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Destaque Demoday InovAtiva: Plataforma facilita negociação entre fornecedores e clientes

Oferecer soluções para o setor de alimentação fora de casa é a função da CotaBest. Participante do programa InovAtiva Brasil no ciclo 2016.2, a empresa tem um modelo diferente de compra e venda online para restaurantes, hotéis, bares e similares. A plataforma conecta fornecedores de alimentos, bebidas, produtos de limpeza e outros itens a empresas que precisam fazer cotações e formalizar os pedidos.

Fundada em 2016, a CotaBest reúne clientes e fornecedores numa única plataforma com a proposta de solucionar os problemas de cotação e formalização de pedidos de forma prática e segura. “Antes da CotaBest, esse processo levava pelo menos 3 dias. Atualmente é possível fazer cotações e compras em menos de 20 minutos com economia de até 30%, comparado com quem não consegue fazer cotações com vários fornecedores”, explica Vanderlei Junior, diretor e idealizador da empresa.

A empresa intermedia as relações comerciais, facilita o processo para ambas as partes e reduz custos diretos e indiretos. Com mais de 15 mil itens ofertados, pode-se encontrar todos os produtos necessários para gestão de restaurantes, hotéis, buffets, padarias, lanchonetes, cafeterias, entre outros, o que torna o catálogo variado para diferentes perfis de empreendimentos.

Vanderlei revela que durante a passagem pelo InovAtiva a empresa passou por uma reformulação interna com relação ao mercado. “Nossa participação no InovAtiva Brasil foi fundamental para o desenvolvimento do nosso modelo de negócios. Durante o programa, redefinimos e validamos nossa proposta de valor, estruturamos nosso plano de marketing e acesso ao mercado e nos capacitarmos para acessar diversas formas de financiamento para nossa empresa”, afirma.

O InovAtiva Brasil promoveu uma evolução na CotaBest, já que no final do programa a empresa foi escolhida por investidores e executivos, como uma das 14 startups mais atraentes entre os 300 participantes do Ciclo. “Além de sermos destaque na categoria comércio eletrônico, TIC e Serviços B2B (marketing, mídia e vendas), recebemos um prêmio adicional ao sermos selecionados para o FbStart, um programa de aceleração do Facebook, que oferece mentorias com profissionais do Facebook e um pacote de benefícios avaliado em aproximadamente US$80 mil.

Participar do programa foi transformador e nos mostrou que estamos no caminho certo”, finaliza Vanderlei Junior
Atualmente, a empresa possui mais de 1.100 clientes e 300 fornecedores cadastrados na plataforma. A startup opera em São Paulo e já iniciou sua expansão para Rio de Janeiro, Mato Grosso e Bahia. A expectativa é que além de apoiar empresas brasileiras, futuramente o serviço chegue em outros países.

Quer saber mais? Acesse os canais da CotaBest Site, Fanpage

Sabia que as inscrições para o próximo ciclo estão abertas?

Inscreva-se no InovAtiva Brasil

5 maiores dúvidas dos empreendedores na hora de inscrever sua startup no InovAtiva Brasil

O objetivo de um empreendedor iniciante é submeter seu projeto a um programa de aceleração e com isso, obter orientações para escalar a sua startup. Mas, na hora da inscrição em um Programa para startups, surgem diversas dúvidas, não é mesmo? Por isso, no post de hoje, iremos elencar alguns pontos de maiores dúvidas e auxiliá-lo na submissão correta do seu projeto. Vamos lá?

Validação: o primeiro passo é mostrar como você validou a ideia da sua startup. A validação está intimamente ligada com a proposta de valor e o mercado, mas abordaremos estes pontos na sequência. Primeiramente, é preciso traçar o perfil de quem irá comprar o seu produto e entender qual a dor real do seu cliente. Isso precisa ficar claro na sua inscrição: perfil do cliente e a solução para qual problema. Por isso, investigue e mapeie de maneira assertiva esses dois pontos. Também é importante você mostrar para o avaliador que seu produto já foi validado, seja com vendas aos primeiros clientes ou apenas a intenção de compra. Há ainda a importância de validar o modelo de receita. É preciso descobrir se o seu cliente está disposto a comprar seu produto ou serviço pelo valor que você oferece. Afinal, em negócios inovadores é muito comum não se ter informações suficientes sobre o mercado. Descreva neste ponto como você fez para validar seu negócio. Em alguns tipos de negócios as validações podem ser feitas utilizando entrevistas com potenciais clientes, ou outros stakeholder, assim se identifica o potencial de mercado da sua solução.

Proposta de Valor: em seguida, você deve mostrar em sua inscrição qual o valor você está trazendo para o grupo de clientes selecionado. Evidencie a relevância desse valor e quais outras alternativas de mercado entregam um valor semelhante, mas por que a sua startup se diferencia. Deixe claro como irá solucionar o problema do cliente, como irá funcionar sua solução – funcionalidades e preço.

Mercado: é importante deixar claro a dimensão do seu mercado. Ou seja, qual o tamanho da oportunidade? Demonstre se é rentável, considerando as pessoas que você quer que utilizem seu produto ou serviço, a concorrência, localidade, distribuição e canais de venda.

Equipe: a inscrição deve conter um minicurrículo de cada membro. Aqui, evidencie o que cada um agregará e porque são fundamentais na equipe. É importante que o avaliador perceba que o time da startup tem as habilidades necessárias para fazer o negócio funcionar. Se a sua startup depende de alguma tecnologia ou conhecimento específico é preciso ter alguém na equipe que tenha este conhecimento, pois depender de fornecedores pode ser arriscado em longo prazo.

Apresentação da Empresa: aqui é interessante trazer imagens, vídeos que apresentem o tom de voz da empresa, o objetivo, como funciona a solução, quem são os membros e outras informações relevantes que forneça uma visão geral e estratégica de sua startup.

O programa InovAtiva Brasil é a maior aceleradora de startup do Brasil, e certamente poderá acelerar sua startup. Lembre-se que o prazo para inscrição inicia dia 12 de junho de 2017. Caso ainda tenha dúvidas, assista nossa live onde iremos solucioná-las, uma por uma.

Suinocultura é o mercado alvo de startup catarinense

Chapecó – Dados da Revista Suinocultura Industrial revelam que Santa Catarina é o maior expoente da suinocultura brasileira. Com um rebanho de 4,7 milhões de animais, o estado obteve uma produção de 665 mil toneladas de carne suína no último ano, sendo responsável por cerca de 30% do abate nacional. Este cenário motivou a startup Gravitwave a desenvolver tecnologias para auxiliar os produtores e as cooperativas a aumentarem a produtividade.

O projeto Sistema Web de Gestão de Granjas Suinícolas de Cooperativas (COOPIG), surgiu após a aprovação da startup no Sinapse da Inovação, programa que oferece recursos financeiros, capacitações e suporte para transformar ideias inovadoras em empreendimentos de sucesso. O software criado pela Gravitwave trata-se de uma ferramenta online que pode ser acessada de qualquer lugar com integração total com cooperativas e técnicos, apresentando informações que impactam diretamente na tomada de decisão e na produtividade dessa cadeia.  

A startup foi fundada por Iskailer Inaian Rodrigues, Augusto José Ody ambos graduados em Sistemas de Informação e por Milton José Melz, mestre em Administração. Para os empreendedores o nível tecnológico aplicado às propriedades rurais, tanto em gestão quanto em equipamentos, ainda é pequeno, fazendo com que a eficiência produtiva brasileira esteja abaixo dos demais produtores mundiais.

O software foi criado com o objetivo de possibilitar uma ferramenta simples de utilização e que impacte positivamente no dia a dia do produtor rural, para que ele possa gerenciar a sua produtividade de forma fácil e eficaz. “Nosso objetivo é usar tecnologia para maximizar a produção, a eficiência e os lucros nas propriedades rurais vinculadas a cooperativas. Temos como diferencial um dispositivo que faz a coleta de dados diretamente da propriedade, podendo o produtor rural acessar o sistema e ver os dados da propriedade mesmo estando a quilômetros de distância dela”, afirma Iskailer.

Os empreendedores calcularam que, em apenas uma cooperativa, com a utilização do software, melhorando apenas 0,3% de um índice de produtividade, é possível ter um ganho de R$ 500 mil em um ano, ganho este que, no final das contas, permitirá aos produtores rurais investirem ainda mais em suas propriedades e ter uma melhor qualidade de vida. Para Milton, um dos fundadores da startup o COOPIG tem impactos sociais indiretos, como a diminuição do êxodo rural, a estimulação da sucessão familiar e a melhoria na qualidade de vida dos produtores rurais.

O COOPIG já está em fase comercial, sendo utilizado por umas das maiores cooperativas da suinocultura catarinense. O software recebe constantes atualizações para adquirir ainda mais funcionalidades ao dia a dia no campo, bem como uma maior integração com equipamentos nas propriedades rurais. Os empreendedores, responsáveis pelo software, também estão recebendo auxílio da Pré-incubadora Tecnológica da Unoesc Chapecó.

Além de ser contemplado entre os 91 ganhadores do Sinapse, o projeto ficou entre os 100 finalistas do InovAtiva Brasil 2016.1 e conquistou o 2º lugar no concurso Plano de Negócios do Sebrae/SC.

Conheça mais:

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*Espaço das Aceleradas é uma sessão destinada à publicação de matérias produzidas pelas startups aceleradas pelo InovAtiva Brasil. A responsabilidade das informações deste texto é da startup autora.

Podcast Olho de Anjo: Conexão é a alma do negócio

A teoria dos seis graus de separação, originada a partir do estudo do Sociólogo Stanley Milgram, diz que no planeta são necessários no máximo seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer estejam ligadas entre si. No mundo do empreendedorismo não é diferente. Gerson Ribeiro, nos episódios desta semana, comenta sobre a importância das conexões e dá dicas para conseguir aquele contato com os grandes investidores.

Gerson comenta que, na maiorias das vezes, grandes empreendedores são inacessíveis e têm pouco tempo para um contato imediato, mesmo que sejam minutos de conversa. Para isso, o empresário dá uma dica importante: se atente com os contatos que faz e estabeleça conexões com pessoas mais aproximáveis, que tenham contatos influentes com outros empresários mais renomados. Não tenha medo de se relacionar, muito menos de fazer novas amizades. Assim, quando precisar ter uma conversa com um empresário “maior”, ou até um investidor, é só pedir o contato para o novo amigo.

Como maior dica para o sucesso nos negócios, o podcaster ressalta ainda a importância da qualidade das conexões. Não adianta distribuir muitos cartões e no final de um evento não saber o nome das pessoas com quem conversou. Tenha em mente os resultados que o contato pode te proporcionar e esteja sempre por perto. As dicas na íntegra você confere no site olhodeanjo.com.br.

InovAtiva Brasil abre inscrições para ciclo de aceleração 2017

O Inovativa Brasil, programa que oferece mentorias e aceleração de startups de forma gratuita, abre as inscrições para empreendedores interessados em alavancar seus projetos no primeiro ciclo de 2017. Os interessados têm entre 23 de janeiro e 20 de fevereiro para acessar o site oficial e se candidatar a uma das 300 vagas que vão oferecer capacitação, mentoria e conexão com possíveis investidores. Em 2016, o InovAtiva Brasil recebeu 2.521 inscrições e selecionou 600 startups para serem aceleradas nos dois ciclos de aceleração.

O InovAtiva Brasil foi criado em 2013 e é realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Sebrae, e executado pela Fundação CERTI. O Secretário de Inovação e Novos Negócios do MDIC, Marcos Vinícius de Souza, afirma que 2017 será um ano de expansão do programa. ‘‘A inovação no Brasil ganhou força em 2016 com as startups aceleradas pelo InovAtiva. Com o apoio de grandes mentores voluntários, os empreendedores vão apresentar seus projetos a executivos experientes, além de terem diversas vantagens adicionais, como possíveis parceiros e até apoio para internacionalização dos projetos’’, comenta Souza.

Já o presidente do Sebrae, Guilherme Afif, acredita que a grande diversidade de negócios acelerados pelo programa dá visibilidade ao empreendedorismo no Brasil. “Em 2016 tivemos 600 empresas aceleradas nos mais diversos segmentos da economia. Isso reforça que a inovação está em toda a parte e deve ser incentivada, especialmente para garantir a competitividade dos pequenos negócios”, comenta Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae.

Para Leandro Carioni, diretor do Centro de Empreendedorismo Inovador da Fundação CERTI, cada vez mais os startupeiros têm procurado a aceleração, pois o InovAtiva é o diferencial do ecossistema de inovação no país. ‘‘Tivemos dois ciclos de aceleração em 2016 e esse ano não será diferente. Consolidamos nosso trabalho e agora nos preparamos para expandir ainda mais o programa’’.

Um exemplo claro de sucesso na aceleração é o da startup HairAdvisor, que encontra os melhores cabeleireiros a serviços de acordo com avaliação de clientes. ‘‘É uma experiência gratificante. Um programa que consegue unir a mentoria coletiva, individual, on-line e presencial e possibilita que muitos possam participar. É o lugar ideal para encontrar quem pode nos ajudar na nossa dor’’, comemora a CEO Bruna Marinelli.

É importante ressaltar que o programa oferece capacitação a nível mundial em empreendedorismo inovador por meio de cursos gratuitos, acesso a mentores nacionais e internacionais, investidores e outros parceiros.

Inscrições para o ciclo 2017.1 do InovAtiva Brasil:

Período: de 23 de janeiro a 20 de fevereiro

Vagas:até 300 startups selecionadas

Quem pode participar: startups com Negócios Inovadores

Clique Aqui e Inscreva-se

Simples Internacional – o que muda para os empreendedores que miram em mercados internacionais?

Por Luis Henrique Stockler

Comercializar produtos e serviços com outros países é um dos desejos de grande parte dos empresários brasileiros. É abrir as portas para a oportunidade de se tornar visivelmente e, na essência, grande, elevando o negócio a um patamar internacional. Com a implantação do Simples Internacional, previsto para entrar em vigor no começo de 2017, sendo a Argentina a interface inicial, a promoção de acordos bilaterais entre os países dispensarão às exigências macro do tratamento tributário, simplificando-as para viabilizar as exportações de micro e pequenas empresas. Para empreendedores tanto de startups, quanto de empresas de pequeno e médio porte, será, sem dúvida, uma barreira a menos para galgar uma nova posição, podendo alcançar o mercado internacional de maneira mais simplificada e acessível.

De maneira geral, o Simples Internacional tem como meta ampliar o comércio entre países nos setores de bens e de serviços e, inúmeros outros benefícios já são visíveis e vão além da questão tributária, como, por exemplo, a desburocratização nas transações comerciais, principalmente no que tange ao câmbio, uma vez que remetentes e destinatários dos países que o integrarem poderão executá-las, recebendo os pagamentos em suas respectivas moedas por meio do Sistema de Moeda Local (SML).

Entre as frentes principais da medida, haverá a implantação do uso de moedas locais para transações, sem a necessidade de conversão em dólar, ou seja, as transações brasileiros e argentinos poderão ser efetuadas por meio de suas respectivas moedas, reais e pesos, diretamente. Além disso, há a discussão de sistemas de aceitação mútua do licenciamento em aduanas, que, basicamente, concebe estabelecimento de tratamentos iguais entre alfândegas.

Outra vertente positiva, dentro desse prisma da desburocratização, atinge em cheio o ‘Custo Brasil’, responsável pela demora e complexidade na liberação das mercadorias, em função dos requisitos advindos dos despachos aduaneiros que, hoje, são também responsáveis pela desintegração das empresas brasileiras das cadeias internacionais. A consolidação de cargas, os seguros, a logística e as tarifas incorporadas nesse processo acabam encarecendo e inviabilizando as transações.

O que está em jogo, portanto, é a possibilidade de termos um novo horizonte, já que, a proposta parte de uma brecha aberta pela lei do Simples Nacional, que criou a figura do ‘operador logístico internacional’, abrindo as portas para uma ofensiva desse nicho do empresariado no mercado de exportações. E, apesar de o desenho inicial prever o lançamento do Simples Internacional apenas com nossos vizinhos latinos, uma vez consolidado, ajustado e funcionado, nada impedirá que se estenda aos demais países do mundo.

É claro que, apesar de serem nítidas as facilidades que o novo mecanismo possibilitará, como as questões do recolhimento dos impostos junto à Receita Federal para a exportação e a própria contabilização dos impostos, ainda estarão presentes os trâmites da burocracia de registro de produto, pedido de autorização, embarque e regras sanitárias, de embalagens e todas as demais descritas e exigidas pelo Mercosul, por exemplo, que não foram e não devem ser excluídas.

E entre os segmentos mais amadurecidos e preparados para a internacionalização e que, possivelmente, se beneficiarão primeiro da nova medida estão: o de tecnologia, voltados aos softwares, games e informática; o do agronegócio, como flores, frutas e outros; o aeroespacial, com fornecedores de soluções e serviços; além das áreas médica e química.

Aos demais que desejam aproveitar a oportunidade e começar esse caminho, vale visitar feiras internacionais, conhecer de perto o mercado exterior, outros competidores, visitar câmaras de comércio de outros países para onde se deseja exportar para avaliar como elas podem ajudar, ir às embaixadas brasileiras para tentar abrir mercados e, principalmente, investir recursos para analisar o potencial do mercado externo para seus respectivos produtos e serviços. Ter uma consultoria, portanto, pode ser importante deslanchar na internalização de maneira correta, fazendo todo o mapeamento prévio necessário, contanto com um advogado especializado em tributação, por exemplo, ou mesmo recorrendo à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Estando numa conjuntura econômico-política como a que se instaurou no País, este pode ser uma abertura alternativa estratégica para ampliar as vendas, já que, quanto mais medidas forem adotadas para fomentá-las, mais poder-se-á retomar as contratações, ampliar a capacidade produtiva e, consequentemente, abrir um precedente importante para reerguer a economia, liberando-a do ciclo vicioso atual.

De todo modo, apesar de positiva, esse ainda é um passo pequeno, que precisa ser dado, mas muito ainda a ser feito, principalmente quanto à diminuição da carga tributária interna, incidindo sobre a produção e mão de obra, além de liberação de investimentos projetos que viabilizem estudos, pesquisas e tecnologias inovadoras, colocando o País em outra esfera. Só assim, de fato, o Brasil se tornará efetivamente mais competitivo e promissor em todos os âmbitos: nacional e internacional.

* Luis Henrique Stockler é graduado em administração de empresas pela FGV, especializado em Marketing pela ESPM e MBA’s de gestão pelo ITA/ESPM e pela FIA/USP, iniciou sua carreira corporativa na construção civil, comercializando materiais de construção, implementando e gerenciando projetos imobiliários. Em 1994, ingressou na indústria de varejo e franquias, trabalhando como diretor comercial em várias redes varejistas como: Hering, TNG, Victor Hugo, Wall Street Institute e Multicoisas. Em 2002, iniciou seu trabalho como consultor em diversos projetos relacionados ao varejo e franquias e, em 2008, abriu sua própria empresa de consultoria especializada em estratégias para varejo e distribuição. Luis é mentor da Endeavor, palestrante credenciado na ABF e, na área acadêmica, ministra aulas de gerenciamento de franquias e marketing na FIA/PROVAR e gerenciamento imobiliário para varejo na FGV-SP. Como sócio-fundador da ba}STOCKLER é responsável pela elaboração de estratégias empresariais e coaching de gestão aos clientes.

Destaque Demoday InovAtiva: startup Viajay aposta no segmento LGBT

Eleita como uma das 14 startups mais atraentes da segunda edição do Demoday InovAtiva 2016, a Viajay é uma plataforma similar a uma rede social de turismo e entretenimento para o público LGBT. Ao organizar e concentrar informações, a startup busca atrair não só o público local, como também o estrangeiro. Por isso, lançou recentemente o serviço em inglês, a recém-lançada Visitay.

Para Fernando Sandes, CEO e fundador da Viajay, a empresa surge em um momento de avanço da inovação e incentiva a criação de produtos segmentados para o público LGBT. “Foi analisando o cenário que decidi montar a empresa. Com o crescimento do turismo LGBT, vi que existia um potencial muito grande neste mercado. Além disso, temos uma iniciativa privada querendo se comunicar cada vez mais com o público e oferecer produtos e serviços de qualidade”, comenta.

Já estão disponíveis na plataforma dicas para capitais brasileiras, como Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, além de destinos internacionais como Estocolmo, Roma, Tel Aviv, Madri e Cuba. Para cada local há um guia completo do que fazer, onde fazer e, principalmente, a receptividade para o público LGBT nesses lugares.

O ano de 2016 foi de grande crescimento para a empresa que foi considerada uma das mais atraentes no último Demoday do ano. “A coroação no final do programa nos serviu como combustível para que o trabalho seja continuado e aumentado”, pondera.

INOVATIVA 2017 – As inscrições para o próximo ciclo de aceleração do InovAtiva encerram em 2o de fevereiro. Participe!

Segundo o fundador, participar do programa foi excelente, principalmente no quesito das mentorias. “Foi o InovAtiva que mudou bastante a nossa forma de ver o negócio, e, principalmente, a nossa comunicação. Por meio do programa, conseguimos adquirir esses conhecimentos e sair mais preparados para o mercado”, encerra.

E no final de 2016, lançaram uma nova plataforma em inglês, a Visitay, destinada ao público estrangeiro que deseja visitar o Brasil, com todo o conteúdo já disponível. Em breve, a empresa também irá lançar guias de intercâmbio, no qual pacotes friendly serão disponibilizados para cidades reconhecidas mundialmente pela aceitação LGBT. Isso tudo para oferecer uma experiência confortável e segura ao público.

Para conferir as novidades e os guias de viagens disponíveis na plataforma, basta acessar o site http://viajay.com.br/. Já para roteiros em inglês, para amigos no exterior, o endereço é http://visitay.com/.

Investimento anjo: 7 formas de NÃO conseguir um

Por William Ribeiro *

Sim, o título é intencionalmente provocativo. Existe uma maneira bastante eficiente de não se conseguir um investimento-anjo: basta você não querer um. O objetivo deste artigo é evitar o desgaste e perda de tempo ao se contatar um investidor-anjo sem o devido preparo dos empreendedores. Muitas vezes, os fundadores inexperientes que precisam (ou acham que precisam) de dinheiro para impulsionar a sua startup, acabam por minar as chances de investimento simplesmente por não fazerem o dever de casa previamente.

Alguns dos problemas abaixo não chegam a ser um pecado mortal. Os anjos existem justamente para se dar o direcionamento para o empreendedor. Mas, convenhamos, o dinheiro do investidor não está desesperado para ser investido. Criar uma startup de sucesso é algo de altíssimo risco, o que faz do investimento nelas, necessariamente, bastante arriscado para o investidor.

Sendo assim, tenha certeza: o investidor irá avaliar muitas opções de startups. Mesmo aquela julgada por ele como potencial alvo de investimento, será bastante investigada.

Então, por que desgastar o contato com o investidor, logo no início do “namoro”? Como criador da startup, seu objetivo é conquistar o investidor, mostrando-se transparente, dedicado e preparado para ser investido.
Caso você NÃO queira receber um investimento-anjo, é só seguir os passos abaixo. Acredite: funciona mesmo.

Erro #1: Peça para o investidor assinar um NDA para você mostrar a sua ideia

Este é o primeiro e mais clássico dos erros.

Analise a coisa pela ótica do investidor: ele vê centenas (às vezes, milhares) de pitches. Fatalmente, as ideias se repetem de uma banca para a outra. Ele está investindo ou dá mentorias em startups que podem pivotar o modelo de negócios, eventualmente coincidindo com a ideia de outras startups.

Que sentido teria, para ele, assinar um contrato de confidencialidade com você? No começo, se existe algum ponto que você não queira abrir, mas ainda assim o seu negócio possa ser entendido, tudo bem. Você pode tentar omitir o pulo do gato, correndo o risco de o investidor achar que você não sabe como resolver o problema.

Os empreendedores precisam parar de pensar nas ideias e focar na execução do negócio. Será mesmo que sua ideia é tão genial, que não pode ser falada para ninguém? Talvez nem para os investidores ou até mesmo para seus clientes (risos)?

Costuma-se dizer que, em investimento-anjo, apostamos nos jóqueis e não nos cavalos. Mais do que na ideia, estamos interessados nos empreendedores: especificamente na probabilidade de se entregar o produto ou serviço que foi concebido na fase de ideação.

Queremos diminuir o risco do nosso capital, investindo somente em quem tem condições de entregar e aproveitar, mercadologicamente falando, o produto.

Em um mundo com 7 bilhões de pessoas, é um ato racional e de humildade não se achar um gênio da lâmpada. Mesmo os Bill Gates da vida, além de gênios, mostraram uma capacidade de realização incrível para terem sucesso nos seus negócios.

Esqueça, então, o pretenso pioneirismo da sua ideia. Google não foi o primeiro buscador, Facebook não foi a primeira rede social. Em muitos casos, o sucesso veio justamente por virem depois dos pioneiros, surfando na onda de erros e acertos do desbravador do mercado.

Falando em ideias, eis outro problema…

Erro #2: Eu tenho uma ideia! Vou procurar um investidor-anjo para tirá-la do papel!

O erro aqui pode ser o fato de você estar no país errado. Até pode ser possível obter investidores na fase de ideação, mas desconheço iniciativas neste estágio no Brasil.

Existe uma única exceção, em que eu faria o investimento: se a solução for de grande impacto e os empreendedores forem de reconhecida excelência na execução de suas funções. Eventualmente, os fundadores podem ser conhecidos de trabalhos anteriores, configurando uma situação em que o investidor consegue mitigar os maiores riscos de se investir na fase embrionária da startup.

Salvos estes casos, esqueça. Via de regra, você não precisa de investimento-anjo nesta fase. A maioria das soluções pode ser feita e testada dentro de casa mesmo. Mesmo quando é necessário algum dinheiro para a fase de prototipagem (como acontece nas startups de hardware) é de bom tom que os empreendedores empenhem dinheiro próprio para se realizar.

Se configura, nestes casos, o maior interesse dos próprios fundadores no sucesso do negócio. Esta é a premissa básica do sucesso de um investimento-anjo: se os fundadores, majoritários que são, não são os maiores interessados no êxito do negócio, o anjo deveria ser?

Antes de procurar um anjo, mostre pra ele que você consegue fazer um protótipo e que ele seria aceito pelo mercado, através de pequenos testes de aceitação.

Outro exemplo de erro clássico e mortal, que não contribui para demonstrar interesse do empreendedor no negócio, é quando ninguém está disposto a trabalhar em tempo integral na startup. Até pode ser um cenário inicial de um negócio, mas como pedir para que alguém aposte, investindo dinheiro na sua empresa, se nenhum fundador acredita realmente no negócio, a ponto de abandonar seu emprego?

Não tenha a ilusão que o seu dinheiro vale mais do que o dos outros. Se você mesmo duvida que pode conseguir, por que esperar que o anjo assuma esse risco por você?

Erro #3: Nossa equipe é formada apenas por desenvolvedores!

Fazendo novamente o exercício de se colocar na pele do investidor: qual a chance de se vender um produto, com todo mundo sentado, fazendo linhas de código? Você investiria em uma empresa que só tem “produção” e ninguém tem a função de vender?

Se o empreendedor pretende delegar a função de vendedor a um funcionário a ser contratado, temos um outro erro. É primordial que pelo menos um dos fundadores tenha o conhecimento comercial do negócio, para não dizer que este é o principal patrimônio de qualquer empresa.

Então, não faz sentido gastar o dinheiro do investidor em um funcionário que iria exercer uma função que deveria ser feita, pelo menos inicialmente, pelos donos da empresa.

Ao conversar com clientes, negociando e apresentando produtos, é incrível os insights de negócio, valores percebidos pelos clientes, possibilidades de pivotagem do negócio e de features de desenvolvimento que são conseguidos.

Se todos empreendedores têm a formação técnica, trate de identificar quem teria vontade, perfil, habilidades de comunicação e negociação para atuar no comercial da empresa.

Lembre-se que o anjo não será o vendedor da empresa! Alguém tem que fazer este trabalho.
Caso não haja ninguém com esse perfil na sua startup, você provavelmente não fez um bom trabalho ao escolher as pessoas para ser sócio. Não há a complementaridade necessária para tocar as diversas funções de um negócio. Alguns livros sugerem o seguinte modelo de composição societária numa startup:

  • Hacker: É a pessoa dos bits. O fera da programação. Faz tudo impecável, nos backgrounds da coisa.

  • Hipster: Faz com que o trabalho do Hacker pareça a coisa mais legal do mundo, mas para o usuário comum! É o mestre do design.

  • Hustler: É o porta-voz do grupo. Se o hacker gosta dos bastidores, o Hustler adora o palco. É o marqueteiro do nosso grupo. Sobra para o Hustler as funções de vendas, construção de parcerias comerciais, etc.

Este é o perfil geral, com as funções se misturando algumas vezes. Lembrando que deve sobrar para alguém fazer a máquina girar: cuidar das finanças, fornecedores, gestão do negócio, etc…

Times equilibrados, com um fundador técnico e outro voltado a negócios, tendem a levantar 30% mais capital.

Erro#4: Não temos desenvolvedores na nossa startup. Vamos terceirizar esta parte!

Por definição, ao trabalhar com soluções disruptivas, as startups são empreitadas de alto risco. Nem mesmo o investidor-anjo pode ser capaz de prever o melhor feature a ser desenvolvido. Aliás, o negócio pode até mudar totalmente, durante o processo.

Então, flexibilidade é a alma do negócio. Mudar, testar, mudar novamente…. Esse é o jogo.
Agora imagine se o investidor gostaria de empenhar todo o seu rico dinheirinho para um terceiro desenvolver a solução, a cada vez que se detecte uma necessidade de mudança.

No começo, a condição ideal é que estes custos sejam pagos pelo trabalho do empreendedor. O dinheiro do investidor será muito mais útil se destinado, pelo menos em maior parte, para marketing e promoção dos produtos.

Erro#5: Minha ideia é demais!!! Viva!! Prêmios, Mídia, oba-oba!!!

Eu defendo que nenhuma startup deveria ser criada com o primeiro propósito de dar dinheiro. Pode parecer antagônico ouvir isto de um investidor, mas não é. Isto porque é muito difícil enxergar dinheiro antes (ou até na) disruptura. Formas de monetização certamente virão, se o negócio efetivamente resolver o problema das pessoas de uma maneira eficiente.

O que é muito diferente de não ter um plano ou desejo de monetizar a startup. Uma vez verificado que a solução é excelente ao atender um problema do cliente, automaticamente a monetização deve ser discutida. Você pode optar por não usá-la no início, priorizando a captação de usuários. Mas um plano de monetização sempre deve existir e ser disparado ao tempo correto.

Existe uma grande glamourização do empreendedorismo em startups. Prêmios em dinheiro e de reconhecimento, programas de aceleração, festas, encontros, eventos, programas no Vale do Silício, etc…

Claro que tudo isto, a seu tempo e de forma moderada, pode ser interessante. Mas chega a ser incrível dizer isso: alguém da empresa tem que querer ganhar dinheiro. Mudar o mundo é legal, festejar é mais ainda. Mas quem paga as contas, afinal: só o dinheiro do investidor?

Uma startup que não tenha ninguém que ame a ideia a ponto de promovê-la, não merece ser investida. Muito melhor uma ideia razoável, com as métricas de conversão e vendas rodando com excelência, do que uma ideia maravilhosa encravada na tela do computador.

Startups são, acima de tudo, empresas. Se nenhum empreendedor dela gosta de ganhar, o investidor tem horror a perder dinheiro no que não vale a pena. Melhor investir em outra startup.

Erro#6: Precisamos de dinheiro! Não sei pra que, mas precisamos!

Aqui mora um erro inclusive que atinge inclusive muitos investidores iniciantes. Algumas vezes, a ideia é boa, os empreendedores são fantásticos. Por ser uma combinação perfeita e bastante rara, o investidor já sai abrindo a carteira.

Acontece que, sem uma validação mínima de custos de aquisição de usuário, qualquer previsão é um mero chute. Não é raro ver a previsão de burn rate do dinheiro do investidor como uma linha do excel que segue fixa ou cresce “x” mil reais por mês.

Via de regra, a maior parte do dinheiro do investidor será usada para captar mais clientes. E, não havendo planejamento, o risco de o dinheiro acabar em um tempo (runway) menor que o planejado, cresce muito. Em condições extremas, o negócio mostra-se inviável, justamente por apresentar o custo de aquisição maior do que os valores a serem desprendidos pelo cliente.

Com um MVP na mão (às vezes até antes disso), é possível estimar os custos de captura de um cliente e fazer pequenos experimentos de tração. Geralmente não é necessário um investidor-anjo para isso. Custa pouco dinheiro e mostra dedicação, conhecimento do negócio e preparo por parte dos empreendedores.

Um investidor-anjo quer uma empresa que tenha ideia de quem são, quanto custa captar e quanto pagam os seus clientes. Então, entender de Unit Economics faz parte do dever de casa de um empreendedor que deseja um investidor anjo capacitado para o seu negócio.

#Erro 7: Meu Pitch (mesmo cheio de clichês) está fera!!!

Quem participa de bancas de startups já sabe de cor os principais clichês de um pitch. Aliás, eu acho o pitch um negócio chato pra caramba. Ou tem os erros crassos, que vamos falar na sequência, ou é tão lindo, treinado e decorado que dá vontade de namorar o empreendedor. Nunca ouvi falar em ninguém que investiu com base no pitch, embora o misticismo do pitch de elevador leva a crer nesta falácia. Nada substitui uma boa conversa, olho no olho, com os empreendedores.

Tirando estes pitches lindos de morrer, temos também aqueles de se morrer de raiva. Em toda banca de startups aparece essas coisas – se você tem algo assim no seu pitch, trate logo de resolver:

  • “Não tenho concorrentes”. Ué, seu mercado é tão ruim assim que mais ninguém quer saber disso? Geralmente não é o caso: concorrentes indiretos sempre existem. Com mais probabilidade, os diretos também estão aí. Preguiça ou negligência do empreendedor.
  • Tabela de comparativos de features só com “checks” em verde para a startups. Os concorrentes estabelecidos, por uma razão ilógica ou inexplicável, não fazem nada do que a startup se propõe a fazer. Mais honesto seria elencar o que os concorrentes estão fazendo, mesmo que coincida com alguma funcionalidade do projeto.
  • “Meu mercado é de 18 bilhões de reais”, poderia dizer uma startup que traga alguma solução para pets. Coisa linda. Ignora-se, porém, que quase 70% disso é ração e alimentos. A conta deveria começar por este número, partindo-se então para o nicho a ser atingido, etc.
  • “Se atingirmos apenas 1% deste mercado… porque somos conservadores!” Hum…. Virou um mantra para convencer alguém que nada pode dar errado com a startup. Afinal, o que é 1%, não é? Metas são boas quando são ousadas (será que não estão pensando pequeno demais?), porém factíveis (qual o plano para se atingir esta fatia, pretensamente pequena)?
  • “Nossa empresa (que basicamente se resume a este powerpoint) vale R$180 milhões.” Este milagre de valorização de powerpoint ilude muitos empreendedores e até investidores inadvertidos. Nesta conta, o empreendedor pegou 1% de 18 bilhões e acha que este é o valor de sua empresa. É o empreendedorismo mágico de contos de fada.

Conclusão

Conseguir um investimento-anjo pode ser um fator muito importante de alavancagem para o seu negócio. Contudo, ainda são poucos os investidores individuais dispostos a aportar dinheiro em negócios nascentes, como nas startups.

Mesmo quando há sinergia entre investidor e empresa, o processo até a liberação dos recursos geralmente é burocrático e extenso.

Por estas razões, recomenda-se que os fundadores e suas empresas estejam preparados para maximizar as chances e resultados do processo de investimento.

Mas o que fazer quando se acha um anjo em potencial, mas você ainda não desenvolveu ou validou o seu produto? De acordo com as palavras da própria Anjos do Brasil:

“Nos mercados mais consolidados, a figura do advisor é muito forte. Não necessariamente para captar dinheiro, mas para ajudar a entender a necessidade do negócio. No momento certo, ele próprio pode se tornar um investidor.”
Verifique se sua startup tem um “fit” com a tese de investimentos do anjo. Ofereça para o investidor a possibilidade de envio de relatórios de progresso de sua startup. Todo investidor gosta de ver uma empresa trabalhando direito e tracionando o seu negócio.

Não deixe de responder para o investidor. Não se esqueça do anjo e não deixe o anjo esquecer da sua startup.

Ideias disruptivas requerem investimentos, muito maiores do que temos atualmente no Brasil. Para isso, é preciso que startups e investidores-anjo caminhem juntos em um processo de profissionalização desta relação, mitigando riscos, prezando transparência, governança e cumplicidade entre as partes envolvidas.

Só então poderemos começar a construir um ecossistema de startups exuberante e próspero, na mesma proporção das ideias que são criadas por aqui.

* William Ribeiro é engenheiro da Computação pelo INATEL, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Criou e dirigiu por 15 anos a empresa RWTECH. É educador financeiro (Minha Vida Nova), empresário e investidor.

As 4 Primeiras Etapas Jurídicas De Uma Startup

Por Luiz Sibahi e Michel Cury

É muito comum aos empreendedores ligados às empresas de tecnologia e inovação, desde o início, não estabelecerem uma estrutura legal para o seu negócio. Este é um erro estratégico que pode comprometer o desenvolvimento da startup e frustrar as oportunidades de negócio que irão surgir.

Apesar da ansiedade em transformar uma ideia em realidade, é muito importante que os fundadores pensem desde o início nas bases jurídicas do negócio. A operacionalização da empresa está sujeita à uma série de procedimento legais, que podem variar bastante para cada desenho de empreendimento.

Abaixo, listamos brevemente as principais etapas que precisam ser implementadas no desenvolvimento de uma startup. Ficando atento a estes fatores desde o início da criação do negócio será possível evitar problemas futuros e dispendiosas batalhas legais.

  • Ato de Constituição e Tipo Jurídico

A primeira decisão que o empreendedor deve considerar são as implicações legais sobre qual tipo jurídico sua startup será constituída. A legislação brasileira de direito societário avançou bastante nos últimos anos e consolidou dois principais tipos jurídicos que organizam a atividade empresarial: a empresa de responsabilidade limitada e a sociedade anônima.

A empresa de responsabilidade limitada é um tipo jurídico bastante usado, composto por dois ou mais sócios. Na empresa limitada, o patrimônio dos sócios é separado do patrimônio da sociedade, que será o único recurso usado para cumprir com as responsabilidades da empresa. Justamente por isso, a principal função deste tipo jurídico é proteger os bens pessoais do sócio. Por outro lado, as sociedades limitadas oferecem opções limitadas para o financiamento e gestão das suas atividades.

Além da sociedade limitada, a legislação atual prevê a figura da EIRELI – empresa individual de responsabilidade limitada. Nesse caso, é possível o desenvolvimento de atividades empresariais por uma única pessoa, no mesmo formato de uma sociedade limitada. Além das mesmas restrições, a EIRELI também requer um capital mínimo no valor de 100 salários mínimos.

Para uma empresa de inovação e tecnologia, começar como uma empresa limitada é uma boa ideia, mas os investidores irão sempre considerar a transformação para uma S.A. Depois que o empreendedor decidiu o melhor desenho jurídico, é preciso obter os registros necessários para o funcionamento da empresa.

  • Registro, inscrições e autorizações

Após a definição do desenho jurídico da startup, o próximo passo é efetuar o registro da sociedade na Junta Comercial do estado em que atua. Somente a partir do registro que a constituição da empresa é válida e ela pode praticar atos em seu nome. Com o registro na Junta, a empresa obtém também a Inscrição Estadual. Depois, é necessário providenciar sua inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, junto à Receita Federal, e as demais inscrições, dependendo do seu tipo de atividade.

Além do registro e inscrições que cada tipo de atividade empresarial requer, é necessário se atentar ao tipo de autorização ou permissão administrativa necessária para sua operação.

Um bom exemplo é o tipo de regulação que as fintechs podem estar sujeitas. O Banco Central do Brasil editou recentemente normas que disciplinam a atividade de prestadoras de pagamento. Então, mesmo uma pequena empresa como uma startup pode estar sujeita a algum tipo de regulação em sua atividade.

  • Acordos de confidencialidade

Startups trabalham com ideias inovadoras. Muitas vezes, a operacionalização da atividade é muito mais simples do que a análise de mercado, a percepção de suas demandas, e a apresentação de uma solução. Por isso, é altamente recomendado que os empreendedores tenham sempre em mente a necessidade de proteger o business soul da sua empresa.

Problematizar o acesso de terceiros aos ativos materiais e imateriais da companhia é bastante complexo, principalmente no começo da operação, quando o empresário está na posição mais dependente de funcionários e possíveis investidores, ao mesmo tempo em que sua ideia é inovadora e precisa ser colocada em prática.

Nesse cenário, a melhor aposta é investir em “Non discousure agreements”, os chamados NDA’s, ou, acordos de confidencialidade. Cada parte envolvida na operação precisa de um documento pensado especificamente para sua atividade. Assim, é bastante recomendável que se negocie os termos da interação entre funcionários, investidores e empresa, de modo a minimizar os riscos decorrentes do envolvimento de outras partes na operação da empresa.

  • Etapa de Investimento

A última etapa jurídica – que eventualmente pode se dar em vários rounds e em diferentes momentos – efetivamente relevante para a startup é o investimento. As empresas de inovação e tecnologia trabalham com ideias disruptivas, por isso podem começar com poucos recursos. Mas conforme cresce, é inevitável considerar a relevância de um aporte de capital, que pode se dar, em geral, de duas maneiras: aumento com reserva de capital ou mútuo conversível.

O aumento com reserva de capital implica na entrada direta dos investidores na empresa, passando assim a integrar o quadro de sócios. Neste caso, há uma diferença entre o valor pago por quota ou ação, e seu valor nominal. Essa diferença irá formar a reserva de capital, que poderá ser usada pela empresa.

O mútuo conversível é a opção mais comum, pois protege o investidor contra os riscos de participar diretamente do capital social da empresa e, por exemplo, serem responsabilizados por alguma obrigação social. Trata-se de um empréstimo conversível em ações da empresa, que pode ser disparado em diversos cenários, conforme negociado pelas partes.

Em todas estas etapas, é sempre recomendável o acompanhamento por assessores jurídicos familiarizados com as particularidades do mercado de startups, assim têm-se mais chances de construir um negócio preparado para crescer.

* Luiz Sibahi é advogado na área de direito societário e M&A da FTCS Advogados, mestrando em Filosofia do Direito pela Universidade de São Paulo – USP, formado pela Universidade de São Paulo – USP.

* Michel Cury é sócio do escritório FTCS Advogados, pós-graduando pela Stanford University em Strategic Decision and Risk Management, mestre em Direito pela Universidade de São Paulo – USP, é mentor do programa InovAtiva Brasil.

Case InovAtiva: startup Biz.u é selecionada para programa de aceleração na França

Uma empresa que seleciona pessoas para vagas de empregos e que tem um diferencial: levar em conta não apenas a experiência profissional do candidato, mas também valores, propósitos individuais e vivências. Essa é a Biz.u, acelerada pelo InovAtiva Brasil no Ciclo 2016.2. Fundada no Rio de Janeiro (RJ), a empresa foi selecionada para programa French Tech Ticket, que começa este mês de janeiro na França. O objetivo principal do programa é fazer com que as startups em fase de criação possam alcançar investidores. Além disso, vai oferecer € 45 mil em financiamentos e direcionar as equipes vencedoras a mais de 40 incubadoras.

Criado há 3 anos pelo governo francês, o French Tech Ticket oferece condições para startups com o objetivo de impulsionar o crescimento e fazer com que essas marcas se tornem globais tendo a França como base para isso. O programa selecionou 50 empresas de todo o mundo e a Biz.u é uma das brasileiras escolhidas. Fillipe Bazilio, CEO da empresa, revela que o sonho de internacionalização está cada vez mais próximo. “Assim que saímos do Bootcamp final do InovAtiva, recebemos a notícia que tínhamos sido aprovados no French. Sempre tivemos o sonho de tornar nossa empresa conhecida fora do país e agora estamos com a oportunidade em nossas mãos”, afirma.

Com as oportunidades que o French Tech vai trazer, a Biz.u pretende explorar o mercado francês. “Nosso principal objetivo, além de consolidar nossa marca no Brasil, é estudar o funcionamento do empreendedorismo na França. Vai ser muito importante desenvolver ainda mais nosso produto. Depois de ter um melhor entendimento de mercado, tentaremos migrar para outras plataformas, e claro, abrir mercado na França”, declara Fellipe.

INOVATIVA 2017 – Inscrições até 20/02 – CLIQUE AQUI

A startup carioca surgiu a partir de um curso dentro de uma aceleradora no Rio de Janeiro e recebeu investimentos de R$ 300 mil para colocar o projeto em prática. Um dos diferenciais para quem se cadastra no site é o acesso a maior descrição sobre as empresas, além de vídeos mostrando o ambiente de trabalho e depoimentos de funcionários. Durante sua passagem pelo programa InovAtiva Brasil, a empresa pôde receber orientações de mentores conceituados e despertar interesses em possíveis investidores.

Para o ano de 2017 a startup também quer estruturar melhor o trabalho que realiza no Brasil e aproveitar os frutos que a participação no InovAtiva Brasil trouxe, como novos investidores e parcerias e tornar a plataforma mais conhecida nacionalmente. “Participar de um programa como o InovAtiva nos preparou e deu todo o suporte que precisávamos para nosso desenvolvimento como empresa e negócio. Surgiram novos investidores e parceiros e queremos que o trabalhos que realizamos continue sendo de qualidade. Depois de toda essa preparação que recebemos, acredito que estamos prontos enfrentar os desafios que iremos encontrar na França e no mundo”, finaliza.

Para saber sobre a Biz.u:

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Conheça o French Tech Ticket

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