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Perfil das aprovadas para InovAtiva de Impacto 2019

Entre abril e maio, estiveram abertas as inscrições para o programa InovAtiva de Impacto. Ao todo, tivemos 261 inscrições completas. Destas, foram selecionadas 36 startups para participar do ciclo de 2019. Elas estão concentradas, majoritariamente, nos estados de São Paulo (25%) e Santa Catarina (14%). As demais são do Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará.

Essas empresas estão são focadas no setor B2B (42,9%) e atuam, principalmente, com saúde e bem-estar (19,44%); crescimento econômico (16,67%); cidadania (13,89%) e consumo, cultura, lazer e produção responsável (11,11%).

Com faturamento de até R$ 50 mil (51,43%) e passagem por aceleradoras (58,3%), essas empresas estão desenvolvendo projetos de impacto há, pelo menos, um ano (82,9%). Além disso, as startups utilizam métricas de impacto social ou ambiental (55,83%) sobretudo para o controle dos beneficiários diretos e indiretos.

InovAtiva de Impacto

Criado em 2016 para fomentar o ecossistema dos negócios de impacto social e ambiental no país, o InovAtiva de Impacto é destinado a negócios inovadores que possuam o potencial de gerar lucro e, ao mesmo tempo, resolvam um problema social ou ambiental. Para participar, as startups precisam ser formalizadas como empresas, ter base tecnológica ou um modelo inovador, ter como missão gerar impacto social ou ambiental positivo e possuir alto potencial de escalabilidade.

Com o objetivo de preparar as startups para se conectarem com investidores, grandes empresas e outros especialistas do ecossistema de empreendedorismo, o programa oferece oito mentorias individuais e 14 coletivas. Os empreendedores também têm a oportunidade de participar de eventos, fazer networking e realizar cursos gratuitos de empreendedorismo de alto nível, com um módulo focado em negócios de impacto socioambiental.

Ao final do ciclo, 20 startups serão selecionadas para participar do Bootcamp Nacional InovAtiva Brasil 2019.2 e do Demoday. Neste evento presencial, realizado de 30 de novembro a 02 de dezembro, elas participarão de capacitações e mentorias presenciais para desenvolver seu negócio. No último dia, se apresentarão para uma banca de investidores, representantes de aceleradoras e de outras instituições ligadas ao tema.

Para saber mais, acesse a página.

O que sua startup precisa para ser aprovada no InovAtiva de Impacto?

As inscrições para o InovAtiva de Impacto, programa de aceleração para negócios de impacto social e ambiental, estão abertas até o dia 27 de maio. Das inscritas, 40 empresas serão selecionadas para receber cursos gratuitos de empreendedorismo de alto nível diretamente com os melhores especialistas do país, com um módulo focado em negócios de impacto socioambiental.

Para serem escolhidas, as startups precisam:

  • Desenvolver produtos ou serviços de base tecnológica;
  • Possuir modelo de negócios inovador e/ou escalável;
  • Ter como foco o impacto social e/ou ambiental;
  • Estar constituída como empresa e possuir CNPJ;
  • Contar com clientes pagantes ou com uma base crescente de usuários;
  • Atuar em um mercado com tamanho representativo;
  • Apresentar faturamento máximo de R$ 4,8 milhões no último ano contábil;
  • Ter potencial de crescimento.

Elas também devem enviar um vídeo de até três minutos e uma apresentação do negócio em PDF. As empresas que não atenderem qualquer um desses requisitos ou enviarem links inválidos ou protegidos serão automaticamente desclassificadas.

Processo de avaliação

Os avaliadores externos (profissionais referência do ecossistema voluntários) recebem até 30 projetos para analisar com base em quatro critérios: grau de inovação, maturidade da empresa, maturidade da solução e equipe. É importante que os empreendedores tenham em mente que as startups serão avaliadas com bases nas informações que são encaminhadas na proposta. Por isso, aproveite ao máximo os conteúdos abertos de capacitação do InovAtiva para entender bem cada tema e escrever a sua proposta com mais atenção e qualidade.

Lembre-se de apresentar as vantagens significativas que o seu negócio tem em relação aos dos concorrentes, quais os desafios que seu negócio enfrenta, sua posição firmada no mercado e as estratégias utilizadas na aquisição de clientes. Assim, os avaliadores vão compreender rapidamente o real valor do seu negócio e, consequentemente, fazer uma melhor avaliação da sua startup.

Após esse processo, as instituições organizadoras do programa ficam responsáveis por verificar as avaliações feitas pelos profissionais voluntários e selecionar as empresas que participarão do próximo ciclo do programa. O InovAtiva de Impacto publica a lista final com as até 40 (quarenta) empresas selecionadas no site www.inovativabrasil.com.br, sempre em ordem alfabética, após ser homologada pelo comitê gestor do programa.

Inscreva-se para o programa InovAtiva de Impacto

O InovAtiva de Impacto, um desdobramento do InovAtiva Brasil, tem como objetivo apoiar negócios com propósito de gerar impacto social e/ou ambiental, que avaliam ou buscam as condições para mensurar seu impacto periodicamente e que têm uma lógica econômica que permite gerar algum tipo de receita própria.

A fim de capacitar os participantes nas competências necessárias para o desenvolvimento de um negócio inovador de impacto, o programa foi criado em 2016 e, desde então, acontece anualmente e tem duração de quatro meses. A cada ciclo, 40 startups selecionadas recebem acesso a conteúdo especializado e mentoria individuais e coletivas, online e presencialmente, com executivos experientes, empreendedores de sucesso e investidores.

Depois disso, metade das empresas são convidadas a apresentar seus negócios para investidores, aceleradoras privadas e executivos de grandes organizações com o intuito de se conectarem com esses players, ganharem visibilidade e reconhecimento e se integrarem com outros programas públicos e privados de fomento a startups durante o Bootcamp e Demoday InovAtiva Brasil, em São Paulo.

É importante ressaltar que, durante o ciclo de aceleração, as startups devem atingir percentuais mínimos nas avaliações periódicas, a que são submetidas no decorrer do programa. A descrição do processo de avaliação, bem como percentuais mínimos, estão no Manual do Empreendedor.

Seleção

Entre os dias 29 de abril e 27 de maio, empresas de base tecnológica ou com modelo de negócio inovador, formalmente constituídas, em fase de operação, tração ou escalonamento, com ao menos um dos sócios dedicados integralmente ao negócio e compromissadas com o desenvolvimento de produtos ou serviços que resolvem problemas sociais ou ambientais poderão se inscrever no site www.inovativabrasil.com.br.

Para concorrer a uma vaga no InovAtiva de Impacto 2019, os empreendedores interessados, de qualquer segmento da indústria, comércio ou serviços, devem preencher e enviar ao programa um formulário apresentando os aspectos gerais do negócio proposto e da equipe participante.

O processo de avaliação é realizado por uma rede qualificada de profissionais, que analisa quatro pilares: Grau de Inovação; Potencial de Mercado; Maturidade da Solução e Equipe; e Tese de Mudança. Cada dimensão possui uma pontuação que varia de um (pouco promissor) a cinco pontos (muito promissor).

A lista das escolhidas será divulgada no site do programa dia 01 de julho. Para mais informações, acesse o link!

 

Startups de impacto socioambiental também no InovAtiva Brasil

Desde o final de 2016 o InovAtiva Brasil lançou o programa InovAtiva de Impacto, que oferece aceleração para negócios inovadores que se proponham a resolver problemas sociais e ambientais. Em parceria com o Sebrae, a novidade este ano é que as startups selecionadas entrarão no Ciclo 2017.1 desde o começo e quem passar para a segunda etapa, vai ter acesso a um curso específico de Investimento de Impacto. As selecionadas serão divulgadas no dia 20 de março.

São diversos os investidores que procuram empresas com essas propostas no Brasil. É o que afirma Marcos Vinícius de Souza, secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). ‘‘Essa nova categoria dentro do InovAtiva Brasil é justamente para conectar os interessados em investir em projetos que priorizam a tecnologia para resolver questões socioambientais. Ao mensurar resultados e mostrar que este é um campo enorme, crescente no mundo, conectamos os empresários a quem quer investir com esta lógica de performance financeira’’, comenta Souza.

Para inscrever-se no InovAtiva acesse aqui

Celia Cruz, diretora executiva do Inovação em Cidadania Empresarial (ICE) e mentora do InovAtiva de Impacto, considera que ao trazer os negócios de impacto para a agenda, o programa dá um importante sinal aos empreendedores que buscam gerar soluções para problemas sociais e ambientais com seus negócios. ‘‘Estamos criando uma polinização entre os negócios do InovAtiva de Impacto e o InovAtiva. Acredito que os empreendedores de impacto podem contribuir com os outros empreendedores mostrando como seus negócios podem resolver problemas sociais’’, destaca Celia.

Um exemplo de startup que foi acelerada pelo InovAtiva Brasil e voltou para participar do InovAtiva de Impacto é a empresa Urbotip, que foi acelerada em 2015 e voltou ao programa em 2016 como uma startup de impacto. A empresa pretende resolver os problemas das cidades com uma ferramenta feita para que a população possa ter acesso à canais que possam divulgar essas questões. Paulo Faulstich, CEO da empresa, tem a percepção de que já é difícil ser empreendedor em modelos de negócio mais tradicionais e quando são de impacto, é um desafio maior ainda. ‘‘Na maioria das vezes, as pessoas pensam apenas em lucro e não somente no benefício que a ferramenta traz. Voltar ao InovAtiva foi uma oportunidade incrível pois é capaz de incentivar que mais empreendedores sigam por áreas diferenciais’’, diz Faulstich. Ainda para o CEO, os grande problemas que existem atualmente com relação a infraestrutura das cidades é justamente por faltar investimentos em soluções socioambientais. ‘‘Eu, particularmente, não tinha visto ainda no Brasil programas com foco em empresas de impacto social. Para mim, o Inovativa está de parabéns por oferecer essa oportunidade e trazer incentivo a empreendedores da área’’, encerra.

Para saber mais sobre negócios de impacto acesse o post Saiba o que são negócios de impacto social

Saiba o que são negócios de impacto social

Você já ouviu falar de negócios de impacto social? Basicamente, são empreendimentos que intencionalmente almejam objetivos sociais específicos juntamente com um retorno financeiro e que medem a realização de ambos. São empresas que buscam soluções para problemáticas da sociedade, configurando-se como soluções de mercado para problemas sociais e ambientais. Eles oferecem, de forma intencional, soluções escaláveis para problemas de impacto socioambiental.

Nesse cenário, o Programa InovAtiva Brasil disponibiliza um curso conhecido como Inovativa de Impacto, para que você possa se ambientalizar com os negócios de impacto social e planejar o seu próprio empreendimento.
Como funciona o Inovativa de Impacto?

Como funciona o Inovativa de Impacto?

O inovativa de impacto é uma trilha de conteúdo para as startups com modelos de negócios com impacto social ou ambiental. Esta trilha ocorre junto com o Inovativa Brasil, que procura atender as startups de todos os perfis, mantendo a inovação em seu DNA. Pensando nisso, surgiu a Inovativa de Impacto, que é uma versão do programa voltada especialmente para o tema impacto social e ambiental.

Negócios de impacto social: por que você deve aderir a esse movimento?

Segundo o Secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Vinícius de Souza, existem vários investidores que procuram startups com proposta voltadas para a solução de problemáticas ambientais e sociais a fim de solucionar as necessidades da população que vive na base da pirâmide social. Com a Inovativa de Impacto você, como empreendedor, consegue ser direcionado para essa procura, tendo uma oportunidade extra de mostrar seu projeto sob a perspectiva do impacto social.

Aproveite, e conheça nosso curso de negócios de impacto e participe também desse movimento de empreendimentos com impacto socioambiental!

O impacto social da Economia Compartilhada

Por João Kepler Braga *

Muito se comentou sobre a Economia Compartilhada, principalmente em 2015, ano em que grandes empresas que já nasceram neste formato de negócio ganharam visibilidade e mostraram ao mundo uma nova realidade e forma de negociar que já está presente entre nós. O que você empreendedor precisa saber agora é que independentemente do seu setor ou do seu segmento empresarial, você precisa entender e se adaptar a nova Economia Compartilhada ou Sharing Economy.

Conceitualmente, a Economia Compartilhada é um ecossistema econômico sustentável construído em torno da partilha de recursos humanos, serviços e produtos. Ela inclui a criação, produção, distribuição, comércio compartilhado e consumo de bens e serviços por pessoas e negócios, focados nas pessoas.

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Leia também: Investidores da Anjos do Brasil fortalecem conexão com startups do InovAtiva

Observe que trata-se de uma quebra de paradigma. Sabe por que essa nova economia tem chamado tanta atenção e ganhado cada vez mais espaço no mercado mundial? Porque há séculos tudo é feito da mesma forma quando se trata de varejo e capitalismo mundial, ou seja, o foco se dá em função única e exclusivamente da compra e venda de produtos e serviços. O que muda? Bom, na Economia Compartilhada podemos, por exemplo, vender o mesmo produto por diversas vezes, sem que o comprador obtenha a propriedade do bem. Nesse formato, aquela única transação dá lugar a muitas outras. No modelo tradicional, nós produzimos e vendemos, simples assim.

Os participantes de uma Economia Compartilhada são pessoas, comunidades, empresas, organizações e associações; todos estão em um sistema de compartilhamento altamente eficiente, para que todos contribuam e se beneficiem. São negócios feitos geralmente diretamente entre pessoas e sem intermediários, onde as pessoas estão no centro desta economia.

O consumo colaborativo, a troca de experiências e de serviços específicos, de propriedade compartilhada, aluguel, compra coletiva, passando também pela subscrição, pelo empréstimo, pelo micro financiamento, crowdfunding, crowdsourcing etc.: esses são os principais aspectos e modelos de negócios da Economia Compartilhada.

O exemplo mais popular e conhecido do mercado é o Uber, onde pessoas normais (drivers) dirigem seus próprios carros particulares para outras pessoas usando apenas um aplicativo para conexão e negócio entre elas. Existem outros exemplos: o Airbnb, onde as pessoas se hospedam em casas de outras pessoas sem ter necessariamente que ficar hospedados em hotéis tradicionais; o Zipcar, onde qualquer pessoa pode alugar carros de outras pessoas, sem precisar de uma locadora; o Netflix, onde pessoas podem ver filmes pela internet em qualquer device (incluindo a televisão) sem precisar baixar ou pagar entradas como no cinema ou pagar para alugar filmes – basta fazer uma assinatura e ver na hora que quiser; imagine jantar na casa de um estranho que preparou a mesa especialmente para você – veja como funciona o Dinner; conhece o Tripda, o aplicativo que busca caronas para reduzir o custo de seu deslocamento? Que tal pegar uma carona com alguém? Deixe seu carro na garagem.

A Economia Compartilhada promove uma cultura nós, onde a comunidade em geral é considerada o bem maior. Preocupações com saúde, felicidade, confiança, experiências, colaboração, compartilhamento e sustentabilidade são características notáveis nesta economia.

E sabe qual é o principal impacto provocado na sociedade? É a mudança de mindset. Pessoas que operam nesta economia têm a preocupação de criar soluções para problemas específicos, têm consciência nos negócios, compreendem o empreendedorismo social, operam negócios sustentáveis e aplicam conceitos e ética nas empresas.

Teremos muito em breve a popularização deste modelo econômico no Brasil, o que fatalmente vai obrigar os negócios atuais a se adaptarem a este novo e gigantesco mercado. Não espere até você e seu negócio serem “engolidos” para mudar sua postura, afinal já está mais do que comprovado que essas mudanças vieram para ficar. Cabe a você escolher se vai se adequar a elas ou assistir ao sucesso dos seus concorrentes.

* João Kepler Braga, Lead Partner da DealMatch e mentor/investidor do Programa InovAtiva Brasil desde 2015.

inovativa@inovativabrasil.com.br