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Em que estágio de maturidade a sua startup está?

Durante o seu desenvolvimento, as startups passam por quatro estágios, que recebem nomes distintos dependendo da fonte onde são consultadas. Segundo a metodologia criada pelos pesquisadores Cukier, Kon e Krueger em 2015, por exemplo, essas etapas são chamadas de Criação, Evolução, Maturação e Autossustentação. Para a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), contudo, os estágios são Ideação, Operação, Tração e Scale-Up.

Independente da denominação que você prefira usar, é preciso entender o que elas representam. Para definir o momento de vida da sua startup, veja o que cada uma dessas fases contempla:

Criação ou Ideação

Esse é o momento de colocar a ideia em prática, validar a startup e efetivamente começar a gerir o tão sonhado negócio próprio. Também é a hora de responder perguntas como: Quem é o meu cliente? Qual é a solução que eu ofereço? Que dor quero resolver?

É muito provável que as respostas para essas questões se alterem durante o crescimento da empresa, mas é importante ter algo estruturado no início do negócio para saber qual será o seu ponto de partida. Foque no planejamento e deixe o investimento para quando a startup estiver mais madura.

Evolução ou Operação

Quando a startup começa a gerar receita, ser lucrativa e está pronta para comercializar, ela segue para o estágio de Evolução/Operação. Neste instante, o empreendedor deve ir atrás de clientes e demonstrar quais os benefícios que o produto ou serviço oferecido por ele podem proporcionar ao consumidor.

Essa é a hora de se preparar para que a startup seja apresentada a investidores. Os startupeiros que quiserem ajuda na elaboração deste discurso, podem se inscrever em programas de aceleração, como o InovAtiva Brasil, que conecta os participantes com outros empreendedores, grandes organizações e empresários de sucesso, além de proporcionar gratuitamente mentorias individuais e coletivas, online e presenciais.

É importante ressaltar que tudo está propício a mudanças. Portanto, se o objetivo for investir no aprimoramento da startup, a mensuração de resultados não pode faltar nesta fase.

Maturação ou Tração

Neste momento o objetivo passa a ser apenas o crescimento da startup sem que esta perca sua essência. Por isso, rodadas de investimento são bem-vindas. Mas é preciso ter uma atenção especial com o modelo de negócios, pois este precisa ser preciso para que a empresa consiga aumentar sua carteira de clientes.

Programas como o InovAtiva Brasil também são para startups dessa fase. A conexão com investidores e com mentores mais experientes é essencial nesse estágio.

Autossustentação ou Scale-Up

Para atingir esse estágio a startup precisa apresentar um crescimento de 20% em receita ou número de colaboradores durante três anos consecutivos e estar com, no mínimo, 10 funcionários quando entrar neste período. Além disso, o negócio precisa ter um modelo sustentável, processos de implementação claros e resultados rápidos.

No instante em que a empresa atinge a autossustentação/scale-up, ela se encontra no auge do seu desenvolvimento. A partir daí, ela pode se tornar um unicórnio, empresa de capital aberto ou ser vendida.

8 características de startups

As startups são pequenas empresas que buscam resolver um problema de determinado grupo social por meio de tecnologia e inovação. Elas crescem em ritmo acelerado, geram lucros inigualáveis e possuem baixo custo de manutenção. Hoje, segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), existem 12.881 empreendimentos desta natureza no Brasil.

Para te ajudar a entender melhor desse modelo de negócio, elencamos algumas características comuns a muitas startups:

  1. Identificação da dor de determinado público

Essas empresas surgem de ideias que prometem mudar o dia a dia das pessoas. Ela deve identificar a dor de determinado público, o que ele necessita e desenvolver uma solução para solucionar este problema.

  1. Inovação

Atualmente, com tantos modelos de negócios já existentes, é preciso inovar para conseguir um espaço no mercado. Além disso, a startup deve apresentar uma vantagem competitiva em relação aos seus concorrentes, portanto, deve desenvolver e implementar tecnologias disruptivas.

  1. Capacidade de atuar em um cenário de incertezas

Não existe uma fórmula para a criação de startups, então ao decidir criar o próprio negócio, o empreendedor embarca em uma viagem rumo ao desconhecido. Esses profissionais que optam por esse modelo de negócio também vivem na incerteza de se a solução se sustentará no dia seguinte, afinal eles atuam com tentativa e erro.

  1. Modelo de negócio repetível e escalável

Quando dizemos que um empreendimento é repetível, significa que ele pode entregar uma quantidade ilimitada da sua solução. O termo escalável, por outro lado, simboliza a capacidade da empresa crescer e gerar lucro rapidamente. Como as startups são pequenas e tendem a atender muitos clientes, essas duas concepções não podem faltar no seu modelo de negócios.

  1. Time formado por pessoas com diferentes habilidades

Sem uma boa equipe, nenhum negócio vai para frente. Ter pessoas capacitadas e de diferentes áreas faz com que a empresa tenha a capacidade de superar os obstáculos, afinal suas habilidades são complementares.

  1. Funcionar em qualquer lugar

Hoje em dia, a maioria das startups está alocada em coworkings, portanto não contam com uma grande estrutura por traz. Isso deixa o custo da empresa mais baixo. Além disso, como não se trata de um espaço fixo, elas podem se adaptar a qualquer lugar.

  1. Saber fazer networking

Interagir com outros empreendedores ou empresários com experiência, que podem dar conselhos para o negócio prosperar e indicar possível parceiros e clientes, é importante para a continuidade da startup. Por isso, nenhum contato deve ser desprezado.

  1. Dedicação

Não é fácil criar e gerir a própria empresa. Em muitos momentos, é preciso sobrepor as necessidades pessoais em função da startup. Por esse motivo, o empreendedor deve estar motivado e se manter firme diante dos problemas para não fracassar.

Glossário – Conheça os fomentadores do ecossistema de empreendedorismo e inovação

Para que as startups alcancem o sucesso e consigam “andar com as próprias pernas”, elas recebem o apoio de agentes do universo empreendedor. Para que você saiba o cada um tem a oferecer, listamos os principais fomentadores do ecossistema. Confira abaixo:

⦁ Aceleradora

Por meio de mentorias, elas ajudam as startups a encontrarem o melhor caminho para o seu desenvolvimento. Com programas que duram, em média, de três a seis meses, elas podem investir no negócio em troca de uma porcentagem da empresa ou apresentar o empreendedor para investidores, clientes e parceiros. Outro grande benefício proporcionado por aceleradoras é o networking gerado entre os próprios empreendedores e com empresários experientes.

⦁ Advisor

O termo em inglês pode ser traduzido para “Conselheiro”. Esta é a função que um Advisor tem: abrir portas e dar insights sobre o segmento em que a pessoa que foi aconselhada está inserida. É um orientador e fonte confiável para novas ideias.

⦁ Comunidade de startups

Local onde existe um conglomerado de startups de diferentes estágios. Neste ambiente, o empreendedorismo é incentivado, por isso são geradas oportunidades de desenvolvimento a todos os envolvidos.

⦁ Coworking

Espaço de trabalho compartilhado por diversos empreendedores. O coworkings permite a troca de conhecimento, networking e ainda gera uma economia para quem nele atua, visto que não há gastos com infraestrutura. Estima-se que no Brasil existam 100 espaços de coworkings.

⦁ Incubadora

Com programas com duração de mais de seis meses, a incubadora oferece um espaço físico para a startup se alocar ao mesmo tempo em que recebe capacitação. Geralmente, as incubadoras estão atreladas a universidades. Elas são ideais para quem precisa de tempo, espaço e conhecimento para continuar a desenvolver sua solução.

⦁ Investidor

Pessoa ou grupo que aplica um capital financeiro em startups em troca de parte da empresa. É um profissional experiente que, além do dinheiro, auxiliam com conhecimento, mentoria e sugestões para o desenvolvimento do negócio.

⦁ Mentor

Indivíduo que geralmente já atuou como empreendedor e possui muito conhecimento sobre determinada área, podendo ajudar startupeiros que precisam de insights para se desenvolverem neste segmento. Seu objetivo é questionar e fornecer uma nova visão do que a empresa pode fazer para se aperfeiçoar.

⦁ Organização Setorial

Trata-se de uma federação da indústria ou do comércio. Ela atua como parceira, ajudando a fortalecer a startup em termos de novas tecnologias por meio de programas de integração com outros ambientes econômicos.

⦁ Parque tecnológico

Região preparada para abrigar startups, empresas ligadas a tecnologia, instituições de ensino, incubadoras, centros de pesquisa e laboratórios. Ele permite a integração entre todos esses agentes, estimulando a competitividade e inovação.

⦁ Stakeholder

Qualquer um que seja impactado por um negócio. Stakeholders podem ser funcionários, clientes, parceiros, moradores do entorno da empresa, investidores e até mesmo os sócios da mesma. Eles são considerados como fomentadores, pois influenciam na startup, mesmo que de forma indireta, se posicionando quanto a como é afetado por ela.

O que é preciso para se tornar um empreendedor de sucesso?

Considerado um país empreendedor, o Brasil vem apresentando um crescimento no número de pessoas que deixam a carteira assinada para virarem donos do próprio negócio. Segundo dados do Sebrae, de 2016 a 2019 houve um aumento de cerca de 10% no número de empreendimentos criados.

Hoje, temos mais de 28 milhões de empreendedores no Brasil. Eles tem entre 35 a 45 anos (25,48%) e que atuam com o setor de serviços (39,36%). Situados, em sua maioria, no estado de São Paulo (6,07 milhões), eles destinam de 40 a 44 horas semanais (32,88%) aos seus negócios.

Porém, para se tornar seu próprio chefe, o indivíduo precisa ter algumas características para que a sua empresa não acabe se tornando uma âncora para a sua profissão:

⦁ Determinação

É provável que muitas pessoas o irão desencorajar a colocar a ideia em prática. O empreendedor deve ter força de vontade para superar os obstáculos e triunfar;

⦁ Propósito

Um empreendimento deve resolver um problema comum a uma comunidade. Por isso, é importante se perguntar: “Qual é o meu propósito?”;

⦁ Perseverança

O erro é inevitável, mas isso não significa que o empreendedor deve jogar tudo para o alto. Para ajudar com esse tipo de situação, existem os mentores, pessoas que já passaram por problemas parecidos e estão dispostos a compartilhar suas experiências para levantar a empresa;

⦁ Ousadia

Como diz o ditado, “quem não é visto não é lembrado”. Assim sendo, o empreendedor não pode ter medo de se expor. Precisa ir à luta e mostrar porque o seu produto ou serviço se destaca no mercado;

⦁ Curiosidade

No universo do empreendedorismo, tudo muda rapidamente. Para se manter atualizado, o empreendedor precisa pesquisar e estar antenado com as novas tendências do mercado;

⦁ Organização

O desenvolvimento de um projeto envolve planejamento e organização para cumpri-lo. Com isso, evita-se de perder prazos e torna o trabalho mais eficiente.

Com todas essas características, as chances do seu negócio ter sucesso e conquistar clientes, parceiros e até mesmo investidores é muito maior.

Plataformas que vão deixar o seu carnaval mais prático, econômico e divertido

O carnaval está chegando. Vai viajar? Já está com a passagem comprada ou com o hotel reservado? Se ainda não sabe onde vai ficar ou está em busca de um valor que caiba no seu bolso, você não pode deixar de ler essa matéria! O InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups da América Latina elencou três plataformas que podem te ajudar com cada passo da sua viagem!

Decida para onde ir

Com o buscador de passagens aéreas Mevow basta escolher o aeroporto de origem e as datas da viagem que a ferramenta apresenta os destinos possíveis, organizados por preço. Assim que a decisão for tomada, o usuário é redirecionado para o site da companhia aérea para concluir a compra.

Escolha quanto pagar pela hospedagem

A Lance Hotéis é a única Agência de Viagens Online (OTA) do mundo que permite ao viajante negociar de forma direta e transparente o valor da hospedagem que ele está disposto a pagar. Por meio da plataforma, o cliente pode fazer até cinco propostas para o hotel em que deseja se acomodar. O estabelecimento citado terá até 24 horas para responder. Caso aceite, o viajante terá seis horas para finalizar a compra. No entanto, se a hospedagem recusar, o cliente poderá fazer uma nova proposta.

Aproveite para conhecer a cidade

Especializada em turismo, a Gestour Brasil é uma plataforma digital que reúne produtos e serviços de agências de viagens, operadoras, hospedagens, passeios, traslados, eventos, parques aquáticos e parques de diversões. Atualmente, o site oferece atividades em 27 estados brasileiros, 5570 cidades e 333 regiões turísticas.

Agora que você já tem o passo a passo para curtir o carnaval em grande estilo, é hora de arrumar as malas e cair na folia!

Descubra os segredos do Vale do Silício para decolar sua startup!

O InovAtiva Brasil vai realizar um webinar sobre a abertura das inscrições para a edição 2020.1 do programa. Para conversar com as mediadoras Natasha Meyer e Greyce Franzmann, ambas da Fundação Certi, estarão presentes o empreendedor Gabriel Leite, CEO da Feedz, e Bret Waters, especialista em inovação.

Enquanto Gabriel Leite irá compartilhar sua experiência como acelerado InovAtiva, Bret Waters vai revelar o futuro das startups em um animado e descontraído diálogo no dia 10 de fevereiro, às 17h. Os interessados podem assistir o bate-papo pelo link.

Sobre Bret Waters

Especialista em inovação, Bret Waters é um ícone do Vale do Silício. Apaixonado pelo poder do empreendedorismo e da inovação, fundou e dirige três empresas de software de sucesso na Califórnia. Nelas, aprendeu a levantar capital, crescer receitas e administrar saídas de sucesso. Atualmente, ensina empreendedorismo na Universidade de Stanford e revela os segredos do Vale do Silício para estudantes de todo o mundo.

Sobre Gabriel Leite

Professor, publicitário, pós-graduado em marketing digital, Gabriel Leite ministra aulas em pós-graduações, cursos e palestras sobre comunicação, marketing, comportamento digital e gestão de pessoas, além de ser CMO & Co-founder na Feedz – plataforma de Engajamento de Colaboradores.

A startup escolhida como um dos 12 destaques do programa InovAtiva Brasil 2018.1 vem transformando mais de 10.000 vidas em mais de 100 empresas pelo Brasil. Em apenas dois anos de existência, a empresa acumulou outras diversas conquistas: venceu o ProXXima Startups, foi acelerada da ACE, reconhecida duas vezes no Innovation Awards Latam, convidada pela YCombinator para apresentação no Vale do Silício (EUA), investida pela Organica Builder e, recentemente, considerada a 6ª startup SaaS que mais cresce no mundo, segundo a revista 156 Fastest Growing SaaS, de Nathan Latka.

Entenda o papel das comunidades de startups no Brasil

Com o crescimento do número de startups criadas no Brasil, surgiram as Comunidades de Startups, ou seja, conglomerados desse tipo de empresa, de diferentes estágios, que integram todo o ecossistema, gerando oportunidades de desenvolvimento a todos os envolvidos

Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), hoje existem 78 Comunidades de Startups, distribuídas pelos 27 estados brasileiros. Sete delas estão na região centro-oeste, 16 na região nordeste, 10 na região norte, 25 na região sudeste e 20 na região sul.

Elas ajudam a potencializar o desenvolvimento do local em que estão situadas, proporcionar networking entre empreendedores e conectá-los com importantes fomentadores do ecossistema, como fundos de investimento, grandes empresas, instituições de ensino, aceleradoras, incubadoras, entre outros.

Para que essas comunidades tenham sucesso, elas precisam ter apoio governamental, disponibilidade de capital, uma cultura empreendedora, suporte de mentores especializados, startups com desejo de se aprimorar e um mercado aberto a novas ideias.

Cada uma das comunidades conta com ao menos um protagonista mobilizado para movimentar diferentes grupos e contribuir com a evolução do ecossistema. Chamados de Líderes de Comunidade, eles disponibilizam algumas horas semanais para desenvolver trabalhos voluntários, como a realização de palestras e eventos.

O InovAtiva Brasil está selecionando os seus próximos Líderes de Comunidade. Eles ajudarão a divulgar o programa e incentivar startups a se inscreverem. Para saber mais sobre a atuação destes profissionais, acesse aqui.

Principais erros cometidos por startups

Começar um novo negócio não é fácil, por isso é normal cometer erros durante este processo. Mas para que todo o esforço, dedicação e investimento não corram o risco de ir por água abaixo, conversamos com o mentor do programa InovAtiva Brasil, Carlos Altafini, sócio da Marketplus, para elencar alguns dos principais equívocos realizados por startups.

Para este material, Altafini focou em startups em estágio de tração, sua especialidade, uma vez que os erros variam de acordo com a fase de maturação de cada empresa. Confira abaixo os pontos de atenção que o mentor separou:

  1. Falta de foco

A ansiedade por tracionar o negócio faz com que alguns empreendedores acabem deixando a estipulação do ICP (perfil do cliente ideal) de lado para tentar uma aproximação com todo e qualquer público. “Isso acontece principalmente em operações B2B, que muitas vezes alocam recursos para as áreas de marketing e vendas sem cumprir com esta premissa”, comenta Altafini.

Para que esta questão não acabe prejudicando a sua startup, não atropele as etapas. Faça um mapeamento dos seus potenciais clientes e desenvolva ações voltadas a eles;

  1. Paixão pelo produto ou serviço

É normal se apaixonar pela sua criação, mas isso pode fazer com que você não enxergue os pontos que precisam ser aprimorados. De acordo com o empresário, isso pode ser fatal para um negócio. “De nada serve construir um produto maravilhoso, que resolva um problema real, mas cujo valor não seja identificado pelo cliente lá na ponta. Se o mercado não está disposto a pagar pela solução que você desenvolveu, não há muita chance de sucesso”, afirma o mentor;

  1. Não olhar para o mercado global

É fato que o mercado brasileiro é enorme e tem muito potencial para ser explorado. Porém, para Altafini, as startups devem nascer pensando globalmente e não deixar para pensar na internacionalização mais adiante. Ele aconselha que, já nos primeiros estágios da startup, todo empreendedor deveria se fazer algumas perguntas:

  • O meu negócio está limitado ao Brasil ou tem chances de ser internacionalizado em algum momento?
  • A minha marca é registrável no exterior? Ela será bem recebida em países que falam inglês ou espanhol?
  • Alguma empresa estrangeira já utiliza esta marca ou outra similar?
  • Os domínios “.COM” estão disponíveis ou já foram registrados por terceiros?
  • O meu software está nascendo preparado para ser traduzido rapidamente?
  • Quais as patentes relacionadas ao meu negócio, já foram registradas no exterior?
  • Quem são os meus concorrentes internacionais, diretos e indiretos?
  • Quais são os principais eventos internacionais relacionados ao meu negócio, que devo ter no meu radar?

“Quem segue este conselho, mesmo sem perceber dará os primeiros passos para a criação de uma cultura de internacionalização no negócio, mesmo que o foco inicial seja o mercado nacional”, completa Altafini.

Brasil está entre os países que mais criaram unicórnios em 2019

Em 2019, 142 startups se tornaram unicórnios. Elas são, principalmente, dos segmentos de finanças, comércio e compras, análise de dados, transporte, SaaS e saúde. Esses dados são de um levantamento realizado pela plataforma norte-americana Crunchbase.

Com estes novos empreendimentos avaliados em mais de US$ 1 bilhão, totalizam-se 558 unicórnios oriundos de 32 países. Juntas, essas empresas já atingem o valor de US$ 1,9 trilhão e somam US$ 411,2 bilhões em investimentos recebidos.

Segundo o estudo, os Estados Unidos foi o país que mais criou unicórnios no último ano. Ele foi responsável pelo título adquirido por 78 startups. Em seguida, vem a China, com a criação de 22 unicórnios em 2019. Empatados em terceiro lugar, estão o Brasil e a Alemanha, com cinco empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

No Brasil, a quantidade criada em 2019 foi a mesma do ano anterior. Os primeiros unicórnios brasileiros foram: aplicativo 99, PagSeguro, Stone, Nubank e iFood. No ano seguinte, chegaram a este patamar a Loggi, Gympass, QuintoAndar, Ebanx e Wildlife.

Mas não parou por aí. No primeiro mês de 2020, o país já mostrou que tem potencial para criar ainda mais unicórnios. Com apenas 16 meses de operação, a startup Loft, especializada em venda e reforma de imóveis, foi avaliada em US$ 1 bilhão após receber um aporte de US$ 175 milhões no início de janeiro.

A dúvida que fica agora é: quais serão os próximos unicórnios brasileiros?

Tendências para o empreendedorismo em 2020

O ano de 2020 começou e trouxe com ele novidades e tendências para o ecossistema de empreendedorismo. Com o avanço da tecnologia, a cibercultura vem tomando conta das startups, que estão investindo constantemente em aprimoramento e inovação para não ficarem para trás.

Aísa Pereira, criadora da metodologia da Engenharia de Vendas para Empresas de Software e mentora do programa InovAtiva Brasil, afirma que as startups que identificarem a interseção entre demanda de mercado com alto potencial (demanda significativa não atendida ou mal atendida) e baixa, inexistente ou desatualizada competição, terão múltiplas chances este ano.

“Os empreendedores devem olhar para os seus negócios com os olhos dos clientes. Isso é essencial para que a startup tenha sucesso no ano que está começando, pois ao fazer este trabalho, ela entenderá os problemas específicos e prioritários do nicho econômico a que se destina, a qualidade do produto, a atenção aos detalhes e terá responsabilidade, perfeccionismo e pontualidade nas entregas”, comenta Aísa.

A mentora também garante que a aposta dos próximos meses será nos setores de Health Tech, Food Tech, Fintech, Energy Tech e Retail Tech. Além disso, ressalta que tecnologias avançadas de investigação para uso da justiça e da segurança pública, incluindo a prevenção e o combate à corrupção, poderão ter destaque neste ano.

Dicas para aperfeiçoar seus negócios em função dessas tendências

Àqueles que desejarem se aventurar pelas novidades de 2020, Aísa deixa algumas dicas para guiá-los na decisão de quais tecnologias usar para o desenvolvimento de seus produtos e/ou serviços:

  1. Analise quais são as tecnologias mais adequadas para ajudar a resolver os problemas de clientes reais e potenciais da startup;
  2. Pondere os assuntos que devem ser estudados e trabalhados pelos seus colaboradores para aprimorar suas competências;
  3. Apure quais são as técnicas e tecnologias utilizadas por seus concorrentes (nacionais e internacionais) e por líderes do segmento.

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