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Customer success: o que empreendedores precisam saber

“Conquistar um novo cliente custa 5 a 7 vezes mais do que manter um atual”, disse Philip Kotler em seu livro Princípios do Marketing. Economista e mestre em ciências comportamentais pela Universidade de Chicago, Kotler pontua que o lucro de uma empresa está diretamente ligado ao bem-estar do consumidor e da sociedade. Desta forma, o marketing não só deveria ser parte da estratégia de qualquer empresa, como ser o centro dela.

Com isso em mente, empreendedores devem focar em oferecer a melhor experiência aos seus. É daí que vem o conceito de Customer Success (ou, em português, Sucesso do Cliente), parte primordial do crescimento das empresas. O Customer Success é o gerenciamento do cliente focado no relacionamento, que alinha as metas do cliente e do fornecedor para resultados mutuamente benéficos.

“Não importa o tamanho da empresa: esta empatia com o público-alvo é fundamental para garantir seu sucesso durante o processo de escolha e uso do seu produto”, explica Ilze Sola, executiva de Marketing e fundadora da Conecxa, consultoria especializada em Customer Experience.

O Customer Success (CS) é pautado na garantia do alto desempenho de seus clientes, provenientes das interações estratégicas com a sua empresa. “A ideia é garantir que a empresa pense neles antes de tomar qualquer decisão”, diz Ilze. “Mais do que satisfeitos, é importante que eles sejam encantados, porque são eles quem recomendam o seu serviço”. Ou seja, os clientes são fidelizados e compartilham com outras pessoas o seu serviço fundamentalmente porque o retorno do seu investimento é positivo.

Ilze faz parte do time de mentores do InovAtiva Brasil e compartilha sua experiência com os empreendedores selecionados para o programa. Segundo a executiva, uma área de CS de excelência é proativa e baseada na coleta de informação sobre seus clientes para a estratégia de ações futuras. “Para isso, existe um relacionamento e acompanhamento constante do consumidor. É preciso compreender o que ele espera e se seu comportamento está mudando com o tempo para conseguir que ele permaneça junto à empresa”, afirma.

Um atendimento focado em Customer Success de qualidade começa no pós-venda, setor responsável por acompanhar o cliente no dia-a-dia. Neste momento, é definido o profissional que vai garantir o Sucesso do Cliente, a partir de uma análise constante do uso do produto ou serviço por parte do consumidor.

Como estruturar o Customer Success na sua startup

Especificamente para setores business-to-business, o profissional de CS deve se aprofundar no nicho de mercado do seu cliente para melhor compreender como seu serviço pode ajudar no alcance de resultados.

De acordo com esse acompanhamento, o gestor deve analisar se o serviço de sua empresa é ainda o melhor para cada público específico. Ou seja, é possível considerar e propor mudanças nos seus pacotes. Essas alterações podem ir desde o aumento das suas atividades, também conhecido como Upsell, onde o cliente pode passar para uma versão mais premium dentro da sua empresa, ou o chamado Cross-sell, quando adquire um serviço complementar. Mas, se for o caso, o gestor também deve recomendar a redução do plano, se este for o melhor curso para atender as necessidades atuais do usuário.

“O segredo é ter sempre o cliente no centro da tomada de decisão. Cada vez que uma empresa pensa em novas ações, independentemente de quais sejam elas, é fundamental que se adote o conceito de que o melhor para o cliente, é sempre melhor para a empresa”, finaliza Ilze.

Checklist Fácil, avaliada em R$46 milhões, foi adquirida pela empresa catarinense Softplan

A Checklist Fácil, avaliada em R$46 milhões, foi adquirida pela Softplan, empresa catarinense desenvolvedora de softwares. Com a aquisição, uma das expectativas é que a startup possa ajudar a ampliar o portfólio de clientes em mercados complementares. A Checklist Fácil é dona de um software de criação e aplicação de checklists, auditorias, inspeções e planos de ação. Atualmente, possui clientes como Ambev, Natura e Unilever e opera em 14 países.

Em 2021, a Softplan lançou uma área específica para a busca de soluções que a ajudassem a complementar o portfólio de produtos digitais, e a Checklist Fácil foi a primeira aquisição da empresa a partir desse lançamento.

A conexão começou no final de 2019. Na época, o CEO da Checklist Fácil, Rafael Zambelli, estava em busca de parcerias na área da inovação e entrou em contato com Guilherme Tossulino, diretor da área de Inovação, Fusões e Aquisições da Softplan.

“O intuito da reunião era falar sobre o mercado de inovação. Na ocasião, apresentei os nossos números e, na hora, ele se interessou. Com isso, mudamos o tema da conversa para uma possível parceria”, conta Zambelli.

Segundo Guilherme Tossulino, o primeiro objetivo da aproximação é estruturar a máquina de vendas da startup para as áreas de atuação da Softplan (gestão pública, justiça e indústria da construção). “Vamos trabalhar para ajudar a Checklist Fácil a dar seus próximos passos de maneira mais sólida, com a prestação de consultoria interna de negócios e competências”, explica.

Agora que a empresa catarinense passa a ser a detentora de 51% das cotas da startup, algumas mudanças estão previstas. Uma delas é a entrada de Diego Marafon, que até então integrava o time de inovação da Softplan, para o cargo de diretor de operações da Checklist Fácil. Também será formado um conselho para debater indicadores e estratégias da parceria, com o intuito de fortalecer a operação.

Sobre a Checklist Fácil

A Checklist Fácil nasceu em 2018, quando Rafael Zambelli e seus sócios Raul Zambelli e Maurício Fragoso reestruturaram a startup que possuíam para focar no sistema de checklist eletrônico desenvolvido em 2013 para um cliente específico.

Segundo a startup, a partir dessa alteração, o empreendimento começou a apresentar um rápido desenvolvimento. Em 2020, a Checklist Fácil participou do ciclo de aceleração 20.1 do programa InovAtiva Brasil e foi eleita destaque na área de Tecnologia da Informação e Comunicação. Além disso, registrou aumento de 20% em seu faturamento em relação ao ano anterior.

Startup ajuda supermercados a reduzirem o prejuízo com alimentos vencidos em até 94%

A startup Total Strategy desenvolveu um aplicativo capaz de identificar itens que estão se aproximando da data de validade e oferecer aos supermercados alternativas para evitar que os produtos sejam descartados.

O app conta com três ferramentas. A primeira, chamada Big, disponibiliza dados sobre o supermercado e, a partir do acompanhamento desses dados, fornece informações sobre como dar um fim adequado aos produtos. A ferramenta Box faz a gestão da informação e avisa o supermercadista sobre os itens que precisam ser repostos, auxiliando em serviços gerais. A terceira ferramenta é a Eco, loja online em que as mercadorias próximas do vencimento são colocadas em promoção ou doadas para ONGs.

“Em média, os supermercados jogam fora R$3 mil em produtos vencidos por mês. Conseguimos ajudá-los na economia de 80% a 94% deste valor.”, comenta Cynara Bahia, CEO da Total Strategy.

A startup foi criada em 2016. Na época, Cynara e seus dois sócios, Ricardo Crispim e Waltenes Sardinha, criaram um aplicativo que permitia que promotores de venda e repositores cadastrassem o código de barras, a data de validade e a foto dos produtos que existiam em suas lojas. “Quando disponibilizamos essa ferramenta, em instantes já tínhamos 3 mil downloads e promotores de venda contando as suas experiências”, conta a empreendedora.

Em 2019, a startup mudou seu foco e passou a oferecer a tecnologia diretamente para os supermercados, uma vez que são eles os prejudicados com o vencimento dos produtos. Em busca de qualificação técnica para atingir esse público, os empreendedores decidiram inscrever a startup em programas de aceleração.

No segundo semestre de 2020, participou simultaneamente dos programas InovAtiva de Impacto e InovAtiva Brasil e foi destaque na categoria Tecnologia da Informação e Comunicação.

De acordo com Cynara, a participação no InovAtiva a ajudou no processo de organização e gestão da equipe. “Todo o conhecimento adquirido foi aplicado em seguida. Parece até inexplicável a nossa evolução de 1º de janeiro de 2020 para 31 de dezembro de 2020. Nós participamos de todas as atividades do InovAtiva, mesmo as não obrigatórias, porque acreditamos que sempre temos algo para aprender”, destaca a CEO.

Em 2020, a Total Strategy participou também do Programa Centelha, do programa de aceleração da Cotidiano e do Conecta Startup Brasil.

Para 2021, um dos objetivos da startup é se preparar para participar de programas internacionalização (conheça o StartOut Brasil, programa de apoio à internacionalização de startups brasileiras).

Aplicativo gratuito que auxilia monitoramento da Covid-19 já atende mais de 800 cidades

Atenta à pandemia do novo coronavírus em 2020, a Lemobs, startup de base tecnológica, que entrega soluções de softwares para municípios e grandes empresas, desenvolveu o aplicativo Minha Saúde. O programa é um assistente de cuidados que auxilia no monitoramento de sintomas da COVID-19 e que também pode ser utilizado no acompanhamento de outras doenças.

“O aplicativo foi criado no início da pandemia com o intuito de atender justamente a esta urgência dos governos municipais em relação à COVID-19”, conta Sérgio Rodrigues, CEO da Lemobs.

Ofertada de maneira gratuita pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a solução permite o acesso a diversos serviços, como:

  • Avaliação de sintomas;
  • Registro de dados de saúde e de emergência;
  • Armazenamento de documentos (cartão SUS, carteira de vacinação);
  • Agendamentos para testes, vacinas e exames;
  • Registros de resultados de testes;
  • Laudos e imagens de exames.

A ferramenta, que está há cerca de oito meses no mercado, já atende mais de 800 cidades brasileiras. Segundo Rodrigues, o aplicativo também conta com uma área na qual gestores de saúde de municípios e de empresas têm acesso aos dados imputados e a painéis com análises integradas para apoio à tomada de decisão. “Além disso, o Minha Saúde pode ainda ser configurado para acompanhamento de grupos específicos, como idosos, gestantes, diabéticos, hipertensos e doentes crônicos”, explica ele.

Ao longo de 2020, graças ao aplicativo, a Lemobs foi selecionada em três Editais diferentes: o Chamamento Público “Enfrentamento à Covid-19”, promovido pela CNM; o Edital para o município de Juazeiro do Norte-CE; e o Edital FINEP “Soluções Tecnológicas para COVID-19”. Mais recentemente, a solução conquistou um lugar no Edital da Petrobras para acompanhamento remoto da saúde física e mental dos funcionários da empresa

“A fase inicial do projeto irá disponibilizar o app Minha Saúde aos funcionários da Petrobras. Depois disso, vamos aprimorar a ferramenta com a inclusão de novos protocolos clínicos por especialidade no intuito de solucionar dores específicas da companhia, como fornecimento de informações sobre cuidados com a saúde física e mental, gestão de riscos e de afastamentos por doenças.  Além disso, existe a possibilidade de integração com outras bases de dados para avaliação da possibilidade de desenvolvimento de doenças de acordo com a presença ou não de certos fatores de risco – como hipertensão ou colesterol alto”, comenta o executivo.

A Petrobras selecionou sete startups para participarem do Edital e irá disponibilizar até R$ 60 mil para que cada uma delas possa adaptar suas soluções às necessidades da empresa. Durante o período do contrato, previsto para durar até 12 meses, serão testados o desempenho e o potencial de contribuição das ferramentas. Ao final, as proponentes terão um ganho de escala e a oportunidade de validar suas soluções e obter um histórico de aplicação (track record) no setor de petróleo, gás e energia.

“Em função de novas demandas de saúde dos gestores públicos e dos cronogramas de atividade dos projetos FINEP e Petrobras, novas evoluções já estão previstas para os próximos meses, incluindo a integração completa com o SUS, novos protocolos de especialidades e ampliação de engajamento por meio de gamificação e inteligência artificial”, finaliza Sérgio Rodrigues.

Sobre a Lemobs

Startup acelerada pelo InovAtiva Brasil, a Lemobs é uma empresa de base tecnológica que entrega soluções de softwares e aplicativos para municípios e grandes empresas. Conta com produtos voltados para fiscalização de zeladoria urbana, gestão de obras, gestão ambiental, coleta, georreferenciamento de equipes e de frotas, habitação, segurança, alimentação escolar, saúde, entre outros.

Foi fundada em 2015, a startup atua com empresas que prestam serviços para o setor público. Atualmente, conta com mais de 10 produtos (como Lixo Zero, Minha Saúde, Combate Aedes e SIGELU Nutrição) e está presente em mais de dez mil cidades. Somente em 2020, a Lemobs faturou mais de R$ 10 milhões.

Saiba mais sobre a startup: https://lemobs.com.br/

Startup aumenta em 275% a média de novos cadastros durante o programa de aceleração InovAtiva Brasil

Durante o ciclo de aceleração 2020.2, o programa InovAtiva Brasil ajudou diversos empreendedores a validarem suas soluções, receberem orientações de melhorias e, até mesmo, a reestruturarem seus negócios. Esse foi o caso da Atom Planner e da Bibliomundi, startups das áreas de Tecnologia da Informação & Comunicação e Entretenimento & Marketing, respectivamente.

A Bibliomundi oferece soluções em autopublicação, distribuição, envios e vendas diretas de ebooks. Raphael Sacchin, CEO da startup, conta que, durante o período de aceleração, a empresa conseguiu aumentar em 275% a quantidade média de cadastro de novos ebooks mensais.

“Com a capacitação promovida pelo InovAtiva Brasil, fizemos uma completa reavaliação da jornada dos nossos clientes B2B e B2C. Com isso, identificamos novas etapas e métricas de conversão e reestruturamos nosso método funil de vendas para melhorar nossa taxa de fechamento de contratos com novos clientes”, afirma o empreendedor.

Outra startup que o programa ajudou foi a Atom Planner, que apoia empresas na otimização do uso compartilhado e restrito de recursos – máquinas, materiais, mão-de-obra e dinheiro, por exemplo. O objetivo é ajudar na utilização adequada dos recursos disponíveis, evitando o desperdício e reduzindo o custo do projeto. Com a pandemia, Peter Mello, CEO da startup, viu alguns clientes deixarem a plataforma ou diminuírem sua interação. Porém, segundo Mello, com a ajuda de especialistas do programa, a startup conseguiu se reerguer.

“Os mentores do InovAtiva nos fizeram perceber a necessidade de um spin-off (criação de uma nova empresa ou produto a partir do negócio atual) da empresa. Por isso, durante o processo de aceleração, recuperamos o conceito de MVP (Produto Mínimo Viável) e, em seguida, conseguimos validar um novo modelo de negócios que reduziu a exigência de investimento imediato em desenvolvimento e permitiu que começássemos a atender qualquer cliente mais rapidamente”, comenta.

Agora, a startup não depende mais da integração com outras ferramentas para funcionar. Ela permite que o usuário continue utilizando o software que está acostumado, mas oferece a possibilidade de usar a solução da Atom Planner para identificar maneiras de reduzir custos e antecipar entregas de projeto.

O ciclo de aceleração 2020.2 do programa InovAtiva Brasil aconteceu de 15/09/2020 até 14/12/2020. Durante os meses de aceleração, as startups participaram de atividades de capacitação como mentorias individuais e coletivas sobre temas variados – Marketing Digital, Estratégia e Modelo de Negócios, Tipos de Investimento e Modelagem Financeira, por exemplo. É possível conferir algumas das atividades realizadas por meio do canal do InovAtiva no YouTube.

Após o período de aceleração, as startups apresentaram suas soluções no InovAtiva Experience, evento que encerra o ciclo de aceleração. Veja quais foram os empreendimentos que chegaram até a última etapa do programa: Encarte InovAtiva Experience.

Sobre a Atom Planner

A startup apoia empresas na otimização do uso compartilhado e restrito de recursos, bem como a ideação, planejamento e execução de estratégias e projetos. Em 2018, ganhou o prêmio de Startup Destaque pelo Sinfor/Sebrae. No ano seguinte, participou de eventos internacionais da Softex/Brasil IT+ em parceria com a ISG e lançou o Kanvas.Cards, tendo o Senai como primeiro cliente corporativo.

Em 2020, ingressou nos programas Power To Innovate, da Shell; Scale Up, da Microsoft; Think, Build, Grow, da IBM; e InovAtiva Brasil, do Ministério da Economia e Sebrae. Além disso, foi finalista do MIT Entrepreneurship Bootcamp, indicada para o prêmio de inovação INNXbr e uma das 33 selecionadas pela Apex Brasil para o Web Summit em Portugal.

Sobre a Bibliomundi

Fundada em 2014, a Bibliomundi é uma pubtech que integra serviços digitais para o mercado editorial. Nos últimos quatro anos, segundo o fundador Raphael Secchin, a startup atendeu mais de 15 mil autores, 47 editoras e transacionou mais de 1.5 milhões de ebooks em diferentes lojas, marketplaces e streamings, desenvolvendo ferramentas e suporte para todos os agentes da cadeia.

Em 2020, passou pelos programas de aceleração InovAtiva Brasil, Cotidiano e ACE. Além disso, a empresa é membra da Câmara Brasileira do Livro (CBL), da Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) e da internacional EDItEUR.

TrazFavela: Delivery para a periferia cresce 500% durante a pandemia

O programa InovAtiva Brasil está sempre em busca de ideias disruptivas que ajudam a solucionar dores da sociedade. No ciclo 2020.1, encontrou isso no TrazFavela, delivery sem preconceito que tem como objetivo buscar e entregar produtos em regiões periféricas da cidade de Salvador.  A startup, que está operando desde setembro de 2019, viu seus negócios expandirem 500% no terceiro trimestre deste ano devido à pandemia do novo coronavírus.

Para saber mais sobre esse processo de crescimento e consolidação no mercado, conversamos com Iago Santos, CEO e cofundador da empresa:

1. O que faz o TrazFavela?
A proposta do TrazFavela é levar produtos da periferia para fora e de fora para a periferia, fazendo a ponte entre esses dois mundos. Nosso intuito é quebrar o preconceito de que quem é da periferia sempre é bandido. Tem muita gente boa dentro da periferia e nós tentamos reforçar sempre isso.

2. Como surgiu a startup?
A ideia surgiu em 2016, quando houve o boom dos deliveries. Na época, percebi que onde eu moro, apesar de ter uma economia muito forte, não fazia parte da rota dos aplicativos. Identificando esse problema e sabendo da potencialidade do meu bairro, vi o atendimento a comerciantes da região como uma oportunidade de negócio. Em agosto de 2018, eu e os outros cofundadores, Marcos Silva e Ana Luiza Sena, validamos a ideia no Startup Weekend Salvador, mas foi apenas em setembro de 2019 que iniciamos efetivamente a operação.

3. Atualmente, em que estágio está o TrazFavela?
Estamos na fase de MVP/Operacional e voltados para o público B2B. Por ainda não termos o nosso aplicativo, atuamos por meio do WhatsApp intermediando o contato do comerciante com o entregador. O processo de retirada do produto no estabelecimento e entrega ao comprador costuma durar de 20 minutos a 1 hora.

4. Qual é a abrangência do negócio?
Atendemos 51 estabelecimentos de todas as regiões. A maioria dos comerciantes cadastrados são de áreas periféricas e boa parte das nossas entregas são locais que já têm algum tipo de serviço de delivery, mas não pegam de periferias.

5. Por causa da pandemia a demanda por delivery aumentou no Brasil. Como o TrazFavela está passando por esse momento?
Foi totalmente favorável para a gente. Como não há nenhum tipo de delivery que atua com empreendedores, ganhamos muita visibilidade e assim conseguimos crescer 500% só no segundo trimestre desse ano. De março a junho realizamos mil entregas, enquanto no primeiro trimestre estávamos chegando a 100. Para se ter uma ideia, em fevereiro fizemos 19 entregas. Em março, esse número subiu para 45. Em abril já foi para 119. Com isso, conseguimos totalizar em seis meses 2 mil entregas.

6. O que foi preciso fazer para que o crescimento exponencial não prejudicasse a qualidade do serviço?
Esse processo foi realizado de forma gradual, conforme o aumento da demanda. Nós adquirimos um sistema de multi-atendimento pelo WhatsApp e expandimos o quadro de entregadores, passando de 10 no início do ano para 38 em setembro. Assim, estamos crescendo tanto na nossa operação quanto no desenvolvimento do negócio para que possamos entregar os produtos o mais rápido possível.

7. Como se dá o vínculo entre o entregador e o TrazFavela?
Com a chegada da pandemia, as pessoas que ficaram desempregadas e não estavam conseguindo renda nos procuraram e começaram a empreender prestando esse tipo de serviço para nós. No modelo que usamos hoje, os entregadores não ficam presos a nós, então utilizam o TrazFavela como uma renda complementar, recebendo o valor total do frete, que é calculado por quilometragem.

8. Existe um plano de expansão para outras cidades do Brasil?
Estamos nos estruturando para expandir para cidades vizinhas, mas nosso objetivo também é ir para São Paulo – que tem uma das maiores favelas da América Latina -, Rio de Janeiro, Recife. Assim que conseguirmos atuar bem nessas capitais, queremos atingir o Norte também, pois recebemos bastante procura de pessoas que querem levar o TrazFavela para lá.

9. O TrazFavela participou do ciclo 2020.1 do programa InovAtiva Brasil. O que você destaca dessa experiência?
Foi uma experiência muito boa pela possibilidade de construção e fortalecimento da estrutura da nossa startup. O InovAtiva Brasil nos ajudou muito com a parte humana do negócio e com a conexão com investidores. Por ser um grande programa aceleração de startups, vimos nele uma oportunidade de adquirir experiência em âmbito nacional.

10. Recentemente vocês começaram a fazer parte do Black Founders Fund. Como está sendo esse processo?
Na verdade, por a gente já ter passado pelo Startup Zone, um processo de aceleração do Google, a gente já tinha essa relação com a empresa, por isso conseguimos participar do fundo, que está sendo uma experiência muito boa. Estamos rodando Bootstrap há um ano e nossos recursos estavam acabando. Com este investimento, pudemos evoluir alguns processos, na parte operacional e conseguiremos finalizar nosso aplicativo e nos consolidar na capital baiana.

Conheça outras startups que participaram do programa de aceleração InovAtiva Brasil.

Mold.Me recebe investimento da Anjos do Brasil e desponta no mercado têxtil brasileiro

A Molde.me é uma solução em modelagem digital e encaixe automático para empresas do setor têxtil. Em 2019, a startup foi uma das 108 aceleradas pelo programa InovAtiva Brasil. No ano de 2020, a startup teve mais uma conquista: recebeu investimento da Anjos do Brasil de Santa Catarina.

“O processo começou em novembro do ano passado, quando inscrevi a Molde.me para avaliação na plataforma do Anjos do Brasil. Em abril, mesmo em meio a pandemia da COVID-19, apresentei nosso pitch em uma reunião do grupo de Santa Cataria e logo em seguida começamos os contatos e negociação. Foram três meses de reuniões, revisões de contrato, apresentações e projeções”, comenta Tyara Nascimento, Fundadora e CEO da startup.

Segundo ela, o InovAtiva Brasil teve grande contribuição para a obtenção deste aporte, visto que foi com a ajuda do programa que a empreendedora desenvolveu uma projeção sólida, um planejamento financeiro conciso e um valuation preciso, gerando confiabilidade para os investidores.

“É uma honra ser uma das selecionadas para participar de um programa tão concorrido. Nas mentorias coletivas aprendemos muito e todas as semanas recebemos insights que colocamos em prática. Isso fez com que a empresa melhorasse a cada dia. Além disso, um dos nossos mentores tornou-se nosso conselheiro e hoje trabalha em uma área que antes era vista internamente como frágil”, afirma Tyara.

Atualmente, o objetivo da empresa é crescer significativamente a ponto de dominar o mercado brasileiro no seu segmento de atuação, depois partir para a internacionalização, seja na América Latina ou Europa. Para isso, o valor recebido será destinado a gerar leads e fortalecer a marca. Hoje em dia, a marca possui centenas de clientes, dentre eles J Hess Camisaria Sob Medida, Estúdio Minah, Lunelli Têxtil, Unochapecó e Zanotti Elásticos.

“Investiremos também na área de desenvolvimento de produto e vendas, que vai nos trazer mais clientes e receita, para que possamos oferecer sempre uma solução surpreendente para os nossos clientes. Temos expectativas muito boas e animadoras”, completa a empreendedora.

Sobre a Molde.me

A startup surgiu quando Tyara decidiu juntar seu conhecimento na área têxtil com a experiência de seu marido Luiz (Fundador e CTO) em engenharia de software para solucionar uma demanda de mercado: soluções acessíveis para micro, pequenas e médias empresas. Assim, o casal desenvolveu um produto inovador, com interface amigável, fácil de aprender e operar, ajudando a empoderar modelistas para que estes economizem tempo e dinheiro, e tornem-se ainda mais competitivos no mercado.

“A Molde.me nasceu e cresceu em Santa Catarina, onde o setor têxtil é muito forte. Porém, o nicho que atendemos é muito carente em soluções tecnológicas e nosso atendimento diferenciado conquista os clientes a longo prazo, o que me deixa muito animada e realizada”, finaliza a empreendedora.

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Saiba como continuar vendendo mesmo em período de isolamento

Para falar sobre “Processo de vendas em período de isolamento”, no dia 16 de abril, os empreendedores João Mateus Rosa, Gerente de Vendas na Exact Sales, e Karina Lima, Vice-Presidente de Vendas da Salesforce, foram convidados a participar do terceiro webinar do InovAtiva Brasil focado em soluções para o período de contenção do novo coronavírus.

Durante a conversa, os convidados falaram sobre a relevância da ferramenta de CRM (Customer Relationship Management ou Gestão de Relacionamento com o Cliente) no processo de vendas, o perfil do Profissional de Inside Sales e deram orientações sobre como deve ser feita a implementação desta área nas startups. Além disso, destacaram os processos de Pipeline, Customer Success e Funil de Vendas.

Respondendo à pergunta da mediadora Morganna Tito, Líder de Comunidade da Paraíba, sobre o melhor momento para criar a área de sales na startup, Karina afirmou que este campo deve estar presente desde a construção do negócio. Discorrendo sobre o assunto, a startupeira também falou sobre a importância de colocar o cliente no centro do processo de desenvolvimento da empresa e a necessidade de possuir uma estratégia de controle de vendas.

“O cliente é um parceiro da empresa. O sucesso dele é importante para retroalimentar todas as áreas da startup, por isso eles precisam se sentir amparados e se manter próximos da empresa”, comentou Rosa em complemento a resposta da empreendedora.

Para finalizar, os empreendedores debateram sobre os impactos da pandemia no negócio de vendas. “Aproveitem esse momento, estimulem a equipe de vendas a aprender sobre seus produtos, sobre seus clientes, sobre os seus negócios. Esse é o momento de eles se prepararem para quando tudo voltar a normalidade”, concluiu Karina.

Se você não conseguiu assistir ou quer rever algum ponto importante deste bate-papo, acesse o vídeo que disponibilizamos no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Cf-AWp2uWlk

Em que estágio de maturidade a sua startup está?

Durante o seu desenvolvimento, as startups passam por quatro estágios, que recebem nomes distintos dependendo da fonte onde são consultadas. Segundo a metodologia criada pelos pesquisadores Cukier, Kon e Krueger em 2015, por exemplo, essas etapas são chamadas de Criação, Evolução, Maturação e Autossustentação. Para a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), contudo, os estágios são Ideação, Operação, Tração e Scale-Up.

Independente da denominação que você prefira usar, é preciso entender o que elas representam. Para definir o momento de vida da sua startup, veja o que cada uma dessas fases contempla:

Criação ou Ideação

Esse é o momento de colocar a ideia em prática, validar a startup e efetivamente começar a gerir o tão sonhado negócio próprio. Também é a hora de responder perguntas como: Quem é o meu cliente? Qual é a solução que eu ofereço? Que dor quero resolver?

É muito provável que as respostas para essas questões se alterem durante o crescimento da empresa, mas é importante ter algo estruturado no início do negócio para saber qual será o seu ponto de partida. Foque no planejamento e deixe o investimento para quando a startup estiver mais madura.

Evolução ou Operação

Quando a startup começa a gerar receita, ser lucrativa e está pronta para comercializar, ela segue para o estágio de Evolução/Operação. Neste instante, o empreendedor deve ir atrás de clientes e demonstrar quais os benefícios que o produto ou serviço oferecido por ele podem proporcionar ao consumidor.

Essa é a hora de se preparar para que a startup seja apresentada a investidores. Os startupeiros que quiserem ajuda na elaboração deste discurso, podem se inscrever em programas de aceleração, como o InovAtiva Brasil, que conecta os participantes com outros empreendedores, grandes organizações e empresários de sucesso, além de proporcionar gratuitamente mentorias individuais e coletivas, online e presenciais.

É importante ressaltar que tudo está propício a mudanças. Portanto, se o objetivo for investir no aprimoramento da startup, a mensuração de resultados não pode faltar nesta fase.

Maturação ou Tração

Neste momento o objetivo passa a ser apenas o crescimento da startup sem que esta perca sua essência. Por isso, rodadas de investimento são bem-vindas. Mas é preciso ter uma atenção especial com o modelo de negócios, pois este precisa ser preciso para que a empresa consiga aumentar sua carteira de clientes.

Programas como o InovAtiva Brasil também são para startups dessa fase. A conexão com investidores e com mentores mais experientes é essencial nesse estágio.

Autossustentação ou Scale-Up

Para atingir esse estágio a startup precisa apresentar um crescimento de 20% em receita ou número de colaboradores durante três anos consecutivos e estar com, no mínimo, 10 funcionários quando entrar neste período. Além disso, o negócio precisa ter um modelo sustentável, processos de implementação claros e resultados rápidos.

No instante em que a empresa atinge a autossustentação/scale-up, ela se encontra no auge do seu desenvolvimento. A partir daí, ela pode se tornar um unicórnio, empresa de capital aberto ou ser vendida.

8 características de startups

As startups são pequenas empresas que buscam resolver um problema de determinado grupo social por meio de tecnologia e inovação. Elas crescem em ritmo acelerado, geram lucros inigualáveis e possuem baixo custo de manutenção. Hoje, segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), existem 12.881 empreendimentos desta natureza no Brasil.

Para te ajudar a entender melhor desse modelo de negócio, elencamos algumas características comuns a muitas startups:

  1. Identificação da dor de determinado público

Essas empresas surgem de ideias que prometem mudar o dia a dia das pessoas. Ela deve identificar a dor de determinado público, o que ele necessita e desenvolver uma solução para solucionar este problema.

  1. Inovação

Atualmente, com tantos modelos de negócios já existentes, é preciso inovar para conseguir um espaço no mercado. Além disso, a startup deve apresentar uma vantagem competitiva em relação aos seus concorrentes, portanto, deve desenvolver e implementar tecnologias disruptivas.

  1. Capacidade de atuar em um cenário de incertezas

Não existe uma fórmula para a criação de startups, então ao decidir criar o próprio negócio, o empreendedor embarca em uma viagem rumo ao desconhecido. Esses profissionais que optam por esse modelo de negócio também vivem na incerteza de se a solução se sustentará no dia seguinte, afinal eles atuam com tentativa e erro.

  1. Modelo de negócio repetível e escalável

Quando dizemos que um empreendimento é repetível, significa que ele pode entregar uma quantidade ilimitada da sua solução. O termo escalável, por outro lado, simboliza a capacidade da empresa crescer e gerar lucro rapidamente. Como as startups são pequenas e tendem a atender muitos clientes, essas duas concepções não podem faltar no seu modelo de negócios.

  1. Time formado por pessoas com diferentes habilidades

Sem uma boa equipe, nenhum negócio vai para frente. Ter pessoas capacitadas e de diferentes áreas faz com que a empresa tenha a capacidade de superar os obstáculos, afinal suas habilidades são complementares.

  1. Funcionar em qualquer lugar

Hoje em dia, a maioria das startups está alocada em coworkings, portanto não contam com uma grande estrutura por traz. Isso deixa o custo da empresa mais baixo. Além disso, como não se trata de um espaço fixo, elas podem se adaptar a qualquer lugar.

  1. Saber fazer networking

Interagir com outros empreendedores ou empresários com experiência, que podem dar conselhos para o negócio prosperar e indicar possível parceiros e clientes, é importante para a continuidade da startup. Por isso, nenhum contato deve ser desprezado.

  1. Dedicação

Não é fácil criar e gerir a própria empresa. Em muitos momentos, é preciso sobrepor as necessidades pessoais em função da startup. Por esse motivo, o empreendedor deve estar motivado e se manter firme diante dos problemas para não fracassar.

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