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Você sabe a diferença entre Mentoria e Consultoria?

Uma startup relevante não se constrói sozinha e nem do dia para a noite. É imprescindível, quando se pensa em empreender, que o empreendedor esteja rodeado de profissionais competentes e que consiga estabelecer bons vínculos.

Dentre as conexões mais importantes que um empreendedor pode fazer, estão as mentorias e consultorias. Mas as duas às vezes se confundem – não somente por culpa do profissional que as demanda, mas muitas vezes por falta de clareza na relação entre os dois, como veremos mais para frente.

Edson Mackeenzy e Anderson Diehl, mentores do hub InovAtiva, nos ajudam a esclarecer alguns pontos sobre o assunto: quais as diferenças, qual o momento para cada uma, e boas práticas de mentores e consultores na sua jornada.

Mentoria

“O momento de procurar o mentor é desde o início da startup. Até mesmo antes de conceber o negócio é interessante começar a criar conexões com pessoas do segmento que ela quer atuar”, afirma Anderson, que aponta a participação ativa nos diversos eventos do ecossistema empreendedor como a melhor forma de entrar em contato com esses profissionais.

“É uma mentoria que eu dou hoje para um empreendedor que provoca alguma melhoria no seu negócio e, de repente, eu o encontro daqui a seis meses e vejo que teve capacidade de execução, de desenvolver a ideia e melhorar o projeto. Assim criamos laços para acontecer um investimento no futuro”, explica.

Como mentores no ecossistema, existem investidores, empresários e executivos, cada um com sua bagagem e expertise em um segmento específico. “O empreendedor precisa escolher bons mentores que estejam alinhados às suas expectativas e objetivos.”

Consultoria

“O mentor estimula a ação e inspira a execução, simplificando o processo de tomada de decisões complexas. Enquanto isso, o consultor tem o papel de conduzir a execução e parametrizar o resultado esperado”, esclarece Edson Mackeenzy.

O profissional atua nas duas vertentes. Ele explica que é comum chegar o momento em que ele se vê como responsável por executar a ação. Aí é quando ele determina com o empreendedor que ele não será mais uma figura de mentoria, mas de consultoria.

Edson define que o momento de contratar um consultor acontece antes da  contratação de um funcionário para executar esta tarefa específica. “Quando se pensa em contratar alguém para executar uma função, este é um processo de longo prazo, no mínimo de seis meses. Se a pessoa estiver muito bem, vai durar três meses para executar algo, que é o período de experiência. Por isso, antes de tomar essa decisão, contrate esta pessoa como um consultor para o seu negócio.”

Boas práticas e costumes nas relações profissionais

Independentemente se falamos de um relacionamento com um mentor ou um consultor, respeito e consideração são indispensáveis para ambos os lados. “Antes de pedir para o empreendedor me contar o que faz, eu pergunto sobre o que o inspirou a fazer aquilo. Ou seja, quais foram suas decisões, os caminhos percorridos até chegar ao ponto de tomar a decisão de executar aquele projeto”, conta Edson.

“A partir daí, eu pergunto como as pessoas resolvem essa dor hoje, sem aquela solução”, continua. O profissional acha imprescindível esta questão, porque força o empreendedor a contemplar uma perspectiva diferente do seu trabalho. “Nós precisamos nos definir não só pelo nosso trabalho mas, principalmente, pelo motivo de desempenharmos essa função. É esta a essência que eu tento encontrar antes de ouvir o projeto, em si.”

Edson também discorre sobre a importância da comunicação não violenta nessas relações. “No passado se acreditava muito que o aprendizado tinha que ser pela dor e hoje eu entendo que não é mais assim. Na verdade, ele deve ser constante, precisa de uma série de vertentes, então temos que ensinar pelo amor.” Ele aconselha mentores a não se precipitar, ouvir até o fim e substituir o “sim” e o “não” por “e se” e “por que não”.

Ambos os profissionais comentam sobre a forma como os empreendedores recebem suas críticas e sugestões. “É comum que eles sejam muito céticos em ouvir conselhos porque estão muito focados e apaixonados pela sua ideia. Geralmente, esta curva de aprendizagem acontece em cima dos próprios erros”, observa Anderson.

O mentor finaliza com uma consideração para os empreendedores: “quem te elogia te corrompe, quem te critica te faz crescer.”

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Customer success: o que empreendedores precisam saber

“Conquistar um novo cliente custa 5 a 7 vezes mais do que manter um atual”, disse Philip Kotler em seu livro Princípios do Marketing. Economista e mestre em ciências comportamentais pela Universidade de Chicago, Kotler pontua que o lucro de uma empresa está diretamente ligado ao bem-estar do consumidor e da sociedade. Desta forma, o marketing não só deveria ser parte da estratégia de qualquer empresa, como ser o centro dela.

Com isso em mente, empreendedores devem focar em oferecer a melhor experiência aos seus. É daí que vem o conceito de Customer Success (ou, em português, Sucesso do Cliente), parte primordial do crescimento das empresas. O Customer Success é o gerenciamento do cliente focado no relacionamento, que alinha as metas do cliente e do fornecedor para resultados mutuamente benéficos.

“Não importa o tamanho da empresa: esta empatia com o público-alvo é fundamental para garantir seu sucesso durante o processo de escolha e uso do seu produto”, explica Ilze Sola, executiva de Marketing e fundadora da Conecxa, consultoria especializada em Customer Experience.

O Customer Success (CS) é pautado na garantia do alto desempenho de seus clientes, provenientes das interações estratégicas com a sua empresa. “A ideia é garantir que a empresa pense neles antes de tomar qualquer decisão”, diz Ilze. “Mais do que satisfeitos, é importante que eles sejam encantados, porque são eles quem recomendam o seu serviço”. Ou seja, os clientes são fidelizados e compartilham com outras pessoas o seu serviço fundamentalmente porque o retorno do seu investimento é positivo.

Ilze faz parte do time de mentores do InovAtiva Brasil e compartilha sua experiência com os empreendedores selecionados para o programa. Segundo a executiva, uma área de CS de excelência é proativa e baseada na coleta de informação sobre seus clientes para a estratégia de ações futuras. “Para isso, existe um relacionamento e acompanhamento constante do consumidor. É preciso compreender o que ele espera e se seu comportamento está mudando com o tempo para conseguir que ele permaneça junto à empresa”, afirma.

Um atendimento focado em Customer Success de qualidade começa no pós-venda, setor responsável por acompanhar o cliente no dia-a-dia. Neste momento, é definido o profissional que vai garantir o Sucesso do Cliente, a partir de uma análise constante do uso do produto ou serviço por parte do consumidor.

Como estruturar o Customer Success na sua startup

Especificamente para setores business-to-business, o profissional de CS deve se aprofundar no nicho de mercado do seu cliente para melhor compreender como seu serviço pode ajudar no alcance de resultados.

De acordo com esse acompanhamento, o gestor deve analisar se o serviço de sua empresa é ainda o melhor para cada público específico. Ou seja, é possível considerar e propor mudanças nos seus pacotes. Essas alterações podem ir desde o aumento das suas atividades, também conhecido como Upsell, onde o cliente pode passar para uma versão mais premium dentro da sua empresa, ou o chamado Cross-sell, quando adquire um serviço complementar. Mas, se for o caso, o gestor também deve recomendar a redução do plano, se este for o melhor curso para atender as necessidades atuais do usuário.

“O segredo é ter sempre o cliente no centro da tomada de decisão. Cada vez que uma empresa pensa em novas ações, independentemente de quais sejam elas, é fundamental que se adote o conceito de que o melhor para o cliente, é sempre melhor para a empresa”, finaliza Ilze.

Junto com Darwin Startups e ACE Startups, InovAtiva Brasil promove 24 mentorias coletivas no Case + Startup Summit 2020

Durante o CASE + Startup Summit 2020, o InovAtiva Brasil, em parceria com as aceleradoras Darwin Startups e Ace Startups, promoveu 24 sessões de mentorias coletivas sobre temas diversos, como criação de uma startup, definição e validação do modelo de negócios, vesting e propriedade intelectual, Customer Success, gestão de produto, tipos de investimentos e internacionalização.

Apenas no primeiro dia, o hub conseguiu atingir 551 pessoas. Para Bruna Barbosa, CEO do Tudo Sobre Startups e Líder da Comunidade do Pará pelo InovAtiva Brasil, esse foi um ótimo momento para os empreendedores aprenderem e perceberem que não estão sozinhos, que não são os primeiros a viverem um determinado desafio e que existe um caminho a ser seguido.

“Como Líder, tento mostrar as oportunidades que existem para o empreendedor e contribuir para o desenvolvimento dele. Por isso, durante a mentoria coletiva, falei sobre o processo de tirar a ideia do papel. Muitos empreendedores estavam participaram ativamente estavam em busca de conhecimento. Mostrei o que é necessário para identificarem o seu cliente inicial e para, a partir daí, montarem um MVP”, comenta Bruna.

Cada participante realizou sua inscrição previamente no site do evento, sendo permitida apenas uma sessão de mentoria por dia. Porém, as pessoas que não se inscreveram, mas tiveram interesse de participar como ouvintes, puderam acompanhar a transmissão ao vivo pelo Youtube. Dessa forma, o InovAtiva Brasil conseguiu atingir um total de 1143 pessoas.

“Mentorar no CASE + Startup Summit 2020 foi uma ótima oportunidade para ensinar e aprender com uma diversidade de pessoas. Esse tipo de evento reúne e conecta empreendedores de vários lugares do Brasil, cada um com uma história para contar, vidas diferentes, mas todos com o mesmo propósito: melhorar aquele 1% por dia e fazer seus negócios crescerem cada vez mais”, complementa Yan Fontão, Líder da Comunidade do Amazonas pelo InovAtiva Brasil.

Conheça as 112 startups que vão participar do Ciclo 2019.2

Após 585 inscrições e um criterioso processo de avaliação, 112 startups foram selecionadas para participar do programa InovAtiva Brasil – Ciclo 2019.2. Representantes de todas as regiões do país, as aprovadas são provenientes de metade dos estados brasileiros.

Em comparação com o ciclo 2019.1, as startups da região sudeste do país aumentaram sua presença em 18 pontos percentuais, sendo que o estado de São Paulo permaneceu na liderança, com 34 empresas aprovadas.

Perfil das startups aprovadas

Formalizadas como empresas, as startups selecionadas estão em estágio de operação (69,64%) ou tração (30,36%). Delas, 70 estão com uma base crescente de clientes e faturamento anual de mais de R$ 360 mil (26%). Elas são voltadas com para o público B2B (59,82%) e possuem vínculo com grandes empresas (53%).

Além disso, essas startups atuam, prioritariamente, nos segmentos de serviços, saúde e educação. Com modelo de negócios SaaS (51,8%), 108 das empresas possuem funcionários full time e 57% delas estão contratando. O InovAtiva será a primeira experiência de aceleração da maioria das startups, já que 71% delas nunca passou por uma aceleradora e 60% nunca esteve em uma incubadora.

Das aprovadas, 33 empresas já captaram algum investimento, sendo 51,52% provenientes de Investidores Anjo. O valor do aporte de 76% destas foi superior a R$ 100 mil. Mesmo assim, o objetivo de 56% das startups é ter a oportunidade de conquistar investimento e se conectar com grandes empresas.

Veja a lista completa.

86 empresas conquistam visibilidade e conexões no maior programa de aceleração de startups da América Latina

São Paulo, julho de 2018 – Entre os dias 20 e 22 de julho, cerca 160 investidores, representantes de aceleradoras e executivos de grandes empresas, estiveram presentes no Bootcamp Nacional e Demoday InovAtiva Brasil 2019.1, realizado na Escola de Negócios do Sebrae, em São Paulo, para conhecer e se conectar com os negócios mais inovadores do país.

Nos dois primeiros dias, as 86 startups participantes receberam mentorias, participaram de palestras, fizeram networking e apresentaram seus pitchs para mentores especializados, recebendo feedbacks e sugestões de melhores. Tudo isso serviu de preparação para o Demoday, realizado no último dia, em que essas empresas tiveram a oportunidade de mostrar suas soluções a maior banca de investidores do país.

“Mudamos o formato do programa para que as startups que chegassem aqui já estivessem maduras e vendendo. Nesse primeiro ciclo de 2019, foram 732 projetos inscritos, 122 selecionados e fechamos esta edição com 86 empresas se apresentando para uma banca com mais investidores do que startups”, afirma Igor Nazareth, Subsecretário de Inovação do Ministério da Economia.

As empresas foram divididas em seis bancas de acordo com o seu ramo de atuação. Elas tiveram cinco minutos para apresentar seus pitchs e mais três minutos para responder as perguntas dos avaliadores. Ao final, foram escolhidas duas startups de cada banca como destaques do programa:

  • Banca 1: Educação, Indústria e Setor Financeiro – OrçaFascio, software de orçamento de obras do Amapá e Smart-Tech Controle e Automação, empresa do Paraná focada no desenvolvimento de produtos para a indústria;
  • Banca 2: Sistemas de Gestão – Meu Crediário, plataforma SaaS de gestão, análise de crédito e cobrança para varejistas alocada em Santa Catarina e MOB, solução de São Paulo para coleta e análise de dados online;
  • Banca 3: Entretenimento, Comunicações, Marketing e Mídia – LeadFinder, plataforma do Paraná que conecta empresas e seus prospects e Widgrid, plataforma para construção ágil e diagramação de múltiplos sites de qualquer porte no mesmo ambiente situada em São Paulo;
  • Banca 4: Saúde, Agronegócio e Energia – Cycor Cibernética, startup de saúde localizada no Paraná que desenvolve tecnologias para reabilitação com foco industrial e Prevention Adam Robo, empresa do Paraná que criou um aparelho e hardware que descobre problemas visuais refrativos em apenas cinco minutos;
  • Banca 5: Serviços de Logística, Comércio Eletrônico e Marketplace – Cheap2ship, plataforma de Santa Catarina que centraliza todas as cotações de frete em um único lugar e Prepi, startup de Pernambuco que oferece um serviço de e-commerce atrelado ao Instagram;
  • Banca 6: Cyber Security, IoT, Inteligência Artificial, Big Data e Chatbot – NoLeak Segurança da Informação, plataforma de autenticação contínua para evitar fraudes online com sede em São Paulo e Previsiown, plataforma digital do Rio de Janeiro desenvolvida para a coleta e análise de dados de veículos automotores.

De acordo com Michele de Souza, CEO da Cycor Cibernética, startup destaque na Banca 4, todo o processo do InovAtiva Brasil foi extremamente enriquecedor. “Nos dois primeiros dias de evento, conseguimos atingir o objetivo que queríamos, que era encontrar um parceiro para nos ajudar a resolver um problema de regulamentação com a Anvisa a respeito da licença do nosso equipamento. Então, ganhar o reconhecimento de destaque no programa foi muito além das minhas expectativas. Só tenho a agradecer ao InovAtiva”, comenta Michele.

Próxima edição

As empresas interessadas na próxima edição podem se inscrever no site do programa até o dia 29 de julho. Para participar é necessário que a startup esteja no estágio de operação ou tração e desenvolva soluções inovadoras e tecnológicas. Serão selecionados até 130 negócios, que receberão mentorias gratuitas e se conectarão aos maiores players de empreendedorismo do Brasil.

Sobre o InovAtiva Brasil

O InovAtiva Brasil é um programa gratuito de conexão e aceleração de negócios inovadores de qualquer setor e região do Brasil, realizado pelo Ministério da Economia e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com execução da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI). O programa oferece mentorias, visibilidade às startups e conexão com investidores, grandes empresas e parceiros. Entre 2013 e 2018, mais de 2000 startups participaram do programa e cerca de 930 delas chegaram à fase de apresentar suas startups em bancas presenciais com investidores.

Quem são os mentores do InovAtiva Brasil?

O mentor é um dos agentes mais importantes para o desenvolvimento de uma startup. Ele é capaz de avaliar o estágio atual de um negócio, fornecer dicas e conselhos para o mentorado dar um passo adiante. Esse profissional conta com uma ampla bagagem de conhecimento e experiência, e está disposto a compartilhá-los com pessoas que estão iniciando sua jornada como empreendedor.

No InovAtiva Brasil, essa função é exercida voluntariamente por executivos que desempenham cargos de liderança em grandes organizações, heads de aceleradoras e incubadoras, investidores e até mesmo empreendedores experientes de negócios ligados a tecnologia.

Para integrar o programa, eles passam por um rigoroso processo de seleção, que envolve a análise do seu histórico profissional e uma entrevista com a equipe InovAtiva para alinhamento das expectativas e esclarecimento de possíveis questionamentos que possam surgir.

Após aprovação, cabe ao mentor disponibilizar de quatro a seis horas mensais para realizar mentorias quinzenais por um período de quatro meses. Durante essa fase, ele desafiará o empreendedor destinado a ele por meio de um algoritmo que combina as habilidades do mentor com as dificuldades da startup.

Assim, ele fará com que o mentorado reflita e descubra alternativas para aprimorar seu negócio. É importante ressaltar que o mentor irá tirar os empreendedores de sua zona de conforto, propondo desafios reais ou hipotéticos, fazendo comparações com outros negócios e provocando-os a criar caminhos e ideias alternativas.

Essa relação também envolve o compartilhamento de experiências que podem servir de exemplo para que o empreendedor não cometa os mesmos erros que o especialista que o está lhe orientando precisou enfrentar durante sua jornada profissional.

Contudo, cabe ao mentorado extrair o máximo do que o seu mentor pode passar. É comum que, durante o processo de mentoria, surjam oportunidades de investimento, parcerias comerciais ou a conquista de um cliente ou fornecedor. Por isso, recomendamos que o empreendedor esteja aberto a críticas e sugestões.

Ao final do ciclo, o mentor será avaliado com base em seu engajamento, participação nas atividades, feedbacks passados, entre outros quesitos importantes para definir sua continuidade ou não no programa.

 

O que o InovAtiva tem de diferente dos demais programas de aceleração?

O maior programa de aceleração de startups da América Latina oferece, gratuitamente, mentoria para empreendedores de todo Brasil que atuam com tecnologias inovadoras para qualquer segmento. Além disso, no InovAtiva Brasil, as startups têm a oportunidade de se conectar com investidores, grandes empresas, aceleradoras e participar de programas e eventos de empreendedorismo. Mas não é só isso que torna o programa especial.

Visibilidade

De acordo com Elber Fabrício Laranja e Thiago Critter Chiliatto, fundadores da Antecipa Fácil, que já participaram de outros programas de aceleração, o InovAtiva é o que mais gerou visibilidade para a startup. “No quesito alcance de mercado, sem dúvida, esse programa é diferenciado. Por ele circulam pessoas influentes e com conexões que podem mudar os rumos de uma empresa que está iniciando suas atividades, como a nossa. O fato de ficarmos entre as 12 empresas destaque do programa também contribuiu muito, dado que isso gerou para nós um grande espaço na mídia espontânea”, afirma Laranja.

Esse também foi o aspecto que mais chamou a atenção de Egmar Rocha, CEO da EasyThings. Para ele, o alcance e divulgação alcançados foram elementos que só o InovAtiva lhe proporcionou. Contudo, outra característica do programa também foi de extrema importância para ele: as sessões de mentoria.

Aprendizado

“Me inscrevi no InovAtiva com o objetivo principal de obter mais conhecimento e expor a solução para um maior número de pessoas. Não foi difícil atingi-lo e superá-lo. Nos foram apresentados mentores de altíssima qualidade e com uma ampla experiência. As informações que recebi estão sendo fundamentais para a atualização do modelo de negócio”, comenta Rocha.

“Participamos do InovAtiva em 2017 e foi um programa muito interessante para a abertura de novos contatos, fazer o networking e conhecer possíveis investidores para quando estivéssemos maduros o suficiente com a solução.  Toda a parte de mentoria e know-how que foi prestado para que pudéssemos nos desenvolver como profissionais, gestores da empresa e conseguir tocar o nosso negócio também foi fundamental”, reitera Caroline Dellacorte, cofundadora da PackID, startup acelerada pelo programa.

Experiência

Com intensas atividades online e presenciais, os empreendedores aprendem a elaborar pitchs e apresentam seus projetos aos maiores investidores e mentores do país. Essa empreitada já proporcionou bons resultados para diversas startups que foram aceleradas pelo programa.

Quer fazer parte dessa história?

E também agregar valor à sua startup, se conectar com os principais players do ecossistema e trocar experiência com outros empreendedores? Fique atento ao nosso site e redes sociais.

As inscrições para o próximo ciclo InovAtiva Brasil começam em breve!

O que sua startup precisa para ser aprovada no InovAtiva de Impacto?

As inscrições para o InovAtiva de Impacto, programa de aceleração para negócios de impacto social e ambiental, estão abertas até o dia 27 de maio. Das inscritas, 40 empresas serão selecionadas para receber cursos gratuitos de empreendedorismo de alto nível diretamente com os melhores especialistas do país, com um módulo focado em negócios de impacto socioambiental.

Para serem escolhidas, as startups precisam:

  • Desenvolver produtos ou serviços de base tecnológica;
  • Possuir modelo de negócios inovador e/ou escalável;
  • Ter como foco o impacto social e/ou ambiental;
  • Estar constituída como empresa e possuir CNPJ;
  • Contar com clientes pagantes ou com uma base crescente de usuários;
  • Atuar em um mercado com tamanho representativo;
  • Apresentar faturamento máximo de R$ 4,8 milhões no último ano contábil;
  • Ter potencial de crescimento.

Elas também devem enviar um vídeo de até três minutos e uma apresentação do negócio em PDF. As empresas que não atenderem qualquer um desses requisitos ou enviarem links inválidos ou protegidos serão automaticamente desclassificadas.

Processo de avaliação

Os avaliadores externos (profissionais referência do ecossistema voluntários) recebem até 30 projetos para analisar com base em quatro critérios: grau de inovação, maturidade da empresa, maturidade da solução e equipe. É importante que os empreendedores tenham em mente que as startups serão avaliadas com bases nas informações que são encaminhadas na proposta. Por isso, aproveite ao máximo os conteúdos abertos de capacitação do InovAtiva para entender bem cada tema e escrever a sua proposta com mais atenção e qualidade.

Lembre-se de apresentar as vantagens significativas que o seu negócio tem em relação aos dos concorrentes, quais os desafios que seu negócio enfrenta, sua posição firmada no mercado e as estratégias utilizadas na aquisição de clientes. Assim, os avaliadores vão compreender rapidamente o real valor do seu negócio e, consequentemente, fazer uma melhor avaliação da sua startup.

Após esse processo, as instituições organizadoras do programa ficam responsáveis por verificar as avaliações feitas pelos profissionais voluntários e selecionar as empresas que participarão do próximo ciclo do programa. O InovAtiva de Impacto publica a lista final com as até 40 (quarenta) empresas selecionadas no site www.inovativabrasil.com.br, sempre em ordem alfabética, após ser homologada pelo comitê gestor do programa.

Estratégia e Modelos de Negócio para Startups

Você já deve ter se deparado em algum momento de sua vida com situações onde era necessário se fazer uma escolha. Seja na hora de decidir entre aparelhos de celular ou na hora de escolher um lugar para onde você vai viajar nas próximas férias, cada vez que uma decisão como essa é tomada, estamos abrindo mão de vários outros cenários e alternativas. O processo de fazer escolhas é necessário para que possamos evoluir, e, no mundo do empreendedorismo, ele é ainda mais relevante, porque dita, muitas vezes, onde vamos chegar como empreendedores.

 

Quando falamos de construir modelos de negócios, fazemos escolhas iniciais em relação ao valor que queremos gerar e como vamos fazer isso, a como e para quem desejamos entregar esse valor e como vamos capturar valor a partir dessa transação. Na primeira mentoria coletiva do InovAtiva Brasil, discutimos um pouco sobre isso, e os acelerados do ciclo 2019.1 puderam fazer várias perguntas e entender mais sobre como desenvolver essas estratégias. Vamos discutir sobre o tema por aqui também!

 

Que valor queremos gerar para nosso público?

 

A discussão central do modelo de negócios de qualquer startup diz respeito ao valor que ela gera. Valor é tudo aquilo que é percebido como benefício pelo consumidor ao ter contato com um produto ou serviço. O status de se ter um iphone ou a flexibilidade em se ter um Android deixam claro que essa discussão vai muito além do produto em si. Afinal, a grosso modo, os dois são aparelhos móveis de telefonia e internet. O que os diferencia está muito mais atrelado ao que percebemos em relação a cada produto do que qualquer outra coisa.

Como vamos gerar esse valor?

 

A visão interna de como gerar o valor desejado é crucial para o sucesso de qualquer projeto. Seja pela discussão dos principais processos do negócio ou dos recursos ou parceiros que viabilizam essa geração de valor, entender quais são esses pontos críticos é fundamental para que o valor que se quer entregar não seja apenas uma promessa. Produtos e serviços duráveis e perenes são aqueles que cumprem a promessa de valor que fazem. Se a Mercedes não entregasse uma experiência premium em todos os seus produtos, provavelmente fracassaria no mercado.

Como e para quem desejamos entregar esse valor gerado?

 

A entrega de valor está pautada na definição dos segmentos de clientes que temos, como eles se comportam e o que é relevante para eles como consumidores. Além disso, é preciso definir quais as melhores formas de nos relacionarmos com nossos clientes para construímos uma marca forte e quais os melhores mecanismos de venda de nossos produtos ou serviços.

Como capturar valor?

Por fim, entra o debate de quanto essa operação custa e como vamos ganhar dinheiro com ela. A relação de custos e receitas é fundamental para entendermos se o projeto para de pé. Afinal, não podemos, em hipótese nenhuma, sermos românticos a ponto de ignorar que, sem dinheiro, o negócio não existe, já que toda empresa visa o lucro ou sua sustentabilidade financeira.

 

Note que, dentro desses quatro pontos citados acima, estamos falando, essencialmente, em fazer escolhas. E é fundamental que elas sejam feitas. Em muitos casos, empreendedores se colocam em cheque na hora de fazer essas escolhas porque sentem que estão afunilando demais o seu range de oportunidades. Fazer escolhas dentro de startups e de novos negócios é fundamental porque dá foco a operação.

 

O maior desafio de qualquer startup que está em sua fase inicial, é a capacidade de realizar testes, aprender rápido e, se necessário, mudar seu percurso de forma que ela se aproxime cada vez mais do sucesso. Fazer escolhas certeiras e focadas se torna uma habilidade fundamental nesse contexto, visto que fica mais fácil escolher que hipóteses precisam ser validadas primeiro e como isso deve ser feito.

 

Ainda falando sobre escolhas, mas, agora, olhando para o futuro e para os desafios de crescimento de uma startup, chegamos na discussão da estratégia do negócio. Fala-se muito no mercado tradicional do famoso planejamento estratégico, que envolve análises macro e micro-ambientais, análises de negócio e financeiras, além da própria operação, de mercado, entre várias outros possíveis estudos que suportam os processos decisórios de grandes empresas. Esses negócios de grande porte fazem esse esforço porque tomam decisões de longo prazo, de planos que vigoram, em média por pelo menos 05 anos dentro dessas empresas.

 

É utópico pensar que startups e pequenos negócios conseguem trabalhar com planos de 05 anos. Muitas não conseguem ter visibilidade do que vai acontecer nem mesmo nos próximos 06 meses. Por isso, é impossível pensar em um plano estratégico robusto e mega estruturado como os de grandes empresas.

 

Quando falamos em estratégias de pequenos negócios, falamos de definir alguns objetivos táticos claros como uma meta comercial definida, o índice de satisfação da sua base ativa de clientes, a taxa de reutilização ou recompra dentro de um aplicativo. São metas relevantes e de curto prazo que te ajudam a validar seus principais objetivos momentâneos, visto que ainda estamos falando de validação de hipóteses dentro de uma nova empresa.

 

Um livro muito legal que fala um pouco sobre essa questão é o “Must Win Battles“. Ele fala sobre como um planejamento estratégico robusto pode ser nocivo à novos projetos e como pensar em estratégia de um jeito mais simples e direto. Basicamente, o autor recomenda que as empresas trabalhem com batalhas claras e orientadas a resultados por ciclos menores de tempo, como 6 meses ou um ano. Além disso, ele limita a questão das batalhas ao máximo possível, com o máximo de 05 batalhas por ciclo. Afinal de contas, quem quer tudo, acaba não tendo nada. Novamente, a questão do foco se torna fundamental na perspectiva do empreendedor.

 

Por fim, é importante dar nomes aos desafios. Cada batalha precisa ter um dono. Ele será responsável por gerenciar os trabalhos para que aquela batalha seja vencida e, principalmente, prestar contas à gestão do negócio em relação a como está o seu andamento ao longo do tempo. Esse aprendizado constante é importante porque, diferentemente de negócios de grande porte, startups podem ter mudanças repentinas de estratégia caso os resultados não sejam satisfatórios na medida em que o tempo passa. O aprendizado precisa ser rápido, e a capacidade de mudar também.

 

Nas duas discussões, a capacidade de se fazer boas escolhas é o que vai fazer uma startup ir mais longe que a outra. A questão aqui não é, necessariamente, acertar nas primeiras escolhas feitas quando um projeto é criado, mas na habilidade de fazer escolhas de forma constante com base no aprendizado e manter o foco sobre elas para avaliar seu desempenho e realizar as mudanças necessárias quando o resultado não vem. Já parou para pensar que ter momentos específicos para se discutir contextos e fazer escolhas em equipe pode ser uma das atividades mais importantes de sua startup?

Tudo o que você precisa saber para ter sessões de mentorias mais produtivas

Durante o ciclo do InovAtiva Brasil, empreendedores experientes, altos executivos de médias e grandes empresas, investidores-anjo e executivos de fundos de investimento disponibilizam gratuitamente sessões de mentoria colaborando para que os participantes do programa encontrem o melhor caminho para a solução de problemas e tomem decisões mais acertadas.

O papel do mentor consiste em auxiliar na validação de ideias e negócios, levantar questões relevantes para a evolução do negócio, além de promover uma reflexão e análise objetiva sobre aspectos críticos do negócio, mitigando riscos e evitando que erros conhecidos sejam cometidos.

Cada mentor possui sólida experiência prática e é especialista em uma ou mais áreas de conhecimento, o que faz dele uma excelente fonte de aprendizado. Eles dão orientações para melhorar o posicionamento da startup no mercado e fazem o intermédio entre o empreendedor e pessoas que podem contribuir de alguma forma para a empresa.

Mas como aproveitar ao máximo o que o seu mentor tem a oferecer? Veja o que você precisa fazer para extrair tudo o que ele tem a ensinar!

 

Estabeleça uma relação de confiança

Empatia é essencial para a construção de relacionamentos sólidos. Por isso, você precisa conquistar a confiança do mentor para ter boas sessões de mentoria. Comece entendendo a história dele e o caminho trilhado para chegar até ali.

Demonstre interesse

Não existe comunicação quando o receptor não quer ouvir o que o transmissor tem a falar. Se você quer que o mentor te ajude a acelerar o crescimento da sua empresa, preste atenção ao que ele tem a dizer.

Esteja aberto a ouvir críticas e sugestões

Saber ouvir críticas e transformá-las em melhorias é algo indispensável durante uma sessão de mentoria. Portanto, esteja aberto a novas ideias, pontos de vista e feedback. Só assim você conseguirá alavancar seu negócio.

Apresente a sua empresa

O mentor não terá como te ajudar se não conhecer o negócio. Por isso, prepare uma breve apresentação falando sobre a empresa, em que fase está e o que almeja alcançar.

Saiba qual é a necessidade da startup

Para que a conversa dê algum resultado, você precisa mostrar ao mentor qual o problema enfrentado pela startup e o que a sua equipe está fazendo para resolvê-lo.

Seja objetivo

Vá direto ao ponto. Lembre-se que o mentor está disponibilizando parte do seu tempo para te atender gratuitamente. Não desperdice esse tempo.

Anote

Anote previamente o que você deseja abordar para não esquecer nada na hora. Além disso, faça anotações durante a mentoria. Os insights dados pelos mentores podem te ajudar (e muito) no desenvolvimento da sua empresa.

Pergunte

Aproveite o seu mentor! Faça perguntas que te agreguem informação. Para isso, prepare uma lista com as questões que você não pode esquecer de fazer.

 

O programa InovAtiva Brasil conta com mais de 700 mentores atuando para ajudar os empreendedores a alcançarem seus objetivos empresariais e entenderem do seu próprio negócio.  Boa mentoria!

inovativa@inovativabrasil.com.br