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21 startups aceleradas pelo InovAtiva Brasil são selecionadas para o Startup Indústria 4.0

Com o intuito de conectar grandes empresas a empreendedores, o programa Startup Indústria 4.0, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em parceria com Portugal, selecionou 120 startups para participar da sua segunda edição. Destas, 117 são brasileiras e, dentre elas, 21 foram aceleradas pelo InovAtiva Brasil.

O projeto prevê R$ 4,8 milhões em premiação para as startups que se relacionarem com indústrias brasileiras e portuguesas, desenvolvendo soluções inovadoras e tecnologias 4.0. A expectativa é que até junho de 2020 seja feito o match de, pelo menos, 60 startups com 30 indústrias.

De acordo com a ABDI, as selecionadas já desenvolveram 190 soluções, participaram de 252 programas de promoção à inovação, 147 programas de fomento ao empreendedorismo e empregam 452 pessoas. Ao todo, foram realizadas 499 inscrições, sendo 296 aprovadas na primeira fase da seleção.

Na etapa seguinte, 120 projetos de 17 estados brasileiros se destacaram. As regiões com maior representatividade foram Minas Gerais (26%), São Paulo (25%) e Santa Catarina (16%). Agora, as selecionadas serão conectadas virtualmente com as indústrias que necessitem de suas competências. Em novembro, a ABDI promoverá o CoDiscovery Lab, evento para que todos os envolvidos se encontrem presencialmente.

Confira abaixo a lista com as startups aceleradas pelo programa InovAtiva Brasil que foram escolhidas para participar do Startup Indústria 4.0:

  • APTAH Bioinformática
  • BirminD Automação e Serviços
  • Cheap2Ship
  • CUBI Soluções Empresariais
  • Curvaflex Solucoes de Engenharia
  • Cybersecurity Seguranca Cibernetica
  • DriveOn Telemática
  • Hedro Sistemas Inteligentes
  • Inova GS
  • Mob – Consultoria e Projetos de Negocios e Engenharia
  • NanoScoping Soluções em Nanotecnologia
  • NetResíduos
  • Olho do Dono
  • Prevention Comercio de Artigos Opticos
  • Proativa Desenvolvimento de Sistemas
  • R M T Tage Biaggio Eireli
  • RC – Desenvolvimento e Treinamentos
  • Reciclapac Soluções para Embalagens
  • Ubivis Desenvolvimento de Programas de Otimizacao Industrial
  • Zumpy Mobilidade Urbana Sustentavel

Confira a lista completa em: http://ow.ly/5gAV50vMZi2

Suinocultura é o mercado alvo de startup catarinense

Chapecó – Dados da Revista Suinocultura Industrial revelam que Santa Catarina é o maior expoente da suinocultura brasileira. Com um rebanho de 4,7 milhões de animais, o estado obteve uma produção de 665 mil toneladas de carne suína no último ano, sendo responsável por cerca de 30% do abate nacional. Este cenário motivou a startup Gravitwave a desenvolver tecnologias para auxiliar os produtores e as cooperativas a aumentarem a produtividade.

O projeto Sistema Web de Gestão de Granjas Suinícolas de Cooperativas (COOPIG), surgiu após a aprovação da startup no Sinapse da Inovação, programa que oferece recursos financeiros, capacitações e suporte para transformar ideias inovadoras em empreendimentos de sucesso. O software criado pela Gravitwave trata-se de uma ferramenta online que pode ser acessada de qualquer lugar com integração total com cooperativas e técnicos, apresentando informações que impactam diretamente na tomada de decisão e na produtividade dessa cadeia.  

A startup foi fundada por Iskailer Inaian Rodrigues, Augusto José Ody ambos graduados em Sistemas de Informação e por Milton José Melz, mestre em Administração. Para os empreendedores o nível tecnológico aplicado às propriedades rurais, tanto em gestão quanto em equipamentos, ainda é pequeno, fazendo com que a eficiência produtiva brasileira esteja abaixo dos demais produtores mundiais.

O software foi criado com o objetivo de possibilitar uma ferramenta simples de utilização e que impacte positivamente no dia a dia do produtor rural, para que ele possa gerenciar a sua produtividade de forma fácil e eficaz. “Nosso objetivo é usar tecnologia para maximizar a produção, a eficiência e os lucros nas propriedades rurais vinculadas a cooperativas. Temos como diferencial um dispositivo que faz a coleta de dados diretamente da propriedade, podendo o produtor rural acessar o sistema e ver os dados da propriedade mesmo estando a quilômetros de distância dela”, afirma Iskailer.

Os empreendedores calcularam que, em apenas uma cooperativa, com a utilização do software, melhorando apenas 0,3% de um índice de produtividade, é possível ter um ganho de R$ 500 mil em um ano, ganho este que, no final das contas, permitirá aos produtores rurais investirem ainda mais em suas propriedades e ter uma melhor qualidade de vida. Para Milton, um dos fundadores da startup o COOPIG tem impactos sociais indiretos, como a diminuição do êxodo rural, a estimulação da sucessão familiar e a melhoria na qualidade de vida dos produtores rurais.

O COOPIG já está em fase comercial, sendo utilizado por umas das maiores cooperativas da suinocultura catarinense. O software recebe constantes atualizações para adquirir ainda mais funcionalidades ao dia a dia no campo, bem como uma maior integração com equipamentos nas propriedades rurais. Os empreendedores, responsáveis pelo software, também estão recebendo auxílio da Pré-incubadora Tecnológica da Unoesc Chapecó.

Além de ser contemplado entre os 91 ganhadores do Sinapse, o projeto ficou entre os 100 finalistas do InovAtiva Brasil 2016.1 e conquistou o 2º lugar no concurso Plano de Negócios do Sebrae/SC.

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*Espaço das Aceleradas é uma sessão destinada à publicação de matérias produzidas pelas startups aceleradas pelo InovAtiva Brasil. A responsabilidade das informações deste texto é da startup autora.

5 requisitos para uma startup fornecer tecnologia para indústrias

É comum abrir os sites especializados e encontrar notícias sobre as parcerias entre startups e os tradicionais nomes do mercado. A lista de grandes empresas que têm recorrido às soluções apresentadas pelas startups só cresce: Tecnisa, Bradesco, Itaú, Coca-Cola, Pernod Ricard e Natura são apenas algumas. Os motivos apresentados são similares: estreitar a relação com os novos empreendedores, buscar ideias que aumentem a produtividade e que possuam um menor custo.

Os ganhos são em via dupla. Se por um lado há a aderência de tecnologias inovadoras, por outro existe a possibilidade de acesso ao mercado para as startups. As formas de aproximação são muitas: hackathons, concursos, programas como o InovAtiva Brasil, entre outros. No entanto, a dúvida persiste: como atender aos requisitos e se tornar um dos escolhidos para fornecer tecnologia para indústrias?

Em primeiro lugar, a startup precisa estar ciente de que deverá obedecer uma série de requisitos estabelecidos pela indústria. São pontos que garantem que o negócio está bem estruturado, ou seja, não será meramente uma aposta. Para se tornar atrativo, não basta vender uma solução mirabolante, pelo contrário, o que as grandes empresas procuram são respostas práticas. O que está por trás da solução também é importante: cultura de processos, capacidade de entrega, alinhamento dos processos de logística, redução de custos, padronização e qualidade na produção são apenas o começo.

Pode até parecer excessivo, mas, ao final, as exigências resultarão na otimização do próprio negócio da startup. Por isso, em vez de reagir negativamente, as startups que desejam fornecer tecnologia para indústrias devem aproveitar o momento para investir em capacitação. Adquirir conhecimentos e trocar experiências com especialistas são atitudes que trarão apenas vantagens para os empreendedores. Afinal, além de uma oportunidade para networking, a capacitação permite atender aos requisitos do mercado e provocar o crescimento e a estruturação dos processos, qualificando ainda mais a startup.

Confira quais são os 5 principais pré-requisitos para uma startup fornecer tecnologia para indústrias:

  1. Arrume a casa: o primeiro passo é estabelecer a estruturação dos processos dentro da própria startup. É o momento de uma avaliação global do negócio, com a identificação dos pontos fracos e fortes. Com isso, será mais fácil buscar a capacitação adequada e otimizar as soluções oferecidas para as empresas.
  1. Apaixone-se moderadamente: por mais óbvio que possa parecer, esse é um dos conselhos mais dados para os empreendedores iniciantes. Até certo limite, faz todo o sentido. A paixão e a perseverança são duas características bem vistas pelos investidores e empresas. No entanto, cuidado. O criador do Business Model Canvas, Alexander Osterwalder, aconselha a não se apegar demais a uma ideia. Isso pode atrapalhar no desenvolvimento da solução e insistir em um caminho que nem sempre é o mais lucrativo.
  1. Obedeça às regras: estar de acordo com as normas exigidas em cada segmento é essencial para atender às empresas. É preciso consultar, inclusive, padrões internacionais para exportação, pois é possível a inclusão de regras diferentes das exigidas em território nacional. Sendo assim, obter certificados e acompanhar as mudanças legais de cada área são fatores essenciais para a startup que quiser relacionar-se com os grandes players, seja para oferecer tecnologia para indústrias ou para ter acesso ao mercado. É uma questão de responsabilidade e credibilidade.
  1. Faça melhor: é comum designar às boas ideias o título de negócio inovador. Contudo, para ser uma ideia com potencial de negócio, não é necessário que seja realmente uma novidade. O importante, no caso, é se adequar a startup à perspectiva do mercado que será atendido. Outro erro é olhar para a inovação apenas no produto final. Inovar é pensar também em otimizar processos e estruturas para aperfeiçoar entregas e resolver problemas. Além disso, um empreendedor inovador incorpora o conceito nas próprias ações, buscando oportunidades no mercado, parcerias e clientes potenciais.
  1. Fique preparado: as oportunidades podem aparecer até mesmo em uma conversa informal. Por isso, o empreendedor precisa estar sempre preparado para vender sua startup. As bancas de apresentação, como as do Demoday do InovAtiva Brasil, são outra forma de atrair clientes potenciais e, justamente pela importância das empresas participantes, necessita de uma preparação especial. Além das informações técnicas, o mais importante é oferecer uma solução. Fornecer tecnologia para indústrias é, no entendimento dos empresários, fornecer resultados.

inovativa@inovativabrasil.com.br