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Glossário de tecnologias utilizadas por startups

Virar empreendedor implica em uma série de mudanças, inclusive no vocabulário. Para te ajudar nessa adaptação, preparamos um glossário com alguns dos termos mais utilizados no universo das startups. Organizamos por categorias, em ordem alfabética, para ficar mais fácil de encontrar o significado da expressão procurada.

Neste primeiro material da série, separamos as definições das tecnologias que estão revolucionando a forma de fazer negócios.

    • Big Data: Grande volume de dados variados, gerados em alta velocidade;
    • Biohacking: Técnica de hackear o corpo humano para fazê-lo desenvolver habilidades que não possuía;
    • Biometria Facial: Ferramenta que permite a identificação de pessoas por meio das características genéticas presentes em seu rosto;
    • Biotecnologia: Conjunto de técnicas para manipular organismos vivos e, assim, modificar seus produtos;
    • Blockchain: Banco de dados online, público, descentralizado, transparente e confiável que não necessita de um agente externo para validar o processo;
    • Chatbot: Software programado para responder perguntas usuais;
    • Computação Cognitiva: Método para fazer os computadores pensarem como seres humanos;
    • Data Analytics: Técnica de utilizar algoritmos para examinar dados brutos a fim de encontrar padrões e tirar conclusões sobre essa informação;
    • Inteligência Artificial: Ferramentas tecnológicas que se assemelham ao raciocínio humano;
    • IoT (Internet of Thing): Traduzido como “Internet das coisas” para o português, essa tecnologia permite o monitoramento e gerenciamento de operações remotas;
    • Machine Learning: Método em que as máquinas aprendem com os dados a elas apresentados;
    • Nanotecnologia: Técnica que utiliza partículas atômicas para construir estruturas mais estáveis e aprimorar materiais;
    • Realidade Aumentada: Ferramenta que possibilita a interação entre os ambientes real e virtual em três dimensões;
    • Realidade Virtual: Projeção em tempo real de elementos concretos em um ambiente virtual.

 

 

Como utilizar Growth Hacking na conquista de clientes

Um dos maiores desafios de uma startup é a conquista de clientes. Seja na busca por construir uma base sólida de usuários em volume ou no trabalho de conquistar uma grande conta corporativa, usar de instrumentos e ferramentas de marketing é fundamental para se conquistar novos espaços. Uma das mais conhecidas da atualidade é o Growth Hacking.

O grande foco em números e em hacks dentro de canais digitais que gerem ganhos de curto prazo para negócios fazem das técnicas de growth armas importantes para a validação, o crescimento e a escala de startups. É importante, porém, tomarmos alguns cuidados na hora de construir e implementar estratégias de growth para o seu projeto. Aqui vão algumas dicas:

 

1. Antes de começar, entenda em que estágio sua startup está.

Parece óbvio, mas, quando começamos a entender o poder que o growth hacking tem, começamos a pensar nas infinitas possibilidades de geração de resultados e nos potenciais números que podem ser gerados a partir de alguns hacks – alguns de fácil execução. Porém, se seu negócio está em uma fase embrionária, em um primeiro MVP, por exemplo, não é interessante impactar muitas pessoas e trazer um volume expressivo de usuários para dentro da sua base, visto que isso pode gerar problemas técnicos, frustrar pessoas que não têm perfis de early adoption e minar o seu produto no médio ou longo prazos.

Reconhecer em que estágio você está é crucial para que você desenhe a melhor estratégia para o seu contexto. Lembre-se sempre que não existe fórmula mágica ou processo padrão. Quanto menos pensarmos dessa forma, mas eficientes tendemos a ser na hora de desenhar nossas estratégias de growth.

2. Conheça a sua audiência.

Quem é seu target? Como ele se comporta e em que canais ele está? Saber disso é importante para que você possa canalizar seus esforços em canais e em técnicas que gerem impacto para o seu público alvo de verdade. Não adianta levantar por aí uma série de técnicas de growth em diferentes plataformas, se você não sabe quem é e onde está seu público.

O cultivo da audiência pode ser feito, inclusive, por meio da construção e da gestão de comunidades dentro de redes sociais como os grupos do Facebook e do Linkedin que funcionam numa lógica de fórum, e que podem gerar uma série de benefícios para você e para o seu projeto.

3. Seja seletivo na hora de pensar em canais.

O seu tempo como empreendedor é limitado, e seus recursos também. Você não precisa entender e aplicar 100% das técnicas de growth existentes no mercado. É importante entender o que faz sentido para o seu projeto e que pode levar a sua startup ao próximo estágio. Portanto, concentre esforço e recursos nos lugares certos.

Parte da capacidade de ser seletivo está na rotina de testar, validar e aprender de forma rápida e constante. Muitas vezes, não temos todas as informações necessárias para afirmarmos qual o melhor canal, ou onde nosso público alvo tende ter maior propensão à conversão. Nesses casos, precisamos usar a tecnologia a nosso favor. Rodar testes rápidos, com baixo investimento, pode nos dizer se um canal é estratégico ou não para sua estratégia de growth. Teste muito e teste rápido para entender que canais e formatos de copy funcionam melhor para seu projeto.

4. Uma vez selecionada a plataforma, aprofunde-se nela.

Entender os hacks específicos de uma plataforma como quais as formas utilizadas pelos algoritmos de determinado canal para aumentar ou reduzir o alcance de uma publicação, como criar conteúdos mais engajadores e relevantes dentro de uma determinada rede e como segmentar anúncios de forma efetiva devem ser algo constantemente perseguido por você e pelo seu time.

5. Esteja sempre antenado.

As técnicas de growth são aprimoradas constantemente e de forma muito rápida. É importante termos consciência disso para não nos acomodarmos com os trabalhos que estamos fazendo. Acompanhar resultados, entender mudanças de mercado e fazer constantes ajustes em estratégias e execuções táticas e operacionais é importante para garantir a constância no crescimento dos seus resultados.

Ignorar essas mudanças pode fazer com que, rapidamente, você seja ultrapassado por concorrentes ou deixe de ser considerado como uma solução interessante para seu público alvo.

Com essas técnicas você será capaz de usar os principais canais digitais de forma muito mais efetiva e trazer resultados expressivos para o crescimento da sua startup. Essas são técnicas inteligentes e, muitas vezes, de baixo custo, que podem alavancar a sua startup.

Maio Amarelo: como startup acelerada pelo InovAtiva incentiva a segurança no trânsito

Em 11 de maio de 2011, a ONU decretou a Década de Ação para Segurança no Trânsito. Com isso, o mês de maio se tornou referência mundial para balanço das ações de conscientização no trânsito. Com a intenção de agregar mais pessoas a causa, como órgãos governamentais, empresas, entidades de classe, associações, federações e a sociedade civil, criou-se o Movimento Maio Amarelo,

A cor foi escolhida por simbolizar atenção, casando perfeitamente com o propósito do movimento internacional. O intuito é chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito e assim conscientizar as pessoas para a redução desses números.

“As mortes por acidentes de trânsito no país estão em queda, mas a meta estabelecida para 2020 está longe de ser alcançada. Cerca de 95% dos acidentes são causados por falha humana ou mecânica (por falta de manutenção). Isso nos indica que a conscientização da sociedade é fundamental”, afirma Ricardo Bernardes – Founder & CEO da Onsurance, startup pioneira no mundo em Seguro On Demand.

A Onsurance 

A startup acelerada e escolhida como destaque no programa InovAtiva Brasil 2018.1 é apoiadora oficial do Movimento Maio Amarelo. Além da discussão sobre a importância de se ter motoristas com direção defensiva, através de seu produto a empresa também colabora com um trânsito melhor e menos agressivo,

De acordo com Bernardes, a ação é de extrema importância para a diminuição de mortes em acidentes automotivos. “Para estimular nossos usuários a conduzirem seus veículos de forma mais segura, oferecemos uma redução nos valores pagos por minuto para aqueles que dirigem de forma consciente”, comenta ele.

Isso é possível graças ao dispositivo Onsurance Onboard, em que a empresa realiza o monitoramento do perfil de condução do motorista em tempo real (drive behavior) por meio de um hardware conectado ao carro do condutor. Com isso, hoje, apenas 3% dos seus clientes acionam a seguradora por acidentes no trânsito. Ou seja, através da leitura do comportamento dos seus clientes a empresa contribui para um trânsito mais seguro.

Para conhecer mais da Onsurance, acesse: https://onsurance.me/

Empreendedores brasileiros ultrapassam a marca de 8 milhões

O estudo da consultoria McKinsey, realizado em parceria com o evento Brazil at Silicon Valley, apontou que o Brasil é um país empreendedor, com 39% de sua população economicamente ativa dona do seu próprio negócio. Nos últimos cinco anos, o número de MEIs no país cresceu mais de 120%.

Em 2018, segundo o Serasa Experian, foram abertas 2,5 milhões de novas empresas, sendo que 81,4% destas são MEIs. Elas faturaram até R$ 81 mil por ano (ou R$ 6,7 mil por mês) e tinham no máximo um funcionário. Hoje, os pequenos negócios (que incluem microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas e produtores rurais) correspondem a mais de 99% das empresas brasileiras.

Apenas nos quatro primeiros meses do ano, o Brasil ganhou mais de 525 mil novos microempreendedores individuais (MEIs), fazendo com que o número de donos do próprio negócio ultrapassasse a marca de 8 milhões, fechando abril com 8.301.074 cadastros, segundo dados do Portal do Empreendedor do Governo Federal.

De acordo com o Serasa Experian, 81,1% dos jovens que empreenderam montou sua empresa do zero; 15,4% herdaram o empreendimento de um familiar; e apenas 3,2% compraram. Contudo, eles representam apenas 22% do total de empreendedores brasileiros. A maior parte é formada por pessoas de 31 a 40 anos (31%).

Segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a maioria dos empreendedores brasileiros é do sexo masculino (28 milhões), mas o país conta com 24 milhões de mulheres que têm o próprio negócio. Isso faz com que elas representem a sétima maior proporção do mulheres empreendedoras do mundo.

Esses dados mostram que o empreendedorismo no Brasil está em franca expansão. Por isso, se tiver uma ideia inovadora, coloque-a em prática! Suas chances de ser bem sucedido se administrar bem o negócio são enormes.

Conheça o perfil das startups aprovadas para o programa InovAtiva Brasil 2019.1

Foram 731 inscrições e 122 startups pré-aprovadas até chegarmos aos 105 negócios inovadores selecionados para participar do programa InovAtiva Brasil 2019.1. Nesta edição temos empreendedores de todas as regiões do país, representando 77% dos estados brasileiros, situados em 21 dos 27 estados do Brasil.

O ciclo 2019.1 terá 37% das startups vindas da região Sudeste, a mesma quantidade de empresas estabelecidas na região Sul; 18% situadas na região Nordeste; 7% localizadas na região Centro-Oeste; e 1% dos negócios são provenientes da região Norte.

Em comparação com o último ciclo, tivemos uma melhor distribuição regional, equilibrando a presença de cada região. Além disso, neste ciclo tivemos a inserção de cinco novos estados: Alagoas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso e Piauí.

52% dos selecionados têm mais de três anos de atuação, faturamento médio mensal de até R$ 30 mil (58%), vínculo com grandes empresas (59%) e funcionários fulltime (65%). A maioria dessas empresas oferece soluções B2B (67%), atua com modelo de negócio SAAS (51%) e não tem negócios similares no mercado (67%).

Essas startups, já formalizadas como empresas, têm vagas abertas (63%), contam com uma base crescente de clientes (79%), nunca passaram por aceleradoras (64%) e, tem como maior objetivo no InovAtiva Brasil 2019.1 conquistar investimento e se conectar com grandes empresas (63%).

Ensino Médio terá formação mais voltada para o empreendedorismo

O mundo vem mudando, se tornando mais digital e tecnológico. Para acompanhar essas transformações, recentemente o Ministério da Educação (MEC) divulgou uma portaria que determina que, a partir de 2021, os estudantes de escolas públicas e privadas do Brasil terão a oportunidade de escolher quatro eixos estruturantes para aprofundar seus conhecimentos: empreendedorismo, investigação científica, processos criativos e mediação e intervenção sociocultural.

“Como o perfil do jovem está mudando, novas formas de ensino e novas disciplinas são muito bem-vindas para acompanhar todas as transformações e deixar nossos estudantes mais preparados para o futuro”, comenta Leandro Carioni, Diretor Executivo da Fundação Certi.

Orientada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e visando igualar a educação pública com a particular, a intenção é que a reestruturação faça com que o Ensino Médio seja mais útil, adequado e prazeroso para os jovens, independente da carreira que eles pretendam seguir.

De acordo com esta nova norma, em um Ensino Médio formado por cinco horas diárias de aulas, 60% dos três anos de formação serão destinados a um dos eixos propostos na portaria (empreendedorismo, a investigação científica, os processos criativos e a mediação e intervenção sociocultural). Os 40% restantes são destinados a intensificação dos estudos em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico, de acordo com a escolha do aluno.

Com essa mudança, o objetivo é que os estudantes passem a deixar a escola já instruídos sobre como criar o próprio negócio e sabendo mediar conflitos e propor soluções para problemas socioculturais e ambientais identificados em suas comunidades. Eles poderão aprender sobre empreendedorismo, por exemplo, em um curso técnico de informática.

Além disso, até 20% das aulas matutinas e vespertinas e até 30% das aulas noturnas poderão ser realizadas à distância. Os estados vão dialogar com os municípios para verificar os segmentos com maior índice de empregabilidade em cada cidade para ajudar os estudantes a deixarem o colégio já empregados.

Assim, aplicando o que há de mais moderno no contexto de educação, os estudantes sairão da escola sabendo propor soluções para suas comunidades, um futuro mais promissor.

Para mais informações sobre o assunto, consulte o site.

Proteja as patinhas do seu animal de estimação com os sapatos criados pela Vida Pet

A Vida Pet surgiu em 2008 com o intuito de oferecer cuidados aos cães e gatos que hoje fazem parte das famílias brasileiras. Por meio da venda de produtos e serviços que priorizam o bem-estar animal, aos poucos a startup foi se consolidando no mercado. No entanto, com o passar do tempo, Juliana Daudt Schönell, CEO da empresa, percebeu que nem todas as suas necessidades pessoais estavam sendo atendidas.

“Em 2016, com a chegada dos Shih Tzus Penny e Petit à minha casa, senti a necessidade de proteger as patinhas deles contra as sujeiras e contaminações das ruas. Os cães de pelo longo literalmente varriam as ruas em seus passeios diários e depois dormiam na cama com minhas filhas. Tentamos todas as proteções disponíveis no mercado, mas nenhuma delas se mostrou eficaz. Lavar e secar as patinhas era a única possibilidade, porque deixá-los presos em casa estava fora de cogitação. Eles amam passear. Foi assim que surgiu a ideia de criarmos sapatinhos para que eles não levassem a sujeira da rua para dentro de casa”, comenta Juliana.

Após dois anos de testes e muitos protótipos, a startup conseguiu criar o modelo idealizado. Nasceu assim o Dog shoes, o sapato para animais de estimação que conta com quatro pezinhos unidos entre si, sola macia, impermeável e antiderrapante. Isso faz com que ele não caia da pata e ainda protege o animalzinho do calor, frio, umidade e sujeiras, além de ser confortável e adaptável ao pet.

Porém, com a mudança no foco da empresa, Juliana sentiu a necessidade de organizar a empresa, visto que a Vida Pet estava enfrentando um novo desafio: a fabricação e comercialização de um produto próprio. Foi com esse intuito que a empreendedora resolveu se inscrever no programa InovAtiva Brasil.

“Colocamos como meta aproveitar o programa o máximo possível! Fomos recompensados com conhecimentos valiosos que nos ajudaram a dar um rumo ao nosso projeto. O que parecia uma grande desordem foi se alinhando e tomando forma. Os oito meses de InovAtiva valeram por anos, de tão intensos que foram os aprendizados”, afirma a CEO da Vida Pet.

Hoje, a startup escolhida como destaque da edição 2018.2 na categoria “Varejo, Comércio Eletrônico, Bens de Consumo Não Duráveis e Serviços”, já tem uma proposta para exportar o produto para a Argentina e está comercializando o Dog shoes em seu site e em lojas especializadas em animais de estimação.

Destaque InovAtiva: Sociente Inteligência Geográfica traz soluções inteligentes para mineração

“Foi a melhor experiência profissional que tive nos últimos anos”

Destaque no programa InovAtiva Brasil 2018.2, a Sociente Inteligência Geográfica é uma startup que proporciona soluções inteligentes para diversas atividades, como mineração, agricultura, agronegócio e saúde. Com uma metodologia única, a Metodologia de Exploração em Geociência (MEG), a empresa interpreta informações com base em dados espectrais provenientes de imagens orbitais (satélites) ou aéreas (drones). Além disso, por meio de algoritmos é capaz de obter os inputs necessários para o desenvolvimento sustentável, reduzindo risco, custo e o tempo em vários ramos de serviços.

A empresa foi criada com o intuito de resolver as dores das mineradoras, que gastavam muito e não tinham o retorno esperado. “Percebi que eu era capaz de mudar esse paradigma e, no segundo semestre de 2017, entrei em contato com uma incubadora da Universidade Federal de Goiás para ter um local de trabalho específico e entender como funcionava este processo. Foi quando descobri que minha ideia tinha nome: Startup. Desde então, busquei conteúdos sobre este assunto e em 2018 me reuni com algumas pessoas de confiança para dar início a Sociente”, comenta Alexandre Henrique do Vale, Fundador e CEO da empresa.

Neste mesmo ano, visando compreender mais a fundo o universo de empreendedorismo e divulgar a Sociente para empresas do ramo minerário, o executivo se inscreveu no InovAtiva Brasil. Apesar de não ter passado por outros ciclos de aceleração, conversando com colegas que também estavam participando da edição 2018.2 do programa, entendeu o quão grandioso é todo o processo.

“Foi a melhor experiência profissional que tive nos últimos anos. Com o InovAtiva entendi o que é empreendedorismo, organizei minhas ideias de negócio e produtos e tive a oportunidade de fazer networking com grandes empresas, fundamentais para a Sociente. Só tenho a agradecer ao programa pelos mentores e pelas oportunidades de grandes negócios”, afirma Vale.

Agora, a startup pretende se tornar referência em soluções na pesquisa e exploração mineral, auxiliar nas pesquisas médicas e, futuramente, internacionalizar sua metodologia.

Inovação Aberta: Parceria entre Startups e Grandes Organizações

O conceito de inovação em corporações sempre esteve atrelado a centros de pesquisa e desenvolvimento, onde a criação de produtos e serviços era tratada como segredo. Contudo, com o passar do tempo, esse modelo, conhecido como “Inovação Fechada”, foi ficando obsoleto.

A disseminação de startups nos mais diversos setores do mercado foi um fator que teve extrema contribuição nesse processo. Elas apresentaram a possibilidade de grandes organizações desenvolverem suas ideias fora da empresa, por um preço acessível e com muita originalidade.

Assim, surgiu o conceito de “Inovação Aberta”. A fim de melhorar o desenvolvimento, aumentar a eficiência e reforçar o valor agregado de seus produtos e serviços, as empresas passaram a combinar as ideias internas e externas para melhorar a percepção que o cliente tem dela.

Essa interação acarreta em benefícios para ambas as partes, visto que as clássicas corporações são lentas e pouco inovadoras, mas são robustas e poderosas, enquanto as startups têm velocidade e são inovadoras por essência, mas são mais inconstantes.

Assim sendo, as organizações se favorecem com a cultura de desenvolvimento ágil, tecnologias inéditas, novas fontes de receitas e a adoção de novos processos. Por outro lado, as startups ganham pela obtenção de um grande volume de dados sobre o mercado, a possibilidade de acessarem a base de clientes da empresa e a conquista de um espaço para realização de POCs, pilotos e testes de MVPs.

Mas não só de pontos positivos se faz essa parceria. É importante que as startups tenham ciência de que terão menor liberdade para pivotar em virtude das estratégias da empresa, haverá proteção da propriedade intelectual e a tomada de decisão passará por uma estrutura burocrática e hierárquica antes de ser transmitida aos parceiros.

Importância do InovAtiva Brasil para a Inovação Aberta

O InovAtiva Brasil possui parcerias com diversas entidades e atores do ecossistema de inovação brasileiro. Com o intuito de promover uma melhor experiência e agregar valor às startups aceleradas, o programa oferece gratuitamente conexão dos empreendedores com grandes organizações.

Para prepará-los para essa interação com renomados executivos, o InovAtiva Brasil oferece capacitação, mentorias virtuais e presenciais e webinars com especialistas. Assim, os empreendedores aumentam sua visão estratégica de negócios e conquistam visibilidade para suas startups.

Empresas e startups terão R$ 53,6 milhões do SENAI, do Sebrae e do SESI para investir em inovação

Projetos inovadores terão incentivo de mais de R$ 53,6 milhões neste ano para serem desenvolvidos e chegarem ao mercado. Desde segunda-feira (20/03), o novo Edital de Inovação para a Indústria, resultado da união entre o Edital SENAI SESI de Inovação e o Edital SEBRAE de Inovação, está recebendo inscrições de empresas de todos os portes e startups interessadas em financiar ideias de produtos e processos inovadores. O lançamento da iniciativa foi feita pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, e pelo presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, na última sexta-feira (17), durante reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), grupo coordenado pela CNI, que reúne executivos das 200 maiores empresas brasileiras.

Destinado a promover a cultura de inovação e aumentar a produtividade das indústrias, o Edital conta com investimento de R$ 30 milhões do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), R$ 20 milhões do Sebrae e R$ 3,6 milhões do Serviço Social da Indústria (SESI). Neste ano, a meta é financiar 285 projetos com custo individual de R$ 75 mil a R$ 400 mil. Duas novas categorias foram criadas: Inovação Tecnológica para Micro e Pequenas Empresas Industriais, MEI e Startups e Empreendedorismo Industrial. O objetivo é incentivar a conexão entre grandes empresas e startups de base tecnológica e o investimento em inovação nos micro e pequenos negócios. Desde a primeira edição, o Edital SENAI SESI de Inovação já mobilizou R$ 380 milhões em aproximadamente 700 projetos inovadores de 600 empresas. Entre os selecionados, 76% foram apresentados por pequenas empresas e startups de base tecnológica.

Startups aceleradas no InovAtiva tem vantagens para concorrer aos recursos

Desde 2015, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) tem um Acordo de Cooperação com a CNI e o SENAI que previa uma bonificação no Edital de 10% na pontuação dos projetos de startups aceleradas pelo programa InovAtiva Brasil. A mesma bonificação foi aplicada no Edital SEBRAE de Inovação, em 2016, e continua válida nesse novo Edital de Inovação para a Indústria. O Secretário de Inovação e Novos Negócios do MDIC, Marcos Vinícius de Souza, destacou a excelente performance das startups InovAtiva: nos três últimos ciclos do Edital SENAI SESI, foram concedidos recursos para 20 empresas aceleradas pelo programa do MDIC, 21% do total de projetos selecionados no período. No Edital SEBRAE, 10% das empresas 189 selecionadas vieram do InovAtiva. “Esses editais de fomento e subvenção, especialmente os promovidos por parceiros como SENAI, SESI e SEBRAE, são muito concorridos e por isso a bonificação. Aliada a toda a preparação oferecida pelo InovAtiva, são diferenciais importantes para que as startups obtenham os recursos”, afirmou.

“Investir em inovação é um caminho para a indústria se tornar mais competitiva e sair fortalecida deste momento de dificuldades econômicas. Com novos parceiros e maior volume de recursos, o novo Edital de Inovação da Indústria será instrumento decisivo no fomento à inovação no Brasil”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. “O estímulo à conexão entre grandes indústrias e criativos empreendedores de startups também é iniciativa que vai oxigenar o ambiente de negócios brasileiro. Ganham as empresas já estabelecidas, que aprendem a inovar não apenas em tecnologia como em modelos de negócios, e ganham as startups, que se inserem em cadeias produtivas que podem determinar seu sucesso”, completa.

A expectativa é beneficiar, já em 2017, projetos de inovação oriundos de 150 a 200 pequenos negócios. Segundo o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, a iniciativa tem o objetivo de estimular as pequenas indústrias e micro e pequenas empresas de base tecnológica a apresentarem projetos inovadores com aplicação na indústria. “A inovação é fundamental para o desenvolvimento dos pequenos negócios, que hoje representam um universo de 98% das empresas brasileiras. A entrada do Sebrae neste Edital vai permitir a integração das MPE à lógica das grandes empresas, gerando oportunidades e novos negócios. As categorias do edital inovação tecnológica e empreendedorismo digital irão conectar jovens empreendedores a empresas já estabelecidas”, afirma Afif.

Além do fomento, o SENAI e o SESI oferecem apoio na forma de infraestrutura. Uma rede nacional com 25 Institutos de Inovação realiza pesquisa tecnológica e desenvolve novos produtos e soluções diretamente com empresas de todos os portes. O SENAI conta ainda com 57 Institutos de Tecnologia com 1,2 mil especialistas que prestam serviços em áreas como metrologia, testes de qualidade, consultoria em processos produtivos específicos de diferentes setores, entre outros. Parcerias com Institutos de Ciência e Tecnologia, a maioria presentes em universidades públicas, também ajudam a concretizar as ideias selecionadas.

Veja mais detalhes sobre o edital clicando aqui.

Conheça todas as regras e submeta seu projeto para o Edital de Inovação para a Indústria em www.editaldeinovacao.com.br.

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