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Corporate Venture: como startups e grandes empresas trabalham junto para inovar

Até bem pouco tempo atrás corporações estabelecidas em suas indústrias e com histórico de sucesso navegavam em oceanos azuis onde a preocupação com novos entrantes, apesar de real, não chegava a ser percebida como ameaça. Consequentemente, a inovação ficava restrita ao aprimoramento e expansão de linhas de produtos e modelos de negócios pré-existentes.

Também não é novidade que novos entrantes têm menor aversão a riscos, o que os dá maior flexibilidade para criar e testar ideias, mapeando oportunidades de mercado até então pouco exploradas pelos grandes players, uma vez que os riscos de perdas são praticamente nulos.

No entanto, com o surgimento de tecnologias disruptivas aliado ao perfil empreendedor, digital, criativo e colaborativo da nova força de trabalho do século XXI, os Millennials, essa preocupação tornou-se mais do que uma ameaça real. Grandes corporações simplesmente desapareceram, e indústrias inteiras viram a necessidade de se reinventar.

Devido a suas estruturas engessadas, pouca margem para erros e consequente aversão a riscos, grandes corporações enfrentam dificuldades no processo de inovação. Por outro lado, essas organizações têm percebido que para se manterem competitivas (e, em alguns casos, vivas), precisam liderar as rupturas dos seus próprios modelos de negócio. Assim, passaram a adotar estratégias de inovação aberta – um modelo descentralizado e colaborativo de produzir inovação.

Nesse contexto, a aproximação com as startups surge como alternativa perfeita, num casamento entre mundos complementares, movido pela busca de ganhos mútuos. Ao se engajarem com startups, os benefícios para as corporações vão desde a possibilidade de desenvolvimento tecnológico, transformação digital, melhoria da experiência do cliente, desenvolvimento de novos produtos e modelos de negócio, até potencial reformulação da cultura organizacional através da internalização de mindsets de crescimento. É uma forma de trazer o DNA de inovação num movimento de fora para dentro, com riscos controlados, maior rapidez e menores custos quando comparado a iniciativas desenvolvidas dentro de casa

Os ganhos para as startups também são diversos. Projeção da marca, ampliação de networking, acesso à uma extensa base de clientes e, ainda, potencial para alavancagem financeira (seja através de contratos de parcerias, aumento no volume de vendas ou até corporate venture capital), são apenas exemplos de possíveis benefícios para esses empreendedores.

Sejam quais forem os objetivos estratégicos que motivem ambos os lados a uma parceria, corporações e startups são forças propulsoras de uma mesma engrenagem, onde não só as empresas envolvidas se beneficiam, mas também a economia de todo país.

 

Texto da Líder de Comunidade do Rio de Janeiro Luciana Leão.

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