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Quem são os mentores do InovAtiva Brasil?

O mentor é um dos agentes mais importantes para o desenvolvimento de uma startup. Ele é capaz de avaliar o estágio atual de um negócio, fornecer dicas e conselhos para o mentorado dar um passo adiante. Esse profissional conta com uma ampla bagagem de conhecimento e experiência, e está disposto a compartilhá-los com pessoas que estão iniciando sua jornada como empreendedor.

No InovAtiva Brasil, essa função é exercida voluntariamente por executivos que desempenham cargos de liderança em grandes organizações, heads de aceleradoras e incubadoras, investidores e até mesmo empreendedores experientes de negócios ligados a tecnologia.

Para integrar o programa, eles passam por um rigoroso processo de seleção, que envolve a análise do seu histórico profissional e uma entrevista com a equipe InovAtiva para alinhamento das expectativas e esclarecimento de possíveis questionamentos que possam surgir.

Após aprovação, cabe ao mentor disponibilizar de quatro a seis horas mensais para realizar mentorias quinzenais por um período de quatro meses. Durante essa fase, ele desafiará o empreendedor destinado a ele por meio de um algoritmo que combina as habilidades do mentor com as dificuldades da startup.

Assim, ele fará com que o mentorado reflita e descubra alternativas para aprimorar seu negócio. É importante ressaltar que o mentor irá tirar os empreendedores de sua zona de conforto, propondo desafios reais ou hipotéticos, fazendo comparações com outros negócios e provocando-os a criar caminhos e ideias alternativas.

Essa relação também envolve o compartilhamento de experiências que podem servir de exemplo para que o empreendedor não cometa os mesmos erros que o especialista que o está lhe orientando precisou enfrentar durante sua jornada profissional.

Contudo, cabe ao mentorado extrair o máximo do que o seu mentor pode passar. É comum que, durante o processo de mentoria, surjam oportunidades de investimento, parcerias comerciais ou a conquista de um cliente ou fornecedor. Por isso, recomendamos que o empreendedor esteja aberto a críticas e sugestões.

Ao final do ciclo, o mentor será avaliado com base em seu engajamento, participação nas atividades, feedbacks passados, entre outros quesitos importantes para definir sua continuidade ou não no programa.

 

Com plataforma online, Inovativa Brasil oferece capacitação gratuita e conexão com ecossistema empreendedor

Entre 2013 e 2018, mais de 2000 empresas tecnológicas inovadoras, de todas as regiões do país, participaram do InovAtiva Brasil, o maior programa de aceleração de startups da América Latina. Dentre elas, 840 chegaram à fase de apresentar suas soluções para bancas presenciais com investidores.

Isso se deve ao fato de a maior parte do programa ser realizada de forma online gratuitamente, visto que as facilidades virtuais garantem o máximo aproveitamento aos empreendedores. Além disso, por meio da internet, o InovAtiva consegue se conectar com startups de todo o Brasil, mesmo aquelas que estão fora dos grandes centros urbanos.

Já no processo seletivo, as startups pré-aprovadas passam por uma entrevista individual e online com um dos gestores de relacionamento do programa. Quando selecionadas, são oferecidos a elas cursos de capacitação, oficinas, webinars de conteúdo e mentorias individuais e coletivas realizadas por meio de uma plataforma alocada no site do programa.

Essa ferramenta exclusiva permite que o mentor e o mentorado mantenham o histórico de suas sessões e atividades em um único lugar. Com ela, o empreendedor e seu instrutor podem compartilhar reflexões, metas, dúvidas e sugestões de forma rápida e segura.

Sabendo que o desenvolvimento da startup depende do contato com outros agentes do ecossistema, o InovAtiva Brasil possui uma metodologia que permite a construção conjunta das tarefas entre os participantes. O programa também disponibiliza um fórum de discussões para que a comunidade empreendedora compartilhe informações e dicas relevantes, e ajude a solucionar dúvidas de outros usuários.

Desta maneira, o InovAtiva estimula a troca de conhecimentos, facilita o aprendizado e faz com que o usuário absorva o conhecimento de forma orgânica. Essa diversificação é um dos maiores trunfos do programa, pois abre portas para futuras histórias de sucesso do empreendedorismo inovador.

Empreendedores brasileiros ultrapassam a marca de 8 milhões

O estudo da consultoria McKinsey, realizado em parceria com o evento Brazil at Silicon Valley, apontou que o Brasil é um país empreendedor, com 39% de sua população economicamente ativa dona do seu próprio negócio. Nos últimos cinco anos, o número de MEIs no país cresceu mais de 120%.

Em 2018, segundo o Serasa Experian, foram abertas 2,5 milhões de novas empresas, sendo que 81,4% destas são MEIs. Elas faturaram até R$ 81 mil por ano (ou R$ 6,7 mil por mês) e tinham no máximo um funcionário. Hoje, os pequenos negócios (que incluem microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas e produtores rurais) correspondem a mais de 99% das empresas brasileiras.

Apenas nos quatro primeiros meses do ano, o Brasil ganhou mais de 525 mil novos microempreendedores individuais (MEIs), fazendo com que o número de donos do próprio negócio ultrapassasse a marca de 8 milhões, fechando abril com 8.301.074 cadastros, segundo dados do Portal do Empreendedor do Governo Federal.

De acordo com o Serasa Experian, 81,1% dos jovens que empreenderam montou sua empresa do zero; 15,4% herdaram o empreendimento de um familiar; e apenas 3,2% compraram. Contudo, eles representam apenas 22% do total de empreendedores brasileiros. A maior parte é formada por pessoas de 31 a 40 anos (31%).

Segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a maioria dos empreendedores brasileiros é do sexo masculino (28 milhões), mas o país conta com 24 milhões de mulheres que têm o próprio negócio. Isso faz com que elas representem a sétima maior proporção do mulheres empreendedoras do mundo.

Esses dados mostram que o empreendedorismo no Brasil está em franca expansão. Por isso, se tiver uma ideia inovadora, coloque-a em prática! Suas chances de ser bem sucedido se administrar bem o negócio são enormes.

Ensino Médio terá formação mais voltada para o empreendedorismo

O mundo vem mudando, se tornando mais digital e tecnológico. Para acompanhar essas transformações, recentemente o Ministério da Educação (MEC) divulgou uma portaria que determina que, a partir de 2021, os estudantes de escolas públicas e privadas do Brasil terão a oportunidade de escolher quatro eixos estruturantes para aprofundar seus conhecimentos: empreendedorismo, investigação científica, processos criativos e mediação e intervenção sociocultural.

“Como o perfil do jovem está mudando, novas formas de ensino e novas disciplinas são muito bem-vindas para acompanhar todas as transformações e deixar nossos estudantes mais preparados para o futuro”, comenta Leandro Carioni, Diretor Executivo da Fundação Certi.

Orientada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e visando igualar a educação pública com a particular, a intenção é que a reestruturação faça com que o Ensino Médio seja mais útil, adequado e prazeroso para os jovens, independente da carreira que eles pretendam seguir.

De acordo com esta nova norma, em um Ensino Médio formado por cinco horas diárias de aulas, 60% dos três anos de formação serão destinados a um dos eixos propostos na portaria (empreendedorismo, a investigação científica, os processos criativos e a mediação e intervenção sociocultural). Os 40% restantes são destinados a intensificação dos estudos em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico, de acordo com a escolha do aluno.

Com essa mudança, o objetivo é que os estudantes passem a deixar a escola já instruídos sobre como criar o próprio negócio e sabendo mediar conflitos e propor soluções para problemas socioculturais e ambientais identificados em suas comunidades. Eles poderão aprender sobre empreendedorismo, por exemplo, em um curso técnico de informática.

Além disso, até 20% das aulas matutinas e vespertinas e até 30% das aulas noturnas poderão ser realizadas à distância. Os estados vão dialogar com os municípios para verificar os segmentos com maior índice de empregabilidade em cada cidade para ajudar os estudantes a deixarem o colégio já empregados.

Assim, aplicando o que há de mais moderno no contexto de educação, os estudantes sairão da escola sabendo propor soluções para suas comunidades, um futuro mais promissor.

Para mais informações sobre o assunto, consulte o site.

Inovação Aberta: Parceria entre Startups e Grandes Organizações

O conceito de inovação em corporações sempre esteve atrelado a centros de pesquisa e desenvolvimento, onde a criação de produtos e serviços era tratada como segredo. Contudo, com o passar do tempo, esse modelo, conhecido como “Inovação Fechada”, foi ficando obsoleto.

A disseminação de startups nos mais diversos setores do mercado foi um fator que teve extrema contribuição nesse processo. Elas apresentaram a possibilidade de grandes organizações desenvolverem suas ideias fora da empresa, por um preço acessível e com muita originalidade.

Assim, surgiu o conceito de “Inovação Aberta”. A fim de melhorar o desenvolvimento, aumentar a eficiência e reforçar o valor agregado de seus produtos e serviços, as empresas passaram a combinar as ideias internas e externas para melhorar a percepção que o cliente tem dela.

Essa interação acarreta em benefícios para ambas as partes, visto que as clássicas corporações são lentas e pouco inovadoras, mas são robustas e poderosas, enquanto as startups têm velocidade e são inovadoras por essência, mas são mais inconstantes.

Assim sendo, as organizações se favorecem com a cultura de desenvolvimento ágil, tecnologias inéditas, novas fontes de receitas e a adoção de novos processos. Por outro lado, as startups ganham pela obtenção de um grande volume de dados sobre o mercado, a possibilidade de acessarem a base de clientes da empresa e a conquista de um espaço para realização de POCs, pilotos e testes de MVPs.

Mas não só de pontos positivos se faz essa parceria. É importante que as startups tenham ciência de que terão menor liberdade para pivotar em virtude das estratégias da empresa, haverá proteção da propriedade intelectual e a tomada de decisão passará por uma estrutura burocrática e hierárquica antes de ser transmitida aos parceiros.

Importância do InovAtiva Brasil para a Inovação Aberta

O InovAtiva Brasil possui parcerias com diversas entidades e atores do ecossistema de inovação brasileiro. Com o intuito de promover uma melhor experiência e agregar valor às startups aceleradas, o programa oferece gratuitamente conexão dos empreendedores com grandes organizações.

Para prepará-los para essa interação com renomados executivos, o InovAtiva Brasil oferece capacitação, mentorias virtuais e presenciais e webinars com especialistas. Assim, os empreendedores aumentam sua visão estratégica de negócios e conquistam visibilidade para suas startups.

Startups de impacto socioambiental são destaque no Demoday InovAtiva 2016.2

Mais do que gerar lucro e criar trabalho e renda, as startups também podem ter um grande impacto social e ambiental em uma comunidade ou em todo o país. No Demoday realizado nessa segunda-feira, 5 de dezembro, 15 empresas iniciantes com esse perfil, que foram aceleradas pelo programa nesse ciclo ou em edições anteriores, conquistaram lugar de destaque e tiveram um espaço especial para apresentar seus negócios a investidores focados nesse segmento na primeira edição do InovAtiva de Impacto. Como destaque, encontramos as duas startups de Santa Catarina: Sumá e ePHealth.

São empreendimentos capazes de mudar a realidade de muita gente, como na área de Educação. É o caso da Kiduca, uma plataforma educacional que já beneficiou mais de 10 mil alunos. “O nosso projeto nasceu em escola pública para atender escola pública”, explica o startupeiro Jorge Proença.

A startup Sumá quer reduzir distâncias na área agrícola. “Ela veio para fazer a conexão direta entre os produtores da agricultura familiar e o mercado consumidor”, explica o empreendedor Alexandre Lerípio. A plataforma ajuda a reduzir os intermediários e até mesmo oferece oportunidade logística para aqueles produtores que não conseguem atender às demandas diante dessa dificuldade.

Já a Tec Zelt desenvolveu uma tecnologia onde os próprios alunos criam games para aprender o conteúdo educacional. “Estamos em 20 escolas, beneficiando 22 mil alunos”, destaca a fundadora Carla Zelter.

A inclusão financeira foi a preocupação da startup Pop Recarga. Julio Figueiredo explica que a proposta do empreendimento é atender os 55 milhões de brasileiros, ou 40% da população do país, ainda não tem conta em banco. “O nosso objetivo é servir como o cartão de crédito desse público”, explica.

Os problemas da cidade também têm uma nova solução com a Urbotip. O startupeiro Paulo Faulstich criou uma ferramenta para a população reclamar. “Oitenta porcento dos moradores não conhecem os canais para resolver os problemas da cidade”, explica. Segundo ele, isso incluiu buracos, atendimento médicos, entre outros.

Cada vez mais, esses empreendimentos têm atraído um número maior de investidores. “Estou buscando startups de impacto social. Gostei muito e fiquei impressionada com a qualidade”, destaca Claudia Rosa Lopes, investidora representante da Rosa Gestão de Negócios.

Claudia acompanhou a apresentação de alguns empreendimentos durante a manhã desta segunda-feira. Segundo ela, o programa tem se caracterizado por ser uma plataforma não apenas para revelar startups, mas promover a interação com investidores e o ecossistema de inovação e empreendedorismo. “Já investimos em startups das edições anteriores e acompanhamos o desenvolvimento no mercado”, conta.

Os segmentos mais promissores para investidores anjos

Por João Kepler Braga *

Estamos no momento de investir em startups, em inovação, em disrupção, ou seja, em negócios do futuro. É o que retrata o levantamento feito com 5.200 entrevistados com patrimônio acima de 1 milhão de dólares. Eles acreditam ser o setor mais próspero da próxima década.

Só para se ter uma ideia do potencial e da importância do investimento em startups daqui por diante, a pesquisa indica que só vai perder para os Serviços Financeiros, onde 35,7% acreditaram ser o setor que mais renderá milionários nos próximos anos. Em contrapartida 30,9% dos pesquisados, acreditam ser a Alta Tecnologia, o segundo setor mais próspero da próxima década.

E por aqui no Brasil os números são bem otimistas e sintomáticos também e vão de encontro à expectativa mundial. A Anjos do Brasil, divulgou os resultados atualizados de uma pesquisa sobre o perfil dos investidores anjo no país e perspectivas para o cenário 2016/2017 que revelou que o investimento Anjo no Brasil tem potencial de R$1.7 bilhão. A pesquisa mostra um amadurecimento dos investidores, com um número maior de investidores experientes, tendo mais projetos já investidos e uma previsão superior de investimento.

MERCADOS E NEGÓCIOS TRADICIONAIS ESTÃO PERDENDO FORÇA PARA ESTA NOVA ECONOMIA

Veja quais são esses setores e segmentos mais promissores, elencados na ordem do melhor para o pior:

  • – Serviços financeiros – 35,7%
  • – Alta tecnologia: 30,9%
  • – Saúde: 30,1%
  • – Manufatura: 22,3%
  • – Mercado imobiliário: 20,2%
  • – Comunicação: 20,2%
  • – Educação: 19,8%
  • – Mineração e agricultura: 18,9%
  • – Transporte aéreo: 18%
  • – Energia renovável: 17%
  • – Entretenimento: 15%
  • – Varejo: 14%
  • – Transporte: 13,9%
  • – Recursos naturais: 13,5%
  • – Energia e Saneamento: 6,6%
  • – Comida & Hotelaria: 4%

Note ainda que se levarmos em consideração que essa pesquisa da consultoria Capgemini estima que no Brasil haja 148 mil pessoas nessa condição (patrimônio acima de US$ 1 MM), teremos muito recurso direcionado para STARTUPS daqui por diante.

Ainda segundo a Anjos do Brasil, ao final de 2015, foram contabilizados 7.260 investidores anjos no país, com uma previsão de crescimento de 4% ao ano. E o mais interessante, a pesquisa também levantou os setores de interesse dos investidores e que mais uma vez foi de encontro aos resultados apontados pela Capgemini. Cerca de 52% dos entrevistados responderam ter interesse na área de TI; 36% em aplicativos para smartphones; 43% em saúde/biotecnologia; 41% em educação; 36% em e-commerce; 37% em energia; 27% em entretenimento e indústria; e 23% em outros setores.

Resultados e pesquisas como essas só reforçam que cada dia mais investir em startups é o caminho e será o melhor caminho muito em breve. São necessários estímulos para que o investimento anjo atinja seu potencial de incentivo e capitalização para startups inovadoras.

* João Kepler Braga, Lead Partner da DealMatch e mentor/investidor do Programa InovAtiva Brasil desde 2015.

A tempestade secreta do empreendedor

Por Carolina Rossi Wosiack *

O caminho do empreendedor é muito solitário. Como fundador de uma startup, então, mais ainda. Os recursos financeiros iniciais são de amigos e família. São eles que fazem você seguir adiante e sempre de forma positiva e feliz, transpirando sucesso, motivado, com gás, focado. Alegre e entusiasmado com o desafio de empreender. Isso faz com que as pessoas não saibam que você pode estar passando por uma tempestade, ou melhor, por vários tipos dela, como financeira e emocional, por exemplo. Aliás, todos os tipos de tempestades, quando se está empreendendo.

A gente sabe que essa coragem nem todas têm. Passar por essa “chuvarada”, uma mudança de vida, uma transição de carreira, traz a tempestade que nem todas as pessoas conseguem ver: A tempestade secreta. A empreendedora levanta de manhã, veste sua roupa, coloca sua maquiagem e aciona seu sorriso. Quando você passa por uma tormenta visível, as pessoas lhe assistem, lhe estendem uma mão. Mas, quando você passa por uma tempestade invisível, as pessoas não sabem e não conseguem fazer nada.

E quando as coisas começam parecer que estão indo num bom caminho. Não é sinal que a tempestade acabou, mas sim que está chovendo menos. As pessoas podem até ficar com inveja de você, que acorda às 5 horas da manhã, trabalha até as juntas do corpo doerem, a cabeça latejar e ainda está com o pagamento da parcela do carro atrasada em 3 meses. Eles invejam o seu primeiro cliente, sem saber que desde que você conseguiu esse contrato, não consegue nem mais dormir à noite, tamanho a preocupação em fazer dar certo. Você tem muita tensão e tanta pressão, que repente você está em mais uma tempestade, e ninguém nem ao menos consegue ver.

E é nesses momentos que a gente tende a achar que estamos realmente sozinhos. Mas não estamos. Olhe para o lado. Cada dia há mais pessoas empreendendo. E elas estão no mesmo barco que você, na mesma tempestade. Ou melhor, enfrentando as mesmas tormentas. Mesmo que a chuva esteja tão forte no começo, e que você não veja, e que eles não estejam falando com você no momento, lá estão eles, seus colegas empreendedores.

Foi por isso que, ao invés de falar sobre canais de distribuição e  formalização de vendas e descontos, eu resolvi falar do que eu aprendi como executiva contratando fornecedores, e agora como consultora negociando com empresas. Resolvi abordar como eu passo pelas minhas tempestades também. E abrir o espaço para que vocês empreendedores compartilhem entre si também.

Não foi sem receio, bem parecido com aquele momento em que você tem que fazer um follow-up num cliente. Fiz questão de compartilhar um pouco do que aprendi de compras e vendas com empreendedores no último sábado (24 de setembro) durante o primeiro Bootcamp do ciclo 2016.2 do InovAtiva Brasil, na regional de São Paulo.

Eu contei para eles que ia fazer uma coisa arriscada. Que não queria compartilhar apenas informações encontradas no Google, e que ia ser histórias e dicas da vida real, casos de sucesso e insucesso. Contei da empresa que tinha 100 dias de funcionamento e o primeiro cliente queria pagar em 180 dias. Falamos sobre investidores, programas como Shark Tank, sobre clientes corporativos difíceis e aqueles acolhedores.

Naquele sábado, durante o workshop de vendas, com cerca de 30 empreendedores presentes, pude ver nos olhos de cada um o reconhecimento do que eu contava. Compartilhei que, para mim, as negociações empresariais na verdade são negociações entre pessoas, e que o relacionamento conta muito. E que você tem que nutrir esses relacionamentos. Falei dos diferentes tipos de comunicação que podem se dar. Fiz dinâmicas para eles descobrirem conexões entre eles e criarem rappor. Propus perguntas que eles gostariam de saber respostas e para as quais, honestamente, também gostaria de saber, entre elas: como encurtar o tempo do lead para fechamento? Desenhei dinâmicas para que eles mesmos pudessem trocar entre eles o que havia funcionado até aquele momento.

Toda a vez que eu tenho a oportunidade de escutar um colega empreendedor, do privilégio de ele compartilhar comigo suas histórias e seus sonhos, eu saio mais feliz, mais rica e sinto que compartilhei um guarda-chuva na tempestade.

* Sócia da Innoscience e mentora do Programa InovAtiva Brasil desde 2016.

Entrevista InovAtiva: a importância do Marketing digital para negócios B2C

Gerson Ribeiro, CEO da Angel Eye, se classifica como um empreendedor tático: engenheiro eletrônico pela UFPE, ele fundou quatro startups, é consultor certificado de Marketing Digital pela DM LLC no Texas e palestrante internacional.Ele contou um pouco sobre a sua experiência com estratégias de Marketing Digital para empresas B2C (Business to Consumer, que vendem diretamente ao consumidor final) e citou experiências que viveu com projetos de consultoria. Além disso, deu dicas para quem está começando no mercado, através de startups. Confira abaixo a entrevista com ele, e descubra como realizar a estratégia perfeita para o seu negócio:


INOVATIVA: Conte-nos um pouco sobre a Oficina de Marketing Digital para empresas B2C.

GERSON: Esta oficina eu já realizo há anos. A primeira vez que ministrei foi em San Diego, na Califórnia (EUA), para seis startups locais. Depois disso realizei o aperfeiçoamento do material e, logo em seguida, fui convidado para dar um treinamento no acelerador de startups do Porto Digital, em Recife, na Jump Brasil. O Bootcamp Regional do InovAtiva em junho teve o mesmo conteúdo apresentado no ano de 2015, e apresentei na oficia o passo a passo para atrair clientes e convertê-los em pessoas pagantes. Isto se dará com dicas de análise que vão desde o posicionamento da empresa, até seu faturamento.


INOVATIVA: Como o Marketing Digital pode auxiliar as empresas?

GERSON: O que acontece é que, hoje, nós temos mais de 100 milhões de usuários – só no Facebook – no Brasil. Pelo mundo, estima-se mais de 1 bilhão de usuários. Atribui-se então que “quem não está nas redes sociais não existe”. A mídia mudou, tornou-se mais democrática graças as redes sociais. As pessoas escolhem o que querem ver de acordo com seu interesse, o que torna mais barato investir no meio online, por conta do direcionamento mais assertivo do produto. E isso independe do negócio. O Marketing Digital auxilia construindo uma base de clientes em larga escala. Porém, não é só criar fan pages, ou perfis em redes sociais diversas, é preciso montar uma estratégia para cada campo e para cada intenção.


INOVATIVA: Marketing Digital pode ser usado somente para vendas em e-commerce? Por quê?

GERSON: Não. O Marketing Digital pode ser usado para qualquer tipo de venda, mesmo que não seja uma transação direta na internet. Ele pode auxiliar para a venda de produtos em campos físicos, por exemplo, ou até para assinaturas, como é o caso das mídias tradicionais. O Marketing digital nada mais é do que a aplicação de conceitos de marketing, no mundo virtual. Isso permite que você use para atrair clientes, para qualquer tipo de produto. Um exemplo bem claro disso são as campanhas políticas. Com o Marketing Digital bem aplicado é possível informar aos eleitores, as propostas e planos de um governante e estimular o voto, por exemplo. Hoje se tem acesso a uma quantidade muito grande de pessoas através dos aplicativos, e isso gera vendas para qualquer negócios e não apenas para e-commerce.


INOVATIVA: Como definir bem um objetivo para a realização do marketing B2C?

GERSON: Eu acredito que o objetivo maior deva ser venda. Deva ser: gerar receita. Deve-se entender que nenhuma empresa sobrevive sem receitas, então, é necessário definir bem um objetivo. Defina o quanto quer faturar e em quanto tempo. Construa uma estratégia, um funil de vendas, otimize, invista em tráfego, invista em anúncios, até que atinja o objetivo de faturamento que visou no início. Isso pode demorar meses. Construa toda a estratégia focada no seu objetivo. Entenda que seu objetivo deve seguir a estratégia SMART, ou seja, deve ser específica (specific), mensurável (measurable), alcançável (attainable), relevante (relevant) e temporal (time-bound).


INOVATIVA: Que tipo de estratégia pode ser adotada na hora de realizar o marketing B2C?

GERSON: Qualquer tipo de estratégia pode ser adaptada. Na verdade, para cada coisa você vai construir estratégias diferentes. O Marketing Digital é apenas uma das peças de uma empresa e ele sempre existirá. Estratégia de atração, vendas e até de compartilhamento podem ser criadas. É necessário ver quais as estratégias se adaptam ao que sua empresa precisa e testá-las. Deve-se criar um plano de ação, testar, aprender, otimizar e continuar fazendo isso sempre.


INOVATIVA: Como mensurar os resultados B2C?

GERSON: Existem vários resultados possíveis de serem medidos. Cliques, conversões, interações, são alguns exemplos de resultados que podem ser analisados através das ferramentas das redes sociais. O Facebook, por exemplo, permite essa análise diretamente em sua ferramenta de anúncios. O Google Analytics, através de sua interface completa de análise de websites. Então, tudo depende do que você quer medir, para que depois seja definido como fazê-la.


INOVATIVA: Quais exemplos de cases e resultados você pode citar?

GERSON: Em maio deste ano, eu construí uma estratégia interessante para um congresso, chamado Brasil Startup Summit. Nós construímos uma base de 10 mil participantes para o congresso, 100% online, que contou com a presença de mais de 50 palestrantes, com os maiores especialistas do mundo. Dentre eles, Arielle Zuckerberg, a irmã do criador do Facebook. Só tivemos essa quantidade de inscritos, graças as estratégias de Marketing Digital aplicadas.


INOVATIVA: Conte-nos alguma experiência que teve com os trabalhos de marketing B2C – e um exemplo de melhoria notável.

GERSON: Em todos os meus negócios eu uso fortemente as estratégias de Marketing Digital B2C. Uma experiência boa foi que há alguns dias atrás eu lancei meu podcast, chamado Startups de Alto Impacto, no iTunes, e rapidamente ficamos rankeados entre os 10 melhores do Brasil, na área de negócios. Isto se dá devido ao trabalho realizado em outras plataformas, como o Facebook e YouTube, onde – neste último – já passamos dos 2.600 inscritos.


INOVATIVA: Cite 5 dicas que podem auxiliar na hora do marketing B2C.

GERSON: Há várias dicas. Vou salientar as cinco que considero mais importantes:

  1.   Tenha um posicionamento muito claro de quem você é, o que é a sua empresa e o que você faz. Isso deve ser feito em apenas uma frase. Seja direto!
  2.   Tenha uma estratégia bem delimitada e tenha um passo-a-passo bem definido. Não imite outras empresas. Você pode se basear em outras estratégias, porém, entenda como adaptá-las para o seu negócio. Só assim você saberá o que funciona para você.
  3.   Seja pessoal. As redes sociais não são locais em que as pessoas querem interagir com as empresas, elas querem interagir com pessoas. Um exemplo disso é a minha empresa, Angel Eye, onde possuo uma fanpage. Toda a divulgação que realizo, faço direto da minha página pessoal, o que gera uma empatia melhor entre mim e os usuários que, posteriormente, são acionados pelo meu perfil pessoal, levando-os para a minha empresa.
  4.   Ter um funil de vendas bem definido também é importante. Tenha as etapas claras, teste, entenda cada uma e detalhe cada uma delas. Comece simples, veja o que dá resultado, gere receita e escale de acordo com sua necessidade.
  5.   Escale. Tenha foco em uma construção autossustentável da sua base, invista em anúncios, impulsione sua estratégia e tenha em mente que isso é um investimento. Profissionais investem em tráfego, então – invista.


INOVATIVA: Há algo que gostaria de salientar que não questionamos?

GERSON: Bom, tudo é teste. Não adianta discutir o que funciona ou não. É necessário estudá-los dentro da sua startup, dentro da sua necessidade empresarial. Existem metodologias comprovadas e é interessante utilizá-las, mas enquanto elas não trouxerem resultados para o seu negócio, elas não funcionam pra você. Na prática, a teoria é outra. Veja o que funciona, o que não funciona, otimize e faça seu negócio crescer. É um trabalho de escala. Não existe fórmula mágica. Existem fórmulas e metodologias, mas que não funcionam magicamente. Você tem que estar ali, trabalhando, melhorando e corrigindo aquilo que não deu certo. Enquanto não colocar em prática, não passa de conversa.

Quer saber mais sobre Marketing Digital? O InovAtiva Brasil está com o curso online aberto sobre o assunto até dia 11/09. Acesse aqui.

Facebook premia as 14 startups com apps mais bem avaliadas do InovAtiva com programa FbStart

O Fb Start, programa de aceleração do Facebook, vai oferecer 14 vagas para empresas finalistas do InovAtiva Brasil, eleitas como destaque entre as que produzem ou têm a intenção de produzir aplicativos móveis. As vantagens do programa vão de mentorias com funcionários do Facebook a um pacote de benefícios  valorado em aproximadamente US$ 80 mil, que inclui anúncios na rede social e soluções e serviços de soluções tecnológicos e de gestão de parceiros.

Para Bruno Magrani, diretor de relações institucionais do Facebook, o FbStart foi desenhado para alavancar startups que desenvolvem soluções móveis e vai ser um passo ainda maior para o caminho de sucesso dessas empresas. “Confiamos que a seleção dos destaques eleitos neste Demoday vai trazer empresas de qualidade para o nosso programa”, declarou.

As startups selecionadas foram: Menu for Tourist, JáTá Chegando, AdTools, Listen, Voopyn, EASYCRÉDITO, Estante Mágica, Sinapse nas Escolas, Meu Câmbio, Atmosfero, Escavador, EP Health, Bynd e Screens.

Além das 14 empresas selecionadas para o FB Start, a banca de investidores também elegeu as 12 melhores startups, sendo duas de cada categoria. Na banca de TIC – Soluções B2B, Big Data e IoT, foram destaque Nama e Atmosfero. Na categoria TIC – Setor Financeiro, Logística, Mídia e Serviços foram eleitas EASYCRÉDITO e JáTá Chegando. Na área de Produtos e soluções B2C, Comércio Eletrônico e Varejo, foram reconhecidos AdTools e Menu for Tourist. Em Educação e Acessibilidade, destaque para Listen e Voopyn. Na banca de Saúde, Biotecnologia, Química e Agronegócios, OncoTag e Taquion foram eleitas as melhores. Por fim, em Soluções para indústria, infraestrutura e construção civil, energia, telecomunicações e automotivo, as escolhidas foram Aerointel e NETResíduos.

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