Posts

68 Startups aceleradas pelo InovAtiva Brasil foram selecionadas para o Raking 100 Open Startups 2020

Em sua quarta edição, o Ranking 100 Open Startups premiou 68 empresas aceleradas pelo programa InovAtiva Brasil. O levantamento mede a atratividade das startups por meio das suas relações com grandes corporações e as classifica de duas formas:

  • TOP 100 Open Startups: elenca as soluções que mais despertaram a atenção de grandes organizações nos últimos 12 meses. Nesta lista, 29 empresas aceleradas foram premiadas pela quantidade de contratos assinados com essas instituições;
  • TOP 10 Categorias: considerando 25 segmentos, o ranking lista as dez soluções que se sobressaíram em suas áreas de atuação. Ao todo, 67 aceleradas foram destacadas em ao menos um deles. Além disso, seis startups ficaram em primeiro lugar nas categorias às quais haviam sido indicadas: VgResíduos (IndTechs), Standout (RetailTechs), Comprovei (LogTechs), Regenera Moléculas do Mar (BioTechs), CUBi Energia (EnergyTechs) e Simplifca Fretes (Marketplace).

Para Mário Frota Jr., sócio-fundador e diretor-presidente da Regenera Moléculas do Mar, criadora do primeiro e único banco de micro-organismos de origem marinha do país, o InovAtiva Brasil foi muito importante nesta vitória, visto que foi devido ao aprendizado adquirido durante o ciclo de aceleração que a companhia amadureceu.

Dessa forma, segundo o empreendedor, os resultados alcançados em 2020 superaram as expectativas da startup. “Na prática, conseguimos manter os contratos com grandes empresas que já estavam em vigência antes da pandemia. Também aumentamos o portfólio de projetos e parceiros, consolidando cada vez mais o nosso modelo de negócio e proposta de valor. O sentimento é de extrema gratidão por todos aqueles que seguiram acreditando nas nossas soluções”, comenta Frota.

A CUBi, startup que oferece uma solução completa de gestão e otimização do consumo de eletricidade, também foi uma das premiadas. De acordo com Rafael Turella, cofundador e diretor comercial da empresa, mudar o foco foi importante para superar desafios ao longo do ano.

“No ano passado, miramos nossos esforços para o desenvolvimento do produto e na organização da CUBi, mas em 2020 optamos pelo crescimento comercial. Isso nos ajudou a firmar contratos com grandes clientes. Foram esses relacionamentos que nos ajudaram a alcançar o 1º lugar no ranking de EnergyTechs pela primeira vez”, conta o empreendedor.

Essa vitória, sem dúvida, só foi possível devido a todos os aprendizados, experiências e trocas que tivemos durante os variados programas de aceleração que participamos, como o InovAtiva Brasil, que se destacou por nos colocar em contato com outras realidades do país e com empreendedores que não são da comunidade de São Paulo, onde está localizada a nossa sede”, completa Turella.

Quer conhecer um pouco mais sobre a Regenera Moléculas do Mar e a CUBi? Confira a seguir:

Sobre a Regenera Moléculas do Mar

Localizada na Incubadora Empresarial do Centro de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Regenera Moléculas do Mar foi fundada em 2010 para disponibilizar soluções sustentáveis em biotecnologia a partir do ambiente marinho. Em 2014, conquistou um investimento anjo e obteve a primeira licença especial para bioprospecção na Amazônia Azul. No ano seguinte, foi acelerada pelo InovAtiva Brasil.

Sobre a CUBi

A CUBi é uma startup que utiliza IoT e Big Data para auxiliar os setores comercial e industrial no entendimento e gestão de seu consumo de energia elétrica. A empresa, acelerada pelo programa InovAtiva Brasil no ciclo 2017.2, está inserida também nos ecossistemas de empreendedorismo dos Estados Unidos e Portugal.

Enteda o que é IPO e como ele é feito

O termo IPO (sigla de Initial Public Offering) é utilizado para designar o momento da abertura de ações de uma empresa na Bolsa de Valores. Dessa forma, os sócios disponibilizam parte da organização para ser comprada por qualquer pessoa interessada.

Nos últimos meses (agosto 2020 – novembro 2020), startups como Méliuz, Airbnb, Bemobi, Kaspi, Enjoei, Wine, Housi e Mosaico (detentora das marcas Zoom, Buscapé e Bondfaro) colocaram parte do negócio à venda para o público geral. Esta é uma etapa muito significativa para qualquer empresa e tem ainda mais valor para startups, pois simboliza um crescimento acentuado de operações.

Para atingir este patamar, é preciso um bom planejamento, ampla análise do mercado em que se está inserido e mensuração das expectativas para o futuro da instituição. Também é importante destinar uma equipe formada por advogado, contador e especialistas em valor mobiliário e investimento para ficar responsável apenas por esse processo, que pode durar meses.

Em seguida, a startup deve criar um prospecto de oferta pública, ou seja, um documento explicativo sobre as perspectivas e planos da startup; a situação do mercado; os riscos do negócio; o quadro administrativo da empresa; onde os recursos obtidos serão aplicados e como os investidores serão remunerados. Depois de aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), este será o material consultado por interessados em adquirir ações da marca.

Vantagens do IPO para startups

Na Bolsa de Valores brasileira, pequenas e médias empresas tradicionais, com receita anual abaixo de R$ 500 milhões e valor de mercado de até R$ 700 milhões, têm isenção de taxas de análise, de oferta e de distribuição de ativos (desde que no segmento de acesso).

Além disso, segundo a Folha de S. Paulo, em 2020, a taxa básica de juros do país atingiu sua mínima histórica, de 2% ao ano. Isso fez com que quatro startups com potencial para movimentar mais R$3,5 bilhões entrassem na fila para abrir o capital. Outras 41 empresas estão em processo de análise pela CMV.

Agora queremos saber: qual será a primeira acelerada InovAtiva a fazer IPO?

5º Mega Hack 2020 terá desafio proposto pelo InovAtiva Brasil

Durante o mês de novembro, a Shawee, startup acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2020.1, vai realizar a quinta edição do ano do Mega Hack, maior hackathon online do Brasil. O InovAtiva foi convidado a participar do evento e propôs o desafio “Como auxiliar o programa a chegar em mais pessoas, de diferentes regiões do país”.

Os inscritos no Mega Hack serão distribuídos em equipes de cinco integrantes, que deverão escolher um dos oito desafios pré-determinados por organizações da área de tecnologia e propor uma solução para este. Além do InovAtiva, também propõem desafios CPFL Energia, Linker, Mercado Pago, Órama, Renner, Uber e Velt Partners.

Os projetos serão avaliados por um grupo de mentores convidados pela comissão organizadora para selecionar até 20 finalistas de cada desafio. Depois disso, as sugestões serão analisadas por representantes da empresa desafiante, que elegerão os 10 melhores projetos apresentados.

As propostas que ficarem em primeiro lugar em um dos 8 desafios serão julgadas por especialistas do mercado e uma delas será eleita a grande vencedora. O prêmio para esse primeiro lugar é de R$ 15 mil e os sete demais projetos receberão R$ 1,4 mil. O anúncio final será feito no dia 27 de novembro, nos canais oficiais de comunicação do Mega Hack.

Desafio InovAtiva

Visando expandir ainda mais sua rede de atuação, o desafio proposto pelo InovAtiva Brasil foi o de interiorizar o acesso à inovação e conhecimento no país. Dessa forma, o projeto desenvolvido deverá responder a cinco perguntas:

  • Como aumentar o relacionamento e engajamento online de comunidades locais em diferentes estágios de maturidade?
  • Como otimizar a gestão e estratégia para plataformas colaborativas de conteúdo?
  • Como fomentar de forma prática ecossistemas incipientes sem cultura de empreendedorismo disseminada?
  • Como fomentar mentores/as e investidores/as fora dos grandes centros?
  • Como regionalizar conteúdos e ações nacionais?

Para saber mais sobre o evento, acesse: https://www.megahack.com.br/

Sobre a Shawee

Eleita como Startup do Ano pelo Startup Awards 2020, a Shawee desenvolve uma plataforma online de gerenciamentos de todas as etapas de hackathons, com o objetivo de profissionalizar a gestão desse tipo de maratona.

“Em 2015 e 2016 tinham muitos hackatons sendo feitos de forma errada. A Shawee educou e regularizou esse mercado trazendo a cultura de outros países para o Brasil. Em 2017, direcionamos nossos esforços para criar uma marca que fosse amada pelas comunidades e gerasse um grande impacto. Aí a gente associou isso a plataforma”, comenta Rodrigo Terron, CEO da startup.

Hoje, com mais de 400 projetos realizados em 12 países, a empresa fecha o ano com faturamento acima de R$ 3 milhões. Além disso, a Shawee também entrega a plataforma, de forma 100% gratuita, para universidades, comunidades e ONGs.

“Isso é uma coisa bem legal que está ampliando bastante a nossa base. Atualmente temos, aproximadamente, 80 mil participantes de hackaton no nosso banco de dados e estamos em processo de fusão com uma empresa que trabalha na formação e educação de desenvolvedores”, finaliza Terron.

Entenda o que é Governança Corporativa e como aplicá-la na sua startup

De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a aplicação da Governança Corporativa nas startups impulsiona o pleno aproveitamento do capital intelectual da empresa, promovendo uma expansão mais competitiva e auxiliando na captação de recursos. No entanto, para colocar este conceito em prática, o Instituto estabelece quatro pilares de gestão: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade sócio-corporativa.

Para Ana Paula Candeloro, advogada, executiva c-level, conselheira certificada e mentora de startups, isso não basta para o sucesso de uma empresa. “É preciso transcender, abraçar as tendências e ficar atento a pensamentos inovadores. O código do IBGC introduz o olhar sobre o propósito na fase de validação, mas eu acho que é preciso pensar em Governança Corporativa a partir da ideação”, comenta.

Segundo a especialista, não existe uma fórmula definida para o estabelecimento desta prática na organização e sim direcionamentos que variam de acordo com o apetite de risco (saber onde quer e pode chegar), sua base de clientes, o momento de atuação da instituição, localização geográfica, contrapartes envolvidas e outros fatores que são próprios de cada startup.

“Existe o mito de que custa caro, é complicado, burocrático, que vai engessar o business e que precisa de uma equipe enorme de pessoas. Eu acho que falta disseminar um pouco a cultura de entendimento de que é possível ser aplicado um programa customizado que vai encarecendo conforme a fase da empresa e o orçamento disponível para isso”, explica a advogada.

Benefícios da Governança Corporativa nas Startups

Com a aplicação deste conceito na organização, a captação de recursos por fontes externas é mais acessível, visto que os bancos e instituições financeiras têm uma percepção mais favorável sobre a empresa, já que esta tem uma gestão organizada e, portanto, transmite mais credibilidade.

“Existe muito dinheiro de investidores estrangeiros querendo aportar no Brasil, mas eles não encontram startups preparadas para receber o investimento. As instituições que não estabelecerem a Governança Corporativa em seu escopo vão ficar fora das rodadas de capital”, afirma Ana Paula.

Além disso, a mentora diz que os padrões da América do Norte e da Europa são mais elevados e rigorosos do que no Brasil. Os investidores observam não só a diligência do negócio, como também os impactos que a instituição gera na sociedade de acordo com a lista dos 14 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Governança Corporativa nas diferentes fases das startups

Resumidamente, a empresa tem que ter um plano, saber para onde vai. Quando chegar o momento certo, o empreendedor estará no controle do seu negócio e poderá decidir com quem quer se relacionar, se quer abrir o capital e quando vai abrir, quais serão os seus fornecedores etc.

Contudo, a Governança Corporativa, segundo a Conselheira, é um instrumento de competitividade e de internacionalização que se baseia no propósito da empresa. Como este se altera com o desenvolvimento da organização, em cada fase da startup são esperadas diferentes aplicações do conceito:

  • Ideação: Tendo em vista que a empresa muitas vezes ainda não existe formalmente, é importante ter controle de caixa para pensar na capacidade financeira da startup, mapeamento da necessidade de registro de marca ou patente e entender as leis do setor em que está se inserindo;
  • Validação: É uma fase operacional, então o mercado já está sendo testado e a instituição está ativa e apta para receber aportes, mentores e consultores. Neste momento, a organização deve elaborar seu estatuto, efetivar o registro de marca ou patente, definir as rotinas contábeis e as regras de vesting, bem como criar um organograma e diretrizes para o que possa vir a ocorrer;
  • Tração: Quando a startup atinge este patamar, está procurando captar mais clientes e aumentar o seu faturamento. Por isso é necessário fazer segregação de funções, estruturar um conselho construtivo, definir um planejamento estratégico com metas e indicadores e as três linhas de defesa – de negócios e controle -, além de desenvolver um controle normativo;
  • Escala: Por fim, quando o crescimento estiver acelerado, a startup pode pensar em explorar as oportunidades e expandir geograficamente. Para tanto precisará estabelecer um plano de sucessão, incluir um conselheiro externo, implantar comitês de assessoramento, desenhar templates padrões para procedimentos e políticas, elaborar um programa de compliance e definir critérios para mensurar os impactos da atividade.

Se você quer saber mais sobre Governança Corporativa nas startups, acesse: Don’t Panic! Governança para startups

Confira o nosso núcleo de educação empreendedora: Academy

A contínua interação das comunidades durante a pandemia

*Por Donjorge Almeida

Há algum tempo, tenho ouvido sobre uma retomada da atuação das comunidades de startups. Mas, para mim, elas nunca pararam. Algumas esperaram mais tempo para agir, outras diminuíram suas ações, contudo nenhuma delas cessou definitivamente suas atividades e sempre agregaram novos atores.

O que tenho percebido, na verdade, é que a relação de interação entre os agentes do ecossistema de startups oriundos de diferentes regiões se intensificou. Elas têm se aproximado, cada vez mais, para se fortalecerem e encontrarem soluções criativas e eficientes para superar os problemas ocasionados pela pandemia da COVID-19. 

De acordo com Brad Feld, cofundador de quatro fundos de investimentos norte-americanos (Foundry Group, Techstars, Intensity Ventures e Mobius Venture Capital): “Comunidades de startups são sistemas adaptativos complexos que emergem da interação dos participantes”. 

Prova disso foi a realização do evento Start Amazônia, fruto da união das comunidades do Norte do Brasil, como Aquiri Valley, Açai Valley, Tucuju Valley, Chambary Valley, 153 Valley, dentre outras. Mas este não é um caso isolado. Outro exemplo é o StartupOn que, após a execução de edições no Centro-Oeste e Sul do país, contou com a Carnaúba Valley, SururuValley, Caju Valley e Potiguaras Valley para propiciar uma experiência enriquecedora para a região Nordeste.

Durante o período de reclusão domiciliar voluntária, se tornou evidente o aumento no número de eventos promovidos para o ecossistema de startups, até porque muitos desses se tornaram digitais. Podemos destacar também o UnSummit, da Techstars Brasil, que contou com a participação das comunidades Manguezal, ZeroOnze, Jaraqui Valley, Comunidade SC.

Outro evento que não pode ser esquecido é o InovAtiva Experience, que encerrou o ciclo 2020.1 do InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups da América Latina. Neste, houve um dia inteiro dedicado para as agentes de inovação discutirem sobre as oportunidades e desafios das cinco regiões do país. Entre as participantes, estavam Tambaqui Valley, All Saints Bay, Jerimum Valley, Comunidade RS e Startup MT. Para completar, Feld participou de uma live realizada pela Origem by Darwin que juntou muitos líderes ativos do ecossistema brasileiro.

Mas não para por aí. Em outubro ocorre um evento online que juntará o Summit e o CASE (Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo), e eu aposto todas as minhas fichas que vai ter algum painel sobre comunidades. Além de unir dois grandes acontecimentos para o ecossistema de startups, a versão se torna mais inclusiva e diversa por estar disponível gratuitamente para todo o Brasil. 

Agora não existem mais barreiras. A pandemia e a aceleração do avanço tecnológico tornaram todas as interações digitais e isso proporcionou que desde o comecinho de junho, por influência da Isadora Azzalin, Community Manager da Associação Brasileira de Startups, comunidades de todo o país se reunissem semanalmente para aprender, articular e pensar em ações de fortalecimento para todo o ecossistema do país. 

Dessa reunião, decidiu-se criar um grupo no Telegram com o objetivo de aumentar o número de pessoas envolvidas. Se você quiser participar desta conversa e conhecer boas práticas com dinâmicas adaptadas para sua localidade/cidade, inscreva-se neste documento.

As comunidades espalhadas por todo o Brasil estão realizando muitas ações nos últimos meses. Achou que faltou alguma coisa ou tem alguma experiência legal que você queira compartilhar? Mande para nós!

*Cofundador e Gestor de Inovação da República Interativa, Donjorge Almeida é Líder de Comunidade do InovAtiva Brasil, Gestor de Comunidade na Associação Baiana de Startups – ABAS, Embaixador da Darwin Startups e Colaborador Local da World Creativity Day.

 

12 Aceleradas InovAtiva Brasil são destaques no ranking 100 Startups To Watch 2020

Realizado em parceria pela Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Época Negócios, EloGroup e Corp.vc., o ranking 100 Startups to Watch elegeu 12 aceleradas InovAtiva Brasil como as empresas mais inovadoras e promissoras do país. São elas: Grão Direto, Safe Trace, JetBov, Cubi Energia, Easy Crédito, Sólides Tecnologia, Ramper, EPHealth, Fix It, Telavita, Justto e Polen.

Anualmente, o levantamento abre inscrições para todas as startups, não havendo preferência de setor ou tecnologia utilizada. Além disso, ele abrange empresas nos mais diversos estágios de maturidade (protótipo, validação, MVP, tração ou escala).

Ao todo, 1.972 empreendedores se inscreveram em um dos 10 setores disponíveis (agronegócios, educação, finanças, gestão, impacto social, marketing, saúde e bem-estar, serviços, tecnologia da informação e transporte e logística) por meio de um formulário composto por 85 questões sobre o potencial de inovação, tração comercial, tamanho da equipe e captação de investimentos.

Para a seleção dos 100 negócios brasileiros com maior potencial de inovação e crescimento, os projetos são avaliados por meio de uma rigorosa metodologia de análise de dados e um amplo conhecimento de mercado, que envolve o julgamento de cinco categorias: Negócio, Equipe, Grau de Inovação, Potencial de Mercado e Maturidade da Solução.

O InovAtiva Brasil parabeniza suas aceleradas e espera que muitas outras apareçam nos próximos rankings.

Para saber mais sobre o 100 Startups to Watch, acesse: https://revistapegn.globo.com/Startups-to-Watch/noticia/2020/08/100-startups-watch-empresas-mais-promissoras-do-ecossistema-brasileiro.html

Colher de Chá é eleita como destaque na categoria Varejo, Comércio Físico & Bens de Consumo do InovAtiva Experience 2020.1

Realizado nos dias 18, 25, 26 e 27 de julho, o InovAtiva Experience, evento de encerramento do programa InovAtiva Brasil ciclo 2020.1 selecionou 14 startups como destaques por suas ideias inovadoras e pitch de sucesso. Uma delas foi a Colher de Chá, que estava na banca de Varejo, Comércio Físico & Bens de Consumo.

A empresa, situada em Recife (PE), desenvolveu um aplicativo para quem precisa cozinhar em casa com economia e praticidade. “Ele faz listas de compras a partir de receitas. Ou seja, você escolhe quais pratos deseja fazer e ele mostra a quantidade exata dos ingredientes necessários para cozinhá-los, proporcionando economia de até 35% no valor da compra”, comenta Cecília Monteiro Carneiro Leão, Cofundadora da Colher de Chá.

Segundo a empreendedora, já existem muitos aplicativos de receitas, mas eles funcionam como livros digitais. O Colher de Chá vai muito além: é um assistente na cozinha que permite economia financeira e uma significativa redução de desperdício de alimentos, sendo ideal para quem quer variar o cardápio.

“Eu, assim como minha sócia, sou mãe, dona de casa e trabalho fora. Com tantas atribuições, as atividades domésticas ficavam em último lugar. Comprávamos comida no automático, o que nos fazia gastar com alimentos que não consumíamos, sem contar na dieta pouco diversificada. Busquei um aplicativo em que houvesse receitas do dia a dia e que me passasse a relação, não só com os ingredientes, mas também das quantidades de cada um deles (importantíssimo para não estragar comida). Encontrei alguns internacionais, mas as receitas eram muito diferentes da realidade brasileira e nenhum dava uma lista de compras organizada”, relembra Cecília.

Conversando com Marina, sua sócia há mais de 20 anos, percebeu que essa não era uma dor particular. Então, Cecília decidiu pesquisar, estudar e desenvolver sua ideia. Assim, em janeiro de 2019 criou a startup, que logo despontou. Hoje, ela já conta com uma base de 6mil usuários ativos e cerca de 17 mil downloads.

Querendo ir mais longe e apresentar sua solução para investidores e grandes players do mercado, se inscreveu no InovAtiva Brasil. Nele, teve a ajuda da mentora Érica Ariano no processo de desenvolvimento do pitch, que a instruiu até quanto a entonação das palavras durante a apresentação.

“Ela não deixava escapar nada, o que me deixou muito feliz, pois no Demolation e Demoday recebemos excelentes feedbacks. Mas a equipe toda fez um belo trabalho. Conseguiram criar uma movimentação online cheia de energia. Das coisas boas de mergulhar de cabeça numa startup é desbravar esse mundo e poder participar ativamente dessa nova realidade. Estar no InovAtiva é uma oportunidade de ouro”, afirma a empreendedora.

A perspectiva agora é que o aplicativo continue crescendo. Em breve, ele terá a função de enviar a lista de compra para os mercados próximos, atuando como principal intermediador entre os consumidores e os e-commerces alimentícios que, por conta da pandemia, não está mais restrito as grandes redes varejistas.

“A pandemia forçou as pessoas a ficarem em casa e a necessidade de cozinhar virou uma realidade de todos. Vimos nossos acessos crescerem mais de 1000%. A venda de itens alimentícios online agora é realidade da maioria dos mercados. Se antes nossa solução só se justificava para os grandes, agora nosso foco também está voltado para os pequenos e médios. Para isso, nosso plano futuro de melhorar a startup já começou a ser aplicado”, finaliza Cecília.

InovAtiva Experience dá voz às Comunidades brasileiras de startups

Reunindo os Líderes de Comunidade e Agentes InovAtiva de 17 estados brasileiros, o terceiro dia do InovAtiva Experience foi dedicado à discussão de temas relacionados ao ecossistema das diferentes regiões do país. Entre 13h e 19h30, cinco painéis temáticos foram realizados por meio de lives transmitidas via Youtube. 

Com 1,1 mil visualizações, a programação aberta ao público mostrou as vocações de cada ecossistema empreendedor, as nuances locais, as diferenças culturais e ressaltou a importância da diversidade e complementariedade do Brasil, um país com dimensões continentais.

Para começar, Donjorge Almeida, Líder InovAtiva da Comunidade da Bahia e Daniel Lima, Líder InovAtiva da Comunidade de Pernambuco, mediaram o debate entre os empreendedores Bruno Arruda, CEO da Resolvvi; Rodolfo Lira, CEO da UpSaúde e Jorge Henrique, CTO e cofundador da Trakto. Durante 50 minutos, eles falaram sobre a experiência de empreender no Nordeste, conquistas, dificuldades que eles tiveram e contaram como está sendo para eles passar pelo programa de aceleração InovAtiva Brasil.

Em seguida, foi a vez da região Centro-Oeste mostrar todo o seu potencial em uma conversa leve e descontraída entre Gisely Meneses, Líder InovAtiva da Comunidade de Goiás; Luiz Gustavo Soares, InovAtiva da Comunidade do Mato Grosso do Sul; João Carlos Parkinson, Diplomata do Ministério das Relações Exteriores; Dirceu Borges, Superintendente do SENAR-GO e Fernando Pscheidt Pereira, Gestor de Projetos do SEBRAE – MT.

Eles mostraram que a região tem uma participação significativa no cenário nacional quanto à produção agropecuária, uma vez que a cada ano os índices de produtividade se elevam. Isso tem ocorrido em razão de investimentos no processo de modernização do campo.

Mas não é só o agronegócio que vem chamando a atenção no país. A evolução da educação foi tema do painel da região Sudeste, apresentado por Alexandre Pedretti, Líder InovAtiva da Comunidade de São Paulo; Pedro Moraes COO e CFO da Keiretsu Tecnologia; e Bernard Caffé, cofundador da Jovens Gênios.

Dando sequência ao giro pelas regiões brasileiras, Priscila Assahida, Líder InovAtiva da Comunidade do Paraná; Anderson Diehl, Líder InovAtiva da Comunidade do Rio Grande do Sul; André Ghignatti, Diretor Executivo da WOW; e Marcos Buson, Fundador da Hards trouxeram para a discussão a complexidade de se levantar uma rodada de capital. Contudo, eles garantem: a pandemia não diminuiu a liquidez. Tem oportunidades e dinheiro no mercado.

Agora, mostrando que a região Norte do país vai muito além da Amazônia, estiveram presentes Alexandre Mori, Líder InovAtiva da Comunidade de Rondônia; Vander Nicacio, Líder InovAtiva da Comunidade do Acre; Vítor Rocha, Líder InovAtiva da Comunidade do Amapá; Yan Fontão, Líder InovAtiva da Comunidade do Amazonas; Bruna Barbosa, Líder InovAtiva da Comunidade do Pará; Carlos Varela, Líder InovAtiva da Comunidade de Roraima; Rangel Miranda, Líder InovAtiva da Comunidade de Rondônia; e Thatyana Santiago, Líder InovAtiva da Comunidade do Tocantins.

“Foi uma experiência muito especial, oportunidade única de falar e principalmente compartilhar informações com empreendedores de todo o país. Mostrar nossas comunidades e principalmente impactar várias pessoas”, comenta Vander Nicacio.

Para finalizar, Vinícius Aguiar, Community Manager do InovAtiva Brasil conversou com oito Líderes de Comunidade – Alexandre Mori (RO), Karla Pereira (AM), Donjorge Almeida (BA), Monnaliza Medeiros (RN), Vitoriano Ferrero (MT), Fabiano Nagamatsu (MS), Karla Silva (MG) e Priscila Assahida (PR) sobre percepções e experiências que eles têm desenvolvido no próprio estado. 

“Juntando o talento de cada um de nós e unindo nossos esforços, teremos o poder de transformar o país, fortalecendo as iniciativas que já existem e contribuindo para o aprendizado das comunidades brasileiras de startups”, concluiu Karla Silva.

Para assistir a estes esclarecedores painéis sobre o ecossistema de cada região do Brasil, acesse: https://youtu.be/4TUbfxLwvMA.

No primeiro dia de evento, InovAtiva Experience reúne mais de 300 participantes

Promovido pela primeira vez de forma totalmente online, o InovAtiva Experience, evento de encerramento do ciclo 2020.1 do programa de aceleração InovAtiva Brasil, reuniu 163 empreendedores, 128 startups e 149 mentores apenas em 18 de julho, primeiro dia de atividades.

Nesta data, as empresas em processo de aceleração foram divididas em 14 bancas temáticas para apresentar seus negócios a especialistas do mercado em até três minutos. Depois, esses especialistas deram feedbacks para que os startupeiros aprimorassem seus pitches. No dia 27 de julho eles farão uma nova apresentação, desta vez com o intuito de atrair investidores, parceiros e clientes.

Demolation

O evento começou oficialmente com a apresentação de vídeos de boas-vindas de Carlos Da Costa, Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (SEPEC/ME), e Carlos Melles, Presidente do Sebrae Nacional.

“Espero que, depois desses quatro meses de muita troca e mentoria, vocês estejam preparados para essa parte final do ciclo. Vocês terão a oportunidade de apresentar suas ideias e serem apoiados pelos maiores atores do ecossistema inovador do nosso país. Encontrarão grandes investidores dispostos a apostar nessas ideias que estão fazendo a mudança no nosso país”, comentou Carlos Da Costa em seu discurso. 

Para ele, as startups são a força e espírito de um novo Brasil – empreendedor e inovador e que, ao invés de lamentar problemas, busca soluções para enfrentá-los. 

“Como parceiro coordenador desse programa nos últimos anos, nós queremos desejar a vocês muito sucesso. O futuro chegou e precisamos muito de vocês para fazer dele um lugar de inclusão das micro e pequena empresa no digital. Nós estamos aqui para premiar, incentivar e apoiar a inovação. Um bom encontro a todos vocês”, completou Carlos Melles.

Após os discursos dos organizadores, tiveram início as apresentações das startups e os feedbacks dos mentores. Entre as orientações, os especialistas destacaram a importância de mostrar no pitch o que a empresa está procurando (ex. investimento), apresentar números (qual valor de aporte necessário e qual a contrapartida, faturamento atual, resultados já alcançados, clientes pagantes), explicar qual é o problema que a solução resolve e especificar a que segmento a startup se destina.

Networking 

Além do Demolation, os empreendedores tiveram a oportunidade de confraternizar com outros participantes por meio da plataforma Discord – que, até o momento, já conta com mais de mil mensagens de interação. Neste canal havia salas destinadas a solução de dúvidas, apresentação das startups, troca de contatos estratégicos e até um espaço para as startups se ajudarem.

“O evento está incrível, iniciou com tudo! Tem muita inovação, tecnologia e empreendedorismo. Os mentores, investidores e startups fantásticas estão unidos em prol de um bem comum. A experiência está sendo muito enriquecedora. Ouvimos feedbacks super construtivos, que nos deixaram ainda mais ansiosos para o Demoday”, comenta Vinícius Tonial Sossella, Co-Fundador e CTO da Hortify, startup especializada em hortifruticultura que visa, por meio da tecnologia, ajudar agricultores a atingir maiores níveis de lucratividade e redução de custos.

Para saber mais sobre o InovAtiva Experience 2020.1, continue acompanhando as publicações no nosso blog!

Startups Camelo: o que são?

O termo “Startup Camelo”, utilizado para designar empresas tecnológicas inovadoras que crescem de forma sustentável e podem sobreviver mesmo em situações desfavoráveis, ganhou força durante a pandemia da COVID-19, quando os empreendimentos precisaram provar sua capacidade de superar desafios e se adaptar de forma rápida.

Para entender mais sobre esta denominação, entrevistamos Matheus Araújo, Consultor de Inovação e Community Leader do InovAtiva Brasil. Confira o que ele nos falou:

  • O que é uma Startup Camelo?

Startup Camelo é o tipo de empresa que cresce de forma sustentável e que sabe aproveitar as oportunidades, mas que pode sobreviver mesmo em situações desfavoráveis, tal qual um Camelo, animal que consegue passar dias andando pelo deserto sem acesso a água.

Esse tipo de startup consegue crescer mesmo sem acesso a investimentos externos e, quando eles chegam, são bem aplicados, com foco no desenvolvimento. Esses negócios fazem uma gestão exemplar dos recursos aos quais têm acesso e focam na visão de longo prazo, pois entendem que não se trata de uma corrida, mas de uma maratona.

  • Como surgiu esse termo?

O termo startup camelo surgiu em um artigo do investidor Alex Lazarow para o Portal Entrepreneur. Na sua coluna, ele fala que “os camelos se adaptam a vários climas, sobrevivem sem comida ou água por meses e, quando chega a hora certa, podem correr rapidamente por períodos prolongados. Ao contrário dos unicórnios, os camelos não são criaturas imaginárias que vivem em terras fictícias. Eles são reais, resilientes e podem sobreviver nos lugares mais difíceis da Terra. Embora a metáfora possa não ser tão chamativa, esses camelos iniciantes priorizam a sustentabilidade e, portanto, a sobrevivência, desde o início, equilibrando forte crescimento e fluxo de caixa.”

No universo das startups não é a primeira vez que um nome de animal é adotado para definir características de uma empresa. Unicórnio, uma nomenclatura bastante difundida, por exemplo, é adotado para definir startups que atingem US$1 bilhão em valuation antes de abrir capital na bolsa de valores.

  • Por que esta denominação ganhou força na pandemia?

A pandemia colocou o mundo inteiro em estado de alerta sobre a questão sanitária, mas também deixou cauteloso o meio corporativo por conta dos decretos de lockdown e as mudanças nos hábitos do consumidor. Assim, as startups estão tendo que provar sua capacidade de superar desafios e se adaptar de forma rápida.

Um dos pontos mais importantes a se observar neste momento é se elas possuem como características a sustentabilidade e a resiliência, uma vez que precisam lidar com mudanças abruptas no mercado. Nesse contexto, as Startups Camelo se sobressaem por já estarem habituadas a terem que controlar caixa rigidamente e planejar o crescimento.

  • Sabe quantas startups camelo existem atualmente?

Se formos contar só no Brasil chegaríamos a um número grande. No mercado nacional, assim como em outros países em desenvolvimento, é natural que as startups adotem esse tipo de modelo uma vez que recursos de investimento não estão disponíveis em um alto volume como em outros mercados. No Brasil podemos destacar como exemplos de Startups Camelos o Nubank e a Neon, que cresceram, conquistaram investimentos, mas não estão despejando dinheiro no mercado “a qualquer custo”.

  • Você acredita que as startups camelo serão uma tendência para os próximos anos? Por quê?

O surgimento de startups camelo deve sim ser uma tendência no mercado, uma vez que os fundos de investimento estão mais cautelosos a situações de risco, como a ocorrida com a WeWork que viu seu valuation altíssimo desabar para um valor muito menor em pouco tempo quando foi realizar sua IPO. Esse tipo de startup que sobrevive às custas de novos investimentos, não se importa com os prejuízos ano após ano, pois acreditam na promessa de lucro. Porém, com a atual situação econômica, esse dia pode não chegar e, por isso, esse modelo está em queda para muitos investidores e fundos de investimento.

Quando olhamos para as startups que surgem fora do Vale do Silício e de outros grandes polos empreendedores mundiais, existe uma tendência natural para que elas sejam mais próximas do tipo Camelo, pois os recursos não são abundantes e fáceis, fazendo com que elas busquem o lucro desde o primeiro momento.

  • Quais são os principais desafios das startups camelo?

Eu não diria que as Startups Camelo têm desafios específicos, mas que a falta de acesso a recursos em alguns momentos torna-se um limitador de crescimento quando se tem um plano bem definido. Elas buscam sobreviver todos os dias e conseguir melhorar o produto, entregando o valor para o cliente e, com isso, alcançam a lucratividade. A maior característica, a meu ver, das Startups Camelos, é que elas sabem dosar os investimentos em todas as áreas da empresa.

  • De que forma o InovAtiva Brasil pode contribuir com essas empresas?

O InovAtiva é um programa de aceleração que abre muitas portas e entrega algo bastante importante para as startups: o conhecimento de qualidade e inteligência. Durante o ciclo de aceleração, as startups têm acesso a cursos, mentores e muito networking. Se as startups aceleradas aproveitarem essa carga de conteúdo, elas vão conseguir se planejar, melhorar seus processos e até conseguir investimento por meio das conexões geradas. E quando falamos de investimento, falamos sobre saber onde aplicar o dinheiro, por isso a necessidade do conhecimento.

  • Tem algo que não perguntei que você gostaria de acrescentar?

Tem algo que eu gostaria de deixar como mensagem final, que é a necessidade de as startups buscarem conhecimento e terem um planejamento estratégico bem alinhado, contemplando todas as áreas da empresa.

inovativa@inovativabrasil.com.br