumentar o número de pessoas envolvidas. Se você quiser participar desta conversa e conhecer boas práticas com dinâmicas adaptadas para sua localidade/cidade, inscreva-se neste documento.

As comunidades espalhadas por todo o Brasil estão realizando muitas ações nos últimos meses. Achou que faltou alguma coisa ou tem alguma experiência legal que você queira compartilhar? Mande para nós!

*Cofundador e Gestor de Inovação da República Interativa, Donjorge Almeida é Líder de Comunidade do InovAtiva Brasil, Gestor de Comunidade na Associação Baiana de Startups – ABAS, Embaixador da Darwin Startups e Colaborador Local da World Creativity Day.

 

InovAtiva Brasil divulga a lista das startups pré-aprovadas para o ciclo 2020.2

Dentre 473 inscrições, o InovAtiva Brasil selecionou 127 startups para participar da segunda etapa de triagem para escolha das soluções que passarão pelo processo de aceleração do programa. De 04 a 14 de agosto, cada uma das empresas inscritas foi analisada por três avaliadores com base nos seguintes critérios:

    1. Estágio de operação:  A startup possui registro CNPJ, desenvolve soluções inovadoras em produtos ou serviços e tem as primeiras vendas já realizadas ou uma base crescente de usuários?
    2. Faturamento: A empresa teve faturamento inferior a R$ 4,8 milhões no último ano contábil?
    3. Formulário de inscrição: As informações disponibilizadas apresentavam aspectos gerais do negócio proposto e da equipe participante? Estavam em português?
    4. Grau de Inovação: A solução e/ou modelo de negócios é disruptiva, altamente inovadora ou difícil de ser copiada?
    5. Potencial de Mercado: A empresa possui gestão profissionalizada e base crescente de clientes pagantes, com previsibilidade de vendas futuras?
    6. Maturidade da Solução: O modelo de negócios está consolidado? Há quanto tempo está no mercado?
    7. Equipe: Por quem a empresa é formada? Quais são suas expertises?

Agora, as 127 pré-selecionadas passarão, até o dia 11 de setembro, por mais um processo de avaliação que será composto pela etapa de entrevistas onlines com um gestor de relacionamento. Depois disso, o Comitê Gestor (composto por integrantes das entidades realizadoras e executora do programa) terá até o dia 14 de setembro para divulgar a lista final das startups aprovadas para participarem do Ciclo 2020.2.

Para saber quais foram as startups aprovadas na primeira parte da triagem, acesse: https://www.inovativabrasil.com.br/startups-pre-aprovadas-ciclo-2020-2/

O que são negócios de Impacto?

Negócios de Impacto são empreendimentos que tem como principal objetivo desenvolver soluções escaláveis para desafios sociais e/ou ambientais específicos, ao mesmo tempo em que geram lucros e se desenvolvem como negócios sustentáveis.

Normalmente, empresas de impacto mantém este objetivo explícito em sua declaração de missão, pois está diretamente relacionado com a atividade principal da empresa. São, antes de tudo, empreendimentos, não dependendo de doações ou subsídios, nem são consideradas terceiros setor. Sua governança e gestão devem levar em consideração os interesses de investidores, clientes e da comunidade em que atua, e devem conhecer, mensurar e avaliar seu impacto periodicamente.

Em resumo, são negócios que propõem soluções de mercado para problemas sociais e/ou ambientais.

A Estrutura e a Operacionalização do Vesting

Em linhas gerais, o vesting é o processo de ofertar opção de compra de participação societária para funcionários de uma startup. Isso quer dizer que, em determinado momento, por diferentes motivos, os sócios fundadores de uma startup decidiram que um ou mais colaboradores geram tanto valor para o negócio que deveriam se beneficiar do seu crescimento. E, portanto, oferecem uma opção de compra para que eles se tornem também sócios do negócio e se beneficiem disso financeiramente.

Parece simples, mas quem resolve criar um programa de vesting dentro de sua startup precisa conhecer bem dos mecanismos existentes e de como se resguardar na hora de convidar funcionários a darem esse tipo de passo dentro da organização.

Para saber se um programa de vesting é algo interessante ou não para sua startup, faça as seguintes reflexões:

Por que fazer um programa de vesting em sua Startup?

A primeira questão a se debater é a definição do motivo que justifica a criação de um plano de vesting dentro de uma empresa. Eles podem ser três:

1. Fazer com que alguns funcionários específicos pensem com a cabeça de dono.

Muitas vezes, um colaborador pode tomar decisões ou executar ações sem pensar nos benefícios que essas ações geram de fato para o negócio. Para fazer com que ele pense na empresa antes de pensar em si próprio, pode ser interessante fazer com que ele se torne sócio do negócio, priorizando a empresa à outras variáveis em seus processos decisórios.

2. Retenção de talentos.

Há situações onde os colaboradores precisam de um motivo a mais – financeiro ou não – para permanecerem em uma organização. A opção de compra de participação societária por meio de um programa de vesting pode ser justamente o que um colaborador estratégico precisa para se comprometer ainda mais com o negócio e permanecer nele por muito mais tempo.

3. Reduzir custos com salário em fase inicial do negócio.

Essa é a justificativa mais delicada. É natural startups começarem sem capacidade financeira e, para conseguir estruturar uma equipe, fazem programas de vesting frágeis e sem os devidos cuidados legais para resguardar o negócio. Além disso, correm o risco de diluir demais a participação societária entre diferentes pessoas, o que pode gerar uma série de problemas para os sócios fundadores no futuro.

Ter uma justificativa clara para o desenvolvimento de um programa de vesting é fundamental. Essa justificativa impacta, principalmente na forma como o programa será desenhado. Um programa de vesting mal desenhado pode não atingir o resultado esperado pela empresa.

Pontos a avaliar na hora de desenhar um programa de vesting.

Alguns dos principais pontos a se refletir na hora de desenhar um programa de vesting são a definição do cliff – prazo de carência ou período probatório para se avaliar se um colaborador deve ou não ter direito à opção de compra de participação societária, a avaliação da dificuldade de venda das ações adquiridas na entrada, visto que as ações não são dadas ao colaborador, e sim vendidas a ele a partir do interesse do mesmo e o desenho de uma perspectiva de saída clara com alguma projeção de ganhos. Afinal, quando alguém exerce a compra de ações dentro de uma empresa, existe a expectativa de geração de algum tipo de retorno no futuro.

Por que um colaborador pode se interessar por um programa de vesting?

São diferentes os motivos que podem justificar a entrada em um programa de vesting. Por exemplo, para ser valorizado. Ao ser convidado para um programa de vesting, o colaborador é colocado em um nível superior; passa a ser uma pessoa chave tratada como um futuro sócio, o que traz reconhecimento. Outra contrapartida pode ser o benefício financeiro. Talvez, o salário atual não seja algo tão atrativo para o colaborador. Porém, a possibilidade de ganhos maiores com a venda das quotas adquiridas no programa de vesting pode ser algo suficientemente atraente para reter o colaborador dentro da organização por um longo tempo.

Tipos de vesting

Existem diferentes formatos de se desenhar um programa de vesting. O mais conhecido, chamado de vesting padrão, é um modelo consolidado no Vale do Silício e replicado em diferentes mercados.

A recomendação é que o programa tenha duração total de quatro anos, e que o acesso à opção de compra de participação societária seja feita de forma gradativa, ano a ano. Essa linha do tempo serve para resguardar a empresa no sentido de poder avaliar gradativamente o colaborador em relação ao seu potencial, além de dar tempo ao empregado para provar sua capacidade de geração de valor para a organização.

O primeiro ano, chamado de cliff, é o período probatório desse processo, como explicado anteriormente. Após esse período, o colaborador passa a ter opção de compra de parte do total a ser disponibilizado a ele depois do ciclo de quatro anos. Em geral, recomenda-se a disponibilização de 25% do montante total depois do período do cliff.

Depois disso, é necessário que, ano a ano, a opção de compra se torne maior, para que o colaborador perceba evolução, até que o valor integral da opção de compra de participação societária seja disponibilizada a ele, depois dos quatro anos de programa.

É importante fixar uma data ou evento específico para que as pessoas possam exercer a opção de compra e se tornarem sócios do negócio. Isso por dois motivos principais. Primeiro, para facilitar a operacionalização e gestão dessas aquisições, visto que isso exige atualizações em contrato social, assinatura de diferentes documentos que, caso fossem feitos de forma desordenada, gerariam uma carga de trabalho maior, gerando perda de tempo. Além disso, esses momentos específicos fazem com que as pessoas não se tornem sócias em momentos rotineiros, buscando ter direito a voto ou a decisões específicas dos negócios. Quando se define monetos específicos ou eventos de capitalização do negócio, os colaboradores que têm opções de compras entram como sócios apenas em momentos de se beneficiarem financeiramente com a valorização da empresa.

Como desenhar um programa de vesting?

Um programa de vesting pode ser desenhado de duas formas principais:

  • Objetivo: pautado em objetivos ou entregas ao invés de tempo. O foco é na entrega rápida e correta de produtos ou resultados por determinado colaborador.
  • Prazo: cumprimento de prazos de permanência em determinada posição ou dentro da empresa para poder acessar o programa.

Quanto da participação societária deve ser dedicada aos colaboradores?

Em geral, destina-se de 5% a 20% da participação societária aos colaboradores participantes de programas de vesting. Essa participação não deve ser diluível, para que se garanta a valorização das quotas adquiridas por meio desse tipo de programa, dando estabilidade e segurança aos colaboradores que engajaram com o programa.

Se alguma diluição é feita, acaba que o valor financeiro final é comprometido, o que gera prejuízo para os envolvidos no programa de vesting.

Como fazer isso?

O programa de vesting pode ser viabilizado por alguns meios. Os mais comuns são ações em tesouraria e a transmissão de quotas ou ações da empresa para os colaboradores quando esses executam a opção de compra da participação societária dedicada à eles. Pode-se também criar uma estrutura jurídica fora do país em forma de holding para que essas distribuições aconteçam.

Phantom Shares

Diferentemente do vesting, no formato de Phantom Shares, o colaborador não está ganhando o direito de compra de ações para se tornar sócio da empresa. Ele recebe um título que representa a ação ou quota, que tem apenas representação de valor. No fundo, o colaborador está participando da geração de valor da startup, mas não tem qualquer poder de decisão da empresa como um sócio teria.

Como gerir um programa de vesting?

A gestão do programa de vesting pode ser feito por meio de tabelas chamadas de Cap Table, uma planilha de controle contendo a descrição dos nomes das pessoas que receberam participações societárias, em que rodada de investimento isso foi oferecido, quantas opções de compra elas têm e quanto de participação foi disponibilizado para compra de cada colaborador.

Formas de saída

Para se resguardar, é importante inserir no contrato cláusulas de saída. Afinal de contas, os sócios fundadores não querem que essas pessoas se tornem cabides na empresa.

A metodologia mais utilizada no mercado é a do Good Leaver x Bad Leaver.

Good leaver: se você saiu bem da empresa, mas recebeu uma proposta melhor ou quer buscar desafios diferentes, você recebe o valor de mercado da participação societária que você adquiriu no programa de vesting. Em outras palavras: se a empresa se valorizou, você tem ganhos financeiros.

Bad leaver: se você saiu mal da empresa porque vazou informações, prejudicou a operação ou descumpriu alguma cláusula do contrato, fica estabelecido que a empresa pode recomprar as ações por valores simbólicos, como o de um real por quota ou por ação da empresa.

Esses fatores são importantes porque dão robustês e significado estratégico ao modelo de vesting. Sem pensar nisso, é arriscado implementar qualquer tipo de modelo de participação societária, porque coloca a empresa em risco no seu médio e longo prazo. Pense nisso antes de convidar qualquer colaborador para se tornar seu sócio!

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