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Tendências para o empreendedorismo em 2020

O ano de 2020 começou e trouxe com ele novidades e tendências para o ecossistema de empreendedorismo. Com o avanço da tecnologia, a cibercultura vem tomando conta das startups, que estão investindo constantemente em aprimoramento e inovação para não ficarem para trás.

Aísa Pereira, criadora da metodologia da Engenharia de Vendas para Empresas de Software e mentora do programa InovAtiva Brasil, afirma que as startups que identificarem a interseção entre demanda de mercado com alto potencial (demanda significativa não atendida ou mal atendida) e baixa, inexistente ou desatualizada competição, terão múltiplas chances este ano.

“Os empreendedores devem olhar para os seus negócios com os olhos dos clientes. Isso é essencial para que a startup tenha sucesso no ano que está começando, pois ao fazer este trabalho, ela entenderá os problemas específicos e prioritários do nicho econômico a que se destina, a qualidade do produto, a atenção aos detalhes e terá responsabilidade, perfeccionismo e pontualidade nas entregas”, comenta Aísa.

A mentora também garante que a aposta dos próximos meses será nos setores de Health Tech, Food Tech, Fintech, Energy Tech e Retail Tech. Além disso, ressalta que tecnologias avançadas de investigação para uso da justiça e da segurança pública, incluindo a prevenção e o combate à corrupção, poderão ter destaque neste ano.

Dicas para aperfeiçoar seus negócios em função dessas tendências

Àqueles que desejarem se aventurar pelas novidades de 2020, Aísa deixa algumas dicas para guiá-los na decisão de quais tecnologias usar para o desenvolvimento de seus produtos e/ou serviços:

  1. Analise quais são as tecnologias mais adequadas para ajudar a resolver os problemas de clientes reais e potenciais da startup;
  2. Pondere os assuntos que devem ser estudados e trabalhados pelos seus colaboradores para aprimorar suas competências;
  3. Apure quais são as técnicas e tecnologias utilizadas por seus concorrentes (nacionais e internacionais) e por líderes do segmento.

Conheça a história do Gympass, um dos unicórnios brasileiros

Em junho de 2019, após receber um aporte de U$300 milhões liderado pelo Softbank, o Gympass passou a fazer parte da lista dos unicórnios brasileiros. Com uma rede composta por mais de 50 mil parceiros no mundo e cerca de 800 modalidades diferentes de atividades físicas, a solução tem a missão de ajudar as pessoas a serem mais saudáveis, buscando uma atividade física que elas amem.

Conversamos com Leandro Caldeira, CEO Brasil do Gympass, para saber qual a fórmula para chegar à marca de US$ 1 bilhão em sete anos. Veja abaixo o que ele nos contou:

  1. Conte sobre a trajetória do Gympass. Quando surgiu? Com qual objetivo?

O Gympass foi fundado em 2012 com a missão de acabar com o sedentarismo no mundo. O conceito de saúde e bem-estar por trás da plataforma surgiu enquanto o César Carvalho, CEO e Co-fundador do Gympass, estava com dificuldade em encontrar academias a preços razoáveis enquanto viajava à trabalho. Um ano depois, durante seu MBA na Harvard Business School (HBS), ele se viu pensando em opções de condicionamento físico que fossem flexíveis, acessíveis e, principalmente, divertidas. Foi então que deixou HBS e deu os primeiros passos em direção ao que acabou de tornando o Gympass: um benefício corporativo de atividades físicas, que alimenta uma economia circular proporcionando uma relação de ganha-ganha-ganha entre todos os stakeholders do ecossistema – empresas, usuários finais e centros de atividades físicas.

  1. O que faz o Gympass? Qual o diferencial da startup?

O Gympass é um benefício corporativo que democratiza o acesso a academias e centros de atividades físicas para trabalhadores e seus dependentes com mensalidades abaixo de R$30. No modelo de negócio atual (B2B), a empresa e o funcionário pagam ao Gympass, que remunera o centro de atividade física. Nesta relação, o investimento tem retorno ao funcionário em forma de mais saúde e qualidade de vida; e à empresa em menor sinistralidade médica, menor absenteísmo e maior engajamento e produtividade dos funcionários. Isso torna o Gympass responsável pela criação de uma economia circular e um ecossistema saudável e sustentável. Por ser um benefício exclusivamente corporativo, um          grande diferencial é que o Gympass gera um mercado adicional para as academias – cerca de 80% dos usuários não frequentavam nenhum centro de atividade física no momento em que aderiram ao benefício.

Além disso, como diferenciais, podemos citar a grande capilaridade de localização e modalidades do Gympass: estamos presentes em 14 países, em mais 8 mil cidades, com cerca de 52 mil academias e mais de 790 modalidades de atividades físicas. Desta forma, estamos constantemente aprimorando uma proposta de valor bem atrativa. Cada usuário tem direito a um check-in por dia, que é feito de forma 100% digital por meio de um smartphone. Isso significa que o usuário pode treinar a hora que ele quiser, quando quiser, fazendo a atividade que mais gosta – ou, se quiser, testar alguma nova em algum dia.

Para aprimorar ainda mais a experiência desses usuários e ajudá-los a encontrar uma atividade que amem, o Gympass tem investido fortemente em Inteligência Artificial e Machine Learning – acabamos de abrir um tech hub de Inteligência Artificial em Nova York e adquirimos a Flaner, empresa especializada em Machine Learning e Information Retrieval baseada em Lisboa, Portugal.

  1. Quando a empresa se tornou um unicórnio? O que foi preciso para isso?

O Gympass se tornou um unicórnio em junho de 2019, após receber um aporte de U$300 milhões liderado pelo Softbank. Mas, mais importante do que o título, é o nosso propósito de acabar com o sedentarismo e ajudar as pessoas a serem mais saudáveis. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo é hoje a quarta maior causa de mortes no mundo – 28% ou 1.4 bilhões de pessoas ao redor do mundo são inativas e 3.2 milhões de pessoas morrem anualmente devido aos efeitos da inatividade física.

Acreditamos que esta é uma marca importante que comprova os fundamentos do nosso modelo de negócio ganha-ganha-ganha, gerando valor para todos os stakeholders que participam deste ecossistema, no Brasil e fora.

  1. Para as startups que gostariam de seguir os passos do Gympass, que dicas você daria?

Primeiro, resolver de fato um problema existente. Acreditamos que os negócios com maior potencial de criação de valor de forma sustentável são aqueles que melhoram muito (otimizam) alguma relação. Para isso, tipicamente são utilizadas soluções tecnologicas para escalar e atingir um maior número de clientes e parceiros. Além disso, é importante ter um propósito forte. É isso o que motiva as pessoas a fazerem mais e a se engajarem com o negócio. Também é preciso praticar o que se fala.

No Gympass, mais do que vendermos o acesso à atividade física, nós incentivamos as pessoas (os nossos próprios funcionários, inclusive) a serem saudáveis. Aqui, é frequente as áreas irem treinar juntas, criando uma conexão profunda entre os times. Com estes dois elementos, muita resiliência e a construção de um time de alta performance e motivado, acreditamos que dá para chegar longe.

  1. Quais os principais obstáculos encontrados pela empresa durante o seu crescimento?

Inúmeros são os obstáculos encontrados durante o processo de crescimento de uma startup. No nosso caso, um dos principais obstáculos foi encontrar um modelo de negócio que funcionasse bem para todos os que participam. Inicialmente, o Gympass foi desenvolvido com o objetivo final de vender passes diários de academias diretamente para os usuários finais (pessoas físicas). Depois, fomos aprimorando o modelo com base no feedback de usuários e academias, até convergir para o B2B (corporativo), dado a busca que algumas empresas tinham por uma força de trabalho mais ativa fisicamente.

O ciclo de vendas para uma empresa é bastante longo e vender inovação sempre é um desafio, dado a falta de dados históricos. A expansão internacional também é bastante desafiadora. Para cada país em que nos instalamos, foi necessário realizar um estudo super aprofundado sobre a sua cultura e mercado, iniciar o negócio, contratar os talentos locais.

  1. Existe um passo a passo para se tornar um unicórnio? Por quê?

Não existe uma “receita”. O nosso último aporte foi o que nos mostrou que estamos no caminho certo, que temos um modelo de negócio interessante, sustentável e que pode ser escalável. E, sobretudo, que temos uma grande oportunidade, já que a maioria das pessoas no mundo ainda não pratica atividade física.

  1. Para se tornar um unicórnio, basta receber investimento ou também existem outros fatores que influenciam nesse processo?

“Unicórnio” é só um termo usado no mercado para identificar as empresas com um determinado valor de mercado. Mas o que faz a diferença hoje em dia é o propósito da empresa, para o quê ela existe, e quem sentiria a sua falta caso ela deixasse de existir. O Gympass não prega o corpo perfeito, nem o ditado “no pain, no gain”. Pelo contrário, respeitamos a diversidade, os diferentes estilos e os limites de cada um. Com um propósito bem estabelecido e que inspire as pessoas, o desafio passa a ser definir e aprimorar o modelo de negócio para de fato colocar a empresa na direção do propósito. Mas reforçamos que não existe uma receita pronta.

  1. Existe algo que você gostaria de acrescentar?

Seguindo nosso propósito de ajudar as pessoas a serem mais saudáveis, este ano lançamos nosso serviço para Pequenas e Médias Empresas (PME), para que negócios com menos de 1 mil funcionários também possam contratar o Gympass. Todo o processo é digital: em poucos minutos a empresa consegue contratar o Gympass, e, em poucos dias, já lança o benefício para seus funcionários.

Este ano também nos tornamos uma empresa com presença em todos os estados do país e reforçamos nosso time no Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e interior de São Paulo para melhor atender nossos clientes corporativos. Também gerarmos mais benefícios aos nossos parceiros de academias e ampliamos a equipe que atende o setor público. Já temos como exemplo a AFPESP, a Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo, com mais de 250 mil vidas.

17 membros do InovAtiva Brasil concorrem ao Startup Awards 2019

Anualmente, o Startup Awards, maior premiação para o ecossistema de inovação e startups do Brasil, destaca profissionais e negócios indicados nas categorias Investidor Anjo, Profissional de Imprensa, Universidade, Coworking/Hub de Inovação, Aceleradora, Impacto Social, Mentor, Corporate, Herói/Heroína, Startup do Ano e Comunidade.

Para cada uma delas foram selecionados 10 profissionais/instituições, que serão avaliados pela Academia ABStartups (Associação Brasileira de Startups). O anúncio dos ganhadores será feito no dia 29 de novembro, durante a 6ª edição da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), em São Paulo.

Este ano, foram selecionados 17 agentes do ecossistema que fazem parte do programa InovAtiva Brasil. Confira abaixo:

  • Herói/Heroína: Gisele Machado (Mentora) e Monnaliza Medeiros (Líder de Comunidade do Rio Grande do Norte);
  • Impacto Social: Piipee (startup acelerada pelo InovAtiva Brasil 2014), Presente Solidário (startup acelerada pelo InovAtiva de Impacto 2019), Sumá (startup acelerada pelo InovAtiva Brasil 2016.2) e Trashin (startup acelerada pelo InovAtiva Brasil 2018.2);
  • Mentor/Mentora: Edson Mackeenzy, Fabiano Nagamatsu, Geraldo Campos e Rafael Assunção Jr.;
  • Startup Revelação: Kmaleon (startup acelerada pelo InovAtiva Brasil 2019.2) e Previsiown (startup acelerada pelo InovAtiva Brasil 2019.1);
  • Investidor: Anderson Diehl (Mentor e Agente InovAtiva), Eduardo Smith (Mentor), Fabiano Nagamatsu (Mentor e Líder de Comunidade do Mato Grosso do Sul) e Paulo Mariotto (Mentor);
  • Startup do Ano: Moléculas do Mar (startup acelerada pelo InovAtiva Brasil 2015)

A lista com os 3 finalistas de cada categoria foi divulgada essa semana e a comunidade InovAtiva continua presente! Confira os nomes:

  • Herói/Heroína: Monnaliza Medeiros (Líder de Comunidade do Rio Grande do Norte)
  • Impacto Social: Piipee (startup acelerada pelo InovAtiva Brasil 2014) e Presente Solidário (startup acelerada pelo InovAtiva de Impacto 2019)
  • Mentor/Mentora: Edson Mackeenzy e Rafael Assunção Jr
  • Startup Revelação: Previsiown (startup acelerada pelo InovAtiva Brasil 2019.1)

Para saber mais sobre a premiação, acesse: https://case.abstartups.com.br/startup-awards-2019/

Ferramentas que ajudam a estudar para o vestibular

Os dias dos temidos vestibulares estão chegando. Para ajudar os estudantes com os estudos, o InovAtiva Brasil preparou uma lista com algumas ferramentas que tornam o processo de aprendizado mais simples e divertido. Confira:

Studos

Criada para facilitar o acesso à educação e oferecer uma orientação de estudo mais eficiente para professores e alunos, a Studos criou ferramentas de apoio para otimizar os processos pedagógicos e melhorar o desemprenho dos alunos. Atualmente, a startup acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2015 já conta com mais de 12 milhões de questões resolvidas e mais de 600 mil usuários de todo Brasil em seu banco de dados.

Knowbook

O Knowbook é um aplicativo criado com o intuito de facilitar a organização, o armazenamento e o compartilhamento de conteúdos educacionais. Ele funciona como um caderno virtual colaborativo, em que usuários podem organizar informações por TAGs e compartilhar fotos, materiais em pdf e vídeos do YouTube. A startup foi acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2016.1.

Redação Online

A startup Redação Online, destaque no programa InovAtiva Brasil 2017.1, oferece uma plataforma digital e inovadora com profissionais especializados que corrigem as redações de alunos (B2C) e escolas (B2B), com os comentários específicos de cada exame, tutoria e preço acessível.

ENEM Game Premium

Para que os alunos aprendam brincando, a ENEM Game Premium, startup que foi destaque no programa InovAtiva Brasil 2017.1, desenvolveu um jogo educativo digital para estudantes do ensino médio se prepararem para a prova do ENEM. Ele cria um paradigma educacional, transformando a resolução de exercícios em uma atividade divertida por meio da gamificação do conteúdo. Assim, alia competitividade, interatividade, recompensas, motivação e adequação ao formato e aos canais de acesso do público alvo, aumentando o tempo de estudo em resolução de exercícios extra sala de aula, com consequente aumento da eficiência na aprendizagem.

Percurso

Outra ferramenta que auxilia na preparação para o ENEM e vestibulares é o Percurso, um preparatório via Internet. A startup acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2017.2 tem como objetivo atender milhões de estudantes com ensino de alta qualidade, serviços de monitoria online, simulados, correção de redação – tudo a custo muito baixo – por meio de assinaturas. Dessa forma, ela dá acesso aos vestibulandos que não têm condições, seja por sua localização geográfica, seja pela falta de condições financeiras, de preparação para um exame que determina sua entrada nas universidades.

Escolarize

O Escolarize fala de aluno para aluno, com temas personalizados e gamificação do processo de aprendizagem, fazendo com que o estudante aumente seu desempenho e engajamento, além de possibilitar o acompanhamento do desempenho dos alunos pelos professores. A empresa foi acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2018.2.

Redigir A+

A Redigir A+ auxilia no monitoramento de processos pedagógicos, garantindo rapidez de feedback, controle em tempo real de cada redação, além de imparcialidade nas avaliações (para maior eficiência na produção de diagnósticos). Presente em 39 instituições de ensino do Brasil, a startup, acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2019.1, já corrigiu mais de 200 mil redações.

Pontue

A Pontue é uma plataforma inteligente de ensino de redação para vestibulandos. Por meio de uma correção gravada em vídeo e de um plano de estudos personalizado, a startup acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2019.1 permite que o candidato se capacite para a prova de redação dos principais vestibulares do país. O estudante também pode acompanhar o próprio desenvolvimento com relatórios mensais, além de se aprimorar de forma direcionada, já que recebe um plano de estudos personalizado em cada correção.

Com essas plataformas e aplicativos, estudar fica muito mais prazeroso!

Descubra como a Teoria da Mudança pode ajudar a sua empresa

Você já ouviu falar sobre Teoria da Mudança? Trata-se de um conjunto de ferramentas que auxilia no planejamento de iniciativas sociais. Esse conceito norte-americano surgiu na metade dos anos 90 e logo se difundiu entre organizações e empreendedores focados em negócios de impacto socioambiental.

Sua função é avaliar, monitorar e definir a direção tomada por uma empresa. Isso se dá por meio da tradução, organização ou estruturação das mudanças pretendidas pela corporação. Para isso, deve estar atrelada a “métricas de impacto” e “visão de longo prazo”.

Na prática, a Teoria da Mudança permite que uma organização analise se o impacto socioambiental esperado está sendo alcançado e verifique se está seguindo o caminho traçado, documentando as lições aprendidas e mantendo a transparência do negócio.

Para implementar este conceito, é preciso:

  • Conhecer o problema da empresa;
  • Identificar os objetivos de longo prazo do negócio;
  • Mapear e concretizar os quesitos necessários para alcançá-los;
  • Desenvolver indicadores para medir os resultados e avaliar o desempenho de acordo com esses objetivos;
  • Detalhar a iniciativa.

Ao final, a empresa terá um planejamento mais robusto das atividades a serem executadas, uma visão objetiva sobre quais tarefas são necessárias para atingir quais resultados, facilidade no processo de acompanhamento e monitoramento da evolução do negócio e evitará o desperdício de tempo e dinheiro com ações pouco relevantes.

RT Connect é uma das grandes novidades do ano no tratamento de câncer de mama

Mais comum entre as mulheres, o câncer de mama é uma doença que causa cerca de 458 mil mortes por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Apenas em 2018, surgiram 59.700 novos casos da enfermidade no Brasil e estima-se que uma a cada 12 mulheres terão tumor nas mamas até os 90 anos de idade.

Para que os pacientes tenham mais chances de cura, o diagnóstico deve ser realizado na fase inicial da doença. Mesmo assim é possível que o câncer precise de tratamento radioterápico. Sabendo disso, a RT Medical criou um sistema que auxilia na cura e propicia maior confiança e segurança aos pacientes e profissionais envolvidos.

Seu sistema RT Connect contempla todas as etapas da radioterapia, desde o atendimento inicial com o agendamento das consultas, passando pela geração da ficha de tratamento e do cálculo de unidade monitora, até o plano administrativo, que engloba toda a parte de gestão, tanto de equipamentos quanto de pessoas.

Assim, a ferramenta atua na parte de verificação, controle de qualidade e validação do tratamento, otimizando as tomadas de decisões com eficácia e segurança na cura do paciente e garantindo maior controle dos processos que envolvem a radioterapia. Além disso, esta automatização reduz significativamente os custos do tratamento do câncer.

Por conta da sua ideia inovadora, em 2017 a startup foi selecionada para participar do InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups. Hoje, com recursos da Prefeitura de Florianópolis e apoio do Centro de Distribuição Angeloni, o sistema já está sendo validado na Liga Catarinense de Combate ao Câncer e está presente no Hospital de Caridade, em Florianópolis, e Tereza Ramos, em Lages.

Orçafascio permite economia de até 20% em cotações de obras

Destaque na categoria Educação, Indústria e Setor Financeiro do programa InovAtiva Brasil 2019.1, o OrçaFascio é um sistema de orçamento de obras desenvolvido em plataforma web. Nele, concentram-se dados de mais de 87 mil insumos e 68 mil composições de todas as capitais do Brasil.

Por meio da startup é possível obter um programa completo para orçamentos e unir diversas cotações, cronograma físico financeiro para o cálculo de custo de obras. A plataforma permite ainda a criação de uma base de dados exclusiva que apenas o usuário pode visualizar.

Para saber mais sobre a empresa, entrevistamos Antonio Fascio, CEO da OrçaFascio. Veja o que ele nos contou:

  1. Quando vocês começaram?

Nossa história começa em 2010, no Amapá, quando nem existia banda larga. Resolvemos fazer um software de orçamento para obras com diferencial de ser focado para licitação de obra pública. O sistema foi disponibilizado, até 2015, quando foi fundada a startup OrçaFascio, de forma totalmente gratuita.

  1. Qual é o diferencial da OrçaFascio?

Somos a primeira plataforma online por meio da qual os engenheiros podem fazer seus orçamentos de obra de maneira fácil, confiável e precisa. Além disso, fazemos uma ligação com o Revit, um software BIM para arquitetura, urbanismo, engenharia e design, permitindo que a quantificação do orçamento seja exata, evitando desperdícios e gerando uma economia de até 20%.

  1. Em que estágio a startup se encontra? Quantos clientes vocês possuem atualmente?

Hoje possuímos mais de 1,4 mil empresas, 4 mil usuários pagantes e 3 mil usuários de órgãos públicos.

  1. O que você almeja para o futuro da OrçaFascio?

Estamos num processo de internacionalização da plataforma. Queremos levar nosso produto, primeiramente, para os EUA e América Latina.

  1. O que o InovAtiva Brasil agregou para a sua empresa?

O networking proporcionado e os mentores que nos foram disponibilizados foram fantásticos. Além disso, conseguimos uma visibilidade no mercado onde temos dificuldades, já que nossa startup é do Amapá.

  1. Já passou por outros programas de aceleração? Qual a diferença destes para o InovAtiva?

Participamos sim. A principal diferença é que o outro programa era presencial, mas achamos que o InovAtiva acabou dando uma visibilidade maior a empresa. Também adoramos os experientes mentores. Eles nos deram conselhos de alto valor para a startup.

O que o networking pode agregar à sua startup?

Você já deve ter ouvido falar em networking e no quanto ele pode ser importante para o desenvolvimento da sua solução. Mas você sabe como fazê-lo de forma eficiente para que a sua startup se destaque no ecossistema em que ela está inserida e ainda consiga novas oportunidades de negócios?

Para criar uma rede de conexão eficaz não basta distribuir cartões de visitas e ter muitos contatos nas mídias sociais. Participar de eventos, marcar encontros presenciais com pessoas estratégicas e mostrar-se aberto a escutar o que o outro tem a dizer são algumas outras ações que auxiliam no processo de networking.

O InovAtiva Brasil ajuda os empreendedores neste aspecto realizando rodas de conversa, dinâmicas de grupo, reuniões com grandes empresas, encontros com investidores e treinamentos de pitch, além de conceber espaços para que as startups aceleradas pelo programa apresentem suas soluções aos seus públicos de interesse.

Outra possibilidade de conexão com outros agentes do ecossistema, as startups podem se estabelecer um coworkings e participar de palestras, conferências e cursos com maior frequência. É importante ressaltar que, para que o networking gere bons resultados, o startupeiro deve se ater a qualidade das relações e não a quantidade delas.

Após este primeiro contato, é importante que as duas partes mantenham a comunicação ativa, com trocas genuínas de conhecimento pessoal, para que as parcerias sejam vantajosas e duradoras. Esses relacionamentos tendem a influir na reputação da marca e ampliar a visão do empreendedor.

Como definir objetivos em conjunto com o time?

Comunicar e definir objetivos com o time é uma das etapas essenciais para um planejamento alinhado e uma boa execução. Apesar disso, muitas startups, principalmente aquelas em crescimento acelerado, podem ter dificuldades em comunicar e definir objetivos com todos os envolvidos.

Antes de prosseguirmos no conteúdo, vou fazer algumas perguntas para você:

  • Hoje, qual o objetivo central da sua empresa e como você está mensurando isso?
  • Como você mensura a entrega de sócios e colaboradores?
  • Qual ferramenta você utiliza para determinar o que é prioritário na empresa?
  • Como você acompanha o progresso das pessoas que estão no seu negócio?
  • Como você permite a transparência de entregas?

Muitas perguntas, não é? Mas todas essas perguntas e todos esses processos são a base para um melhor resultado. Por esse motivo, vou te dar algumas dicas para que você possa ser melhor sucedido ou comunicar e definir objetivos com o time:

Defina o foco para a startup

Aqui, a lógica é muito simples: se tem duas coisas para fazer, então, não tem foco. Sua startup precisa ter um objetivo chave, pelo menos, para o trimestre.

Alguns fundadores sentem-se completamente perdidos quando provocados a definir um objetivo para a empresa para os próximos meses, ou para o próximo semestre. Para te ajudar, aí vão algumas perguntas que podem ser essenciais na hora de definir objetivos:

  1. Hoje, qual seria o próximo macro de crescimento da empresa?
  2. Quais nossos recursos disponíveis? – financeiro, recursos humanos, parcerias, contatos, tecnologia;
  3. Quais são as restrições que temos?
  4. Quais requisitos e entregas mínimas nosso produto / nossos canais / nossos processos devem entregar para indicar sucesso?

Quatro perguntas simples, mas que te levarão a ter um olhar completo sobre sua startup e te obrigarão a definir um foco. Tome um tempo para respondê-las e faça isso junto com, pelo menos, os principais tomadores de decisão.

Caso ainda esteja complicado, você pode usar a Matriz Gut para te ajudar a priorizar demandas.

Feito isso, lembre-se: 1 foco. Nada mais, nada menos.

Entrega entre colaboradores e sócios

É muito comum, quando dividimos projetos com alguém, ficarmos esperando entregas daquela pessoa. Além disso, quando temos projetos compartilhados, se as ações e os objetivos individuais não estão muito bem definidos, fica difícil discernir o nível de engajamento das partes.

Juntamente com isso, também fica difícil fazer a contabilidade das entregas.

Neste ponto, sou apaixonada pela metodologia dos OKRs. Dentro desta metodologia, o objetivo da empresa e dos setores é dividido para cada pessoa dentro da empresa. A partir disso, cada pessoa no negócio deve ter entregas mensuráveis, que serão medidas toda semana.

Assim, por exemplo, o objetivo do meu setor de marketing de “1 vídeo por semana”, vai se transformar em objetivos individuais.

Nesse caso, por exemplo,  eu posso ganhar a incubência de gravar um vídeo por semana, enquanto meu sócio tem o objetivo de editar esses vídeos semanalmente. Assim, eu consigo discernir exatamente quantos vídeos foram gravados, quantos foram editados e em qual etapa o processo sofreu mais gargalos.

Lembre-se também que é importante ter reuniões periódicas para acompanhar o desenvolvimento do time. A frequência dessas reuniões depende do nível de autonomia e engajamento do time.

Times remotos também exigem reuniões mais frequentes.

Dentro desses encontros, é importante contabilizar o progresso de cada membro em torno dos objetivos, qual será o foco de ações até a próxima reunião e quais devem ser as entregas prioritárias.

Transparência

Outro ponto essencial é a transparência de resultados entre todos os integrantes da empresa, dos fundadores aos estagiários. Em todas as startups onde vi a transparência aplicada, o time era muito mais engajado e disposto a conseguir resultado.

Além disso, a transparência resolve dúvidas, como: no que os fundadores estão trabalhando? Como está o desempenho do meu colega de time? Quais são as prioridades e métricas dos desenvolvedores e do marketing?

Tudo isso permite alinhamento entre o time, expulsa preguiçosos e deixa o resultado mais coeso.

E aí? Gostou? Espero que sim! Não se esqueça de ver outros artigo do blog do Inovativa Brasil. Este artigo foi escrito pela Líder de Comunidade Bruna Barbosa. Aproveite todos os conteúdos Inovativa!

Fomentando o ecossistema de inovação e empreendedorismo, Líderes de Comunidade estão atuando no Brasil inteiro

Os Líderes de Comunidades, voluntários que atuam para fomentar o ecossistema de empreendedorismo brasileiro, têm a missão de buscar oportunidades de conexão para startups. No InovAtiva Brasil temos 18 pessoas que exercem esse papel, cada uma delas representando um estado diferente do país.

Ao todo, são três líderes na região Norte (Amazonas, Pará, Tocantins), seis na região Nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe), dois na região Centro-Oeste (Goiás e Mato Grosso do Sul), quatro na região Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e três na região Sul (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina).

Durante todo o ano eles organizam eventos, participam de feiras, compartilham experiências, colaboram para promoção de novos negócios e fomentam uma comunidade de empreendedores, mentores, investidores e grandes empresas interessadas em startups.

Fórum Abstartups de Líderes de Comunidade

Sabendo da importância dos Líderes de Comunidade para o ecossistema de empreendedorismo, nos dias 19 e 20 de setembro a Associação Brasileira de Startups (Abstartups) promoveu o “I Fórum Abstartups de Líderes de Comunidade (FALCOM)” no Google for Startups, em São Paulo.

Com o objetivo de fazer do Brasil um ambiente melhor e mais robusto para a criação de startup, o evento contou com 50 representantes de 24 estados do país. As comunidades do Pará e Rio Grande do Norte foram caracterizadas, respectivamente, por Bruna Barbosa e Monnaliza, Líderes de Comunidade do InovAtiva Brasil.

Para a líder do Pará, foi revigorante estar ao lado de outras pessoas que trabalham pesado com os mesmos objetivos. “A FALCOM abriu meus olhos sobre várias coisas que precisava avaliar em minha comunidade e sobre a relação com atores que nem sempre são fáceis de se criar relacionamento”, explicou Bruna.

Junto com Vinícius Aguiar, que faz parte da equipe do maior programa de aceleração de startups da América Latina, foram convidadas a participar de painéis, palestras, workshops e dinâmicas de grupo sobre as temáticas:

  • Diversidade nas Comunidades;
  • Indicadores Geográficos e Demográficos;
  • Eventos e ações locais;
  • Investimento;
  • Relacionamento com Poder Público;

Para agregar know-how e gerar insights aos líderes, tais atividades foram conduzidas por representantes de grandes organizações, como Facebook, Google, Ambev, Endeavor, Accenture, Globo News, Startupi, PEGN e Gama Academy.

inovativa@inovativabrasil.com.br