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Startup ajuda supermercados a reduzirem o prejuízo com alimentos vencidos em até 94%

A startup Total Strategy desenvolveu um aplicativo capaz de identificar itens que estão se aproximando da data de validade e oferecer aos supermercados alternativas para evitar que os produtos sejam descartados.

O app conta com três ferramentas. A primeira, chamada Big, disponibiliza dados sobre o supermercado e, a partir do acompanhamento desses dados, fornece informações sobre como dar um fim adequado aos produtos. A ferramenta Box faz a gestão da informação e avisa o supermercadista sobre os itens que precisam ser repostos, auxiliando em serviços gerais. A terceira ferramenta é a Eco, loja online em que as mercadorias próximas do vencimento são colocadas em promoção ou doadas para ONGs.

“Em média, os supermercados jogam fora R$3 mil em produtos vencidos por mês. Conseguimos ajudá-los na economia de 80% a 94% deste valor.”, comenta Cynara Bahia, CEO da Total Strategy.

A startup foi criada em 2016. Na época, Cynara e seus dois sócios, Ricardo Crispim e Waltenes Sardinha, criaram um aplicativo que permitia que promotores de venda e repositores cadastrassem o código de barras, a data de validade e a foto dos produtos que existiam em suas lojas. “Quando disponibilizamos essa ferramenta, em instantes já tínhamos 3 mil downloads e promotores de venda contando as suas experiências”, conta a empreendedora.

Em 2019, a startup mudou seu foco e passou a oferecer a tecnologia diretamente para os supermercados, uma vez que são eles os prejudicados com o vencimento dos produtos. Em busca de qualificação técnica para atingir esse público, os empreendedores decidiram inscrever a startup em programas de aceleração.

No segundo semestre de 2020, participou simultaneamente dos programas InovAtiva de Impacto e InovAtiva Brasil e foi destaque na categoria Tecnologia da Informação e Comunicação.

De acordo com Cynara, a participação no InovAtiva a ajudou no processo de organização e gestão da equipe. “Todo o conhecimento adquirido foi aplicado em seguida. Parece até inexplicável a nossa evolução de 1º de janeiro de 2020 para 31 de dezembro de 2020. Nós participamos de todas as atividades do InovAtiva, mesmo as não obrigatórias, porque acreditamos que sempre temos algo para aprender”, destaca a CEO.

Em 2020, a Total Strategy participou também do Programa Centelha, do programa de aceleração da Cotidiano e do Conecta Startup Brasil.

Para 2021, um dos objetivos da startup é se preparar para participar de programas internacionalização (conheça o StartOut Brasil, programa de apoio à internacionalização de startups brasileiras).

Programa InovAtiva de Impacto viabiliza parceria entre startups durante ciclo de aceleração

Incentivar a conexão e o networking é um dos principais valores dos programas de aceleração do InovAtiva. Em 2020, as startups Sharity e PWTech aproveitaram a oportunidade de integração e firmaram uma parceria enquanto participavam do InovAtiva de Impacto Socioambiental.

Quem deu o primeiro passo em busca de novos contatos foi Gustavo Henriques, CEO da Sharity, plataforma de crowdfunding com foco em impacto social. Segundo Henriques, a inscrição no programa InovAtiva de Impacto foi feita com o objetivo de aumentar a visibilidade da solução e estabelecer conexões com mentores e com outras startups.

“Quando foram divulgadas as 40 empresas selecionadas, verifiquei o que cada uma delas fazia. Percebi que muitas delas tinham sinergia com o que a gente queria oferecer ou que poderiam utilizar o nosso produto. A partir disso, fui chamando as pessoas para conversar”, relembra.

Uma das startups contactadas foi a PWTech, desenvolvedora de um equipamento que realiza a purificação de água. Ela estava em busca de uma plataforma que a ajudasse a lançar uma campanha de arrecadação de fundos para a instalação de seis desses dispositivos na Ilha do Bororé, um bairro localizado na Zona Sul do município de São Paulo. A iniciativa, desenvolvida em conjunto com a Associação de Moradores da Ilha do Bororé e a Sapiência Ambiental, tinha o objetivo de garantir o abastecimento de água potável para cerca de 300 pessoas.

Para Maria Helena Azevedo, diretora comercial na PWTech, a parceria foi importante para o processo de formatação e lançamento da campanha. Nesse período, a Sharity compartilhou dicas sobre quais estratégias de comunicação devem ser adotadas em plataformas de crowdfunding “Com a ajuda, conseguimos arrecadar parte dos recursos para o projeto, que busca reduzir significativamente a ocorrência de doenças relacionadas à falta de saneamento e contribuir para o bem-estar dos moradores da região”, comenta a empreendedora.

Conheça os programas de aceleração InovAtiva Brasil e InovAtiva de Impacto e saiba como eles ajudam startups a desenvolverem suas soluções.

Sobre a Sharity

Criada em junho de 2019, a Sharity é uma plataforma de crowdfunding com foco em impacto social, que usa gamificação para incentivar as pessoas a interagirem com causas sociais. Com a pandemia da COVID-19, teve um crescimento de mais de 500% entre março e abril devido a projetos criados dentro da plataforma com o objetivo de doar comida para moradores de rua ou fornecer máscaras aos mais necessitados. Hoje, com pouco mais de um ano de operação, está próxima de atingir R$3 milhões em causas viabilizadas.

Sobre a PWTech

A PWtech é desenvolvedora do sistema PW5660, capaz de transformar água contaminada em água potável. O equipamento é capaz de purificar até 5 mil litros de água por dia e, até o momento, já impactou 1300 pessoas.

Aplicativo gratuito que auxilia monitoramento da Covid-19 já atende mais de 800 cidades

Atenta à pandemia do novo coronavírus em 2020, a Lemobs, startup de base tecnológica, que entrega soluções de softwares para municípios e grandes empresas, desenvolveu o aplicativo Minha Saúde. O programa é um assistente de cuidados que auxilia no monitoramento de sintomas da COVID-19 e que também pode ser utilizado no acompanhamento de outras doenças.

“O aplicativo foi criado no início da pandemia com o intuito de atender justamente a esta urgência dos governos municipais em relação à COVID-19”, conta Sérgio Rodrigues, CEO da Lemobs.

Ofertada de maneira gratuita pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a solução permite o acesso a diversos serviços, como:

  • Avaliação de sintomas;
  • Registro de dados de saúde e de emergência;
  • Armazenamento de documentos (cartão SUS, carteira de vacinação);
  • Agendamentos para testes, vacinas e exames;
  • Registros de resultados de testes;
  • Laudos e imagens de exames.

A ferramenta, que está há cerca de oito meses no mercado, já atende mais de 800 cidades brasileiras. Segundo Rodrigues, o aplicativo também conta com uma área na qual gestores de saúde de municípios e de empresas têm acesso aos dados imputados e a painéis com análises integradas para apoio à tomada de decisão. “Além disso, o Minha Saúde pode ainda ser configurado para acompanhamento de grupos específicos, como idosos, gestantes, diabéticos, hipertensos e doentes crônicos”, explica ele.

Ao longo de 2020, graças ao aplicativo, a Lemobs foi selecionada em três Editais diferentes: o Chamamento Público “Enfrentamento à Covid-19”, promovido pela CNM; o Edital para o município de Juazeiro do Norte-CE; e o Edital FINEP “Soluções Tecnológicas para COVID-19”. Mais recentemente, a solução conquistou um lugar no Edital da Petrobras para acompanhamento remoto da saúde física e mental dos funcionários da empresa

“A fase inicial do projeto irá disponibilizar o app Minha Saúde aos funcionários da Petrobras. Depois disso, vamos aprimorar a ferramenta com a inclusão de novos protocolos clínicos por especialidade no intuito de solucionar dores específicas da companhia, como fornecimento de informações sobre cuidados com a saúde física e mental, gestão de riscos e de afastamentos por doenças.  Além disso, existe a possibilidade de integração com outras bases de dados para avaliação da possibilidade de desenvolvimento de doenças de acordo com a presença ou não de certos fatores de risco – como hipertensão ou colesterol alto”, comenta o executivo.

A Petrobras selecionou sete startups para participarem do Edital e irá disponibilizar até R$ 60 mil para que cada uma delas possa adaptar suas soluções às necessidades da empresa. Durante o período do contrato, previsto para durar até 12 meses, serão testados o desempenho e o potencial de contribuição das ferramentas. Ao final, as proponentes terão um ganho de escala e a oportunidade de validar suas soluções e obter um histórico de aplicação (track record) no setor de petróleo, gás e energia.

“Em função de novas demandas de saúde dos gestores públicos e dos cronogramas de atividade dos projetos FINEP e Petrobras, novas evoluções já estão previstas para os próximos meses, incluindo a integração completa com o SUS, novos protocolos de especialidades e ampliação de engajamento por meio de gamificação e inteligência artificial”, finaliza Sérgio Rodrigues.

Sobre a Lemobs

Startup acelerada pelo InovAtiva Brasil, a Lemobs é uma empresa de base tecnológica que entrega soluções de softwares e aplicativos para municípios e grandes empresas. Conta com produtos voltados para fiscalização de zeladoria urbana, gestão de obras, gestão ambiental, coleta, georreferenciamento de equipes e de frotas, habitação, segurança, alimentação escolar, saúde, entre outros.

Foi fundada em 2015, a startup atua com empresas que prestam serviços para o setor público. Atualmente, conta com mais de 10 produtos (como Lixo Zero, Minha Saúde, Combate Aedes e SIGELU Nutrição) e está presente em mais de dez mil cidades. Somente em 2020, a Lemobs faturou mais de R$ 10 milhões.

Saiba mais sobre a startup: https://lemobs.com.br/

68 Startups aceleradas pelo InovAtiva Brasil foram selecionadas para o Raking 100 Open Startups 2020

Em sua quarta edição, o Ranking 100 Open Startups premiou 68 empresas aceleradas pelo programa InovAtiva Brasil. O levantamento mede a atratividade das startups por meio das suas relações com grandes corporações e as classifica de duas formas:

  • TOP 100 Open Startups: elenca as soluções que mais despertaram a atenção de grandes organizações nos últimos 12 meses. Nesta lista, 29 empresas aceleradas foram premiadas pela quantidade de contratos assinados com essas instituições;
  • TOP 10 Categorias: considerando 25 segmentos, o ranking lista as dez soluções que se sobressaíram em suas áreas de atuação. Ao todo, 67 aceleradas foram destacadas em ao menos um deles. Além disso, seis startups ficaram em primeiro lugar nas categorias às quais haviam sido indicadas: VgResíduos (IndTechs), Standout (RetailTechs), Comprovei (LogTechs), Regenera Moléculas do Mar (BioTechs), CUBi Energia (EnergyTechs) e Simplifca Fretes (Marketplace).

Para Mário Frota Jr., sócio-fundador e diretor-presidente da Regenera Moléculas do Mar, criadora do primeiro e único banco de micro-organismos de origem marinha do país, o InovAtiva Brasil foi muito importante nesta vitória, visto que foi devido ao aprendizado adquirido durante o ciclo de aceleração que a companhia amadureceu.

Dessa forma, segundo o empreendedor, os resultados alcançados em 2020 superaram as expectativas da startup. “Na prática, conseguimos manter os contratos com grandes empresas que já estavam em vigência antes da pandemia. Também aumentamos o portfólio de projetos e parceiros, consolidando cada vez mais o nosso modelo de negócio e proposta de valor. O sentimento é de extrema gratidão por todos aqueles que seguiram acreditando nas nossas soluções”, comenta Frota.

A CUBi, startup que oferece uma solução completa de gestão e otimização do consumo de eletricidade, também foi uma das premiadas. De acordo com Rafael Turella, cofundador e diretor comercial da empresa, mudar o foco foi importante para superar desafios ao longo do ano.

“No ano passado, miramos nossos esforços para o desenvolvimento do produto e na organização da CUBi, mas em 2020 optamos pelo crescimento comercial. Isso nos ajudou a firmar contratos com grandes clientes. Foram esses relacionamentos que nos ajudaram a alcançar o 1º lugar no ranking de EnergyTechs pela primeira vez”, conta o empreendedor.

Essa vitória, sem dúvida, só foi possível devido a todos os aprendizados, experiências e trocas que tivemos durante os variados programas de aceleração que participamos, como o InovAtiva Brasil, que se destacou por nos colocar em contato com outras realidades do país e com empreendedores que não são da comunidade de São Paulo, onde está localizada a nossa sede”, completa Turella.

Quer conhecer um pouco mais sobre a Regenera Moléculas do Mar e a CUBi? Confira a seguir:

Sobre a Regenera Moléculas do Mar

Localizada na Incubadora Empresarial do Centro de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Regenera Moléculas do Mar foi fundada em 2010 para disponibilizar soluções sustentáveis em biotecnologia a partir do ambiente marinho. Em 2014, conquistou um investimento anjo e obteve a primeira licença especial para bioprospecção na Amazônia Azul. No ano seguinte, foi acelerada pelo InovAtiva Brasil.

Sobre a CUBi

A CUBi é uma startup que utiliza IoT e Big Data para auxiliar os setores comercial e industrial no entendimento e gestão de seu consumo de energia elétrica. A empresa, acelerada pelo programa InovAtiva Brasil no ciclo 2017.2, está inserida também nos ecossistemas de empreendedorismo dos Estados Unidos e Portugal.

Enteda o que é IPO e como ele é feito

O termo IPO (sigla de Initial Public Offering) é utilizado para designar o momento da abertura de ações de uma empresa na Bolsa de Valores. Dessa forma, os sócios disponibilizam parte da organização para ser comprada por qualquer pessoa interessada.

Nos últimos meses (agosto 2020 – novembro 2020), startups como Méliuz, Airbnb, Bemobi, Kaspi, Enjoei, Wine, Housi e Mosaico (detentora das marcas Zoom, Buscapé e Bondfaro) colocaram parte do negócio à venda para o público geral. Esta é uma etapa muito significativa para qualquer empresa e tem ainda mais valor para startups, pois simboliza um crescimento acentuado de operações.

Para atingir este patamar, é preciso um bom planejamento, ampla análise do mercado em que se está inserido e mensuração das expectativas para o futuro da instituição. Também é importante destinar uma equipe formada por advogado, contador e especialistas em valor mobiliário e investimento para ficar responsável apenas por esse processo, que pode durar meses.

Em seguida, a startup deve criar um prospecto de oferta pública, ou seja, um documento explicativo sobre as perspectivas e planos da startup; a situação do mercado; os riscos do negócio; o quadro administrativo da empresa; onde os recursos obtidos serão aplicados e como os investidores serão remunerados. Depois de aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), este será o material consultado por interessados em adquirir ações da marca.

Vantagens do IPO para startups

Na Bolsa de Valores brasileira, pequenas e médias empresas tradicionais, com receita anual abaixo de R$ 500 milhões e valor de mercado de até R$ 700 milhões, têm isenção de taxas de análise, de oferta e de distribuição de ativos (desde que no segmento de acesso).

Além disso, segundo a Folha de S. Paulo, em 2020, a taxa básica de juros do país atingiu sua mínima histórica, de 2% ao ano. Isso fez com que quatro startups com potencial para movimentar mais R$3,5 bilhões entrassem na fila para abrir o capital. Outras 41 empresas estão em processo de análise pela CMV.

Agora queremos saber: qual será a primeira acelerada InovAtiva a fazer IPO?

5º Mega Hack 2020 terá desafio proposto pelo InovAtiva Brasil

Durante o mês de novembro, a Shawee, startup acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2020.1, vai realizar a quinta edição do ano do Mega Hack, maior hackathon online do Brasil. O InovAtiva foi convidado a participar do evento e propôs o desafio “Como auxiliar o programa a chegar em mais pessoas, de diferentes regiões do país”.

Os inscritos no Mega Hack serão distribuídos em equipes de cinco integrantes, que deverão escolher um dos oito desafios pré-determinados por organizações da área de tecnologia e propor uma solução para este. Além do InovAtiva, também propõem desafios CPFL Energia, Linker, Mercado Pago, Órama, Renner, Uber e Velt Partners.

Os projetos serão avaliados por um grupo de mentores convidados pela comissão organizadora para selecionar até 20 finalistas de cada desafio. Depois disso, as sugestões serão analisadas por representantes da empresa desafiante, que elegerão os 10 melhores projetos apresentados.

As propostas que ficarem em primeiro lugar em um dos 8 desafios serão julgadas por especialistas do mercado e uma delas será eleita a grande vencedora. O prêmio para esse primeiro lugar é de R$ 15 mil e os sete demais projetos receberão R$ 1,4 mil. O anúncio final será feito no dia 27 de novembro, nos canais oficiais de comunicação do Mega Hack.

Desafio InovAtiva

Visando expandir ainda mais sua rede de atuação, o desafio proposto pelo InovAtiva Brasil foi o de interiorizar o acesso à inovação e conhecimento no país. Dessa forma, o projeto desenvolvido deverá responder a cinco perguntas:

  • Como aumentar o relacionamento e engajamento online de comunidades locais em diferentes estágios de maturidade?
  • Como otimizar a gestão e estratégia para plataformas colaborativas de conteúdo?
  • Como fomentar de forma prática ecossistemas incipientes sem cultura de empreendedorismo disseminada?
  • Como fomentar mentores/as e investidores/as fora dos grandes centros?
  • Como regionalizar conteúdos e ações nacionais?

Para saber mais sobre o evento, acesse: https://www.megahack.com.br/

Sobre a Shawee

Eleita como Startup do Ano pelo Startup Awards 2020, a Shawee desenvolve uma plataforma online de gerenciamentos de todas as etapas de hackathons, com o objetivo de profissionalizar a gestão desse tipo de maratona.

“Em 2015 e 2016 tinham muitos hackatons sendo feitos de forma errada. A Shawee educou e regularizou esse mercado trazendo a cultura de outros países para o Brasil. Em 2017, direcionamos nossos esforços para criar uma marca que fosse amada pelas comunidades e gerasse um grande impacto. Aí a gente associou isso a plataforma”, comenta Rodrigo Terron, CEO da startup.

Hoje, com mais de 400 projetos realizados em 12 países, a empresa fecha o ano com faturamento acima de R$ 3 milhões. Além disso, a Shawee também entrega a plataforma, de forma 100% gratuita, para universidades, comunidades e ONGs.

“Isso é uma coisa bem legal que está ampliando bastante a nossa base. Atualmente temos, aproximadamente, 80 mil participantes de hackaton no nosso banco de dados e estamos em processo de fusão com uma empresa que trabalha na formação e educação de desenvolvedores”, finaliza Terron.

Entenda o que é Governança Corporativa e como aplicá-la na sua startup

De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a aplicação da Governança Corporativa nas startups impulsiona o pleno aproveitamento do capital intelectual da empresa, promovendo uma expansão mais competitiva e auxiliando na captação de recursos. No entanto, para colocar este conceito em prática, o Instituto estabelece quatro pilares de gestão: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade sócio-corporativa.

Para Ana Paula Candeloro, advogada, executiva c-level, conselheira certificada e mentora de startups, isso não basta para o sucesso de uma empresa. “É preciso transcender, abraçar as tendências e ficar atento a pensamentos inovadores. O código do IBGC introduz o olhar sobre o propósito na fase de validação, mas eu acho que é preciso pensar em Governança Corporativa a partir da ideação”, comenta.

Segundo a especialista, não existe uma fórmula definida para o estabelecimento desta prática na organização e sim direcionamentos que variam de acordo com o apetite de risco (saber onde quer e pode chegar), sua base de clientes, o momento de atuação da instituição, localização geográfica, contrapartes envolvidas e outros fatores que são próprios de cada startup.

“Existe o mito de que custa caro, é complicado, burocrático, que vai engessar o business e que precisa de uma equipe enorme de pessoas. Eu acho que falta disseminar um pouco a cultura de entendimento de que é possível ser aplicado um programa customizado que vai encarecendo conforme a fase da empresa e o orçamento disponível para isso”, explica a advogada.

Benefícios da Governança Corporativa nas Startups

Com a aplicação deste conceito na organização, a captação de recursos por fontes externas é mais acessível, visto que os bancos e instituições financeiras têm uma percepção mais favorável sobre a empresa, já que esta tem uma gestão organizada e, portanto, transmite mais credibilidade.

“Existe muito dinheiro de investidores estrangeiros querendo aportar no Brasil, mas eles não encontram startups preparadas para receber o investimento. As instituições que não estabelecerem a Governança Corporativa em seu escopo vão ficar fora das rodadas de capital”, afirma Ana Paula.

Além disso, a mentora diz que os padrões da América do Norte e da Europa são mais elevados e rigorosos do que no Brasil. Os investidores observam não só a diligência do negócio, como também os impactos que a instituição gera na sociedade de acordo com a lista dos 14 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Governança Corporativa nas diferentes fases das startups

Resumidamente, a empresa tem que ter um plano, saber para onde vai. Quando chegar o momento certo, o empreendedor estará no controle do seu negócio e poderá decidir com quem quer se relacionar, se quer abrir o capital e quando vai abrir, quais serão os seus fornecedores etc.

Contudo, a Governança Corporativa, segundo a Conselheira, é um instrumento de competitividade e de internacionalização que se baseia no propósito da empresa. Como este se altera com o desenvolvimento da organização, em cada fase da startup são esperadas diferentes aplicações do conceito:

  • Ideação: Tendo em vista que a empresa muitas vezes ainda não existe formalmente, é importante ter controle de caixa para pensar na capacidade financeira da startup, mapeamento da necessidade de registro de marca ou patente e entender as leis do setor em que está se inserindo;
  • Validação: É uma fase operacional, então o mercado já está sendo testado e a instituição está ativa e apta para receber aportes, mentores e consultores. Neste momento, a organização deve elaborar seu estatuto, efetivar o registro de marca ou patente, definir as rotinas contábeis e as regras de vesting, bem como criar um organograma e diretrizes para o que possa vir a ocorrer;
  • Tração: Quando a startup atinge este patamar, está procurando captar mais clientes e aumentar o seu faturamento. Por isso é necessário fazer segregação de funções, estruturar um conselho construtivo, definir um planejamento estratégico com metas e indicadores e as três linhas de defesa – de negócios e controle -, além de desenvolver um controle normativo;
  • Escala: Por fim, quando o crescimento estiver acelerado, a startup pode pensar em explorar as oportunidades e expandir geograficamente. Para tanto precisará estabelecer um plano de sucessão, incluir um conselheiro externo, implantar comitês de assessoramento, desenhar templates padrões para procedimentos e políticas, elaborar um programa de compliance e definir critérios para mensurar os impactos da atividade.

Se você quer saber mais sobre Governança Corporativa nas startups, acesse: Don’t Panic! Governança para startups

Confira o nosso núcleo de educação empreendedora: Academy

A contínua interação das comunidades durante a pandemia

*Por Donjorge Almeida

Há algum tempo, tenho ouvido sobre uma retomada da atuação das comunidades de startups. Mas, para mim, elas nunca pararam. Algumas esperaram mais tempo para agir, outras diminuíram suas ações, contudo nenhuma delas cessou definitivamente suas atividades e sempre agregaram novos atores.

O que tenho percebido, na verdade, é que a relação de interação entre os agentes do ecossistema de startups oriundos de diferentes regiões se intensificou. Elas têm se aproximado, cada vez mais, para se fortalecerem e encontrarem soluções criativas e eficientes para superar os problemas ocasionados pela pandemia da COVID-19. 

De acordo com Brad Feld, cofundador de quatro fundos de investimentos norte-americanos (Foundry Group, Techstars, Intensity Ventures e Mobius Venture Capital): “Comunidades de startups são sistemas adaptativos complexos que emergem da interação dos participantes”. 

Prova disso foi a realização do evento Start Amazônia, fruto da união das comunidades do Norte do Brasil, como Aquiri Valley, Açai Valley, Tucuju Valley, Chambary Valley, 153 Valley, dentre outras. Mas este não é um caso isolado. Outro exemplo é o StartupOn que, após a execução de edições no Centro-Oeste e Sul do país, contou com a Carnaúba Valley, SururuValley, Caju Valley e Potiguaras Valley para propiciar uma experiência enriquecedora para a região Nordeste.

Durante o período de reclusão domiciliar voluntária, se tornou evidente o aumento no número de eventos promovidos para o ecossistema de startups, até porque muitos desses se tornaram digitais. Podemos destacar também o UnSummit, da Techstars Brasil, que contou com a participação das comunidades Manguezal, ZeroOnze, Jaraqui Valley, Comunidade SC.

Outro evento que não pode ser esquecido é o InovAtiva Experience, que encerrou o ciclo 2020.1 do InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups da América Latina. Neste, houve um dia inteiro dedicado para as agentes de inovação discutirem sobre as oportunidades e desafios das cinco regiões do país. Entre as participantes, estavam Tambaqui Valley, All Saints Bay, Jerimum Valley, Comunidade RS e Startup MT. Para completar, Feld participou de uma live realizada pela Origem by Darwin que juntou muitos líderes ativos do ecossistema brasileiro.

Mas não para por aí. Em outubro ocorre um evento online que juntará o Summit e o CASE (Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo), e eu aposto todas as minhas fichas que vai ter algum painel sobre comunidades. Além de unir dois grandes acontecimentos para o ecossistema de startups, a versão se torna mais inclusiva e diversa por estar disponível gratuitamente para todo o Brasil. 

Agora não existem mais barreiras. A pandemia e a aceleração do avanço tecnológico tornaram todas as interações digitais e isso proporcionou que desde o comecinho de junho, por influência da Isadora Azzalin, Community Manager da Associação Brasileira de Startups, comunidades de todo o país se reunissem semanalmente para aprender, articular e pensar em ações de fortalecimento para todo o ecossistema do país. 

Dessa reunião, decidiu-se criar um grupo no Telegram com o objetivo de aumentar o número de pessoas envolvidas. Se você quiser participar desta conversa e conhecer boas práticas com dinâmicas adaptadas para sua localidade/cidade, inscreva-se neste documento.

As comunidades espalhadas por todo o Brasil estão realizando muitas ações nos últimos meses. Achou que faltou alguma coisa ou tem alguma experiência legal que você queira compartilhar? Mande para nós!

*Cofundador e Gestor de Inovação da República Interativa, Donjorge Almeida é Líder de Comunidade do InovAtiva Brasil, Gestor de Comunidade na Associação Baiana de Startups – ABAS, Embaixador da Darwin Startups e Colaborador Local da World Creativity Day.

 

12 Aceleradas InovAtiva Brasil são destaques no ranking 100 Startups To Watch 2020

Realizado em parceria pela Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Época Negócios, EloGroup e Corp.vc., o ranking 100 Startups to Watch elegeu 12 aceleradas InovAtiva Brasil como as empresas mais inovadoras e promissoras do país. São elas: Grão Direto, Safe Trace, JetBov, Cubi Energia, Easy Crédito, Sólides Tecnologia, Ramper, EPHealth, Fix It, Telavita, Justto e Polen.

Anualmente, o levantamento abre inscrições para todas as startups, não havendo preferência de setor ou tecnologia utilizada. Além disso, ele abrange empresas nos mais diversos estágios de maturidade (protótipo, validação, MVP, tração ou escala).

Ao todo, 1.972 empreendedores se inscreveram em um dos 10 setores disponíveis (agronegócios, educação, finanças, gestão, impacto social, marketing, saúde e bem-estar, serviços, tecnologia da informação e transporte e logística) por meio de um formulário composto por 85 questões sobre o potencial de inovação, tração comercial, tamanho da equipe e captação de investimentos.

Para a seleção dos 100 negócios brasileiros com maior potencial de inovação e crescimento, os projetos são avaliados por meio de uma rigorosa metodologia de análise de dados e um amplo conhecimento de mercado, que envolve o julgamento de cinco categorias: Negócio, Equipe, Grau de Inovação, Potencial de Mercado e Maturidade da Solução.

O InovAtiva Brasil parabeniza suas aceleradas e espera que muitas outras apareçam nos próximos rankings.

Para saber mais sobre o 100 Startups to Watch, acesse: https://revistapegn.globo.com/Startups-to-Watch/noticia/2020/08/100-startups-watch-empresas-mais-promissoras-do-ecossistema-brasileiro.html

Colher de Chá é eleita como destaque na categoria Varejo, Comércio Físico & Bens de Consumo do InovAtiva Experience 2020.1

Realizado nos dias 18, 25, 26 e 27 de julho, o InovAtiva Experience, evento de encerramento do programa InovAtiva Brasil ciclo 2020.1 selecionou 14 startups como destaques por suas ideias inovadoras e pitch de sucesso. Uma delas foi a Colher de Chá, que estava na banca de Varejo, Comércio Físico & Bens de Consumo.

A empresa, situada em Recife (PE), desenvolveu um aplicativo para quem precisa cozinhar em casa com economia e praticidade. “Ele faz listas de compras a partir de receitas. Ou seja, você escolhe quais pratos deseja fazer e ele mostra a quantidade exata dos ingredientes necessários para cozinhá-los, proporcionando economia de até 35% no valor da compra”, comenta Cecília Monteiro Carneiro Leão, Cofundadora da Colher de Chá.

Segundo a empreendedora, já existem muitos aplicativos de receitas, mas eles funcionam como livros digitais. O Colher de Chá vai muito além: é um assistente na cozinha que permite economia financeira e uma significativa redução de desperdício de alimentos, sendo ideal para quem quer variar o cardápio.

“Eu, assim como minha sócia, sou mãe, dona de casa e trabalho fora. Com tantas atribuições, as atividades domésticas ficavam em último lugar. Comprávamos comida no automático, o que nos fazia gastar com alimentos que não consumíamos, sem contar na dieta pouco diversificada. Busquei um aplicativo em que houvesse receitas do dia a dia e que me passasse a relação, não só com os ingredientes, mas também das quantidades de cada um deles (importantíssimo para não estragar comida). Encontrei alguns internacionais, mas as receitas eram muito diferentes da realidade brasileira e nenhum dava uma lista de compras organizada”, relembra Cecília.

Conversando com Marina, sua sócia há mais de 20 anos, percebeu que essa não era uma dor particular. Então, Cecília decidiu pesquisar, estudar e desenvolver sua ideia. Assim, em janeiro de 2019 criou a startup, que logo despontou. Hoje, ela já conta com uma base de 6mil usuários ativos e cerca de 17 mil downloads.

Querendo ir mais longe e apresentar sua solução para investidores e grandes players do mercado, se inscreveu no InovAtiva Brasil. Nele, teve a ajuda da mentora Érica Ariano no processo de desenvolvimento do pitch, que a instruiu até quanto a entonação das palavras durante a apresentação.

“Ela não deixava escapar nada, o que me deixou muito feliz, pois no Demolation e Demoday recebemos excelentes feedbacks. Mas a equipe toda fez um belo trabalho. Conseguiram criar uma movimentação online cheia de energia. Das coisas boas de mergulhar de cabeça numa startup é desbravar esse mundo e poder participar ativamente dessa nova realidade. Estar no InovAtiva é uma oportunidade de ouro”, afirma a empreendedora.

A perspectiva agora é que o aplicativo continue crescendo. Em breve, ele terá a função de enviar a lista de compra para os mercados próximos, atuando como principal intermediador entre os consumidores e os e-commerces alimentícios que, por conta da pandemia, não está mais restrito as grandes redes varejistas.

“A pandemia forçou as pessoas a ficarem em casa e a necessidade de cozinhar virou uma realidade de todos. Vimos nossos acessos crescerem mais de 1000%. A venda de itens alimentícios online agora é realidade da maioria dos mercados. Se antes nossa solução só se justificava para os grandes, agora nosso foco também está voltado para os pequenos e médios. Para isso, nosso plano futuro de melhorar a startup já começou a ser aplicado”, finaliza Cecília.

inovativa@inovativabrasil.com.br