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5 requisitos para uma startup fornecer tecnologia para indústrias

É comum abrir os sites especializados e encontrar notícias sobre as parcerias entre startups e os tradicionais nomes do mercado. A lista de grandes empresas que têm recorrido às soluções apresentadas pelas startups só cresce: Tecnisa, Bradesco, Itaú, Coca-Cola, Pernod Ricard e Natura são apenas algumas. Os motivos apresentados são similares: estreitar a relação com os novos empreendedores, buscar ideias que aumentem a produtividade e que possuam um menor custo.

Os ganhos são em via dupla. Se por um lado há a aderência de tecnologias inovadoras, por outro existe a possibilidade de acesso ao mercado para as startups. As formas de aproximação são muitas: hackathons, concursos, programas como o InovAtiva Brasil, entre outros. No entanto, a dúvida persiste: como atender aos requisitos e se tornar um dos escolhidos para fornecer tecnologia para indústrias?

Em primeiro lugar, a startup precisa estar ciente de que deverá obedecer uma série de requisitos estabelecidos pela indústria. São pontos que garantem que o negócio está bem estruturado, ou seja, não será meramente uma aposta. Para se tornar atrativo, não basta vender uma solução mirabolante, pelo contrário, o que as grandes empresas procuram são respostas práticas. O que está por trás da solução também é importante: cultura de processos, capacidade de entrega, alinhamento dos processos de logística, redução de custos, padronização e qualidade na produção são apenas o começo.

Pode até parecer excessivo, mas, ao final, as exigências resultarão na otimização do próprio negócio da startup. Por isso, em vez de reagir negativamente, as startups que desejam fornecer tecnologia para indústrias devem aproveitar o momento para investir em capacitação. Adquirir conhecimentos e trocar experiências com especialistas são atitudes que trarão apenas vantagens para os empreendedores. Afinal, além de uma oportunidade para networking, a capacitação permite atender aos requisitos do mercado e provocar o crescimento e a estruturação dos processos, qualificando ainda mais a startup.

Confira quais são os 5 principais pré-requisitos para uma startup fornecer tecnologia para indústrias:

  1. Arrume a casa: o primeiro passo é estabelecer a estruturação dos processos dentro da própria startup. É o momento de uma avaliação global do negócio, com a identificação dos pontos fracos e fortes. Com isso, será mais fácil buscar a capacitação adequada e otimizar as soluções oferecidas para as empresas.
  1. Apaixone-se moderadamente: por mais óbvio que possa parecer, esse é um dos conselhos mais dados para os empreendedores iniciantes. Até certo limite, faz todo o sentido. A paixão e a perseverança são duas características bem vistas pelos investidores e empresas. No entanto, cuidado. O criador do Business Model Canvas, Alexander Osterwalder, aconselha a não se apegar demais a uma ideia. Isso pode atrapalhar no desenvolvimento da solução e insistir em um caminho que nem sempre é o mais lucrativo.
  1. Obedeça às regras: estar de acordo com as normas exigidas em cada segmento é essencial para atender às empresas. É preciso consultar, inclusive, padrões internacionais para exportação, pois é possível a inclusão de regras diferentes das exigidas em território nacional. Sendo assim, obter certificados e acompanhar as mudanças legais de cada área são fatores essenciais para a startup que quiser relacionar-se com os grandes players, seja para oferecer tecnologia para indústrias ou para ter acesso ao mercado. É uma questão de responsabilidade e credibilidade.
  1. Faça melhor: é comum designar às boas ideias o título de negócio inovador. Contudo, para ser uma ideia com potencial de negócio, não é necessário que seja realmente uma novidade. O importante, no caso, é se adequar a startup à perspectiva do mercado que será atendido. Outro erro é olhar para a inovação apenas no produto final. Inovar é pensar também em otimizar processos e estruturas para aperfeiçoar entregas e resolver problemas. Além disso, um empreendedor inovador incorpora o conceito nas próprias ações, buscando oportunidades no mercado, parcerias e clientes potenciais.
  1. Fique preparado: as oportunidades podem aparecer até mesmo em uma conversa informal. Por isso, o empreendedor precisa estar sempre preparado para vender sua startup. As bancas de apresentação, como as do Demoday do InovAtiva Brasil, são outra forma de atrair clientes potenciais e, justamente pela importância das empresas participantes, necessita de uma preparação especial. Além das informações técnicas, o mais importante é oferecer uma solução. Fornecer tecnologia para indústrias é, no entendimento dos empresários, fornecer resultados.

Por que a geração de leads é tão desafiadora para os empreendedores?

Por Marcos Mylius *

A geração de leads é um fator decisivo para o crescimento e até para a sobrevivência das startups. Mas será que os empreendedores realmente sabem como alavancar essas demandas em seu negócio?

As principais dores para as startups

Por conta da minha atuação como mentor, tenho bastante contato com as dores e principais problemas das startups. Há alguns meses comecei a rodar duas pesquisas: uma pelo lado da startup para identificar o perfil do time de vendas e a maturidade da demonstração da geração de valor, e pelo lado das empresas, uma pesquisa com CIOs para identificar como os fornecedores de tecnologia estão apresentando suas proposições de valor.

Os resultados desses estudos vão me ajudar a assessorar melhor os meus mentorados e a gerar conhecimento a ser compartilhado em meus canais online blog e linkedin, além de meu próximo livro que pretendo publicar em 2017. As pesquisas ainda vão durar alguns meses, mas já posso dar um “spoiler” de uma importante descoberta: a geração de demanda e a cobrança pelo rápido crescimento das vendas são as maiores dores citadas pelos empreendedores.

O esforço para conquistar clientes exigentes

Sempre que um produto é lançado, um conjunto de inovadores e de early adopters compra a ideia e, consequentemente, o item em questão. Por se identificarem com a visão da startup, eles próprios se educam e aprendem a usar o produto. Muitas vezes, a startup conquista parte do mercado apenas com o boca-a-boca, o interesse natural de alguns consumidores e o crescimento orgânico da procura pelo produto.

No entanto, isso muitas vezes não é suficiente para sustentar uma geração de demanda constante. É preciso mudar a estratégia para atingir também outros perfis de consumidores. Estou falando dos consumidores que, para fecharem negócio, vão precisar de mais atenção, mais subsídios para a compra – como provas de conceito (POCs), análises comparativas com concorrentes e visitas a clientes referência – e de um relacionamento mais próximo com o time de vendas.

As duas abordagens atuais

Inbound tem como base a criação e o compartilhamento de conteúdo voltado a um determinado público-alvo. O objetivo é conquistar a permissão de se comunicar com seu potencial cliente de forma direta, criando um relacionamento que pode ser duradouro. Já o Outbound se opõe ao Inbound. Enquanto o último busca uma maneira passiva de conseguir leads, o inbound atende a necessidade das empresas que buscam prospectar ativamente seus clientes.

Não estou aqui defendendo uma ou outra abordagem. Essa escolha irá depender muito do tipo de produto ofertado pela startup, público-alvo e valor das transações. O custo de aquisição de clientes (CAC) pelo inbound é mais baixo, pela velocidade e mecanismos online. É uma tarefa que irá demandar um esforço maior na elaboração dos conteúdos pertinentes que irão fisgar seu cliente pela leitura. Além, é claro, de ótimas estratégias de SEO (Search Engine Optimization).

Caso a sua oferta tenha um ticket médio mais alto e justifique um trabalho mais cirúrgico na caça aos clientes alvos, o uso do outbound será mais adequado. Não se engane que a geração de conteúdo não seja necessária aqui. A sua startup deverá estar preparada com ótimos conteúdos, porém o volume será menor. A interação humana será o diferencial.

Acredito que possa existir uma forma de uso conjunto das duas, conforme o tipo de produto e oferta da startup.  Existem ainda outras táticas de geração de demanda de leads, por meio das mídias sociais, que também podem ser bastante úteis.

A minha conclusão é que a geração de demanda requer disciplina, cadência, boa leitura a respeito do mercado e coragem para tentar adaptar as abordagens acima. É importante usá-las com inteligência, respeitando as características do seu público e os timings de cada ação.

Sobre o Autor: Marcos Mylius
Todos os dias eu tenho que Encontrar, Engajar e Conquistar clientes! Aprendo todos os dias com os prospects. Aprendo com os negócios perdidos. Aprendo com as conquistas. Tudo o que já respirei na prática como vendedor compartilho em forma de conteúdo para você alavancar suas vendas.
Atuei por mais de 20 anos com Vendas de TI em empresas como Microsoft, Oracle, SAP, IBM e TOTVS.
Hoje, sou consultor de empresas em projetos envolvendo vendas e marketing. Também atuo como investidor e mentor de startups credenciado nas aceleradoras ACE, InovAtiva, Liga Ventures e Oxigênio. Como investidor, participo diretamente de investimentos em startups B2B e B2C e faço parte do pool de investidores da ACE. marcosmylius.com

Demoday InovAtiva: Incubadora de talentos universitários

Para apoiar estudantes universitários no momento de ingressar no mercado de trabalho e para ajudar no direcionamento profissional, a empresa Voopyn trabalha para integrar estudantes a empresas através de uma plataforma online e totalmente gratuita. A startup foi participante do programa InovAtiva Brasil no ciclo de aceleração 2016.1 e é a primeira incubadora virtual de talentos universitários no Brasil. A Voopyn não só foi eleita como uma das empresas mais bem preparadas do programa, como também foi selecionada para receber os benefícios do programa Fb Start, programa de aceleração do Facebook.

Em uma espécie de rede social, universitários, recém-formados ou pós-graduandos se cadastram na Voopyn e tem acesso a desafios sugeridos por algumas empresas. Eles são instigados a realizar tarefas relacionadas ao mercado de trabalho e todas as empresas que fazem parte da plataforma têm acesso aos desempenhos de cada usuário. Isso faz com que sejam identificadas as afinidades dos candidatos com as área disponíveis e que os melhores talentos sejam mapeados.

Desde que foi lançada, em Abril de 2016, a Voopyn já possui mais de 800 pessoas cadastradas e 20 empresas parceiras, que variam entre pequeno e grande porte. Franciele Gabardo, CEO da Voopyn, destaca o diferencial da empresa. “O nosso ideal é ir além dos desafios impostos e oferecer uma oportunidade para os jovens se destacarem. Certa vez um estudante de engenharia participou de um desafio de uma empresa multinacional, concorrendo com mais 35 candidatos. Ele ficou entre os dez melhores escolhidos pelo gestor e eu tenho certeza de que essa foi uma ótima oportunidade na vida dele”, ressalta.  

A Voopyn >surgiu quando Franciele fazia MBA em gestão de pessoas. O que parecia ser um simples projeto acabou se tornando uma fábrica de aprimoramento profissional que ajuda muitos talentos e vem ganhando espaço fora do Brasil. ”Neste ano contratamos dois jovens estudantes, um da Espanha e outro da Colômbia, e oferecemos a oportunidade de terem sua primeira experiência profissional. Através disso, algumas universidades de Medellín nos procuraram e se mostraram interessadas no nosso projeto”, comenta a CEO.

Agora quanto ao crescimento empresarial, a startup passou recentemente por uma grande experiência que foi a participação no programa InovAtiva Brasil. “Participar do InovAtiva, para nós, foi extremamente importante. Os cursos e as mentorias nos fizeram repensar e aprimorar muitas coisas. Mantemos contato com nosso mentor até hoje e estamos conversando com investidores que se interessaram pela startup quando passamos pelo InovAtiva”, afirma Franciele.

Para o período de férias, a equipe criou um programa de estágio de verão. São vagas de experiências disponíveis na plataforma, em que os universitários poderão trabalhar em empresas no período de dez semanas, com a possibilidade de contratação no final do estágio. As vagas estão disponíveis para alunos dos cursos de engenharia, recursos humanos, administração e design.

Redes Sociais:

Facebook – https://www.facebook.com/voopyn/

Twitter – https://twitter.com/VoopynCtba

Por que ouvir um não pode ser a melhor coisa para seu negócio

* Por Antonio Valerio Netto

Na jornada de empreender é comum se ouvir muitos “nãos”. Os líderes de empresas precisam se expor o tempo todo para defender uma ideia, um propósito, ou basicamente, vender uma solução. Neste caso, o empreendedor precisa entender porque recebeu o “não” e buscar aperfeiçoar o seu discurso, manter a mente serena e melhorar a sua solução para se aproximar da necessidade de um cliente potencial.

A dificuldade que muitos empreendedores têm é de “não” aceitar que seu negócio, “não” interessa a quase ninguém. O grande desafio é se envolver no negócio, mas ter discernimento suficiente para compreender se a solução realmente resolve o problema de alguém e não se trata somente de um devaneio. É por isso da importância de saber ouvir um “não” e não achar que cada “não” é uma ofensa pessoal. Saber ouvir é parte do processo de validação do seu negócio e o grande trunfo é fazê-lo junto aos clientes de forma imparcial.

Quando você recebe um “não”, isto pode doer muito, mas quando você recebe 100 “nãos”, nem tanto

É claro que o primeiro passo para o negócio dar certo é o próprio empreendedor acreditar. Contudo, o segundo passo é fazer com que alguém acredite no seu negócio ao ponto de dizer “sim”, isto vale tanto para clientes quanto investidores. Fazer marketing digital, divulgar em revistas, participar de eventos, publicar semanalmente em sites e blogs na internet são ações importantes e positivas, mas o principal indicador de sucesso do empreendedor é o dinheiro da venda. Não é quantos “likes”, “views”, premiações ou “parabéns” recebeu, mas quantos “nãos” foram convertidos em “sim”. Este é o grande patrimônio que o empreendedor deve construir.

Mas, qual é o momento adequado para buscar o “sim” de um investidor? Antes de responder a esta pergunta, reflita!  Você realmente precisa de um investidor nesta fase que se encontra? Isto é, alguém que acredite no seu trabalho e esforço antes que ela esteja validada no mercado? Na mente de muitos empreendedores, convencer um investidor a dizer “sim” é por que o negócio deve ter algum tipo de valor. É como se buscasse uma constatação antes de se expor ao mercado, contudo isto pode ser uma barreira. Lembre-se, não faça um negócio para investidores; faça para resolver a dor que alguém tem ou terá no futuro. Se for feito de forma adequada, os investidores provavelmente farão fila na sua porta.

O que vem antes, o “ovo” ou a “galinha”? Quem vem antes, o “cliente” ou o “investidor”?

A analogia com o dilema do ovo e da galinha não é à toa, há uma relação simbiótica na “equação clientes e investidores”. Para se conquistar mais clientes é preciso investir dinheiro em marketing, vendas e equipes, ao mesmo tempo para captar investidores é preciso ter clientes. Provavelmente, seja mais difícil convencer um investidor do que um cliente a comprar a sua solução, pois para o cliente você está resolvendo um problema que ele tem ou que ele terá em pouco tempo. Já para o investidor você precisa provar que tem muitos clientes que querem adquirir seus produtos ou serviços.

Muitas vezes os empreendedores estão batendo na porta errada e falando com as pessoas erradas no momento errado. A consequência desses atos quase sempre é um “não”. Isto aconteceu conosco quando entramos no mercado com a solução TIS (simuladores para treinamento interativo para área de segurança). Durante 6 meses levamos nossa tecnologia a campo, visitamos 42 guardas municipais do interior do estado de São Paulo percorrendo mais de 4,5 mil quilômetros. Mesmo com o interesse da grande maioria dos comandantes das guardas municipais (89% se interessaram pela solução), não vendemos sequer um único equipamento. Na época as guardas alegaram que não tinham dinheiro e que apesar de importante, o treinamento dos guardas não era priorizado pela prefeitura, por isto não tinham verba para investir. Ouvir todos estes “nãos” foi importante, pois nos obrigou a buscar alternativas. Assim precisamos “pivotar” nosso modelo de negócio e buscar outros públicos, foi quando decidimos focar em atender as necessidades das empresas de transporte de valores. Com esta mudança conseguimos realizar as primeiras vendas.

Mesmo com todas as dificuldades do mercado, do cenário econômico e das barreiras culturais, o empreendedor precisa estar preparado para que todo “não” impacte de forma positiva e permita a revisão da estratégia de negócio e até mesmo da modelagem técnica da solução. Saber ouvir um “não” do mercado ou dos investidores é muito importante para desenvolver um negócio, por isso, o empreendedor deve controlar a sua ansiedade e nunca perder o entusiasmo.

O conselho de um empreendedor que já ouviu muitos “nãos” é: foque no caminho adequado, amadureça sua solução e identifique os clientes realmente interessados em adquirir seu produto ou serviço. Para fazer isso você precisará saber ouvir alguns “nãos”. Sucesso a todos!

Antonio Valerio NettoDoutor em computação pela USP. Possui MBA em Marketing pela FUNDACE (FEA-RP/USP). Em 2003, fundou a Cientistas, empresa focada no desenvolvimento de sistemas computacionais para as áreas de Energia & Utilities e Segurança que em 2009 foi considerada pelo SEBRAE SP uma das pequenas empresas mais inovadoras do estado de São Paulo. Em 2007, fundou a XBot, primeira empresa de robótica móvel do país para as áreas de educação e entretenimento, que em 2011 foi uma das vencedoras do prêmio nacional de empreendedorismo e em 2012 recebeu o Prêmio MPE Brasil – Estadual São Paulo de destaque em boas práticas de responsabilidade social. É o atual diretor de tecnologia do CIESP. É avaliador ad-hoc do CNPq, FACEPE, FAPESB e Assessor Científico do Fundo Mackenzie. Possui mais de 80 publicações entre livros, etc nas áreas de computação, engenharia, empreendedorismo e inovação. Já realizou mais de 50 palestras e cursos na área de negócios tecnológicos ao longo da carreira. Possui oito patentes requeridas. Coordenou em torno de 15 projetos tecnológicos financiados pela FINEP, CNPq, FAPESP e empresas privadas nos últimos anos.

Startups de impacto socioambiental são destaque no Demoday InovAtiva 2016.2

Mais do que gerar lucro e criar trabalho e renda, as startups também podem ter um grande impacto social e ambiental em uma comunidade ou em todo o país. No Demoday realizado nessa segunda-feira, 5 de dezembro, 15 empresas iniciantes com esse perfil, que foram aceleradas pelo programa nesse ciclo ou em edições anteriores, conquistaram lugar de destaque e tiveram um espaço especial para apresentar seus negócios a investidores focados nesse segmento na primeira edição do InovAtiva de Impacto. Como destaque, encontramos as duas startups de Santa Catarina: Sumá e ePHealth.

São empreendimentos capazes de mudar a realidade de muita gente, como na área de Educação. É o caso da Kiduca, uma plataforma educacional que já beneficiou mais de 10 mil alunos. “O nosso projeto nasceu em escola pública para atender escola pública”, explica o startupeiro Jorge Proença.

A startup Sumá quer reduzir distâncias na área agrícola. “Ela veio para fazer a conexão direta entre os produtores da agricultura familiar e o mercado consumidor”, explica o empreendedor Alexandre Lerípio. A plataforma ajuda a reduzir os intermediários e até mesmo oferece oportunidade logística para aqueles produtores que não conseguem atender às demandas diante dessa dificuldade.

Já a Tec Zelt desenvolveu uma tecnologia onde os próprios alunos criam games para aprender o conteúdo educacional. “Estamos em 20 escolas, beneficiando 22 mil alunos”, destaca a fundadora Carla Zelter.

A inclusão financeira foi a preocupação da startup Pop Recarga. Julio Figueiredo explica que a proposta do empreendimento é atender os 55 milhões de brasileiros, ou 40% da população do país, ainda não tem conta em banco. “O nosso objetivo é servir como o cartão de crédito desse público”, explica.

Os problemas da cidade também têm uma nova solução com a Urbotip. O startupeiro Paulo Faulstich criou uma ferramenta para a população reclamar. “Oitenta porcento dos moradores não conhecem os canais para resolver os problemas da cidade”, explica. Segundo ele, isso incluiu buracos, atendimento médicos, entre outros.

Cada vez mais, esses empreendimentos têm atraído um número maior de investidores. “Estou buscando startups de impacto social. Gostei muito e fiquei impressionada com a qualidade”, destaca Claudia Rosa Lopes, investidora representante da Rosa Gestão de Negócios.

Claudia acompanhou a apresentação de alguns empreendimentos durante a manhã desta segunda-feira. Segundo ela, o programa tem se caracterizado por ser uma plataforma não apenas para revelar startups, mas promover a interação com investidores e o ecossistema de inovação e empreendedorismo. “Já investimos em startups das edições anteriores e acompanhamos o desenvolvimento no mercado”, conta.

Startup cearense aposta na acessibilidade para buscar investimento no Shark Tank Brasil

Empresas que participam do Programa InovAtiva Brasil se destacam cada vez mais no ecossistema empreendedor brasileiro. Agora é vez da empresa cearense Vent7 Inovações, que participou da primeira etapa do ciclo de aceleração em 2014 e agora vai apresentar seu produto para investidores no Shark Tank Brasil. O programa vai ao ar nesta quinta-feira, 1°, às 21 horas, no canal Sony.

Desenvolver novas tecnologias de automação para garantir a melhora da qualidade de vida de quem utiliza é o diferencial.  Uma da inovações desenvolvidas pela Vent7 é um ventilador de mesa que é acionado por qualquer controle remoto com sinal infravermelho, conhecido com Smart Fan. Para o CEO da startup, Rômulo Ferrer, o conhecimento adquirido no Programa InovAtiva foi essencial para o desenvolvimento do negócio e está confiante para apresentar o trabalho aos investidores – conhecidos como “tubarões” – no Shark Tank Brasil. “O programa nos auxiliou de várias maneiras, principalmente na consolidação da parte financeira. Tudo bem explicado nas oficinas, mentorias e principalmente nos cursos. Graças aos conhecimentos, estamos preparados para apresentar nossa proposta aos investidores”, comenta.  

O Smart Fan, que será apresentado no Shark Tank, é uma nova aplicação da mesma tecnologia com que a empresa foi selecionada para o InovAtiva Brasil em 2014. O primeiro produto, o Confort Lamp, usava a mesma inovação para o acionamento de lâmpadas. “Todos os produtos têm a missão de serem funcionais, práticos e acessíveis também para pessoas com deficiência”, ressalta o CEO.

Case InovAtiva: AdTools ajuda e-commerces a ganhar destaque na Internet

Uma plataforma que une otimização e automação para melhorar o resultado de e-commerces em ferramentas de busca, a startup AdTools vem ganhando destaque no setor de compras e vendas online. Finalista do programa InovAtiva Brasil no ciclo 2016.1, a empresa proporciona aos usuários formas de visibilidade nas principais plataformas, aumentando o número de clientes, vendas e – como resultado – o lucro dos usuários.

Além de melhorar o rankeamento dos e-commerces nos sites de busca, a AdTools possui um série mecanismos e relatórios para proteger os sistemas de fraudes cibernéticas. Para se ter uma ideia, estima-se que quase metade do tráfego da internet seja de robôs, os chamados bots, que podem distorcer os números a respeito da audiência de e-commerces e sites pequenos.

Para chegar ao patamar em que se encontra hoje, a startup participou de alguns programas de aceleração. “Passamos por um processo de aprimoramento e conhecimento de mercado. O primeiro foi o StartupRS, do Sebrae, que nos profissionalizou. Foi lá que ouvimos falar do InovAtiva Brasil. Nos inscrevemos, fomos selecionados e ficamos entre os finalistas”, comenta Victor Oliveira, CEO da AdTools.

A participação no programa proporcionou à startup cursos e mentorias específicas que ajudaram na formação de uma nova visão de mercado. “Estávamos passando por um momento crítico e não sabíamos como negociar e nem como interagir com investidores. Tivemos a oportunidade de apresentar nosso projeto a potenciais parceiros, trazendo uma visibilidade maior para a empresa. As mentorias foram primordiais para melhorar nossa forma de interagir com os diferentes stakeholders. O programa foi uma peça chave no amadurecimento de todas essas questões sobre as quais tínhamos dúvidas”, explica Victor.

Depois de passar pelos programas de aceleração e firmar novas parcerias de negócios, a AdTools passou a ver o mercado do empreendedorismo com outros olhos. Um dos resultados do crescimento que mais chamou a atenção foi a quantidade de clientes que a empresa atende atualmente. No início, eram apenas três. Agora, já passam dos 60.

Victor comemora a atual fase da empresa e algumas conquistas. “Atualmente, a Adtools está incubada no Tecnosinos da Universidade do Vale do Sinos (Unisinos). Como a empresa está se expandindo, iremos contratar alguns funcionários. Também estamos organizando um evento para e-commerces em Porto Alegre, juntamente com o Buscapé e o Sebrae-RS. É tudo muito recente, mas estamos bem felizes”, finaliza.

Para conhecer um pouco mais a AdTools, acesse:

Site: www.adtools.com.br

Fanpage: www.facebook.com/adtools.com.br

Blog: blog.adtools.com.br

Como calcular a taxa de retorno sobre um Investimento em Startup?

Por João Kepler Braga *

Ganhar dinheiro investindo em Startup nos dias de hoje é sem dúvida um desafio maior do que era há 10 anos. O principal “culpado” por essa realidade foi o aumento considerável no tempo que leva para uma startup ser adquirida ou vendida.

Para se ter uma ideia de como chegamos nestes números e entender melhor o cenário atual, o fato é que desde o fim do boom da Internet 1.0 em 2001, o tempo médio de retorno do investimento no capital de risco duplicou, de 3,3 anos para 6,8 anos, com um retorno médio de 5x o dinheiro dos investidores, ou seja, gerava no passado uma TIR (Taxa Interna de Retorno) ou IRR (Internal Rate of Return) de 62,9%. Esses dados  são da National Venture Capital Association.

E o que tudo isso significa? O que principalmente um investidor tradicional realmente precisa considerar e saber? Que atualmente o tempo médio para sair (exit) é de 6,8 anos e que o seu retorno será em média 5x, assim o investidor receberá uma (TIR) de 26,7%, ou seja, trata-se de um percentual atraente e superior aos obtidos em outras formas de investimentos disponíveis no mercado. Mais ainda, algumas empresas têm conseguido alcançar melhores taxas no mercado de capital de risco no Brasil. Na Bossa Nova Investimentos, por exemplo, o IRR anual calculado na média de 60 startups é de 43.7%.

Mas antes de falar e explicar como calcular o TIR ou IRR é importante considerar que os ganhos devem vir de mais de um investimento em Startup. Ou seja, quanto mais startups investir, maiores serão suas chances de ter retorno. Apenas como referência, a aceleradora 500 startups com seu Fundo III teve IRR de 20.3% e o mais recente report da Angel apresentou um resultado do Syndicate em 61 startups com IRR de 46%. Muitas vezes, algo em torno de apenas 10% do portfólio total, suporta o ganho de todas as demais startups.

Mas então como calcular o IRR ou TIR (Taxa Interna de Retorno)?

A técnica por assim dizer é fundamentada com análises que remetem mais ao futuro que o presente. A TIR é calculada com base no fluxo de caixa do projeto e para efeitos práticos. Isso significa que quanto maior a TIR, melhor e mais lucrativo será o projeto ou novo negócio. Para facilitar, pense na TIR como a taxa de juros que uma aplicação financeira precisaria render para ser tão lucrativa quanto o projeto ou novo negócio. Uma taxa de juros implícita numa série de pagamentos (saídas) e recebimentos (entradas), que tem a função de descontar um valor futuro ou aplicar o fator de juros sobre um valor presente, conforme o caso, para trazer ou levar cada valor do fluxo de caixa para uma data focal (data base de comparação de valores correntes de diversas datas).  

Quer ter essas informações também na sua Startup e atrair investidores? Acesse o Curso Modelagem Financeira!!

É importante compreender ainda que durante o projeto o fluxo de caixa é negativo. Isto é, há somente saída de recursos financeiros. Ao fim do projeto, quando o produto ou serviço está pronto e é comercializado, em tese, o fluxo de caixa é positivo. Há entrada de dinheiro. Resumindo para não deixar nenhuma dúvida, durante o ciclo de vida do projeto, há despesa/investimento e durante o ciclo de vida do produto/serviço há receita ou recuperação do investimento feito no projeto.

Os investidores qualificados esperam que seus rendimentos sejam superiores a 30%, portanto, os investimentos em startups que se preocupam com isso, conseguem taxas melhores e consequentemente são mais atraentes, apesar do alongamento do tempo e valuations mais elevados.

Por isso o investimento em startups tem se tornado cada vez mais procurado por investidores considerados tradicionais/conservadores do mercado, porque eles já compreenderam que assim como em qualquer outro investimento existem riscos, mas que o retorno financeiro é maior, bem como a forma de atuação neste mercado crescente ser ainda mais satisfatória e contundente.

* João Kepler Braga, Lead Partner da DealMatch e mentor/investidor do Programa InovAtiva Brasil desde 2015.

Case InovAtiva: Myleus Biotecnologia recebe investimento do Fundo Primatec

A Myleus Biotecnologia acaba de fechar negociação de investimento com o Fundo Primatec. A empresa de base tecnológica oferece soluções baseadas em testes de DNA para empresas de alimentos e também para pesquisadores. Em 2014, a startup recebeu seu primeiro investimento de capital semente da Fundepar e foi acelerada pelo programa InovAtiva Brasil.

Segundo a presidente da Myleus, Marcela Drummond, foi após o investimento da Fundepar que a equipe conseguiu ter fôlego para estrutura comercial e passou a acessar os clientes. ‘‘Com esse primeiro investimento conseguimos levar as tecnologias para o mercado com posicionamento em uma solução completa nos testes de DNA’’.

Marcela lembra que, assim que o investimento foi alcançado, a startup entrou para o ciclo de aceleração do Programa InovAtiva. ‘‘Foi um ano de muitas conquistas. A participação no programa foi fundamental para a empresa crescer após a captação dos recursos. Costumo dizer que o acompanhamento do mentor durante o processo conseguiu tirar a equipe da zona de conforto. Ele se relacionou com a história e nos fez correr atrás principalmente do desenvolvimento comercial. Amadurecemos’’, afirma.

A partir daquele momento, a Myleus se estabeleceu na incubadora Habitat/Biominas e passou a contar com sua própria estrutura laboratorial. Além disso, as ações comerciais levaram ao aumento da carteira de clientes. “Conseguimos grandes clientes, cases importantíssimos, realizamos muita interação com diversos parceiros estratégicos para alavancar o negócio”, conta Marcela.

O investimento feito pelo Primatec será aplicado na expansão comercial e evolução da proposta de valor. Espera-se que a empresa organize sua oferta de produtos de forma a entregar o máximo de valor para seus clientes. O esforço comercial e de marketing da Myleus, deverá viabilizar a expansão da carteira de clientes tanto no Brasil quanto no exterior. Além disso, os três sócios pretendem abrir uma filial em São Paulo nos próximos meses.

*Com base no texto publicado pela Fundepar/UFMG

 

Confira alguns momentos do Bootcamp Final e Demoday InovAtiva Brasil – Ciclo 2016.1!

Aconteceu nos dias 27, 28 e 29 de agosto, em São Paulo, o Bootcamp Final e Demoday do primeiro Ciclo de aceleração do InovAtiva Brasil 2016!

Confira alguns momentos desse evento que reuniu 214 empreendedores, 115 startups e 117 investidores e mentores!

Mais informações sobre o programa InovAtiva Brasil em nosso site:www.inovativabrasil.com.br

Um programa de aceleração com capacitação de qualidade, mentorias nacionais e internacionais e muitas conexões com parceiros e investidores.

“O primeiro passo para qualquer startup do Brasil captar recursos e conquistar clientes”.

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