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Startup aumenta em 275% a média de novos cadastros durante o programa de aceleração InovAtiva Brasil

Durante o ciclo de aceleração 2020.2, o programa InovAtiva Brasil ajudou diversos empreendedores a validarem suas soluções, receberem orientações de melhorias e, até mesmo, a reestruturarem seus negócios. Esse foi o caso da Atom Planner e da Bibliomundi, startups das áreas de Tecnologia da Informação & Comunicação e Entretenimento & Marketing, respectivamente.

A Bibliomundi oferece soluções em autopublicação, distribuição, envios e vendas diretas de ebooks. Raphael Sacchin, CEO da startup, conta que, durante o período de aceleração, a empresa conseguiu aumentar em 275% a quantidade média de cadastro de novos ebooks mensais.

“Com a capacitação promovida pelo InovAtiva Brasil, fizemos uma completa reavaliação da jornada dos nossos clientes B2B e B2C. Com isso, identificamos novas etapas e métricas de conversão e reestruturamos nosso método funil de vendas para melhorar nossa taxa de fechamento de contratos com novos clientes”, afirma o empreendedor.

Outra startup que o programa ajudou foi a Atom Planner, que apoia empresas na otimização do uso compartilhado e restrito de recursos – máquinas, materiais, mão-de-obra e dinheiro, por exemplo. O objetivo é ajudar na utilização adequada dos recursos disponíveis, evitando o desperdício e reduzindo o custo do projeto. Com a pandemia, Peter Mello, CEO da startup, viu alguns clientes deixarem a plataforma ou diminuírem sua interação. Porém, segundo Mello, com a ajuda de especialistas do programa, a startup conseguiu se reerguer.

“Os mentores do InovAtiva nos fizeram perceber a necessidade de um spin-off (criação de uma nova empresa ou produto a partir do negócio atual) da empresa. Por isso, durante o processo de aceleração, recuperamos o conceito de MVP (Produto Mínimo Viável) e, em seguida, conseguimos validar um novo modelo de negócios que reduziu a exigência de investimento imediato em desenvolvimento e permitiu que começássemos a atender qualquer cliente mais rapidamente”, comenta.

Agora, a startup não depende mais da integração com outras ferramentas para funcionar. Ela permite que o usuário continue utilizando o software que está acostumado, mas oferece a possibilidade de usar a solução da Atom Planner para identificar maneiras de reduzir custos e antecipar entregas de projeto.

O ciclo de aceleração 2020.2 do programa InovAtiva Brasil aconteceu de 15/09/2020 até 14/12/2020. Durante os meses de aceleração, as startups participaram de atividades de capacitação como mentorias individuais e coletivas sobre temas variados – Marketing Digital, Estratégia e Modelo de Negócios, Tipos de Investimento e Modelagem Financeira, por exemplo. É possível conferir algumas das atividades realizadas por meio do canal do InovAtiva no YouTube.

Após o período de aceleração, as startups apresentaram suas soluções no InovAtiva Experience, evento que encerra o ciclo de aceleração. Veja quais foram os empreendimentos que chegaram até a última etapa do programa: Encarte InovAtiva Experience.

Sobre a Atom Planner

A startup apoia empresas na otimização do uso compartilhado e restrito de recursos, bem como a ideação, planejamento e execução de estratégias e projetos. Em 2018, ganhou o prêmio de Startup Destaque pelo Sinfor/Sebrae. No ano seguinte, participou de eventos internacionais da Softex/Brasil IT+ em parceria com a ISG e lançou o Kanvas.Cards, tendo o Senai como primeiro cliente corporativo.

Em 2020, ingressou nos programas Power To Innovate, da Shell; Scale Up, da Microsoft; Think, Build, Grow, da IBM; e InovAtiva Brasil, do Ministério da Economia e Sebrae. Além disso, foi finalista do MIT Entrepreneurship Bootcamp, indicada para o prêmio de inovação INNXbr e uma das 33 selecionadas pela Apex Brasil para o Web Summit em Portugal.

Sobre a Bibliomundi

Fundada em 2014, a Bibliomundi é uma pubtech que integra serviços digitais para o mercado editorial. Nos últimos quatro anos, segundo o fundador Raphael Secchin, a startup atendeu mais de 15 mil autores, 47 editoras e transacionou mais de 1.5 milhões de ebooks em diferentes lojas, marketplaces e streamings, desenvolvendo ferramentas e suporte para todos os agentes da cadeia.

Em 2020, passou pelos programas de aceleração InovAtiva Brasil, Cotidiano e ACE. Além disso, a empresa é membra da Câmara Brasileira do Livro (CBL), da Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) e da internacional EDItEUR.

InovAtiva Experience 20.2 acontece de forma totalmente online e conta com programação aberta ao público

O InovAtiva Experience, evento de encerramento do processo de aceleração dos programas InovAtiva Brasil e InovAtiva de Impacto, será realizado nos dias 05, 12, 13 e 14 de dezembro. Com o tema “Além do Vale do Silício: um Brasil que respira inovação”, ele acontecerá de forma 100% online.

Durante o evento, além da programação exclusiva para os empreendedores participantes dos ciclos atuais, também serão realizadas atividades abertas ao público geral. A transmissão dessas atividades será feita ao vivo, no canal do YouTube do InovAtiva.

Programação aberta ao público

A partir do dia 12, será possível acompanhar, ao vivo, painéis e palestras realizados durante o evento. Confira o horário de cada atividade:

12/12 – Sábado

  • 15h: Painel sobre Investimentos com Juliene Piniano, advogada na Derraik & Menezes Advogados; Brenda Kutnikas, que atua na área de relacionamento com empreendedores e parceiros na Anjos do Brasil; e Bernard Caffe, CEO da startup Jovens Gênios.
  • 15h: Painel sobre Investimentos na área de impacto socioambiental com Fernanda Dativo, coordenadora de investimentos SITAWI; Ronaldo Tenório, CEO da startup Hand Talk; Michele de Souza, fundadora e CEO da startup Cycor Cibernética e Antonio Patrus, diretor da Bossa Nova.
  • 16h30: Palestra sobre o ecossistema de inovação e cases de sucesso com Ariel Patschiki, sócio do Ebanx, fintech brasileira que se tornou unicórnio no final de 2019.
  • 17h45: Live Musical com a DJ Rafaela Boeno.

13/12 – Domingo

Os membros da Comunidade InovAtiva Brasil participarão de um bate-papo sobre o cenário empreendedor da região onde atuam. Essas rodadas de conversa começarão às 13h30 e terão duração de uma hora cada. A ordem será Sudeste, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte e, para encerrar o dia, às 18h30 acontecerá o painel “Retrospectiva 2020 – Ecossistemas de Startups”.

14/12 – Segunda-feira

No período da tarde, a partir das 15h, será realizada a live de encerramento do evento. A primeira parte da transmissão conta com dois blocos de entrevistas. O primeiro, sobre ambiente regulatório de startups, terá a participação de Lucas Maciel (coordenador da Enimpacto), Igor Nazareth (subsecretário de Inovação e Transformação Digital no Ministério da Economia) e Julierme Rodrigues da Silva (analista em TI na Secretaria de Governo Digital).

O segundo bloco começa às 16h30 e aborda o tema inovação aberta. Serão entrevistadas Amanda Graciano (head de portfólio e desenvolvimento de negócios da iDEXO), Izabella Neves (coordenadora de inovação da B3) e Mirella Lisboa (gerente de inovação aberta e ecossistemas digitais da BASF).

A partir das 18h15 acontece a cerimônia de encerramento, momento em que serão divulgados os nomes das startups destaques da edição. Em seguida, para encerrar o dia, serão realizadas rodadas de entrevistas com as premiadas.

Atividades exclusivas para empreendedores

Para os participantes dos ciclos atuais, a programação inicia no dia 05, com o Demolation, atividade de simulação de pitch. Nesta ocasião, os startupeiros serão divididos em 14 bancas temáticas, nas quais terão até quatro minutos para apresentar suas soluções a mentores. Encerrado esse tempo, os orientadores terão até oito minutos para fazer considerações sobre o que precisa ser melhorado para despertar a atenção de possíveis clientes, parceiros e investidores.

Já no sábado seguinte, dia 12, durante o período da manhã, serão realizadas mentorias coletivas sobre vendas, marketing, acesso a investidores, modelagem financeira e gestão estratégica.

Para encerrar o InovAtiva Experience, no dia 14 acontece o Demoday. Os empreendedores se apresentarão para mentores, investidores e executivos de grandes organizações, que poderão fazer perguntas para entender melhor os negócios e criar um relacionamento com as startups. Com base nos pitches, eles também elegerão 14 soluções como destaques em suas áreas de atuação.

Acompanhe a cobertura completa do Experience 20.2 nas redes sociais do InovAtiva.

68 Startups aceleradas pelo InovAtiva Brasil foram selecionadas para o Raking 100 Open Startups 2020

Em sua quarta edição, o Ranking 100 Open Startups premiou 68 empresas aceleradas pelo programa InovAtiva Brasil. O levantamento mede a atratividade das startups por meio das suas relações com grandes corporações e as classifica de duas formas:

  • TOP 100 Open Startups: elenca as soluções que mais despertaram a atenção de grandes organizações nos últimos 12 meses. Nesta lista, 29 empresas aceleradas foram premiadas pela quantidade de contratos assinados com essas instituições;
  • TOP 10 Categorias: considerando 25 segmentos, o ranking lista as dez soluções que se sobressaíram em suas áreas de atuação. Ao todo, 67 aceleradas foram destacadas em ao menos um deles. Além disso, seis startups ficaram em primeiro lugar nas categorias às quais haviam sido indicadas: VgResíduos (IndTechs), Standout (RetailTechs), Comprovei (LogTechs), Regenera Moléculas do Mar (BioTechs), CUBi Energia (EnergyTechs) e Simplifca Fretes (Marketplace).

Para Mário Frota Jr., sócio-fundador e diretor-presidente da Regenera Moléculas do Mar, criadora do primeiro e único banco de micro-organismos de origem marinha do país, o InovAtiva Brasil foi muito importante nesta vitória, visto que foi devido ao aprendizado adquirido durante o ciclo de aceleração que a companhia amadureceu.

Dessa forma, segundo o empreendedor, os resultados alcançados em 2020 superaram as expectativas da startup. “Na prática, conseguimos manter os contratos com grandes empresas que já estavam em vigência antes da pandemia. Também aumentamos o portfólio de projetos e parceiros, consolidando cada vez mais o nosso modelo de negócio e proposta de valor. O sentimento é de extrema gratidão por todos aqueles que seguiram acreditando nas nossas soluções”, comenta Frota.

A CUBi, startup que oferece uma solução completa de gestão e otimização do consumo de eletricidade, também foi uma das premiadas. De acordo com Rafael Turella, cofundador e diretor comercial da empresa, mudar o foco foi importante para superar desafios ao longo do ano.

“No ano passado, miramos nossos esforços para o desenvolvimento do produto e na organização da CUBi, mas em 2020 optamos pelo crescimento comercial. Isso nos ajudou a firmar contratos com grandes clientes. Foram esses relacionamentos que nos ajudaram a alcançar o 1º lugar no ranking de EnergyTechs pela primeira vez”, conta o empreendedor.

Essa vitória, sem dúvida, só foi possível devido a todos os aprendizados, experiências e trocas que tivemos durante os variados programas de aceleração que participamos, como o InovAtiva Brasil, que se destacou por nos colocar em contato com outras realidades do país e com empreendedores que não são da comunidade de São Paulo, onde está localizada a nossa sede”, completa Turella.

Quer conhecer um pouco mais sobre a Regenera Moléculas do Mar e a CUBi? Confira a seguir:

Sobre a Regenera Moléculas do Mar

Localizada na Incubadora Empresarial do Centro de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Regenera Moléculas do Mar foi fundada em 2010 para disponibilizar soluções sustentáveis em biotecnologia a partir do ambiente marinho. Em 2014, conquistou um investimento anjo e obteve a primeira licença especial para bioprospecção na Amazônia Azul. No ano seguinte, foi acelerada pelo InovAtiva Brasil.

Sobre a CUBi

A CUBi é uma startup que utiliza IoT e Big Data para auxiliar os setores comercial e industrial no entendimento e gestão de seu consumo de energia elétrica. A empresa, acelerada pelo programa InovAtiva Brasil no ciclo 2017.2, está inserida também nos ecossistemas de empreendedorismo dos Estados Unidos e Portugal.

Enteda o que é IPO e como ele é feito

O termo IPO (sigla de Initial Public Offering) é utilizado para designar o momento da abertura de ações de uma empresa na Bolsa de Valores. Dessa forma, os sócios disponibilizam parte da organização para ser comprada por qualquer pessoa interessada.

Nos últimos meses (agosto 2020 – novembro 2020), startups como Méliuz, Airbnb, Bemobi, Kaspi, Enjoei, Wine, Housi e Mosaico (detentora das marcas Zoom, Buscapé e Bondfaro) colocaram parte do negócio à venda para o público geral. Esta é uma etapa muito significativa para qualquer empresa e tem ainda mais valor para startups, pois simboliza um crescimento acentuado de operações.

Para atingir este patamar, é preciso um bom planejamento, ampla análise do mercado em que se está inserido e mensuração das expectativas para o futuro da instituição. Também é importante destinar uma equipe formada por advogado, contador e especialistas em valor mobiliário e investimento para ficar responsável apenas por esse processo, que pode durar meses.

Em seguida, a startup deve criar um prospecto de oferta pública, ou seja, um documento explicativo sobre as perspectivas e planos da startup; a situação do mercado; os riscos do negócio; o quadro administrativo da empresa; onde os recursos obtidos serão aplicados e como os investidores serão remunerados. Depois de aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), este será o material consultado por interessados em adquirir ações da marca.

Vantagens do IPO para startups

Na Bolsa de Valores brasileira, pequenas e médias empresas tradicionais, com receita anual abaixo de R$ 500 milhões e valor de mercado de até R$ 700 milhões, têm isenção de taxas de análise, de oferta e de distribuição de ativos (desde que no segmento de acesso).

Além disso, segundo a Folha de S. Paulo, em 2020, a taxa básica de juros do país atingiu sua mínima histórica, de 2% ao ano. Isso fez com que quatro startups com potencial para movimentar mais R$3,5 bilhões entrassem na fila para abrir o capital. Outras 41 empresas estão em processo de análise pela CMV.

Agora queremos saber: qual será a primeira acelerada InovAtiva a fazer IPO?

Startup Awards premia duas startups aceleradas pelo InovAtiva Brasil, Shawee e Transfeera

Durante o CASE + Startup Summit 2020, ocorreu a cerimônia do Startup Awards, também conhecido como o Oscar das startups brasileiras. Na ocasião, duas aceleradas pelo InovAtiva Brasil foram premiadas: a plataforma de gerenciamento para hackatons Shawee, na categoria Startup do Ano, e a fintech Transfeera, como Startup Revelação.

“Foi muito especial receber essa premiação. Tratamos isso como um reconhecimento à dedicação e ao trabalho do time, que confia no nosso potencial, acredita na história que construímos juntos e continua trabalhando para entregar a melhor solução aos problemas dos clientes e parceiros. O ano de 2020 foi desafiador, mas a equipe não desanimou e continuou acreditando no nosso plano de desenvolvimento”, comenta Guilherme Verdasca, CEO e cofundador da Transfeera, fintech open banking.

Para Rodrigo Terron, CEO da Shawee, ser eleita como Startup do Ano mostra que a empresa atingiu o seu maior objetivo: ser um negócio que gera impacto social, empregabilidade e conexão com o mercado.

“Em 2018 a gente ficou no TOP 10 e não chegou nem no TOP 3. Quando vi que fomos considerados como uma das principais soluções de 2020, fiquei muito animado, mas não imaginei que ganharíamos esse prêmio. Por isso, quando o resultado foi anunciado, fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, emocionado”, afirma Terron.

As duas startups foram aceleradas pelo InovAtiva Brasil e acreditam que o programa contribuiu com essa conquista, seja pelo aprendizado adquirido no processo ou pela visibilidade gerada. De acordo com o CEO da Shawee, a aceleração gera insights para a melhoria do negócio e conexões valiosas.

Verdasca complementa que essa experiência rendeu o seu primeiro contato com o mundo do empreendedorismo. “Foi durante a aceleração que aprendemos as tarefas necessárias para o dia a dia dos negócios, recebemos feedbacks e melhoramos o nosso produto. Também fomos selecionados pelo Facebook, como uma das 10 empresas mais inovadoras da turma. Esse reconhecimento foi essencial para chegarmos aonde estamos hoje”, relata o CEO da Transfeera.

Ambas as startups têm um ponto em comum: não se deixaram afetar pela pandemia e conseguiram superar as expectativas em termos de faturamento para o ano de 2020. Agora, elas pretendem ir ainda mais longe, expandindo suas atuações e se consolidando como referência em seus mercados de atuações.

“Sabemos que, no Brasil, o que dificulta o crescimento das organizações é a falta de mão de obra qualificada. Por isso, estamos iniciando uma nova fase na Shawee em que assumimos a responsabilidade de mudar essa realidade. Dessa forma, esperamos conseguir formar e impactar, até o final de 2023, 100 mil novos programadores e desenvolvedores e posicioná-los no mercado, ajudando na transformação digital das empresas e no crescimento das startups”, finaliza Terron.

Junto com Darwin Startups e ACE Startups, InovAtiva Brasil promove 24 mentorias coletivas no Case + Startup Summit 2020

Durante o CASE + Startup Summit 2020, o InovAtiva Brasil, em parceria com as aceleradoras Darwin Startups e Ace Startups, promoveu 24 sessões de mentorias coletivas sobre temas diversos, como criação de uma startup, definição e validação do modelo de negócios, vesting e propriedade intelectual, Customer Success, gestão de produto, tipos de investimentos e internacionalização.

Apenas no primeiro dia, o hub conseguiu atingir 551 pessoas. Para Bruna Barbosa, CEO do Tudo Sobre Startups e Líder da Comunidade do Pará pelo InovAtiva Brasil, esse foi um ótimo momento para os empreendedores aprenderem e perceberem que não estão sozinhos, que não são os primeiros a viverem um determinado desafio e que existe um caminho a ser seguido.

“Como Líder, tento mostrar as oportunidades que existem para o empreendedor e contribuir para o desenvolvimento dele. Por isso, durante a mentoria coletiva, falei sobre o processo de tirar a ideia do papel. Muitos empreendedores estavam participaram ativamente estavam em busca de conhecimento. Mostrei o que é necessário para identificarem o seu cliente inicial e para, a partir daí, montarem um MVP”, comenta Bruna.

Cada participante realizou sua inscrição previamente no site do evento, sendo permitida apenas uma sessão de mentoria por dia. Porém, as pessoas que não se inscreveram, mas tiveram interesse de participar como ouvintes, puderam acompanhar a transmissão ao vivo pelo Youtube. Dessa forma, o InovAtiva Brasil conseguiu atingir um total de 1143 pessoas.

“Mentorar no CASE + Startup Summit 2020 foi uma ótima oportunidade para ensinar e aprender com uma diversidade de pessoas. Esse tipo de evento reúne e conecta empreendedores de vários lugares do Brasil, cada um com uma história para contar, vidas diferentes, mas todos com o mesmo propósito: melhorar aquele 1% por dia e fazer seus negócios crescerem cada vez mais”, complementa Yan Fontão, Líder da Comunidade do Amazonas pelo InovAtiva Brasil.

20 Startups de Impacto Socioambiental apresentarão suas soluções para a maior banca de investidores do país

De junho a outubro, 40 startups focadas na área socioambiental participaram do processo de aceleração do programa InovAtiva de Impacto. Durante esse período, os empreendedores entregaram um Pitch Deck e um vídeo, com uma apresentação geral de suas startups. Agora, foram selecionados os 20 negócios que se destacaram nesta etapa e que terão a oportunidade de se apresentar para a maior banca de investidores, aceleradoras e grandes empresas do país durante o InovAtiva Experience.

Além da participação no evento de encerramento do ciclo, essas startups também terão acesso a mentorias específicas, coletivas e webinars exclusivos. Aquelas que cumprirem com todas as atividades obrigatórias receberão o selo de Startup Acelerada InovAtiva de Impacto Socioambiental; indicação direta para aceleradoras privadas, investidores, fundos de investimento, eventos e programas corporativos que sejam parceiros do InovAtiva Brasil; alertas de oportunidades de negócios; sem contar os benefícios e descontos com empresas e entidades parceiras, tais como Google Cloud, Microsoft e Lahar – confira todos os benefícios aqui.

Sobre as selecionadas

Provenientes de oito estados brasileiros, esses negócios estão situados, principalmente, na região sudeste do país (45%), com ênfase na região de São Paulo (30%). Suas soluções são voltadas para as áreas de educação (20%), sustentabilidade (15%), serviços (15%), agronegócios (10%), energia (10%), mobilidade urbana (10%) saúde (10%), marketing e mídia (5%) ou TIC (5%).

Para saber mais sobre as startups aprovadas para a segunda etapa do InovAtiva de Impacto, acesse: Finalistas InovAtiva de Impacto 2020

Acesse o canal do InovAtiva no YouTube para ter acesso às mentorias do Talk To Me.

Entenda o que é Governança Corporativa e como aplicá-la na sua startup

De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a aplicação da Governança Corporativa nas startups impulsiona o pleno aproveitamento do capital intelectual da empresa, promovendo uma expansão mais competitiva e auxiliando na captação de recursos. No entanto, para colocar este conceito em prática, o Instituto estabelece quatro pilares de gestão: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade sócio-corporativa.

Para Ana Paula Candeloro, advogada, executiva c-level, conselheira certificada e mentora de startups, isso não basta para o sucesso de uma empresa. “É preciso transcender, abraçar as tendências e ficar atento a pensamentos inovadores. O código do IBGC introduz o olhar sobre o propósito na fase de validação, mas eu acho que é preciso pensar em Governança Corporativa a partir da ideação”, comenta.

Segundo a especialista, não existe uma fórmula definida para o estabelecimento desta prática na organização e sim direcionamentos que variam de acordo com o apetite de risco (saber onde quer e pode chegar), sua base de clientes, o momento de atuação da instituição, localização geográfica, contrapartes envolvidas e outros fatores que são próprios de cada startup.

“Existe o mito de que custa caro, é complicado, burocrático, que vai engessar o business e que precisa de uma equipe enorme de pessoas. Eu acho que falta disseminar um pouco a cultura de entendimento de que é possível ser aplicado um programa customizado que vai encarecendo conforme a fase da empresa e o orçamento disponível para isso”, explica a advogada.

Benefícios da Governança Corporativa nas Startups

Com a aplicação deste conceito na organização, a captação de recursos por fontes externas é mais acessível, visto que os bancos e instituições financeiras têm uma percepção mais favorável sobre a empresa, já que esta tem uma gestão organizada e, portanto, transmite mais credibilidade.

“Existe muito dinheiro de investidores estrangeiros querendo aportar no Brasil, mas eles não encontram startups preparadas para receber o investimento. As instituições que não estabelecerem a Governança Corporativa em seu escopo vão ficar fora das rodadas de capital”, afirma Ana Paula.

Além disso, a mentora diz que os padrões da América do Norte e da Europa são mais elevados e rigorosos do que no Brasil. Os investidores observam não só a diligência do negócio, como também os impactos que a instituição gera na sociedade de acordo com a lista dos 14 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Governança Corporativa nas diferentes fases das startups

Resumidamente, a empresa tem que ter um plano, saber para onde vai. Quando chegar o momento certo, o empreendedor estará no controle do seu negócio e poderá decidir com quem quer se relacionar, se quer abrir o capital e quando vai abrir, quais serão os seus fornecedores etc.

Contudo, a Governança Corporativa, segundo a Conselheira, é um instrumento de competitividade e de internacionalização que se baseia no propósito da empresa. Como este se altera com o desenvolvimento da organização, em cada fase da startup são esperadas diferentes aplicações do conceito:

  • Ideação: Tendo em vista que a empresa muitas vezes ainda não existe formalmente, é importante ter controle de caixa para pensar na capacidade financeira da startup, mapeamento da necessidade de registro de marca ou patente e entender as leis do setor em que está se inserindo;
  • Validação: É uma fase operacional, então o mercado já está sendo testado e a instituição está ativa e apta para receber aportes, mentores e consultores. Neste momento, a organização deve elaborar seu estatuto, efetivar o registro de marca ou patente, definir as rotinas contábeis e as regras de vesting, bem como criar um organograma e diretrizes para o que possa vir a ocorrer;
  • Tração: Quando a startup atinge este patamar, está procurando captar mais clientes e aumentar o seu faturamento. Por isso é necessário fazer segregação de funções, estruturar um conselho construtivo, definir um planejamento estratégico com metas e indicadores e as três linhas de defesa – de negócios e controle -, além de desenvolver um controle normativo;
  • Escala: Por fim, quando o crescimento estiver acelerado, a startup pode pensar em explorar as oportunidades e expandir geograficamente. Para tanto precisará estabelecer um plano de sucessão, incluir um conselheiro externo, implantar comitês de assessoramento, desenhar templates padrões para procedimentos e políticas, elaborar um programa de compliance e definir critérios para mensurar os impactos da atividade.

Se você quer saber mais sobre Governança Corporativa nas startups, acesse: Don’t Panic! Governança para startups

Confira o nosso núcleo de educação empreendedora: Academy

TrazFavela: Delivery para a periferia cresce 500% durante a pandemia

O programa InovAtiva Brasil está sempre em busca de ideias disruptivas que ajudam a solucionar dores da sociedade. No ciclo 2020.1, encontrou isso no TrazFavela, delivery sem preconceito que tem como objetivo buscar e entregar produtos em regiões periféricas da cidade de Salvador.  A startup, que está operando desde setembro de 2019, viu seus negócios expandirem 500% no terceiro trimestre deste ano devido à pandemia do novo coronavírus.

Para saber mais sobre esse processo de crescimento e consolidação no mercado, conversamos com Iago Santos, CEO e cofundador da empresa:

1. O que faz o TrazFavela?
A proposta do TrazFavela é levar produtos da periferia para fora e de fora para a periferia, fazendo a ponte entre esses dois mundos. Nosso intuito é quebrar o preconceito de que quem é da periferia sempre é bandido. Tem muita gente boa dentro da periferia e nós tentamos reforçar sempre isso.

2. Como surgiu a startup?
A ideia surgiu em 2016, quando houve o boom dos deliveries. Na época, percebi que onde eu moro, apesar de ter uma economia muito forte, não fazia parte da rota dos aplicativos. Identificando esse problema e sabendo da potencialidade do meu bairro, vi o atendimento a comerciantes da região como uma oportunidade de negócio. Em agosto de 2018, eu e os outros cofundadores, Marcos Silva e Ana Luiza Sena, validamos a ideia no Startup Weekend Salvador, mas foi apenas em setembro de 2019 que iniciamos efetivamente a operação.

3. Atualmente, em que estágio está o TrazFavela?
Estamos na fase de MVP/Operacional e voltados para o público B2B. Por ainda não termos o nosso aplicativo, atuamos por meio do WhatsApp intermediando o contato do comerciante com o entregador. O processo de retirada do produto no estabelecimento e entrega ao comprador costuma durar de 20 minutos a 1 hora.

4. Qual é a abrangência do negócio?
Atendemos 51 estabelecimentos de todas as regiões. A maioria dos comerciantes cadastrados são de áreas periféricas e boa parte das nossas entregas são locais que já têm algum tipo de serviço de delivery, mas não pegam de periferias.

5. Por causa da pandemia a demanda por delivery aumentou no Brasil. Como o TrazFavela está passando por esse momento?
Foi totalmente favorável para a gente. Como não há nenhum tipo de delivery que atua com empreendedores, ganhamos muita visibilidade e assim conseguimos crescer 500% só no segundo trimestre desse ano. De março a junho realizamos mil entregas, enquanto no primeiro trimestre estávamos chegando a 100. Para se ter uma ideia, em fevereiro fizemos 19 entregas. Em março, esse número subiu para 45. Em abril já foi para 119. Com isso, conseguimos totalizar em seis meses 2 mil entregas.

6. O que foi preciso fazer para que o crescimento exponencial não prejudicasse a qualidade do serviço?
Esse processo foi realizado de forma gradual, conforme o aumento da demanda. Nós adquirimos um sistema de multi-atendimento pelo WhatsApp e expandimos o quadro de entregadores, passando de 10 no início do ano para 38 em setembro. Assim, estamos crescendo tanto na nossa operação quanto no desenvolvimento do negócio para que possamos entregar os produtos o mais rápido possível.

7. Como se dá o vínculo entre o entregador e o TrazFavela?
Com a chegada da pandemia, as pessoas que ficaram desempregadas e não estavam conseguindo renda nos procuraram e começaram a empreender prestando esse tipo de serviço para nós. No modelo que usamos hoje, os entregadores não ficam presos a nós, então utilizam o TrazFavela como uma renda complementar, recebendo o valor total do frete, que é calculado por quilometragem.

8. Existe um plano de expansão para outras cidades do Brasil?
Estamos nos estruturando para expandir para cidades vizinhas, mas nosso objetivo também é ir para São Paulo – que tem uma das maiores favelas da América Latina -, Rio de Janeiro, Recife. Assim que conseguirmos atuar bem nessas capitais, queremos atingir o Norte também, pois recebemos bastante procura de pessoas que querem levar o TrazFavela para lá.

9. O TrazFavela participou do ciclo 2020.1 do programa InovAtiva Brasil. O que você destaca dessa experiência?
Foi uma experiência muito boa pela possibilidade de construção e fortalecimento da estrutura da nossa startup. O InovAtiva Brasil nos ajudou muito com a parte humana do negócio e com a conexão com investidores. Por ser um grande programa aceleração de startups, vimos nele uma oportunidade de adquirir experiência em âmbito nacional.

10. Recentemente vocês começaram a fazer parte do Black Founders Fund. Como está sendo esse processo?
Na verdade, por a gente já ter passado pelo Startup Zone, um processo de aceleração do Google, a gente já tinha essa relação com a empresa, por isso conseguimos participar do fundo, que está sendo uma experiência muito boa. Estamos rodando Bootstrap há um ano e nossos recursos estavam acabando. Com este investimento, pudemos evoluir alguns processos, na parte operacional e conseguiremos finalizar nosso aplicativo e nos consolidar na capital baiana.

Conheça outras startups que participaram do programa de aceleração InovAtiva Brasil.

Mold.Me recebe investimento da Anjos do Brasil e desponta no mercado têxtil brasileiro

A Molde.me é uma solução em modelagem digital e encaixe automático para empresas do setor têxtil. Em 2019, a startup foi uma das 108 aceleradas pelo programa InovAtiva Brasil. No ano de 2020, a startup teve mais uma conquista: recebeu investimento da Anjos do Brasil de Santa Catarina.

“O processo começou em novembro do ano passado, quando inscrevi a Molde.me para avaliação na plataforma do Anjos do Brasil. Em abril, mesmo em meio a pandemia da COVID-19, apresentei nosso pitch em uma reunião do grupo de Santa Cataria e logo em seguida começamos os contatos e negociação. Foram três meses de reuniões, revisões de contrato, apresentações e projeções”, comenta Tyara Nascimento, Fundadora e CEO da startup.

Segundo ela, o InovAtiva Brasil teve grande contribuição para a obtenção deste aporte, visto que foi com a ajuda do programa que a empreendedora desenvolveu uma projeção sólida, um planejamento financeiro conciso e um valuation preciso, gerando confiabilidade para os investidores.

“É uma honra ser uma das selecionadas para participar de um programa tão concorrido. Nas mentorias coletivas aprendemos muito e todas as semanas recebemos insights que colocamos em prática. Isso fez com que a empresa melhorasse a cada dia. Além disso, um dos nossos mentores tornou-se nosso conselheiro e hoje trabalha em uma área que antes era vista internamente como frágil”, afirma Tyara.

Atualmente, o objetivo da empresa é crescer significativamente a ponto de dominar o mercado brasileiro no seu segmento de atuação, depois partir para a internacionalização, seja na América Latina ou Europa. Para isso, o valor recebido será destinado a gerar leads e fortalecer a marca. Hoje em dia, a marca possui centenas de clientes, dentre eles J Hess Camisaria Sob Medida, Estúdio Minah, Lunelli Têxtil, Unochapecó e Zanotti Elásticos.

“Investiremos também na área de desenvolvimento de produto e vendas, que vai nos trazer mais clientes e receita, para que possamos oferecer sempre uma solução surpreendente para os nossos clientes. Temos expectativas muito boas e animadoras”, completa a empreendedora.

Sobre a Molde.me

A startup surgiu quando Tyara decidiu juntar seu conhecimento na área têxtil com a experiência de seu marido Luiz (Fundador e CTO) em engenharia de software para solucionar uma demanda de mercado: soluções acessíveis para micro, pequenas e médias empresas. Assim, o casal desenvolveu um produto inovador, com interface amigável, fácil de aprender e operar, ajudando a empoderar modelistas para que estes economizem tempo e dinheiro, e tornem-se ainda mais competitivos no mercado.

“A Molde.me nasceu e cresceu em Santa Catarina, onde o setor têxtil é muito forte. Porém, o nicho que atendemos é muito carente em soluções tecnológicas e nosso atendimento diferenciado conquista os clientes a longo prazo, o que me deixa muito animada e realizada”, finaliza a empreendedora.

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