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Como calcular a taxa de retorno sobre um Investimento em Startup?

Por João Kepler Braga *

Ganhar dinheiro investindo em Startup nos dias de hoje é sem dúvida um desafio maior do que era há 10 anos. O principal “culpado” por essa realidade foi o aumento considerável no tempo que leva para uma startup ser adquirida ou vendida.

Para se ter uma ideia de como chegamos nestes números e entender melhor o cenário atual, o fato é que desde o fim do boom da Internet 1.0 em 2001, o tempo médio de retorno do investimento no capital de risco duplicou, de 3,3 anos para 6,8 anos, com um retorno médio de 5x o dinheiro dos investidores, ou seja, gerava no passado uma TIR (Taxa Interna de Retorno) ou IRR (Internal Rate of Return) de 62,9%. Esses dados  são da National Venture Capital Association.

E o que tudo isso significa? O que principalmente um investidor tradicional realmente precisa considerar e saber? Que atualmente o tempo médio para sair (exit) é de 6,8 anos e que o seu retorno será em média 5x, assim o investidor receberá uma (TIR) de 26,7%, ou seja, trata-se de um percentual atraente e superior aos obtidos em outras formas de investimentos disponíveis no mercado. Mais ainda, algumas empresas têm conseguido alcançar melhores taxas no mercado de capital de risco no Brasil. Na Bossa Nova Investimentos, por exemplo, o IRR anual calculado na média de 60 startups é de 43.7%.

Mas antes de falar e explicar como calcular o TIR ou IRR é importante considerar que os ganhos devem vir de mais de um investimento em Startup. Ou seja, quanto mais startups investir, maiores serão suas chances de ter retorno. Apenas como referência, a aceleradora 500 startups com seu Fundo III teve IRR de 20.3% e o mais recente report da Angel apresentou um resultado do Syndicate em 61 startups com IRR de 46%. Muitas vezes, algo em torno de apenas 10% do portfólio total, suporta o ganho de todas as demais startups.

Mas então como calcular o IRR ou TIR (Taxa Interna de Retorno)?

A técnica por assim dizer é fundamentada com análises que remetem mais ao futuro que o presente. A TIR é calculada com base no fluxo de caixa do projeto e para efeitos práticos. Isso significa que quanto maior a TIR, melhor e mais lucrativo será o projeto ou novo negócio. Para facilitar, pense na TIR como a taxa de juros que uma aplicação financeira precisaria render para ser tão lucrativa quanto o projeto ou novo negócio. Uma taxa de juros implícita numa série de pagamentos (saídas) e recebimentos (entradas), que tem a função de descontar um valor futuro ou aplicar o fator de juros sobre um valor presente, conforme o caso, para trazer ou levar cada valor do fluxo de caixa para uma data focal (data base de comparação de valores correntes de diversas datas).  

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É importante compreender ainda que durante o projeto o fluxo de caixa é negativo. Isto é, há somente saída de recursos financeiros. Ao fim do projeto, quando o produto ou serviço está pronto e é comercializado, em tese, o fluxo de caixa é positivo. Há entrada de dinheiro. Resumindo para não deixar nenhuma dúvida, durante o ciclo de vida do projeto, há despesa/investimento e durante o ciclo de vida do produto/serviço há receita ou recuperação do investimento feito no projeto.

Os investidores qualificados esperam que seus rendimentos sejam superiores a 30%, portanto, os investimentos em startups que se preocupam com isso, conseguem taxas melhores e consequentemente são mais atraentes, apesar do alongamento do tempo e valuations mais elevados.

Por isso o investimento em startups tem se tornado cada vez mais procurado por investidores considerados tradicionais/conservadores do mercado, porque eles já compreenderam que assim como em qualquer outro investimento existem riscos, mas que o retorno financeiro é maior, bem como a forma de atuação neste mercado crescente ser ainda mais satisfatória e contundente.

* João Kepler Braga, Lead Partner da DealMatch e mentor/investidor do Programa InovAtiva Brasil desde 2015.

O sucesso por trás da crise: 5 maneiras efetivas para manter a empresa no azul

Por Marcus Cordeiro*

O cenário econômico do país está cercado de incertezas.  Segundo o Banco Central, a estimativa é que a inflação chegue a 6,87%, bem acima da meta central fixada em 4,5%. Em relação aos juros, o mercado prevê uma alta para 15,25% ao ano.

Por isso, é fundamental que as empresas busquem operar no azul, sendo capaz de arcar com todas as despesas operacionais do negócio, que garantem sua sobrevivência. Para que tudo isso ocorra, é recomendado ter um plano alinhado, não podendo deixar de figurar esses cinco tópicos:

1 – Avaliação da empresa

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A primeira coisa a ser feita é uma avaliação da situação estratégica e financeira da empresa. Se ela estiver bem em ambos os quadrantes, é o momento de pisar no acelerador para ganhar mercado. Se estiver com problemas em ambos os quadrantes, a situação é emergencial e, provavelmente requer uma grande reestruturação ou um movimento disruptivo, como uma aliança ou venda da empresa. Se a empresa estiver financeiramente forte e estrategicamente fraca ela pode usar de sua situação financeira para reposicionar estrategicamente sua operação. Finalmente, se a empresa estiver estrategicamente forte e financeiramente fraca, o foco maior deve ser em readequar as margens e melhorar a liquidez.

2 – Aumentar as margens

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Uma dica prática é utilizar o velho princípio de Pareto. Para isso, é preciso entender os produtos e/ou serviços que representam a fatia mais significativa da margem da empresa. Feito isso, deve ser feita uma avaliação bastante criteriosa de quais produtos e/ou serviços devem ser mantidos, descontinuados e aqueles que necessitam ser modificados ou aprimorados.

3 – Reduzir custos e repensar investimentos

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Nesse momento de crise, é preciso intensificar a prática de corte de gastos de uma maneira bem criteriosa. Uma sugestão é adotar o orçamento base zero. Nele, a empresa elabora seu orçamento como se fosse iniciar suas atividades, sem utilizar como base o comparativo com anos anteriores.

4 – Fortalecer a organização

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Nesse momento, é preciso olhar com cuidado para as pessoas e processos tentando otimizar e descobrir oportunidades de melhorias, como, reorganizar funcionários e aproveitar a ociosidade de tempo para investir em treinamento. Outro ponto fundamental, para um planejamento de sucesso é que todos da empresa tenham conhecimento dos objetivos traçados para o período, para que assim possam incorporá-los, de fato, como metas.

5 – Planejar o próximo movimento

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A crise não é eterna. O empresário tem que se preparar para quando o mercado melhorar. Deve refletir para o momento de saída da crise, sabendo quais movimentos estratégicos serão necessários. Nessa hora, ter passado pela crise pode até ter sido efetivo, pois quem conseguiu manter a empresa no azul seguirá capitalizado e se fortalecerá.

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* Marcus Cordeiro é engenheiro eletricista graduado pela Poli-USP com extensão em administração de empresas pela FGV, possui mais de 20 anos de experiência, principalmente como executivo nos setores industrial e varejista. Trabalhou em empresas como Procter & Gamble, Bimbo do Brasil, Grupo Valdac e MetrixLine e atualmente é sócio-diretor da ba}BANCODENEGÓCIOS e coordena os projetos de captação de investimentos, fusões e aquisições. É mentor do Programa InovAtiva Brasil desde 2015.

 

 

 

 

 

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