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Conheça a Teoria de Mudança e como implementá-la em seu negócio de impacto

Negócios de impacto são idealizados para solucionar problemas do âmbito socioambiental, em busca de um papel ativo no desenvolvimento sustentável das  nações. Entretanto, eles não deixam de ser empreendimentos e, em sua fase de projeto, devem ser tratados como tal.

A Teoria de Mudança nada mais é do que um conjunto de ferramentas que auxilia no planejamento de qualquer tipo de iniciativa social ou ambiental – como um projeto, política pública ou um empreendimento/startup de impacto. Ele ajuda a definir e explicitar os objetivos de longo prazo, ao mesmo tempo em que permite identificar as pequenas metas ao longo do caminho.

Esta é a definição utilizada por Mark Udler, mentor do hub InovAtiva e especialista no assunto. “A Teoria de Mudança, basicamente, ajuda a entender os objetivos de longo prazo e como trabalhar em cima deles”, sintetiza.

Implementação da Teoria de Mudança

O profissional elenca quatro passos na implementação da Teoria de Mudança que atuam em conjunto. “À medida que você caminha por esses passos, você nota que em algum momento se depara com os anteriores”, diz. Os quadrantes apresentados por ele são:

  1. Envolva os diversos stakeholders no processo
  2. Conheça profundamente o problema que está resolvendo
  3. Defina os objetivos de longo prazo desejados
  4. Monte a estrutura da Teoria de Mudança

Estrutura da Teoria de Mudança

Mark compara a estrutura da Teoria de Mudança com o conhecido 5W2H, ferramenta de gestão inventada no Japão para facilitar o planejamento de qualquer atividade: What (o que); Why (por que); Where (onde); When (quando); Who (quem); How (como); How Much (quanto).

Essencialmente, no planejamento de um negócio de impacto, os empreendedores devem responder estas sete perguntas:

  1. Qual o resultado de longo prazo que queremos alcançar?
  2. Quais  problemas queremos resolver?
  3. Quem são as pessoas envolvidas?
  4. Por quais canais vamos chegar a elas?
  5. O que faremos, de fato?
  6. Qual será o efeito mensurável disso?
  7. Quais os benefícios percebidos desse trabalho?

Contudo, o profissional alerta que essas questões devem ser respondidas de forma recorrente, não só no início do empreendimento, porque a situação pode mudar e novos planos são implementados no processo.

Métricas e ESG Enablers

“O negócio de impacto funciona quando você está gerando lucro e, ao mesmo tempo, impacto no ambiente e nas pessoas. Quando você consegue demonstrar essas duas métricas, afina seu negócio para que os resultados sejam embasados na sua entregas de impacto, mas seu financeiro também te ajuda”, Mark explica.

Utilizar métricas adequadas a este tipo específico de empreendimento é essencial para conseguir investidores do nicho. O especialista menciona investidores-anjo, mas também os novos fundos de investimento de impacto.

“Muitos fundos de investimentos e governos começaram a exigir que grandes empresas – principalmente as listadas na bolsa de valores – sigam as exigências ESG”, sigla que remete a um conjunto de políticas de Governança Ambiental, Social e Corporativa.

“O problema é que, em muitas dessas empresas, o processo de transformação é muito lento. Levar a cultura de foco em meio ambiente, na sociedade e na governança leva tempo e você tem que mudar a cultura de uma organização de grande porte”, diz.

Neste contexto, surgiram as ESG Enablers: “São startups que oferecem tecnologias para auxiliar no cumprimento das práticas ESG. Por meio das métricas e KPIs (indicadores-chave de desempenho), elas conseguem demonstrar a grandes organizações as oportunidades e a relevância de se concentrar na questão.”

“A pandemia trouxe muitas coisas ruins, mas ao mesmo tempo um processo de transformação muito grande. A geração Y é considerada hoje a mais prejudicada financeiramente de toda a história em comparação a geração anterior. Temos uma grande responsabilidade em reverter este processo aproveitando as oportunidades que nos são oferecidas”, conclui.

O texto foi escrito a partir da mentoria coletiva “Negócios de Impacto e Teoria da Mudança”, realizada no Ciclo 2021 do programa InovAtiva de Impacto. Você também pode assistir a apresentação do mentor clicando aqui.

Inovação e tecnologia em Negócios de Impacto

Anualmente, o hub InovAtiva seleciona  até 80 negócios inovadores para o programa InovAtiva de Impacto Socioambiental. Mas o que significa a inovação e a tecnologia envolvidas neste tipo específico de empreendimento?

Para explicar um pouco melhor sobre este assunto, Luciana Homrich, Mentora e Líder de Comunidade no InovAtiva, compartilha seu conhecimento especializado por anos de experiência como CEO na Conecta Projetos, negócio social que visa fortalecer e mobilizar o Ecossistema de Inovação e Impacto Social brasileiro.

“A tecnologia não deve ser vista como um fim, mas como um meio”, destaca a profissional, explicando que, na verdade, os processos tecnológicos nas soluções precisam ser influenciados pelo potencial de impacto, não o contrário. Ou seja, primeiro vem a definição da demanda, e só depois, a forma de resolvê-la.

Ao longo de anos de trabalho, a Conecta Projetos desenvolveu uma lista de seis princípios para definir o que significa inovação no âmbito de negócios de impacto.

Seis princípios para definir inovação no âmbito de negócios de impacto

1.Gestão Eficiente

“Qualquer organização, independentemente do setor de atuação, precisa ter uma gestão eficiente para que possa cumprir com a finalidade a que se propõe”, afirma. “Dentro do possível, quanto mais horizontalizada for a gestão, melhor. Isso contribui para atribuir funções e compromissos, e fazer com que todos tenham responsabilidades equivalentes. Assim, todos os colaboradores podem sentir o mesmo comprometimento na entrega de resultados.”

2. Qualificação

Este princípio se refere à qualificação dos próprios gestores e também de todos os colaboradores e parceiros que fazem parte do funcionamento do negócio de impacto. Além disso, ela frisa que a qualificação deve ser entendida enquanto capacitação, hardskills e softskills. “É muito importante pensar no todo. Porque, sem qualificação, não se sabe fazer projetos, executar ações, prestar contas, nem identificar oportunidades”, diz.

3. Captação

“Quero dizer a captação de recursos em geral, não somente financeiros”.  Luciana inclui  neste princípio também pessoas, em relações de parcerias e voluntariado. “Forme um  processo consistente que permita com que o seu negócio consiga evoluir de forma eficiente e demonstrando os resultados que se espera.”

4. Avaliação

A avaliação de negócios de impacto é uma das questões que os separa de outros tipos de organizações. Aqui, não é necessário só demonstrar o retorno financeiro, quanto também verificar se a finalidade da empresa está sendo cumprida. “Este valor é medido principalmente por meio de transformações na realidade, durante ou após a realização de uma ação, evento, projeto ou programa. Elas podem acontecer de diferentes formas, de acordo com os princípios que estão relacionados com o trabalho de cada empreendimento”, diz. Para métricas de avaliação, Luciana sugere a utilização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e o Impact Reporting & Investment Standards (IRIS).

5. Transparência

“Garanta transparência a todos os processos e principalmente aos resultados. Ou seja, saiba comunicar a informação da melhor forma possível. Seja sobre impactos, resultados ou os valores e missões da empresa. Por que estamos aqui? Qual transformação eu quero efetivar na realidade?”

6. Engajamento

O último dos princípios listados pela mentora trata sobre a formação de uma rede de parceiros comprometidos com o negócio de impacto. “É imprescindível engajar para fazer gestão, qualificar, captar, dar transparência e também para ampliar os impactos. Porque, sozinho, é até possível gerar impacto positivo. Mas você é um grãozinho dentro de um saco de arroz. Juntos, podemos fazer com que essa transformação seja muito mais significativa e efetiva”, ressalta.

Luciana finaliza esclarecendo que o impacto real nunca está isolado no âmbito social ou ambiental. “Todo impacto passa a ser socioambiental porque melhorar o ambiente natural é importante para o ser humano, e as populações estão incluídas no nosso ambiente: uma coisa não está separada da outra. No nosso trabalho, mobilizamos diferentes atores, desde o setor público até empresas e sociedade civil.”

Negócios de Impacto Socioambiental: o que saber antes de começar

Em 2020, a Global Impact Investing Network (GIIN), calculou em sua publicação anual que o tamanho do mercado atual de investimentos de impacto no mundo é de US$715 bilhões. Devido ao interesse de investidores e à crescente demanda social em negócios dessa área, não é de se espantar que cada vez mais eles tenham surgido no ecossistema mundial. Entretanto, os negócios de impacto socioambiental têm desafios e oportunidades específicas que devem ser exploradas desde sua idealização.

Gabriela Werner, CEO do Impact Hub Florianópolis e uma das palestrantes do InovAtiva Day, ofereceu sua perspectiva para explicar melhor como começar a empreender na área. Segundo a especialista, o grande desafio dos negócios de impacto é que o empreendedor precisa se atentar a duas questões com o mesmo comprometimento: a financeira e o propósito. “A gente precisa que a conta feche e a empresa se mantenha financeiramente saudável, porém, a intenção principal não é gerar o máximo de lucro possível para os seus fundadores, mas resolver um problema socioambiental relevante. Então, os indicadores de sucesso devem  demonstrar ambos os pilares.”

Acerca da definição deste tipo específico de empreendimento, Gabriela detalha que ele deve ter na sua missão a solução de pelo menos um dos pontos listados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “A lista é um consenso mundial de tópicos mais importantes que a humanidade precisa tratar até 2030, com o propósito de construir um mundo mais justo e mais sustentável”, diz.

O Mapa 2021 de Negócios de Impacto Socioambiental da Pipe.Labo organizou os nichos de atuação dos negócios estudados de acordo com os ODS e os três principais temas encontrados foram: Consumo e produção responsáveis (39%), Saúde e bem-estar (36%) e Trabalho decente e crescimento econômico (35%).

Gabriela comenta que o consumo responsável e o trabalho decente sempre representaram nichos de interesse naturalmente significativos para o mercado brasileiro, mas que a área da saúde apresentou um grande crescimento durante a pandemia da Covid-19. Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados identificaram na crise uma oportunidade de desenvolvimento de novos produtos e serviços, e novos mercados alcançados.

Entre Verticais de Impacto, outro dos indicadores pesquisados, os principais foram Tecnologias verdes (49%) e Civic Techs (40%).

Ainda segundo o levantamento, o dinheiro é o principal motivo de pedidos de ajuda para os negócios estudados (44%). Enquanto isso, 51% dos empreendedores já buscaram/estão buscando por processos de aceleração sem sucesso. Entretanto, este dado pode ser explicado por outra parte muito interessante da pesquisa: 42% ainda não definiram indicadores de acompanhamento de impacto, 33% definiram mas ainda não os utilizam; e 64% não declararam relatórios de emissões de gases de efeito estufa.

Esta porcentagem de negócios de impacto social que não realizam estes dois tipos de levantamentos é problemática. Gabriela comenta que esta é uma questão que certamente dificulta a obtenção de investimento, porque este tipo específico de investidor procura justamente por este recorte nos indicadores das empresas.

Por isso, a especialista frisa que uma das principais dicas para quem está começando um empreendimento de impacto é procurar a sua turma: “encontrar pessoas que já encontraram caminhos para chegar ao sucesso, como um sistema de apoio, é essencial, porque existe uma série de questões e oportunidades únicas deste tipo de negócio. Portanto, crescer em comunidade é sempre muito legal”, diz.

“É enriquecedor para os empreendedores vivenciarem os  altos e baixos dessa trajetória em conjunto, aprender uns com os outros e conhecer esses caminhos que são tão úteis. Nesse contexto, o InovAtiva de Impacto é uma excelente oportunidade para as pessoas terem contato com alguns dos melhores mentores, professores e outras pessoas que já possuem esse conhecimento. Além disso, ele é gratuito e pode ser acessado em qualquer canto do Brasil”, conta Gabriela, que incentiva a candidatura de pessoas de qualquer região, com todos os tipos de organizações. “A diversidade também traz muita relevância para o programa e isso pode fazer a diferença na sociedade”, conclui.

Conheça as startups que foram destaques do programa InovAtiva de Impacto

O programa InovAtiva de Impacto foi criado em 2016 como uma vertente diferenciada do InovAtiva Brasil para fomentar o ecossistema dos negócios de impacto social e ambiental no país. Ao todo, 66 startups foram aceleradas e, dessas, 11 estiveram entre os destaques das edições que participaram. Conheça quais são elas:

2016

  • Sumá – Aplicativo que conecta agricultores familiares com compradores regulares de alimentos. A iniciativa também ajuda agricultores familiares a se qualificarem e se inserirem no mercado, além de proporcionar uma modernização gerencial nas propriedades agrícolas de pequeno porte;
  • EPHealth – Idealizada para otimizar o dia a dia dos profissionais da saúde, a plataforma oferece às prefeituras uma solução inteligente para que haja maior assertividade na coleta, análise e gestão de dados extraídos da população; 

2017

  • ARIA Moda Inclusiva – Com o objetivo de trabalhar a inclusão por meio da moda, a startup desenvolve roupas do tamanho PP ao G4 e oferece praticidade, conforto, funcionalidade e estilo para o público jovem-adulto com algum tipo de deficiência física e/ou mobilidade reduzida;
  • Destine Já – Desenvolvedora de soluções para gestão sustentável de empresas geradoras de resíduos sólidos em todo o Brasil, a empresa utilizou tecnologia e inovação para criar uma plataforma para destinar resíduos com segurança e economia;
  • Herself – Pensado no bem-estar e autoestima das mulheres, a startup desenvolveu as primeiras calcinhas menstruais 100% nacionais e o primeiro biquíni e maiô menstrual do Brasil;
  • Portal SuperAção – Instituto sem fins lucrativos que disponibiliza ferramentas online para levar apoio emocional e qualidade de vida, de forma gratuita e inclusiva, para pessoas no tratamento do câncer;

2018

  • Biosolvit – Empresa de biotecnologia aplicada ao desenvolvimento de novos materiais. Dividida em duas áreas, a startup cuida de pesquisa e desenvolvimento de produtos para preservação da flora, como o Xaxim de Palmeira, e para a preservação da água, como o Absorvedor Natural de petróleo e derivados;
  • Oliplanet – Programa de logística reversa de óleo de cozinha usado que busca fechar a cadeia de reciclagem entre consumidor, pontos de coleta e recicladoras. A empresa também promove ações socioambientais e de marketing verde que auxiliam as pessoas a darem a destinação correta ao produto;
  • SaveLivez – Com o propósito de ajudar a salvar vidas, a startup utiliza Data Science para prever a demanda e oferta de doação de sangue, otimizar os processos e melhorar a comunicação. Com isso, gera economia ao sistema de saúde e evita a falta e o desperdício de sangue em bancos de sangue e a demora nos atendimentos na fila de pacientes do SUS;

 

 

 

2019

  • Coletando Soluções – Primeira fintech do país a disponibilizar pontos de coleta que trocam lixo por dinheiro em comunidades vulneráveis, promovendo assim uma economia circular ecológica;
  • Cycor Cibernética – Desenvolvedora do primeiro exoesqueleto do Brasil, que pode ser usado por pessoas paraplégicas totais e tetraplégicas parciais.

Fique atento ao nosso site para saber quais serão as startups destaques de 2020!

Conheça algumas soluções contra a Covid-19 desenvolvidas por startups que passaram pelo InovAtiva de Impacto

Nos últimos 20 anos, o Brasil tem mostrado um grande interesse por negócios de impacto socioambiental, abrigando mais de mil startups com foco neste segmento, segundo dados do 2º Mapa de Negócios de Impacto, realizado pela Pipe Social.

Estas iniciativas complementam as políticas públicas já existentes para a resolução dos problemas sociais e ambientais e para o cumprimento de objetivos traçados pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o intuito de contribuir para que o planeta se torne um lugar mais próspero a todos os seus habitantes.

Tendo em vista esse propósito, em um contexto de pandemia, as startups de impacto se mobilizaram para o desenvolvimento de soluções que ajudassem a conter a propagação da COVID-19. Abaixo listamos algumas delas, desenvolvidas por empresas aceleradas pelo InovAtiva de Impacto:

Destine Já – A startup especializada na destinação de resíduos tem intensificado seu trabalho para atender as demandas de prédios, condomínios e casas. Para que os coletores e separadores de lixo não se contaminem, a Destine Já disponibiliza roupas apropriadas aos seus colaboradores como máscara, luvas, frascos de álcool em gel ou qualquer outro item que seja referente à saúde, e outros itens de saúde e higiene que evitam que os garis se exponham ao vírus e possam realizar a correta destinação dos materiais.

Audima – De forma gratuita, a startup está disponibilizando sua tecnologia assistiva de áudio para todo o conteúdo publicado em sites sobre o novo coronavírus e seus desdobramentos. O propósito da empresa é gerar inclusão digital com o áudio;

UPSaúde – A UPSaúde desenvolveu um sistema de monitoramento remoto por meio de um bot com inteligência artificial. Ele agenda consultas para telemedicina, realiza uma triagem virtual focada na experiência do usuário e analisa preditivamente os riscos de saúde com inteligência de dados. A startup também conta com um pacote de funções para o combate da COVID-19 que, por meio da tecnologia, evita o agravamento do estado de saúde do paciente e permite controle assíduo, sem necessidade de deslocamento;

Tra$hin – A empresa, que atua na área de gestão de resíduos e educação ambiental, tem realizado ações como reaproveitamento de tecidos para produção de máscaras. A startup repassa esses tecidos para empresas parceiras que estavam sem atividade e, após a produção, as máscaras são encaminhadas para doação em comunidades carentes. Além disso, também elaborou materiais educativos sobre o descarte correto de resíduos e disponibilizou materiais de higiene e cestas básicas para trabalhadores das cooperativas de reciclagem parceiras.

Startups de impacto socioambiental também no InovAtiva Brasil

Desde o final de 2016 o InovAtiva Brasil lançou o programa InovAtiva de Impacto, que oferece aceleração para negócios inovadores que se proponham a resolver problemas sociais e ambientais. Em parceria com o Sebrae, a novidade este ano é que as startups selecionadas entrarão no Ciclo 2017.1 desde o começo e quem passar para a segunda etapa, vai ter acesso a um curso específico de Investimento de Impacto. As selecionadas serão divulgadas no dia 20 de março.

São diversos os investidores que procuram empresas com essas propostas no Brasil. É o que afirma Marcos Vinícius de Souza, secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). ‘‘Essa nova categoria dentro do InovAtiva Brasil é justamente para conectar os interessados em investir em projetos que priorizam a tecnologia para resolver questões socioambientais. Ao mensurar resultados e mostrar que este é um campo enorme, crescente no mundo, conectamos os empresários a quem quer investir com esta lógica de performance financeira’’, comenta Souza.

Para inscrever-se no InovAtiva acesse aqui

Celia Cruz, diretora executiva do Inovação em Cidadania Empresarial (ICE) e mentora do InovAtiva de Impacto, considera que ao trazer os negócios de impacto para a agenda, o programa dá um importante sinal aos empreendedores que buscam gerar soluções para problemas sociais e ambientais com seus negócios. ‘‘Estamos criando uma polinização entre os negócios do InovAtiva de Impacto e o InovAtiva. Acredito que os empreendedores de impacto podem contribuir com os outros empreendedores mostrando como seus negócios podem resolver problemas sociais’’, destaca Celia.

Um exemplo de startup que foi acelerada pelo InovAtiva Brasil e voltou para participar do InovAtiva de Impacto é a empresa Urbotip, que foi acelerada em 2015 e voltou ao programa em 2016 como uma startup de impacto. A empresa pretende resolver os problemas das cidades com uma ferramenta feita para que a população possa ter acesso à canais que possam divulgar essas questões. Paulo Faulstich, CEO da empresa, tem a percepção de que já é difícil ser empreendedor em modelos de negócio mais tradicionais e quando são de impacto, é um desafio maior ainda. ‘‘Na maioria das vezes, as pessoas pensam apenas em lucro e não somente no benefício que a ferramenta traz. Voltar ao InovAtiva foi uma oportunidade incrível pois é capaz de incentivar que mais empreendedores sigam por áreas diferenciais’’, diz Faulstich. Ainda para o CEO, os grande problemas que existem atualmente com relação a infraestrutura das cidades é justamente por faltar investimentos em soluções socioambientais. ‘‘Eu, particularmente, não tinha visto ainda no Brasil programas com foco em empresas de impacto social. Para mim, o Inovativa está de parabéns por oferecer essa oportunidade e trazer incentivo a empreendedores da área’’, encerra.

Para saber mais sobre negócios de impacto acesse o post Saiba o que são negócios de impacto social

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