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InovAtiva Brasil anuncia startups selecionadas para edição 2015

Foram aprovados 125 negócios inovadores de 14 estados além do Distrito Federal

Brasília (22 de julho) – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) anunciou as 125 startups aprovadas para o ciclo de aceleração 2015 do InovAtiva Brasil, o maior e mais abrangente programa de capacitação, mentoria e conexão de negócios nascentes.

Para a escolha final, foram avaliados quatro critérios: grau de inovação, potencial de mercado, validação da solução e equipe da startup. As 125 selecionadas são de 14 estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Espirito Santo, Goiás, Minas Gerais, mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), além do Distrito Federal, e apresentaram inovações para setores de tecnologia da informação, agronegócios, automotivo, energia, indústria química, saúde e logística, entre outros.

Nesta segunda etapa, os empreendedores das empresas selecionadas terão acesso a dois novos cursos de capacitação, que serão disponibilizados em agosto e setembro, a sessões de mentoria individuais – quando empreendedores, executivos e investidores (profissionais) experientes ajudam na solução de problemas reais desses negócios–, além da participação de um bootcamp, que é um encontro para treinamento intensivo e networking, no qual os participantes receberão diferentes análises sobre seus negócios, participarão de atividades de capacitação em grupo e terão a oportunidade fazer contato com outras startups e mentores. Esse encontro está previsto para ser realizado no final de setembro.

Para o secretário de Inovação do MDIC, Marcos Vinícius de Souza, o sucesso do InovAtiva é o somatório entre uma criteriosa escolha dos projetos que participam das etapas finais e uma rede de mentores de alto nível. “Convidamos empreendedores de sucesso, altos executivos de médias e grandes empresas, investidores em startups e consultores que auxiliam e orientam os negócios inovadores selecionados no programa. O tempo dessas pessoas é muito valioso”, destaca.

Dentre os mentores que participam do programa, destacam-se nomes como Marcelo Cosentino, diretor-executivo de Fusões e Aquisições e Mercados Internacionais das Totvs, Naldo Dantas, secretário-executivo da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) e Rodrigo Menezes, diretor da Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity (ABVCap) e membro do Conselho do Instituto Anjos do Brasil.

Sobre a seleção das startups, Marcos Vinícius explica que a participação no programa também depende do grau de maturação dos empreendimentos. “Não adianta antecipar certos passos. Para que o InovAtiva traga retorno efetivo para a startup, é importante que ela preencha determinados requisitos. Um projeto em estágio muito inicial não vai aproveitar todas as oportunidades oferecidos pelo programa”, disse. O secretário ressalta ainda que “várias propostas promissoras que recebemos ainda precisavam cumprir alguns passos, principalmente validar mais a sua proposta com clientes ou potenciais clientes, antes de acessar a etapa de mentoria”.

O secretário de Inovação lembra ainda que as empresas não aprovadas podem acessar todo o conteúdo de capacitação, inclusive os novos Cursos que serão disponibilizados a partir de agosto no Ciclo de Aceleração, para estruturarem melhor o seu negócio e submeterem novamente o projeto no ano que vem.

Naldo Dantas também destaca a importância dessa seleção criteriosa. “O caminho de subida para uma startup no mercado real é muito agressivo. O InovAtiva, como um programa de aceleração em larga escala, tem de pegar empresas já com alguma tração”, explicou o secretário-executivo da Anpei, uma das principais apoiadoras do InovAtiva.

Próximas atividades

Até o fim de setembro os empreendedores selecionados deverão produzir e enviar três atividades relacionadas aos novos cursos de capacitação, junto com um vídeo de até três minutos apresentando o projeto.  Após essa fase, até cem startups – desse total de 125 selecionadas – seguirão para a fase final do programa, que contará com mais mentoria, dois novos cursos de capacitação e um segundo bootcamp de mentoria e treinamento.

Para encerrar a edição deste ano, no final de novembro, os finalistas participarão da maior banca de apresentação de startups do país, quando poderão mostrar seus negócios a investidores nacionais e estrangeiros e a grandes empresas.

O InovAtiva Brasil é executado pela Fundação CERTI e tem como parceiros a Endeavor Brasil e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

Confira a lista de aprovados clicando aqui.

 

Tecnologia para indústrias: ofereça inovação, receba oportunidades

Sabe qual é a grande aposta para sobreviver a tempos de crise e alcançar o sucesso. Inovação. Não é muito difícil descobrir, afinal, ela tem sido o conceito da vez. Além de solução para a maioria dos problemas, também vem sendo cotada como o principal diferencial das indústrias. Contudo, a grande pergunta é se as empresas brasileiras realmente estão investido em tecnologias inovadoras. Segundo apontam pesquisas, a resposta não é muito otimista. Por isso, inovar, mais do que nunca, é o caminho para encontrar oportunidades.

Em 2015, de acordo com o Diário de Pernambuco, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) disponibilizou uma pesquisa que mediu o grau de inovação das indústrias brasileiras. O resultado, até para quem é considerado destaque no quesito, ficou bem abaixo do esperado. Dentre as indústrias inovadoras, 62% dos empresários apontaram como baixo (54%) ou muito baixo (8%) o grau de inovação atual do mercado. Apenas 3% dos empresários classificou como um grau alto de inovação. O que comprova novamente que há espaço para a aquisição de tecnologia para indústria e propostas inovadoras.

Inovação?

É assim, com um ponto de interrogação ao final, que a inovação pode ser visualizada de forma macro. Apesar de, como dito, a estagnação representar uma oportunidade para os empreendedores pioneiros, ainda existem aqueles que não pretendem assumir este lugar no segmento. Com grande demanda, as tecnologias inovadoras são uma oportunidade que pode ser ameaçada pela falta de ofertas concretas. De acordo com a revista Exame, o Brasil vem descendo rapidamente os degraus nos rankings de inovação internacionais. Independentemente dos agentes causadores, uma conclusão pode ser tirada: as empresas precisam urgentemente reverter o quadro.

Para comprovar a necessidade de ações diferenciadas, a Exame disponibilizou dados do Índice Global de Competitividade 2014-2015 do Fórum Econômico Mundial. Entre 144 países, o Brasil caiu onze posições, se comparado com o relatório 2012-2013. Atualmente, ocupa a distante 57ª posição. Outro estudo, o Índice Global de Competitividade, que faz o comparativo do desempenho de 60 países, mostra que da 38ª posição em 2010, o Brasil despencou para a 54ª em 2014. É hora de reagir.

Inovação!

É uma unanimidade, a inovação voltada para a tecnologia para indústria cria novas demandas e oportunidades. Cabe às inovações tecnológicas serem as protagonistas do cenário econômico e modificarem o panorama desenhado pelas pesquisas. As empresas e startups que investirem em novas propostas estarão criando uma vantagem competitiva e trilhando o caminho ao posto de negócio bem-sucedido. Está preparado?

Crédito de imagem: jarmoluk/CC

5 pré-requisitos para uma startup fornecer tecnologia para indústrias

É comum abrir os sites especializados e encontrar notícias sobre as parcerias entre os novos e os tradicionais nomes do mercado. A lista de grandes empresas que têm recorrido às soluções apresentadas pelas startups só cresce: Tecnisa, Bradesco, Itaú, Coca-Cola, Pernod Ricard e Natura são apenas algumas. Os motivos apresentados são similares: estreitar a relação com os novos empreendedores, buscar ideias que aumentem a produtividade e que possuam um menor custo.

Os ganhos são em via dupla. Se por um lado há a aderência de tecnologias inovadoras, por outro existe a possibilidade de acesso ao mercado. As formas de aproximação são muitas: hackathons, concursos, programas como o InovAtiva Brasil, entre outros. No entanto, a dúvida persiste: como atender aos requisitos e se tornar um dos escolhidos para fornecer tecnologia para indústrias?

Em primeiro lugar, a startup precisa estar ciente de que deverá obedecer uma série de requisitos estabelecidos pela indústria. São pontos que garantem que o negócio está bem estruturado, ou seja, não será meramente uma aposta. Para se tornar atrativo, não basta vender uma solução mirabolante, pelo contrário, o que as grandes empresas procuram são respostas práticas. O que está por trás da solução também é importante: cultura de processos, capacidade de entrega, alinhamento dos processos de logística, redução de custos, padronização e qualidade na produção são apenas o começo.

Pode até parecer excessivo, mas, ao final, as exigências resultarão na otimização do próprio negócio da startup. Por isso, em vez de reagir negativamente, as startups que desejam fornecer tecnologia para indústrias devem aproveitar o momento para investir em capacitação. Adquirir conhecimentos e trocar experiências com especialistas são atitudes que trarão apenas vantagens para os empreendedores. Afinal, além de uma oportunidade para networking, a capacitação permite atender aos requisitos do mercado e provocar o crescimento e a estruturação dos processos, qualificando ainda mais a startup.

Confira quais são os 5 principais pré-requisitos para uma startup fornecer tecnologia para indústrias:

  1. Arrume a casa: o primeiro passo é estabelecer a estruturação dos processos dentro da própria startup. É o momento de uma avaliação global do negócio, com a identificação dos pontos fracos e fortes. Com isso, será mais fácil buscar a capacitação adequada e otimizar as soluções oferecidas para as empresas.
  1. Apaixone-se moderadamente: por mais óbvio que possa parecer, esse é um dos conselhos mais dados para os empreendedores iniciantes. Até certo limite, faz todo o sentido. A paixão e a perseverança são duas características bem vistas pelos investidores e empresas. No entanto, cuidado. O criador do Business Model Canvas, Alexander Osterwalder, aconselha a não se apegar demais a uma ideia. Isso pode atrapalhar no desenvolvimento da solução e insistir em um caminho que nem sempre é o mais lucrativo.
  1. Obedeça às regras: estar de acordo com as normas exigidas em cada segmento é essencial para atender às empresas. É preciso consultar, inclusive, padrões internacionais para exportação, pois é possível a inclusão de regras diferentes das exigidas em território nacional. Sendo assim, obter certificados e acompanhar as mudanças legais de cada área são fatores que não podem ser deixados de lado, seja para oferecer tecnologia para indústrias ou para ter acesso ao mercado. É uma questão de responsabilidade e credibilidade.
  1. Faça melhor: é comum designar às boas ideias o título de negócio inovador. Contudo, para ser uma ideia com potencial de negócio, não é necessário que seja realmente uma novidade. O importante, no caso, é se adequar à perspectiva do mercado que será atendido. Outro erro é olhar para a inovação apenas no produto final. Inovar é pensar também em otimizar processos e estruturas para aperfeiçoar entregas e resolver problemas. Além disso, um empreendedor inovador incorpora o conceito nas próprias ações, buscando oportunidades no mercado, parcerias e clientes potenciais.
  1. Fique preparado: as oportunidades podem aparecer até mesmo em uma conversa informal. Por isso, o empreendedor precisa estar sempre preparado para vender a ideia. As bancas de apresentação, como as do InovAtiva Brasil, são outra forma de atrair clientes potenciais e, justamente pela importância das empresas participantes, necessita de uma preparação especial. Além das informações técnicas, o mais importante é oferecer uma solução. Fornecer tecnologia para indústrias é, no entendimento dos empresários, fornecer resultados.

Quer saber mais sobre dicas de aproximação com potenciais clientes e grandes empresas? Confira os vídeos do InovAtiva Brasil sobre preparação para pitch e técnicas de apresentação.

Crédito de imagem: skeeze/CC

Empresas de alta tecnologia podem ser escaláveis?

A expressão startup, por sorte, já está no inconsciente coletivo de muitos empresários. Ao usar essa palavra, pensa-se em uma empresa descolada, altamente escalável e com pretensão de alcançar grandes públicos e sucesso. Geralmente, esse mesmo pré-conceito talhado na cabeça dos empreendedores envolve uma empresa B2C de extremo sucesso (como o Facebook) ou negócios B2B altamente abrangentes (como o Salesforce). Diante desses cenários, vem a pergunta: empresas de alta tecnologia podem ser escaláveis?

Sim, e existem exemplos interessantes para quem quer entrar nessa área.

Queremos começar este post com o básico: o conceito de escalabilidade. Seguindo a definição de Cassio Spina, um dos grandes especialistas brasileiros em startups, um negócio escalável consegue entregar valor (produto ou serviço) de forma facilmente replicável sem exigir grandes recursos (financeiros ou humanos). Voltando aos exemplos anteriores: não é preciso grandes esforços para criar uma conta no Facebook ou para contratar uma licença do Salesforce. Por isso, ambos tem alto potencial de escalabilidade.

Uma startup pode sim se apropriar da alta tecnologia (usando aqui o conceito de soluções cutting edges, o estado da arte na sua área) para entregar valor aos clientes e parceiros, desde que não afete seu potencial de escalabilidade. É possível, inclusive, usar essas inovações para expandir o potencial escalável de uma organização.

Entre os exemplos de empresas de alta tecnologia escaláveis, podemos destacar a Neoprospecta, de Florianópolis, especialista em diagnósticos microbiológicos de larga escala. Com suas soluções, instituições de saúde podem mapear possíveis focos de infecção, com detalhes de cada bactéria encontrada e um resultado entregue em tempo recorde. Suas tecnologias, consideradas de ponta, podem ser aplicadas na indústria alimentícia, em frigoríficos, estações de tratamento de água e outras áreas. Os aportes recebidos recentemente pela Neoprospecta foram aplicados, entre outros propósitos, para melhorar a tecnologia e seu potencial de escalabilidade.

O caso da Neoprospecta usa a alta tecnologia como meio para entregar valor: as análises. Um bom exemplo de alta tecnologia como fim é a gaúcha Cliever Tecnologia, especializada em impressão 3D. A Cliever é focada no desenvolvimento de impressoras 3D nacionais e com baixo custo, focadas em prototipagem para decoração, engenharia, design, entre outras aplicações. Um de seus modelos de venda é via e-commerce: você escolhe o modelo e define entrega e forma de pagamento direto pelo site.

Mostramos acima duas maneiras de aliar empresas de alta tecnologia e modelos escaláveis. Sua startup ou projeto de empresa também podem seguir esse caminho. Se você quiser aprender como, continue lendo nossos materiais!

Crédito de imagem: geralt/CC

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