Posts

Inovativa Brasil recebe 585 inscrições para Ciclo 2019.2

De 17 de junho a 29 de julho, o programa InovAtiva Brasil esteve com inscrições abertas para o seu segundo ciclo do ano. Ao todo, tivemos 585 startups interessadas oriundas de 25 estados brasileiros. As regiões campeãs de número de engajamento foram, respectivamente, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Dentre as interessadas, 191 empresas desenvolveram a própria tecnologia, que já está sendo utilizada por uma base crescente de usuários. Por outro lado, os empreendedores dessas mesmas empresas ainda estão fazendo ajustes no modelo de negócios.

A maioria dos negócios inscritos tem até três anos de existência (75%), atuam com a área de Serviços ou Educação (29%) e seus modelos de negócios estão baseados em Marketplace ou SaaS (50%). Com faturamento anual de até R$ 10 mil (55%), essas startups ainda não receberam nenhum tipo de investimento (85%).

Essas empresas são compostas por uma equipe de um a quatro funcionários (77%), estão em estágio de conquistar os primeiros clientes/usuários (36%), mas já possuem consumidores ativos (79%). Em termos de inovação, as startups contam com uma tecnologia incremental que atende necessidade relevante dos clientes (48%). Portanto, os concorrentes que desejarem copiar suas técnicas deverão dedicar tempo e esforço para tanto.

Além disso, as soluções são voltadas para o mercado B2B (45%) e ainda não participaram de nenhum programa para startups (69%), incluindo aceleração (81%). No InovAtiva Brasil, 84% das empresas buscam oportunidade de investimento, conexão com agentes do ecossistema e mentorias especializadas.

Edição 2019.2

Serão selecionados até 130 negócios, que receberão mentorias gratuitas e se conectarão aos maiores players de empreendedorismo do Brasil. Durante quatro meses, essas startups receberão mentorias gratuitas, terão acesso a cursos e conteúdos exclusivos criados para estimular o aperfeiçoamento dos negócios e poderão fazer networking com outros empreendedores. Para encerrar sua participação no programa, a empresa se apresentará para a maior banca de investidores do país.

InovAtiva Brasil fica em primeiro lugar no Ranking 100 Open Startups

Realizado desde 2016, o Ranking 100 Open Startups é publicado anualmente destacando as startups que implementam soluções inovadoras em conjunto com grandes empresas. Em 2019, a publicação incluiu, pela primeira vez, o ranking de iniciativas fomentadoras do ecossistema de startups, categoria na qual o InovAtiva Brasil ficou em primeiro lugar.

Além disso, o programa acelerou 50 das startups listadas no Ranking. Dentre as 100 startups que mais se destacaram, 29 participaram do InovAtiva e, das 10 primeiras colocadas, 40% passaram por ele. Além disso, nos rankings setoriais, 21 negócios acelerados pelo programa também foram reconhecidos.

Veja abaixo as startups que passaram pelo InovAtiva Brasil e marcaram presença na publicação:

Entre as Top 10 startups mais atraentes de 2019

  • Comprovei
  • Pix Force
  • Pris Software
  • Simplifica Fretes

Entre as Top 100 Open Startups 2019

  • Comprovei
  • Pix Force
  • Pris Software
  • Simplifica Fretes
  • STANDOUT
  • UBIVIS
  • Happmobi
  • JUSTTO
  • Postmetria
  • Intelup
  • PROSUMIR Aproveitamento Energético
  • Mereo
  • BITi9
  • LogPyx
  • Vidya Techology
  • MOLEGOLAR
  • BYOND
  • Vibbra!
  • Forebrain
  • Regenera Biotecnologia LTDA.
  • Biosolvit
  • Engage
  • Proj4me
  • KEMIA Tratamento de Efluentes
  • Nama
  • Sentimonitor
  • Tarvos
  • CUBi Energia
  • Beenoculus

Entre as Top 10 Human Resources

  • Pris Software
  • Mereo

Entre as Top 10 Productivity

  • BITi9
  • Proj4me
  • BirminD Automação e Serviços

Entre as Top 10 Marketing

  • Postmetria
  • Forebrain
  • Sentimonitor

Entre as Top 10 Industry

  • UBIVIS
  • Intelup
  • Tau Flow

Entre as Top 10 Transport & Logistics

  • Comprovei
  • Bynd

Entre as Top 10 Computer Vision

  • Shelfpix
  • Meerkat

Entre as Top 10 Education

  • Happmobi
  • Engage

Entre as Top 10 Marketplace

  • Simplifica Fretes
  • Vibbra!

Entre as Top 10 Environment

  • Biosolvit
  • KEMIA Tratamento de Efluentes
  • NETResiduos
  • Polen – Solução e Valoração de Resíduos

Entre as Top 10 Retail

  • STANDOUT
  • Reduza

Entre as Top 10 IoT

  • LogPyx

Entre as Top 10 Big Data

  • KCollector
  • EEmovel

Entre as Top 10 Customer Service

  • Nama

Entre as Top 10 Agriculture

  • Tarvos
  • Horus Aeronaves
  • Sensix

Entre as Top 10 Legal

  • JUSTTO
  • Incentiv

Entre as Top 10 Financial Services

  • Boletão
  • Meu Câmbio

Entre as Top 10 Construction

  • MOLEGOLAR

Entre as Top 10 Healthcare

  • HTX Systems

Entre as Top 10 Energy

  • PROSUMIR
  • CUBi Energia
  • Delfos
  • Enercred

Entre as Top 10 Biotech

  • Regenera Biotecnologia LTDA.
  • PluriCell Biotech
  • Pickcells
  • Sugarzyme

Cultura das startups: entenda o que há por trás

Cada empresa tem a sua própria cultura organizacional. Ela gera um senso de identidade entre os empregados, garante que todos sigam a mesma direção, moldam os valores, missão e visão da organização e permite que a companhia se adapte rapidamente as mudanças que ocorrem no ecossistema em que está inserida.

Nas startups isso não é diferente. Porém, ao contrário das grandes corporações, em que os processos são altamente burocráticos, elas já nasceram inseridas no mundo digital. Por isso, essas empresas tecnológicas têm uma cultura organizacional mais branda, com regras maleáveis e metodologias baseadas nos conceitos de inovação, produtividade, agilidade e economia.

Mesmo diante de um cenário de incertezas, elas conseguem manter seus funcionários motivados e engajados, pois lhes dão autonomia para executar projetos e demonstram que confiam em seu trabalho. Essa segurança, somada a possibilidade de experimentar sem medo de errar, faz com que as ideias fluam e que as soluções sejam criadas mais rapidamente.

Nas startups, as equipes são enxutas e formadas por pessoas de diferentes realidades. Porém, apesar de terem variadas vivências, formações e gêneros, todas elas têm uma característica em comum: o conhecimento em diversos assuntos, podendo exercer várias funções, mas com especialização em uma área, sendo reconhecido como “expert” em determinado tema.

Além disso, o clima organizacional fora do convencional também é um fator que chama a atenção nessas empresas emergentes. Na Solides, acelerada InovAtiva, por exemplo, existe um espaço para fazer churrasco, os funcionários não têm barreiras que os separam um dos outros, uma banda toca na hora do almoço e, na época do carnaval, um bloco formado pelos colaboradores desfila por Belo Horizonte (MG), onde a startup está localizada.

Outras iniciativas que podem ser encontradas nessas empresas tecnológicas são salas de descontração, com pufes, vídeo game, cadeira de massagem, mesas de ping pong e de pebolim e até mesmo espaço de beleza. Lá, os funcionários podem relaxar na hora do almoço para voltar renovado ao trabalho.

Para incentivar o networking, muitas delas estão alocadas em coworkings, ambientes inspiradores que contam conta a infraestrutura necessária para que empresas se juntem e desenvolvam seus negócios, fazendo com que este cresça de forma rápida e colaborativa. Nesses recintos, os integrantes de uma equipe trocam experiências com empreendedores desenvolvedores de soluções semelhantes à sua, criando assim uma forte rede de contatos.

Hoje, grandes corporações estão adotando o estilo startup de ser para atrair e motivar seus funcionários, além de garantir que seu negócio não se torne obsoleto com o passar do tempo. Essa é uma tendência de mercado influência que promete se solidificar daqui para frente.

Para saber mais sobre startups e seu ecossistema inovador, acompanhe as matérias que publicamos semanalmente no blog de InovAtiva!

Startups aceleradas pelo InovAtiva Brasil apresentam seus pitchs no Congresso de Inovação CNI

O 8º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, que ocorreu na São Paulo Expo dias 10 e 11 de junho, contou com startups aceleradas pelo programa InovAtiva Brasil apresentando seus pitchs para mais de mil pessoas, entre representantes do setor produtivo, do governo, da academia e de parceiros estratégicos do ecossistema de inovação brasileiro e internacional.

O evento, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e correalizado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), visa gerar networking e servir de inspiração para melhores práticas e tendências. 

Além disso, o Congresso teve como objetivo promover a cultura da inovação empresarial, discutir as oportunidades para o Brasil diante das tecnologias da indústria do futuro, disseminar experiências inovadoras, debater propostas de aprimoramento das políticas públicas de inovação e fortalecer o ecossistema de inovação no Brasil.

Confira abaixo a lista das startups aceleradas que participaram do evento:

  • PackID – startup que desenvolve soluções para monitoramento inteligente da temperatura de alimentos
  • Biosolvit – empresa de soluções em biotecnologia especializada em remediação ambiental
  • CUBi Energia – empresa que coleta e processa dados sobre consumo de energia elétrica
  • Acrux Aerospace Technologies – startup idealizada para resolver problemas no setor aeroespacial
  • Mogai – companhia que desenvolve tecnologia inovadora nas áreas de visão computacional e software para logística na indústria e agronegócio
  • Aya Tech – empresa que cria produtos com nanotecnologia voltado para a saúde dos usuários 

 

Para saber mais, acesse: http://www.congressodeinovacao.com.br/

Quem são os mentores do InovAtiva Brasil?

O mentor é um dos agentes mais importantes para o desenvolvimento de uma startup. Ele é capaz de avaliar o estágio atual de um negócio, fornecer dicas e conselhos para o mentorado dar um passo adiante. Esse profissional conta com uma ampla bagagem de conhecimento e experiência, e está disposto a compartilhá-los com pessoas que estão iniciando sua jornada como empreendedor.

No InovAtiva Brasil, essa função é exercida voluntariamente por executivos que desempenham cargos de liderança em grandes organizações, heads de aceleradoras e incubadoras, investidores e até mesmo empreendedores experientes de negócios ligados a tecnologia.

Para integrar o programa, eles passam por um rigoroso processo de seleção, que envolve a análise do seu histórico profissional e uma entrevista com a equipe InovAtiva para alinhamento das expectativas e esclarecimento de possíveis questionamentos que possam surgir.

Após aprovação, cabe ao mentor disponibilizar de quatro a seis horas mensais para realizar mentorias quinzenais por um período de quatro meses. Durante essa fase, ele desafiará o empreendedor destinado a ele por meio de um algoritmo que combina as habilidades do mentor com as dificuldades da startup.

Assim, ele fará com que o mentorado reflita e descubra alternativas para aprimorar seu negócio. É importante ressaltar que o mentor irá tirar os empreendedores de sua zona de conforto, propondo desafios reais ou hipotéticos, fazendo comparações com outros negócios e provocando-os a criar caminhos e ideias alternativas.

Essa relação também envolve o compartilhamento de experiências que podem servir de exemplo para que o empreendedor não cometa os mesmos erros que o especialista que o está lhe orientando precisou enfrentar durante sua jornada profissional.

Contudo, cabe ao mentorado extrair o máximo do que o seu mentor pode passar. É comum que, durante o processo de mentoria, surjam oportunidades de investimento, parcerias comerciais ou a conquista de um cliente ou fornecedor. Por isso, recomendamos que o empreendedor esteja aberto a críticas e sugestões.

Ao final do ciclo, o mentor será avaliado com base em seu engajamento, participação nas atividades, feedbacks passados, entre outros quesitos importantes para definir sua continuidade ou não no programa.

 

Com plataforma online, Inovativa Brasil oferece capacitação gratuita e conexão com ecossistema empreendedor

Entre 2013 e 2018, mais de 2000 empresas tecnológicas inovadoras, de todas as regiões do país, participaram do InovAtiva Brasil, o maior programa de aceleração de startups da América Latina. Dentre elas, 840 chegaram à fase de apresentar suas soluções para bancas presenciais com investidores.

Isso se deve ao fato de a maior parte do programa ser realizada de forma online gratuitamente, visto que as facilidades virtuais garantem o máximo aproveitamento aos empreendedores. Além disso, por meio da internet, o InovAtiva consegue se conectar com startups de todo o Brasil, mesmo aquelas que estão fora dos grandes centros urbanos.

Já no processo seletivo, as startups pré-aprovadas passam por uma entrevista individual e online com um dos gestores de relacionamento do programa. Quando selecionadas, são oferecidos a elas cursos de capacitação, oficinas, webinars de conteúdo e mentorias individuais e coletivas realizadas por meio de uma plataforma alocada no site do programa.

Essa ferramenta exclusiva permite que o mentor e o mentorado mantenham o histórico de suas sessões e atividades em um único lugar. Com ela, o empreendedor e seu instrutor podem compartilhar reflexões, metas, dúvidas e sugestões de forma rápida e segura.

Sabendo que o desenvolvimento da startup depende do contato com outros agentes do ecossistema, o InovAtiva Brasil possui uma metodologia que permite a construção conjunta das tarefas entre os participantes. O programa também disponibiliza um fórum de discussões para que a comunidade empreendedora compartilhe informações e dicas relevantes, e ajude a solucionar dúvidas de outros usuários.

Desta maneira, o InovAtiva estimula a troca de conhecimentos, facilita o aprendizado e faz com que o usuário absorva o conhecimento de forma orgânica. Essa diversificação é um dos maiores trunfos do programa, pois abre portas para futuras histórias de sucesso do empreendedorismo inovador.

Empreendedores brasileiros ultrapassam a marca de 8 milhões

O estudo da consultoria McKinsey, realizado em parceria com o evento Brazil at Silicon Valley, apontou que o Brasil é um país empreendedor, com 39% de sua população economicamente ativa dona do seu próprio negócio. Nos últimos cinco anos, o número de MEIs no país cresceu mais de 120%.

Em 2018, segundo o Serasa Experian, foram abertas 2,5 milhões de novas empresas, sendo que 81,4% destas são MEIs. Elas faturaram até R$ 81 mil por ano (ou R$ 6,7 mil por mês) e tinham no máximo um funcionário. Hoje, os pequenos negócios (que incluem microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas e produtores rurais) correspondem a mais de 99% das empresas brasileiras.

Apenas nos quatro primeiros meses do ano, o Brasil ganhou mais de 525 mil novos microempreendedores individuais (MEIs), fazendo com que o número de donos do próprio negócio ultrapassasse a marca de 8 milhões, fechando abril com 8.301.074 cadastros, segundo dados do Portal do Empreendedor do Governo Federal.

De acordo com o Serasa Experian, 81,1% dos jovens que empreenderam montou sua empresa do zero; 15,4% herdaram o empreendimento de um familiar; e apenas 3,2% compraram. Contudo, eles representam apenas 22% do total de empreendedores brasileiros. A maior parte é formada por pessoas de 31 a 40 anos (31%).

Segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a maioria dos empreendedores brasileiros é do sexo masculino (28 milhões), mas o país conta com 24 milhões de mulheres que têm o próprio negócio. Isso faz com que elas representem a sétima maior proporção do mulheres empreendedoras do mundo.

Esses dados mostram que o empreendedorismo no Brasil está em franca expansão. Por isso, se tiver uma ideia inovadora, coloque-a em prática! Suas chances de ser bem sucedido se administrar bem o negócio são enormes.

Ensino Médio terá formação mais voltada para o empreendedorismo

O mundo vem mudando, se tornando mais digital e tecnológico. Para acompanhar essas transformações, recentemente o Ministério da Educação (MEC) divulgou uma portaria que determina que, a partir de 2021, os estudantes de escolas públicas e privadas do Brasil terão a oportunidade de escolher quatro eixos estruturantes para aprofundar seus conhecimentos: empreendedorismo, investigação científica, processos criativos e mediação e intervenção sociocultural.

“Como o perfil do jovem está mudando, novas formas de ensino e novas disciplinas são muito bem-vindas para acompanhar todas as transformações e deixar nossos estudantes mais preparados para o futuro”, comenta Leandro Carioni, Diretor Executivo da Fundação Certi.

Orientada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e visando igualar a educação pública com a particular, a intenção é que a reestruturação faça com que o Ensino Médio seja mais útil, adequado e prazeroso para os jovens, independente da carreira que eles pretendam seguir.

De acordo com esta nova norma, em um Ensino Médio formado por cinco horas diárias de aulas, 60% dos três anos de formação serão destinados a um dos eixos propostos na portaria (empreendedorismo, a investigação científica, os processos criativos e a mediação e intervenção sociocultural). Os 40% restantes são destinados a intensificação dos estudos em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico, de acordo com a escolha do aluno.

Com essa mudança, o objetivo é que os estudantes passem a deixar a escola já instruídos sobre como criar o próprio negócio e sabendo mediar conflitos e propor soluções para problemas socioculturais e ambientais identificados em suas comunidades. Eles poderão aprender sobre empreendedorismo, por exemplo, em um curso técnico de informática.

Além disso, até 20% das aulas matutinas e vespertinas e até 30% das aulas noturnas poderão ser realizadas à distância. Os estados vão dialogar com os municípios para verificar os segmentos com maior índice de empregabilidade em cada cidade para ajudar os estudantes a deixarem o colégio já empregados.

Assim, aplicando o que há de mais moderno no contexto de educação, os estudantes sairão da escola sabendo propor soluções para suas comunidades, um futuro mais promissor.

Para mais informações sobre o assunto, consulte o site.

Inovação Aberta: Parceria entre Startups e Grandes Organizações

O conceito de inovação em corporações sempre esteve atrelado a centros de pesquisa e desenvolvimento, onde a criação de produtos e serviços era tratada como segredo. Contudo, com o passar do tempo, esse modelo, conhecido como “Inovação Fechada”, foi ficando obsoleto.

A disseminação de startups nos mais diversos setores do mercado foi um fator que teve extrema contribuição nesse processo. Elas apresentaram a possibilidade de grandes organizações desenvolverem suas ideias fora da empresa, por um preço acessível e com muita originalidade.

Assim, surgiu o conceito de “Inovação Aberta”. A fim de melhorar o desenvolvimento, aumentar a eficiência e reforçar o valor agregado de seus produtos e serviços, as empresas passaram a combinar as ideias internas e externas para melhorar a percepção que o cliente tem dela.

Essa interação acarreta em benefícios para ambas as partes, visto que as clássicas corporações são lentas e pouco inovadoras, mas são robustas e poderosas, enquanto as startups têm velocidade e são inovadoras por essência, mas são mais inconstantes.

Assim sendo, as organizações se favorecem com a cultura de desenvolvimento ágil, tecnologias inéditas, novas fontes de receitas e a adoção de novos processos. Por outro lado, as startups ganham pela obtenção de um grande volume de dados sobre o mercado, a possibilidade de acessarem a base de clientes da empresa e a conquista de um espaço para realização de POCs, pilotos e testes de MVPs.

Mas não só de pontos positivos se faz essa parceria. É importante que as startups tenham ciência de que terão menor liberdade para pivotar em virtude das estratégias da empresa, haverá proteção da propriedade intelectual e a tomada de decisão passará por uma estrutura burocrática e hierárquica antes de ser transmitida aos parceiros.

Importância do InovAtiva Brasil para a Inovação Aberta

O InovAtiva Brasil possui parcerias com diversas entidades e atores do ecossistema de inovação brasileiro. Com o intuito de promover uma melhor experiência e agregar valor às startups aceleradas, o programa oferece gratuitamente conexão dos empreendedores com grandes organizações.

Para prepará-los para essa interação com renomados executivos, o InovAtiva Brasil oferece capacitação, mentorias virtuais e presenciais e webinars com especialistas. Assim, os empreendedores aumentam sua visão estratégica de negócios e conquistam visibilidade para suas startups.

Startups de impacto socioambiental são destaque no Demoday InovAtiva 2016.2

Mais do que gerar lucro e criar trabalho e renda, as startups também podem ter um grande impacto social e ambiental em uma comunidade ou em todo o país. No Demoday realizado nessa segunda-feira, 5 de dezembro, 15 empresas iniciantes com esse perfil, que foram aceleradas pelo programa nesse ciclo ou em edições anteriores, conquistaram lugar de destaque e tiveram um espaço especial para apresentar seus negócios a investidores focados nesse segmento na primeira edição do InovAtiva de Impacto. Como destaque, encontramos as duas startups de Santa Catarina: Sumá e ePHealth.

São empreendimentos capazes de mudar a realidade de muita gente, como na área de Educação. É o caso da Kiduca, uma plataforma educacional que já beneficiou mais de 10 mil alunos. “O nosso projeto nasceu em escola pública para atender escola pública”, explica o startupeiro Jorge Proença.

A startup Sumá quer reduzir distâncias na área agrícola. “Ela veio para fazer a conexão direta entre os produtores da agricultura familiar e o mercado consumidor”, explica o empreendedor Alexandre Lerípio. A plataforma ajuda a reduzir os intermediários e até mesmo oferece oportunidade logística para aqueles produtores que não conseguem atender às demandas diante dessa dificuldade.

Já a Tec Zelt desenvolveu uma tecnologia onde os próprios alunos criam games para aprender o conteúdo educacional. “Estamos em 20 escolas, beneficiando 22 mil alunos”, destaca a fundadora Carla Zelter.

A inclusão financeira foi a preocupação da startup Pop Recarga. Julio Figueiredo explica que a proposta do empreendimento é atender os 55 milhões de brasileiros, ou 40% da população do país, ainda não tem conta em banco. “O nosso objetivo é servir como o cartão de crédito desse público”, explica.

Os problemas da cidade também têm uma nova solução com a Urbotip. O startupeiro Paulo Faulstich criou uma ferramenta para a população reclamar. “Oitenta porcento dos moradores não conhecem os canais para resolver os problemas da cidade”, explica. Segundo ele, isso incluiu buracos, atendimento médicos, entre outros.

Cada vez mais, esses empreendimentos têm atraído um número maior de investidores. “Estou buscando startups de impacto social. Gostei muito e fiquei impressionada com a qualidade”, destaca Claudia Rosa Lopes, investidora representante da Rosa Gestão de Negócios.

Claudia acompanhou a apresentação de alguns empreendimentos durante a manhã desta segunda-feira. Segundo ela, o programa tem se caracterizado por ser uma plataforma não apenas para revelar startups, mas promover a interação com investidores e o ecossistema de inovação e empreendedorismo. “Já investimos em startups das edições anteriores e acompanhamos o desenvolvimento no mercado”, conta.

inovativa@inovativabrasil.com.br