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As 4 Primeiras Etapas Jurídicas De Uma Startup

Por Luiz Sibahi e Michel Cury

É muito comum aos empreendedores ligados às empresas de tecnologia e inovação, desde o início, não estabelecerem uma estrutura legal para o seu negócio. Este é um erro estratégico que pode comprometer o desenvolvimento da startup e frustrar as oportunidades de negócio que irão surgir.

Apesar da ansiedade em transformar uma ideia em realidade, é muito importante que os fundadores pensem desde o início nas bases jurídicas do negócio. A operacionalização da empresa está sujeita à uma série de procedimento legais, que podem variar bastante para cada desenho de empreendimento.

Abaixo, listamos brevemente as principais etapas que precisam ser implementadas no desenvolvimento de uma startup. Ficando atento a estes fatores desde o início da criação do negócio será possível evitar problemas futuros e dispendiosas batalhas legais.

  • Ato de Constituição e Tipo Jurídico

A primeira decisão que o empreendedor deve considerar são as implicações legais sobre qual tipo jurídico sua startup será constituída. A legislação brasileira de direito societário avançou bastante nos últimos anos e consolidou dois principais tipos jurídicos que organizam a atividade empresarial: a empresa de responsabilidade limitada e a sociedade anônima.

A empresa de responsabilidade limitada é um tipo jurídico bastante usado, composto por dois ou mais sócios. Na empresa limitada, o patrimônio dos sócios é separado do patrimônio da sociedade, que será o único recurso usado para cumprir com as responsabilidades da empresa. Justamente por isso, a principal função deste tipo jurídico é proteger os bens pessoais do sócio. Por outro lado, as sociedades limitadas oferecem opções limitadas para o financiamento e gestão das suas atividades.

Além da sociedade limitada, a legislação atual prevê a figura da EIRELI – empresa individual de responsabilidade limitada. Nesse caso, é possível o desenvolvimento de atividades empresariais por uma única pessoa, no mesmo formato de uma sociedade limitada. Além das mesmas restrições, a EIRELI também requer um capital mínimo no valor de 100 salários mínimos.

Para uma empresa de inovação e tecnologia, começar como uma empresa limitada é uma boa ideia, mas os investidores irão sempre considerar a transformação para uma S.A. Depois que o empreendedor decidiu o melhor desenho jurídico, é preciso obter os registros necessários para o funcionamento da empresa.

  • Registro, inscrições e autorizações

Após a definição do desenho jurídico da startup, o próximo passo é efetuar o registro da sociedade na Junta Comercial do estado em que atua. Somente a partir do registro que a constituição da empresa é válida e ela pode praticar atos em seu nome. Com o registro na Junta, a empresa obtém também a Inscrição Estadual. Depois, é necessário providenciar sua inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, junto à Receita Federal, e as demais inscrições, dependendo do seu tipo de atividade.

Além do registro e inscrições que cada tipo de atividade empresarial requer, é necessário se atentar ao tipo de autorização ou permissão administrativa necessária para sua operação.

Um bom exemplo é o tipo de regulação que as fintechs podem estar sujeitas. O Banco Central do Brasil editou recentemente normas que disciplinam a atividade de prestadoras de pagamento. Então, mesmo uma pequena empresa como uma startup pode estar sujeita a algum tipo de regulação em sua atividade.

  • Acordos de confidencialidade

Startups trabalham com ideias inovadoras. Muitas vezes, a operacionalização da atividade é muito mais simples do que a análise de mercado, a percepção de suas demandas, e a apresentação de uma solução. Por isso, é altamente recomendado que os empreendedores tenham sempre em mente a necessidade de proteger o business soul da sua empresa.

Problematizar o acesso de terceiros aos ativos materiais e imateriais da companhia é bastante complexo, principalmente no começo da operação, quando o empresário está na posição mais dependente de funcionários e possíveis investidores, ao mesmo tempo em que sua ideia é inovadora e precisa ser colocada em prática.

Nesse cenário, a melhor aposta é investir em “Non discousure agreements”, os chamados NDA’s, ou, acordos de confidencialidade. Cada parte envolvida na operação precisa de um documento pensado especificamente para sua atividade. Assim, é bastante recomendável que se negocie os termos da interação entre funcionários, investidores e empresa, de modo a minimizar os riscos decorrentes do envolvimento de outras partes na operação da empresa.

  • Etapa de Investimento

A última etapa jurídica – que eventualmente pode se dar em vários rounds e em diferentes momentos – efetivamente relevante para a startup é o investimento. As empresas de inovação e tecnologia trabalham com ideias disruptivas, por isso podem começar com poucos recursos. Mas conforme cresce, é inevitável considerar a relevância de um aporte de capital, que pode se dar, em geral, de duas maneiras: aumento com reserva de capital ou mútuo conversível.

O aumento com reserva de capital implica na entrada direta dos investidores na empresa, passando assim a integrar o quadro de sócios. Neste caso, há uma diferença entre o valor pago por quota ou ação, e seu valor nominal. Essa diferença irá formar a reserva de capital, que poderá ser usada pela empresa.

O mútuo conversível é a opção mais comum, pois protege o investidor contra os riscos de participar diretamente do capital social da empresa e, por exemplo, serem responsabilizados por alguma obrigação social. Trata-se de um empréstimo conversível em ações da empresa, que pode ser disparado em diversos cenários, conforme negociado pelas partes.

Em todas estas etapas, é sempre recomendável o acompanhamento por assessores jurídicos familiarizados com as particularidades do mercado de startups, assim têm-se mais chances de construir um negócio preparado para crescer.

* Luiz Sibahi é advogado na área de direito societário e M&A da FTCS Advogados, mestrando em Filosofia do Direito pela Universidade de São Paulo – USP, formado pela Universidade de São Paulo – USP.

* Michel Cury é sócio do escritório FTCS Advogados, pós-graduando pela Stanford University em Strategic Decision and Risk Management, mestre em Direito pela Universidade de São Paulo – USP, é mentor do programa InovAtiva Brasil.

KlipBox recebe investimento de um dos anjos mais reconhecidos do mercado

O investidor-anjo João Kepler participou do Demoday InovAtiva do primeiro Ciclo de Aceleração de 2016, realizado em agosto, onde teve a oportunidade de assistir ao pitch de dezenas de startups em busca uma parceria para impulsionar os negócios. Na ocasião, conheceu os fundadores da KlipBox , uma empresa de monitoramento de notícias online. A conversa começou no evento e terminou em um investimento pela Bossa Nova Investimentos, empresa da qual Kepler está à frente atualmente. “Os empreendedores participaram do curso de modelagem financeira que eu ministrei e a partir daí começou a conversa que resultou em investimento e o início de uma parceria que com certeza renderá muitos bons frutos”, pontua Kepler.

A KlipBox é uma ferramenta de monitoramento de notícias online que ajuda seus clientes a se manterem atualizados sobre tudo o que está sendo dito online sobre sua empresa, seu mercado, concorrentes e/ou clientes importantes. A empresa realiza o monitoramento de mais de 20 mil fontes do mundo para que seus clientes fiquem sempre sabendo o que está acontecendo e sendo dito no Brasil e no mundo. Dante Sarmento, sócio-fundador da KlipBox, conta que o próximo passo é adotar ações para atração de mais leads e, consequentemente, que eles se convertam em novos clientes. A expectativa é, em seis meses, aumentar em dez vezes o valuation da startup. “O InovAtiva foi um passo muito importante pois tivemos a chance de validar muitas das nossas decisões e implementar melhorias. Isso só foi possível ao passar pela aceleração, sempre se dedicando muito a ela. O investimento acabou como uma consequência disso”, afirmou.

João Kepler destacou a importância do InovAtiva Brasil na conexão de startups com investidores. “Este é o resultado de iniciativas assim, é necessário promover encontros entre investidores e startups para que o ecossistema empreendedor se desenvolva com bases sólidas e de forma constante. Este ano o InovAtiva recebeu o dobro do número de inscrições de startups em relação a 2015, o que demonstra que os empreendedores já perceberam que eventos assim são uma excelente oportunidade para apresentar seus negócios e buscar novos parceiros e investidores”, explica Kepler. “Os números do negócio são bem expressivos: mais de 80 milhões de notícias indexadas, mais de 1.500 usuários e eles têm mais de 20 mil fontes de notícias. Além disso, a startup tem abrangência internacional, inteligência de mercado, análise de mídia e monitoramento em tempo real”, conclui o investidor.

Como calcular a taxa de retorno sobre um Investimento em Startup?

Por João Kepler Braga *

Ganhar dinheiro investindo em Startup nos dias de hoje é sem dúvida um desafio maior do que era há 10 anos. O principal “culpado” por essa realidade foi o aumento considerável no tempo que leva para uma startup ser adquirida ou vendida.

Para se ter uma ideia de como chegamos nestes números e entender melhor o cenário atual, o fato é que desde o fim do boom da Internet 1.0 em 2001, o tempo médio de retorno do investimento no capital de risco duplicou, de 3,3 anos para 6,8 anos, com um retorno médio de 5x o dinheiro dos investidores, ou seja, gerava no passado uma TIR (Taxa Interna de Retorno) ou IRR (Internal Rate of Return) de 62,9%. Esses dados  são da National Venture Capital Association.

E o que tudo isso significa? O que principalmente um investidor tradicional realmente precisa considerar e saber? Que atualmente o tempo médio para sair (exit) é de 6,8 anos e que o seu retorno será em média 5x, assim o investidor receberá uma (TIR) de 26,7%, ou seja, trata-se de um percentual atraente e superior aos obtidos em outras formas de investimentos disponíveis no mercado. Mais ainda, algumas empresas têm conseguido alcançar melhores taxas no mercado de capital de risco no Brasil. Na Bossa Nova Investimentos, por exemplo, o IRR anual calculado na média de 60 startups é de 43.7%.

Mas antes de falar e explicar como calcular o TIR ou IRR é importante considerar que os ganhos devem vir de mais de um investimento em Startup. Ou seja, quanto mais startups investir, maiores serão suas chances de ter retorno. Apenas como referência, a aceleradora 500 startups com seu Fundo III teve IRR de 20.3% e o mais recente report da Angel apresentou um resultado do Syndicate em 61 startups com IRR de 46%. Muitas vezes, algo em torno de apenas 10% do portfólio total, suporta o ganho de todas as demais startups.

Mas então como calcular o IRR ou TIR (Taxa Interna de Retorno)?

A técnica por assim dizer é fundamentada com análises que remetem mais ao futuro que o presente. A TIR é calculada com base no fluxo de caixa do projeto e para efeitos práticos. Isso significa que quanto maior a TIR, melhor e mais lucrativo será o projeto ou novo negócio. Para facilitar, pense na TIR como a taxa de juros que uma aplicação financeira precisaria render para ser tão lucrativa quanto o projeto ou novo negócio. Uma taxa de juros implícita numa série de pagamentos (saídas) e recebimentos (entradas), que tem a função de descontar um valor futuro ou aplicar o fator de juros sobre um valor presente, conforme o caso, para trazer ou levar cada valor do fluxo de caixa para uma data focal (data base de comparação de valores correntes de diversas datas).  

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É importante compreender ainda que durante o projeto o fluxo de caixa é negativo. Isto é, há somente saída de recursos financeiros. Ao fim do projeto, quando o produto ou serviço está pronto e é comercializado, em tese, o fluxo de caixa é positivo. Há entrada de dinheiro. Resumindo para não deixar nenhuma dúvida, durante o ciclo de vida do projeto, há despesa/investimento e durante o ciclo de vida do produto/serviço há receita ou recuperação do investimento feito no projeto.

Os investidores qualificados esperam que seus rendimentos sejam superiores a 30%, portanto, os investimentos em startups que se preocupam com isso, conseguem taxas melhores e consequentemente são mais atraentes, apesar do alongamento do tempo e valuations mais elevados.

Por isso o investimento em startups tem se tornado cada vez mais procurado por investidores considerados tradicionais/conservadores do mercado, porque eles já compreenderam que assim como em qualquer outro investimento existem riscos, mas que o retorno financeiro é maior, bem como a forma de atuação neste mercado crescente ser ainda mais satisfatória e contundente.

* João Kepler Braga, Lead Partner da DealMatch e mentor/investidor do Programa InovAtiva Brasil desde 2015.

InovAtiva Brasil divulga as 125 finalistas do segundo ciclo de aceleração de 2016

O InovAtiva Brasil anunciou nesta segunda-feira (17) a lista das 125 startups selecionadas para a segunda etapa do Ciclo de aceleração 2016.2. Nessa fase, as finalistas receberão mais sete semanas de mentoria e capacitação online, fechando com dois dias de treinamento intensivo antes do Demoday InovAtiva, em que apresentarão seus negócios na maior banca de startups do país, em dezembro.

O Secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Vinícius de Souza, destacou que este ano foi um divisor de águas para o programa pois, pela primeira vez, foram realizados dois ciclos de aceleração, dobrando a capacidade de empresas aceleradas. “O nosso desafio sempre foi realizar um programa em larga escala sem perder a qualidade das startups selecionadas. Isso garante o sucesso delas durante a conexão com os investidores e grandes empresas, que acontece nesta etapa final”, afirma.

Como ocorre desde 2014, o Demoday InovAtiva será realizado junto com a Conferência Nacional da Anjos do Brasil, no dia 5 de dezembro. Nos dias 3 e 4/12, sábado e domingo, o InovAtiva finaliza a preparação delas com mentorias individuais, treinamentos temáticos e simulação do pitch no Bootcamp final, que ocorrerá no Sebrae/SP. Co-realizador do programa desde o início de 2016, o Sebrae tem consultores que atuam como mentores, orientando esses novos empreendedores a estabelecerem seus negócios.  O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, destaca que os pequenos negócios possuem capacidade maior de inovar. “Não podemos esquecer que a criatividade está no pequeno negócio, pois o grande compra pronto”, afirma.

A região Sudeste teve o maior número de selecionadas (52), seguida das regiões Sul (43), Nordeste (14),Centro-Oeste (12) e Norte (4). Dezessete Estados estão representados na lista, com destaque para São Paulo (28 empresas), Santa Catarina (18), Minas Gerais (15), Rio Grande do Sul (13) e Paraná (12). A abrangência multissetorial das startups do InovAtiva foi novamente o destaque, com empresas de 17 segmentos distintos, com destaque para Tecnologia da Informação e Comunicação (45 startups selecionadas), Serviços (16), Agronegócio (10), Saúde (10), Educação (7), além de diversas áreas da indústria como Energia, Química, Automotivo, Bens de capital e Construção Civil.

Na avaliação de Leandro Carioni, diretor do Centro de Empreendedorismo Inovador da Fundação CERTI, a nova etapa da aceleração é a grande chance para as startups alcançarem investimentos, o que vai ajudá-las a conquistar o mercado. “Quase todas as startups já têm protótipo ou produto para oferecer ao público, mas apenas 30% declararam ter recebido algum investimento anteriormente”, ressalta. Outro destaque é que as startups finalistas desse ciclo também estão mais focadas em negócios com outras empresas, já que 70% atuam em B2B.

Entre os selecionados está o Sistema Olho do Dono, que utiliza câmeras 3D para realizar a pesagem do gado nos pastos. Para Pedro Henrique Mannato Coutinho, sócio-fundador da startup, as mentorias individuais e o Demoday vão abrir muitas portas para o projeto. “Vai ser uma oportunidade única de debater estratégias com mentores de alto nível e apresentar o sistema para investidores de um patamar que, até então, não tínhamos alcançado”, afirma. A solução desenvolvida pela startup otimiza tempo e recursos no processo de pesagem do boi e ainda auxilia o produtor na tomada de decisões como alimentação e momento de venda. “Hoje em dia, isso é feito de maneira demorada e por amostragem. Além disso, exige muita mão-de-obra e causa grande stress no animal, que pode chegar a perder peso. Nossa proposta é utilizar tecnologia de ponta para obter dados mais fieis, de maneira mais rápida e eficiente”, completa.

A lista completa das finalistas está disponível no link: http://www.inovativabrasil.com.br/lista-de-empresas-aprovadas-etapa-2-ciclo-2016-2/.

Confira alguns momentos do Bootcamp Final e Demoday InovAtiva Brasil – Ciclo 2016.1!

Aconteceu nos dias 27, 28 e 29 de agosto, em São Paulo, o Bootcamp Final e Demoday do primeiro Ciclo de aceleração do InovAtiva Brasil 2016!

Confira alguns momentos desse evento que reuniu 214 empreendedores, 115 startups e 117 investidores e mentores!

Mais informações sobre o programa InovAtiva Brasil em nosso site:www.inovativabrasil.com.br

Um programa de aceleração com capacitação de qualidade, mentorias nacionais e internacionais e muitas conexões com parceiros e investidores.

“O primeiro passo para qualquer startup do Brasil captar recursos e conquistar clientes”.

#InovAtivaBrasil #Startup #1cicloDeAceleração2016 #Capacitação#Mentoria #Investimento #BootcampFinal #Demoday#AMaiorBancadeStartupsdoBrasil

 

InovAtiva Na Mídia: Empresas inovadoras atraem atenção de repórteres brasileiros

As startups aceleradas pelo programa InovAtiva Brasil seguem ganhando destaque nos portais brasileiros. Sites como Startupi, Tribuna do Ceará e Correio de Uberlândia apresentaram matérias que mostram como as empresas inovadoras ganharam reconhecimento no  programa nacional do MDIC.

A TÁQUION, startup cearense, foi tema da semana nos portais Tribuna do Ceará e Vermelho. Os sites abordaram a importância do sistema desenvolvido pela empresa para auxiliar médicos em consultas e diagnósticos. Além disso, os dois sites ressaltaram que a startup está entre as 12 empresas mais atrativas para investimentos, após participação no Bootcamp Nacional em São Paulo, no final de de agosto.

O Correio de Uberlândia trouxe uma matéria sobre a startup Forleven e sua participação no Demoday InovAtiva. A empresa oferece uma plataforma de Gestão Educacional em que as empresa conseguem identificar as dificuldades dos alunos e propor soluções automatizadas para que o aluno tenha um aprendizado eficaz.

Algumas empresas aceleradas pelo InovAtiva Brasil participaram do 3º Demo Day Apex-Brasil & Start-Up Brasil, em São Francisco na Califórnia. O site Startupi mostrou a oportunidade que os empreendedores tiveram de apresentar seus projetos para uma banca de jurados formada por investidores e para o público do evento, assim como foi no Demoday InovAtiva.

As matérias na íntegra podem ser conferidas no site: mjournal.net.br/inovativa

Saiba mais sobre o Edital Sebrae de Inovação!

Conheça o Edital Sebrae de Inovação e não perca essa oportunidade. Inscrições abertas até dia 23 de setembro pelo www.inovativabrasil.com.br!

Saiba mais em: sebrae.com.br/editaldeinovacao!

Lembrando que a entrega da documentação no Sebrae é até 16 de setembro!! Corra e aproveite!

Demoday InovAtiva: oportunidade de se conectar com investidores

Cinco minutos. Esse é o tempo que as startups finalistas do primeiro ciclo de aceleração do InovAtiva Brasil 2016 tiveram para chamar a atenção de possíveis investidores, clientes e parceiros durante o Demoday. Divididos em seis bancas, por setor de atuação, os finalistas explicam o produto que está sendo desenvolvido, seu diferencial, o tamanho do mercado almejado e o como vai aplicar os possíveis investimentos.

Parece pouco tempo, mas para o investidor anjo Júlio Cezar Marques, sócio-diretor da Althaéa Gestão Empresarial, as apresentações têm sido bem estruturadas e chamado a atenção dos investidores. “Depois deste momento, fazemos uma seleção das startups mais promissoras e com que, posteriormente, vamos entrar em contato para estudar possíveis parcerias”, relata.

A Stattus 4, por exemplo, empresa que combina conceitos sustentabilidade e IoT (Internet das Coisas) para diminuir o desperdício de água nos domicílios, participou do Demoday com a pretensão de conquistar investimentos. A startup desenvolve um sensor que aponta vazamentos em encanamentos e tubulações. “Nós procuramos diminuir a porcentagem de água desperdiçada no país em virtude de vazamentos. Esperamos que o nosso modelo de negócios B2G (Business to Government) surpreenda e atraia os investidores”, afirma Marília Oliveira, sócio-fundadora da Stattus 4.

Luís Moreli, CEO da Evowork, marketplace que conecta empresários a locatários de espaços para reuniões e coworkings, aproveitou o pitch para tirar as dúvidas dos possíveis investidores. Eles dispararam perguntas sobre o público-alvo, legislação e o diferencial em relação aos concorrentes. “Nossa plataforma permite que o usuário crie uma planilha para administrar as locações do espaço dentro do próprio aplicativo. Além disso, é possível selecionar locais de acordo com o seu interesse, como coworkings de possíveis parceiros e espaços em que seja possível fazer networking”, destacou.

Impactar gerações: o papel do mentor na vida do empreendedor iniciante

Questionar, guiar, orientar e aconselhar. Essas são as palavras-chaves da relação de desenvolvimento entre mentores experientes e empreendedores iniciantes. Todos os dias pessoas discutem novas ideias e conceitos com quem já passou por determinadas situações e no mundo do empreendedorismo não é diferente. Por este motivo, no programa InovAtiva Brasil, empreendedores iniciantes são apoiados por mentores experientes para seus primeiros passos no mercado.

No Bootcamp, realizado neste final de semana, 125 startups de todo o Brasil têm a oportunidade de receber dos empresários mais experientes as informações e opiniões adequadas para dar o melhor seguimento aos seus projetos. O mentor é uma peça fundamental para ajudar os participantes. Através de conversas e debates acerca de assuntos, nem sempre ligados ao trabalho, os startupeiros são questionados e colocados à prova com o apoio dos mentores. Um processo como esse auxilia e possibilita o desenvolvimento criativo e consequentemente os projetos apresentados para possíveis investidores.

Caroline Vlerick, diretora executiva da Harvard Business Angels Brasil, participa como mentora do InovAtiva pela primeira vez esse ano. “Fiquei impressionada com a criatividade e as ideias dos novos empreendedores. Existe muito potencial aqui e fico feliz em contribuir com tudo o que sei sobre o mercado”, ressalta. Para ela, as startups brasileiras precisam se profissionalizar, pois no mercado internacional os pitchs para atrair investidores são bem mais exigentes. ‘‘É necessário que todos estejam com dados embasados e estatísticas sobre os nichos. É preciso deixar bem claro para o investidor aonde você quer chegar e com qual prazo’’, pondera.

Para Daniel Castello, mentor do InovAtiva, ser empreendedor é um desafio. “Ser um empreendedor iniciante é equivalente a entrar em uma floresta grande pela primeira vez. Você tem muita vontade de explorar, mas o mais provável é que seja morto por uma cobra ou uma onça na primeira noite’’, comenta. Para ele, quem está começando sabe apenas as informações obtidas em livros e teorias. ‘‘Com a experiência que obtive ao longo dos anos, sei que posso impactar as novas gerações e apoiá-las nos caminhos que elas pretendem seguir’’, reforça Castello.

Um detalhe importante é que, dentro do programa, os mentores, não recebem nenhum tipo de ajuda financeira. Eles dispõem tempo e vontade de ajudar os novos empreendedores a seguirem em frente. “Acredito na força do empreendedorismo. Tenho crença de que é por meio das empresas de alto impacto que o Brasil vai se tornar o país que merece ser. Faço de coração pois sei que essas empresas vão gerar emprego e renda. No início da minha carreira eu precisei de ajuda, agora eu quero ajudar a nova geração pois tenho a sensação de que histórias incríveis estão sendo escritas aqui”, finaliza Castello.

Dez passos para um pitch de sucesso

O pitch é uma breve apresentação para que novos negócios possam atrair a atenção de investidores e clientes. O encontro em si não é uma reunião de negócios, mas o objetivo é que esse seja o primeiro passo para concretizar o investimento ou o negócio. É um grande desafio para um empreendedor, em poucos minutos, se apresentar de forma clara, sucinta e atrativa. Para Verônica Mussi, sócio-fundadora da Pin People e conteudista do InovAtiva Brasil nesse tema, o segredo para um pitch de sucesso é a preparação. “Se o empresário seguir alguns passos essenciais, ele vai poder fazer do pitch um sucesso”, destaca. Confira algumas dicas:

1 – Se apresente de forma objetiva:

Conte quem você é e o que sua startup faz. Não é necessário contar a história da sua vida. Esse é um erro comum gastar grande parte do seu tempo falando sobre você mesmo. Se o investidor tiver interesse sobre o seu background, ele vai te perguntar.

2 – Explique qual problema você quer resolver:

O investidor quer saber se, de fato, o que você faz soluciona algum problema e se isso pode ser comercializado. É preciso consolidar as informações, mostrar a dor que existe no setor. Para isso, há várias abordagens: apontar dados ou estudos, por exemplo.

3 – Mostrar o tamanho do mercado:

O investidor pensa muito na sua capacidade de expansão do negócio. Para dar essa real noção, é preciso apresentar um panorama embasado em dados e não somente apresentar a sua sensação ou opiniões.

4 – Ilustrar a solução proposta:

Fazer o investidor visualizar o que foi pensado para resolver o problema. Nesta etapa, criatividade é um diferencial. É recomendável utilizar conteúdos visuais: o layout do seu aplicativo, um fluxograma do seu serviço ou um protótipo do seu produto, por exemplo. Essa é a melhor oportunidade para encantar o investidor.

5 – Definir o modelo de negócios:

Não é preciso ainda dizer quanto vai custar o seu produto e o quanto você quer lucrar com ele. Mas você precisa ter uma ideia de como vai cobrar pelo produto ou serviço. Se vai ser por meio de taxas, mensalidades, se você vai ter uma versão gratuita e uma paga, por exemplo. Essa decisão vem de estudo e planejamento prévio.

6 – Mostrar quem são os competidores:

Muitas vezes, uma startup, por ser um negócio inovador, acredita que não tem competidores. Mas é um erro pensar dessa maneira. Muito provavelmente, haverá empresas que apresentam serviços semelhantes em diferentes etapas ou processos pelo qual sua startup passa. Você precisa mostrar quem são esses concorrentes e destacar quais são os seus diferenciais em relação a ele ressaltando sua competitividade. Isso pode ser feito por meio de recursos visuais também, seja por meio de uma tabela ou infográfico.

7 – O que já foi feito?

Ressaltar a sua capacidade de execução, salientar as suas principais realizações até aqui. Mostrar o quanto você já conseguiu caminhar com as próprias pernas. Isso pode ser feito de maneira prática: mostrando quantos clientes já foram conquistados ou mostrar a capacidade de elaborar uma plataforma mais complexa.

8 – Apresentar o time:

Quem são os profissionais da sua equipe e as pessoas que ajudaram a startup a chegar até este ponto. Muitas vezes há uma rede de contatos por trás: mentores e até pessoas que já te ajudaram voluntariamente que podem ser mencionadas.

9 – Mensurar o investimento necessário:

Não precisa entrar em detalhes ou mostrar uma planilha de gastos, isso exige complexidade e pode ser discutido em uma reunião posterior. Mas você precisa já deixar claro para o seu investidor de quanto você precisa e quais são as suas prioridades para a aplicação deste recurso: se é para contratação de pessoal qualificado ou em tecnologia, por exemplo.

10 – A visão da startup:

Mostrar para o seu investidor para onde você está olhando, o que você almeja no futuro. Para isso, é preciso que você reflita sobre o quão inovador é o seu negócio – e onde você quer chegar com ele – ou seja, que tipo de transformação você quer trazer com a sua startup.

Dica extra:

Grave uma simulação de pitch e depois assista procurando por pontos em que você pode melhorar. Verificar também se a sua administração do tempo está correta, ou seja, se você está dedicando o tempo correto para as partes mais importantes da sua apresentação.

Quem entender mais sobre como captar investimentos? Então leia o artigo: Investimento anjo: 7 formas de NÃO conseguir um.

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