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Como calcular a taxa de retorno sobre um Investimento em Startup?

Por João Kepler Braga *

Ganhar dinheiro investindo em Startup nos dias de hoje é sem dúvida um desafio maior do que era há 10 anos. O principal “culpado” por essa realidade foi o aumento considerável no tempo que leva para uma startup ser adquirida ou vendida.

Para se ter uma ideia de como chegamos nestes números e entender melhor o cenário atual, o fato é que desde o fim do boom da Internet 1.0 em 2001, o tempo médio de retorno do investimento no capital de risco duplicou, de 3,3 anos para 6,8 anos, com um retorno médio de 5x o dinheiro dos investidores, ou seja, gerava no passado uma TIR (Taxa Interna de Retorno) ou IRR (Internal Rate of Return) de 62,9%. Esses dados  são da National Venture Capital Association.

E o que tudo isso significa? O que principalmente um investidor tradicional realmente precisa considerar e saber? Que atualmente o tempo médio para sair (exit) é de 6,8 anos e que o seu retorno será em média 5x, assim o investidor receberá uma (TIR) de 26,7%, ou seja, trata-se de um percentual atraente e superior aos obtidos em outras formas de investimentos disponíveis no mercado. Mais ainda, algumas empresas têm conseguido alcançar melhores taxas no mercado de capital de risco no Brasil. Na Bossa Nova Investimentos, por exemplo, o IRR anual calculado na média de 60 startups é de 43.7%.

Mas antes de falar e explicar como calcular o TIR ou IRR é importante considerar que os ganhos devem vir de mais de um investimento em Startup. Ou seja, quanto mais startups investir, maiores serão suas chances de ter retorno. Apenas como referência, a aceleradora 500 startups com seu Fundo III teve IRR de 20.3% e o mais recente report da Angel apresentou um resultado do Syndicate em 61 startups com IRR de 46%. Muitas vezes, algo em torno de apenas 10% do portfólio total, suporta o ganho de todas as demais startups.

Mas então como calcular o IRR ou TIR (Taxa Interna de Retorno)?

A técnica por assim dizer é fundamentada com análises que remetem mais ao futuro que o presente. A TIR é calculada com base no fluxo de caixa do projeto e para efeitos práticos. Isso significa que quanto maior a TIR, melhor e mais lucrativo será o projeto ou novo negócio. Para facilitar, pense na TIR como a taxa de juros que uma aplicação financeira precisaria render para ser tão lucrativa quanto o projeto ou novo negócio. Uma taxa de juros implícita numa série de pagamentos (saídas) e recebimentos (entradas), que tem a função de descontar um valor futuro ou aplicar o fator de juros sobre um valor presente, conforme o caso, para trazer ou levar cada valor do fluxo de caixa para uma data focal (data base de comparação de valores correntes de diversas datas).  

Quer ter essas informações também na sua Startup e atrair investidores? Acesse o Curso Modelagem Financeira!!

É importante compreender ainda que durante o projeto o fluxo de caixa é negativo. Isto é, há somente saída de recursos financeiros. Ao fim do projeto, quando o produto ou serviço está pronto e é comercializado, em tese, o fluxo de caixa é positivo. Há entrada de dinheiro. Resumindo para não deixar nenhuma dúvida, durante o ciclo de vida do projeto, há despesa/investimento e durante o ciclo de vida do produto/serviço há receita ou recuperação do investimento feito no projeto.

Os investidores qualificados esperam que seus rendimentos sejam superiores a 30%, portanto, os investimentos em startups que se preocupam com isso, conseguem taxas melhores e consequentemente são mais atraentes, apesar do alongamento do tempo e valuations mais elevados.

Por isso o investimento em startups tem se tornado cada vez mais procurado por investidores considerados tradicionais/conservadores do mercado, porque eles já compreenderam que assim como em qualquer outro investimento existem riscos, mas que o retorno financeiro é maior, bem como a forma de atuação neste mercado crescente ser ainda mais satisfatória e contundente.

* João Kepler Braga, Lead Partner da DealMatch e mentor/investidor do Programa InovAtiva Brasil desde 2015.

Case InovAtiva: Myleus Biotecnologia recebe investimento do Fundo Primatec

A Myleus Biotecnologia acaba de fechar negociação de investimento com o Fundo Primatec. A empresa de base tecnológica oferece soluções baseadas em testes de DNA para empresas de alimentos e também para pesquisadores. Em 2014, a startup recebeu seu primeiro investimento de capital semente da Fundepar e foi acelerada pelo programa InovAtiva Brasil.

Segundo a presidente da Myleus, Marcela Drummond, foi após o investimento da Fundepar que a equipe conseguiu ter fôlego para estrutura comercial e passou a acessar os clientes. ‘‘Com esse primeiro investimento conseguimos levar as tecnologias para o mercado com posicionamento em uma solução completa nos testes de DNA’’.

Marcela lembra que, assim que o investimento foi alcançado, a startup entrou para o ciclo de aceleração do Programa InovAtiva. ‘‘Foi um ano de muitas conquistas. A participação no programa foi fundamental para a empresa crescer após a captação dos recursos. Costumo dizer que o acompanhamento do mentor durante o processo conseguiu tirar a equipe da zona de conforto. Ele se relacionou com a história e nos fez correr atrás principalmente do desenvolvimento comercial. Amadurecemos’’, afirma.

A partir daquele momento, a Myleus se estabeleceu na incubadora Habitat/Biominas e passou a contar com sua própria estrutura laboratorial. Além disso, as ações comerciais levaram ao aumento da carteira de clientes. “Conseguimos grandes clientes, cases importantíssimos, realizamos muita interação com diversos parceiros estratégicos para alavancar o negócio”, conta Marcela.

O investimento feito pelo Primatec será aplicado na expansão comercial e evolução da proposta de valor. Espera-se que a empresa organize sua oferta de produtos de forma a entregar o máximo de valor para seus clientes. O esforço comercial e de marketing da Myleus, deverá viabilizar a expansão da carteira de clientes tanto no Brasil quanto no exterior. Além disso, os três sócios pretendem abrir uma filial em São Paulo nos próximos meses.

*Com base no texto publicado pela Fundepar/UFMG

 

Confira alguns momentos do Bootcamp Final e Demoday InovAtiva Brasil – Ciclo 2016.1!

Aconteceu nos dias 27, 28 e 29 de agosto, em São Paulo, o Bootcamp Final e Demoday do primeiro Ciclo de aceleração do InovAtiva Brasil 2016!

Confira alguns momentos desse evento que reuniu 214 empreendedores, 115 startups e 117 investidores e mentores!

Mais informações sobre o programa InovAtiva Brasil em nosso site:www.inovativabrasil.com.br

Um programa de aceleração com capacitação de qualidade, mentorias nacionais e internacionais e muitas conexões com parceiros e investidores.

“O primeiro passo para qualquer startup do Brasil captar recursos e conquistar clientes”.

#InovAtivaBrasil #Startup #1cicloDeAceleração2016 #Capacitação#Mentoria #Investimento #BootcampFinal #Demoday#AMaiorBancadeStartupsdoBrasil

 

A tempestade secreta do empreendedor

Por Carolina Rossi Wosiack *

O caminho do empreendedor é muito solitário. Como fundador de uma startup, então, mais ainda. Os recursos financeiros iniciais são de amigos e família. São eles que fazem você seguir adiante e sempre de forma positiva e feliz, transpirando sucesso, motivado, com gás, focado. Alegre e entusiasmado com o desafio de empreender. Isso faz com que as pessoas não saibam que você pode estar passando por uma tempestade, ou melhor, por vários tipos dela, como financeira e emocional, por exemplo. Aliás, todos os tipos de tempestades, quando se está empreendendo.

A gente sabe que essa coragem nem todas têm. Passar por essa “chuvarada”, uma mudança de vida, uma transição de carreira, traz a tempestade que nem todas as pessoas conseguem ver: A tempestade secreta. A empreendedora levanta de manhã, veste sua roupa, coloca sua maquiagem e aciona seu sorriso. Quando você passa por uma tormenta visível, as pessoas lhe assistem, lhe estendem uma mão. Mas, quando você passa por uma tempestade invisível, as pessoas não sabem e não conseguem fazer nada.

E quando as coisas começam parecer que estão indo num bom caminho. Não é sinal que a tempestade acabou, mas sim que está chovendo menos. As pessoas podem até ficar com inveja de você, que acorda às 5 horas da manhã, trabalha até as juntas do corpo doerem, a cabeça latejar e ainda está com o pagamento da parcela do carro atrasada em 3 meses. Eles invejam o seu primeiro cliente, sem saber que desde que você conseguiu esse contrato, não consegue nem mais dormir à noite, tamanho a preocupação em fazer dar certo. Você tem muita tensão e tanta pressão, que repente você está em mais uma tempestade, e ninguém nem ao menos consegue ver.

E é nesses momentos que a gente tende a achar que estamos realmente sozinhos. Mas não estamos. Olhe para o lado. Cada dia há mais pessoas empreendendo. E elas estão no mesmo barco que você, na mesma tempestade. Ou melhor, enfrentando as mesmas tormentas. Mesmo que a chuva esteja tão forte no começo, e que você não veja, e que eles não estejam falando com você no momento, lá estão eles, seus colegas empreendedores.

Foi por isso que, ao invés de falar sobre canais de distribuição e  formalização de vendas e descontos, eu resolvi falar do que eu aprendi como executiva contratando fornecedores, e agora como consultora negociando com empresas. Resolvi abordar como eu passo pelas minhas tempestades também. E abrir o espaço para que vocês empreendedores compartilhem entre si também.

Não foi sem receio, bem parecido com aquele momento em que você tem que fazer um follow-up num cliente. Fiz questão de compartilhar um pouco do que aprendi de compras e vendas com empreendedores no último sábado (24 de setembro) durante o primeiro Bootcamp do ciclo 2016.2 do InovAtiva Brasil, na regional de São Paulo.

Eu contei para eles que ia fazer uma coisa arriscada. Que não queria compartilhar apenas informações encontradas no Google, e que ia ser histórias e dicas da vida real, casos de sucesso e insucesso. Contei da empresa que tinha 100 dias de funcionamento e o primeiro cliente queria pagar em 180 dias. Falamos sobre investidores, programas como Shark Tank, sobre clientes corporativos difíceis e aqueles acolhedores.

Naquele sábado, durante o workshop de vendas, com cerca de 30 empreendedores presentes, pude ver nos olhos de cada um o reconhecimento do que eu contava. Compartilhei que, para mim, as negociações empresariais na verdade são negociações entre pessoas, e que o relacionamento conta muito. E que você tem que nutrir esses relacionamentos. Falei dos diferentes tipos de comunicação que podem se dar. Fiz dinâmicas para eles descobrirem conexões entre eles e criarem rappor. Propus perguntas que eles gostariam de saber respostas e para as quais, honestamente, também gostaria de saber, entre elas: como encurtar o tempo do lead para fechamento? Desenhei dinâmicas para que eles mesmos pudessem trocar entre eles o que havia funcionado até aquele momento.

Toda a vez que eu tenho a oportunidade de escutar um colega empreendedor, do privilégio de ele compartilhar comigo suas histórias e seus sonhos, eu saio mais feliz, mais rica e sinto que compartilhei um guarda-chuva na tempestade.

* Sócia da Innoscience e mentora do Programa InovAtiva Brasil desde 2016.

Case InovAtiva: Menu for Tourist é destaque nas Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio 2016

Um dos aplicativos oficiais das Olimpíadas e Paralimpíadas Rio 2016, o Menu for Tourist, reúne cardápios de restaurantes brasileiros traduzidos em até oito idiomas. Participante do InovAtiva Brasil, o objetivo da startup é o de proporcionar aos usuários uma forma fácil, rápida e tecnológica de encontrar um destino gourmet de acordo com a localização.

Há dois anos Melina Guelman, CEO da startup, analisou as críticas dos turistas que estiveram na Copa do Mundo de 2014 e percebeu que a grande maioria delas foram reclamações referentes à falta de acesso aos cardápios de restaurantes brasileiros, já que, na maioria das vezes, os cardápios estavam escritos apenas em português com traduções em inglês. O resultado de estudos e pesquisas foi a criação do Menu for Tourist. ‘‘Ver os estrangeiros e até mesmo os brasileiros usando o aplicativo é gratificante. Imagina só, um aplicativo oficial com toda a facilidade que o visitante precisa. Com esse apoio, o trabalho dos garçons e atendentes dos restaurantes do Rio foi facilitado’’, comenta Melina.

Além de ter sido selecionada pelos investidores do InovAtiva Brasil como uma das 12 startups mais promissoras do programa, o Menu for Tourist foi contemplada com o FbStart, programa de aceleração do Facebook, em que a empresa americana premiou 14 empresas finalistas do InovAtiva Brasil mais bem avaliadas pelos investidores e executivos convidados no Demoday. As escolhidas são startups que possuem aplicativos móveis e todas terão acesso a um pacote de benefícios de aproximadamente US$ 80 mil, que inclui anúncios na rede social, soluções e serviços de soluções tecnológicos e de gestão de parceiros.

“O FbStart foi uma surpresa. Nós trabalhamos muito e esse programa do Facebook é mais uma forma de reconhecimento e motivação para seguir com esse projeto. Isso nos deixa muito feliz” ressalta a CEO.

Para Melina, a participação da empresa no programa InovAtiva Brasil foi importante principalmente na troca de ideias. ‘‘Tivemos uma conexão maravilhosa com os mentores e também conseguimos trocar experiências com todos os empreendedores e ver as soluções que surgem. Todos torcem um pelo outro pois sabemos que novas empresas vão gerar empregos e beneficiar ainda mais pessoas”, ressalta.

A publicitária, de 28 anos, quer mostrar que uma mulher pode alcançar o mercado empreendedor tanto quanto os homens. ‘‘Eu vejo da seguinte forma: quando uma mulher se encanta por algo, ela vai atrás até o fim, existe um diferencial. Mulher também tem o espírito de liderança e estou aqui para provar isso”, finaliza.

Mais informações em:

www.menufortourist.com/pt

www.facebook.com/menufortourist/

Case InovAtiva: Ubivis tem segundo projeto selecionado para aceleração no InovAtiva Brasil

Finalista do InovAtiva Brasil em 2014, a startup Ubivis foi aprovada para fazer parte do programa novamente em 2016 com um novo projeto inovador. A empresa apostou no “Sistema IoT”, que oferece uma solução completa e otimizada no trabalho industrial, além de modernizar o seu processo fabril com a atualização do maquinário e de coletar e trocar dados analisando o aprendizado e desempenho de máquinas.

Em 2014, na primeira participação, a startup apostou em um projeto de controle de smartphones e tablets. Algumas dificuldades apareceram na criação do software, pois não atendiam os padrões planejados. Paulo Henrique Souza, CEO da Ubivis, comenta que após a participação no programa de aceleração também no Bootcamp, oferecido ao término das mentorias, uma nova oportunidade surgiu para a empresa. “O evento foi fundamental para nossa mudança. Conversamos com várias empresas e mentores e tudo o que aprendemos permitiu compreender o real movimento do empreendedorismo no Brasil. Foi como se fosse uma luz no fim do túnel”, ressalta.

Após todo o processo de aceleração, a Ubivis elaborou um novo projeto dentro do ambiente e dos recursos do empreendedorismo. Já em 2015, a empresa apresentou o projeto no Edital SESI SENAI de Inovação e ao ser selecionada, recebeu um investimento de aproximadamente R$ 800 mil. ‘‘Recebemos um excelente investimento no Edital pois estávamos preparados após as mentorias. Com esse valor, investimos na criação de um novo projeto, nos cadastramos mais uma vez no InovAtiva e fomos selecionados para iniciar uma nova etapa de mentorias em 2016’’, relembra Souza.

Com o projeto “Sistema IoT”, a startup voltou ao ciclo de aceleração do InovAtiva para receber novas mentorias e ser conectado a novos possíveis investidores. O produto permite integrações entre processos físicos e computacionais em máquinas industriais. Ou seja, armazena e analisa dados coletados através da IoT e faz com que os operados possam guiar os sistemas em tempo real.

Paulo Henrique revela que o ciclo de aceleração é como se fosse uma escola para as startups e traz grandes mudanças. “É a minha segunda vez. Não que eu não tenha aproveitado em 2014, nós aprendemos muito com as mentorias, oficinas e cursos. Mas após o nosso primeiro Bootcamp, entendemos o que realmente queríamos fazer. Nunca esqueceremos do apoio que o programa InovAtiva nos deu e estamos prontos para acelerar o nosso novo produto”, finaliza o CEO.

Case InovAtiva: com capacitação e mentoria, Sencer capta investimento privado e de fomento

O InovAtiva Brasil é conhecido nacionalmente por oferecer a projetos inovadores uma aceleração completa e gratuita. Dentro do suporte oferecido, a oportunidade de possíveis investimentos para alavancar os negócios chama a atenção das startups.

A Sencer, por exemplo, voltada ao agronegócio com foco em monitoramento da umidade do solo para agricultura de precisão, foi finalista do InovAtiva Brasil em 2014. Segundo Valdir Pavan, diretor da startup, a conexão com possíveis parceiros mudou completamente o mindset da startup. “Em uma das palestras oferecidas pelo programa, alguns investidores nos notaram e, desde então, nossa empresa nunca mais foi a mesma”, afirma.

Além das mentorias e do acompanhamento, a startup teve acesso a um curso de acesso a capital em que as startups entendem os passos de como financiar a empresa de acordo com o estágio em que se encontra e com suas particularidades.

Após a aceleração, a Sencer passou por uma rodada de investimentos privados, uma de fomento e outra para desenvolver um protótipo e ver como o produto desenvolvido se sairia no mercado comercial.

Pavan revela que o InovAtiva Brasil levou a empresa a ter uma visão e comportamento de mercado diferente. “Nós tínhamos uma noção do que era uma startup completamente diferente do que realmente é. Imaginávamos um tipo de negócio e, com o InovAtiva, aprendemos a administrar melhor e a gerenciar nosso projeto traçando as estratégias”, completa o diretor da Sencer.

O diferencial da empresa é a capacidade de pesquisar e desenvolver sensores baseados em nanotecnologia. A startup tem seu próprio laboratório de pesquisa, com uma equipe composta por doutores e mestres capacitados para desenvolver, com o menor custo, tecnologias melhores que as existentes no mercado externo.

A startup possui um produto de monitoramento para humidade do solo. Ele calcula a quantidade de água que fica disponível para as plantas e envia informações para um servidor mostrando se precisa de irrigação. Durante a aceleração, a empresa trabalhava apenas com um tipo de mercado. Após as mentorias, a Sencer começou a desenvolver um novo produto voltado para paisagismo e jardinagem, com custo mais acessível.

O Curso InovAtiva de Acesso a capital oferece as principais ferramentas para ajudar startups nesse processo, com apresentação do presidente do Instituto Anjos do Brasil, Cassio Spina, e participação de diversos especialistas e executivos de mercado. O programa contempla dicas de como se preparar para um pitch (rápida apresentação para conquistar interesse de investidores), detalhes sobre as principais fontes públicas e privadas de recursos e cases de startups que compartilham experiências sobre a busca por investimentos. Para mais informações e inscrições para o curso, clique aqui

Saiba mais sobre a Sencer em: www.sencer.com.br

Dez passos para um pitch de sucesso

O pitch é uma breve apresentação para que novos negócios possam atrair a atenção de investidores e clientes. O encontro em si não é uma reunião de negócios, mas o objetivo é que esse seja o primeiro passo para concretizar o investimento ou o negócio. É um grande desafio para um empreendedor, em poucos minutos, se apresentar de forma clara, sucinta e atrativa. Para Verônica Mussi, sócio-fundadora da Pin People e conteudista do InovAtiva Brasil nesse tema, o segredo para um pitch de sucesso é a preparação. “Se o empresário seguir alguns passos essenciais, ele vai poder fazer do pitch um sucesso”, destaca. Confira algumas dicas:

1 – Se apresente de forma objetiva:

Conte quem você é e o que sua startup faz. Não é necessário contar a história da sua vida. Esse é um erro comum gastar grande parte do seu tempo falando sobre você mesmo. Se o investidor tiver interesse sobre o seu background, ele vai te perguntar.

2 – Explique qual problema você quer resolver:

O investidor quer saber se, de fato, o que você faz soluciona algum problema e se isso pode ser comercializado. É preciso consolidar as informações, mostrar a dor que existe no setor. Para isso, há várias abordagens: apontar dados ou estudos, por exemplo.

3 – Mostrar o tamanho do mercado:

O investidor pensa muito na sua capacidade de expansão do negócio. Para dar essa real noção, é preciso apresentar um panorama embasado em dados e não somente apresentar a sua sensação ou opiniões.

4 – Ilustrar a solução proposta:

Fazer o investidor visualizar o que foi pensado para resolver o problema. Nesta etapa, criatividade é um diferencial. É recomendável utilizar conteúdos visuais: o layout do seu aplicativo, um fluxograma do seu serviço ou um protótipo do seu produto, por exemplo. Essa é a melhor oportunidade para encantar o investidor.

5 – Definir o modelo de negócios:

Não é preciso ainda dizer quanto vai custar o seu produto e o quanto você quer lucrar com ele. Mas você precisa ter uma ideia de como vai cobrar pelo produto ou serviço. Se vai ser por meio de taxas, mensalidades, se você vai ter uma versão gratuita e uma paga, por exemplo. Essa decisão vem de estudo e planejamento prévio.

6 – Mostrar quem são os competidores:

Muitas vezes, uma startup, por ser um negócio inovador, acredita que não tem competidores. Mas é um erro pensar dessa maneira. Muito provavelmente, haverá empresas que apresentam serviços semelhantes em diferentes etapas ou processos pelo qual sua startup passa. Você precisa mostrar quem são esses concorrentes e destacar quais são os seus diferenciais em relação a ele ressaltando sua competitividade. Isso pode ser feito por meio de recursos visuais também, seja por meio de uma tabela ou infográfico.

7 – O que já foi feito?

Ressaltar a sua capacidade de execução, salientar as suas principais realizações até aqui. Mostrar o quanto você já conseguiu caminhar com as próprias pernas. Isso pode ser feito de maneira prática: mostrando quantos clientes já foram conquistados ou mostrar a capacidade de elaborar uma plataforma mais complexa.

8 – Apresentar o time:

Quem são os profissionais da sua equipe e as pessoas que ajudaram a startup a chegar até este ponto. Muitas vezes há uma rede de contatos por trás: mentores e até pessoas que já te ajudaram voluntariamente que podem ser mencionadas.

9 – Mensurar o investimento necessário:

Não precisa entrar em detalhes ou mostrar uma planilha de gastos, isso exige complexidade e pode ser discutido em uma reunião posterior. Mas você precisa já deixar claro para o seu investidor de quanto você precisa e quais são as suas prioridades para a aplicação deste recurso: se é para contratação de pessoal qualificado ou em tecnologia, por exemplo.

10 – A visão da startup:

Mostrar para o seu investidor para onde você está olhando, o que você almeja no futuro. Para isso, é preciso que você reflita sobre o quão inovador é o seu negócio – e onde você quer chegar com ele – ou seja, que tipo de transformação você quer trazer com a sua startup.

Dica extra:

Grave uma simulação de pitch e depois assista procurando por pontos em que você pode melhorar. Verificar também se a sua administração do tempo está correta, ou seja, se você está dedicando o tempo correto para as partes mais importantes da sua apresentação.

Quem entender mais sobre como captar investimentos? Então leia o artigo: Investimento anjo: 7 formas de NÃO conseguir um.

Case InovAtiva – Piipee cria produto que reduz em 80% uso de água em descargas

De acordo com o relatório mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento de Recursos Hídricos, lançado pela Unesco em 2015, nas últimas décadas, o consumo de água no mundo cresceu duas vezes mais que a população. Uma das práticas mais corriqueiras que aumenta o uso da água está intimamente ligada à quantidade de descargas realizadas em domicílios e empresas brasileiras. Atualmente, mais de oito bilhões de litros de água potável são gastos diariamente apenas com esse costume.

Pensando nisso, em 2010, o empreendedor Ezequiel Vedana estudou o mercado e as alternativas possíveis para diminuir o consumo de água nas descargas. Porém, esses produtos eram muito caros. Então, surgiu a ideia de criar um produto de baixo custo para reduzir o desperdício. Alguns meses depois, a startup Piipee foi idealizada.

“O Piipee é um dispenser acoplado próximo ao vaso sanitário. Quando o usuário urinar não deve acionar a descarga, mas sim o aparelho. De forma simples, reduzimos em até 80% o consumo de água de qualquer vaso sanitário”, afirma Vedana. Segundo o empreendedor, engenheiros da Sabesp estimaram uma economia de cerca de 1 bilhão de litros de água a cada três dias caso o Piipee fosse instalado em todas as 6,4 milhões de residências da Grande São Paulo.

O aparelho libera no vaso sanitário um líquido biodegradável que altera as características da urina, remove o odor e higieniza o banheiro, sem utilizar água e é vendido a baixo custo. O produto custa R$ 79,90 e possui opções de refil com 500ml por R$ 24,90 e de um litro por R$ 49,90.

A startup possui hoje mais de 270 clientes em todo o Brasil. Empresas como Vale, Arcellor, Enel, Unimed e Sabesp já utilizam o produto, que é vendido por site ou telefone. É importante ressaltar que um produto como este põe em prática os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU desde o ano passado. ‘‘Fomos a única empresa do Brasil convidada para representar o país na COP21* em Paris. Estamos realizando a meta inicial do Piipee, que é de reduzir o consumo para preservar a água no mundo’’, acrescenta.

A empresa viajou para França e Israel para buscar novas parcerias. A Piipee também está sendo acelerada pela StartupFarm em parceria com o Google e a IBM. ‘‘Com essa aceleração, vencemos o Sustainable Brands RIO16, um evento global de marcas sustentáveis’’, relembra. Mas o sucesso da empresa não para por aí. ‘‘Também fomos selecionados para uma aceleração pela BraskemLabs e vencemos o BrazilLab, uma parceria da CLP com a Endeavor para aproximar startups do poder público’’, comenta.

Mas o que poucos sabem é que o desenvolvimento da empresa começou com a participação no programa InovAtiva Brasil. ‘‘Participar do programa foi transformador. Tivemos mentoria com experts de desenvolvimento e mudamos todo o conceito do produto com base no que aprendemos. As mentorias de negócios foram fenomenais’’, declara. O fundador da startup comenta que finalizou o ciclo pronto para continuar. “Decidi me dedicar somente ao Piipee após a participação no InovAtiva e a minha vida mudou! Meu produto mudou. Após um ano da final, fomos selecionados para a missão UK Chapter do InovAtiva”. Para ele, a missão ao Reino Unido, uma semana de prospecção de negócios e investimentos em Manchester e Londres em fevereiro de 2016, abriu portas antes inimagináveis. ‘‘Aprendemos muito em todo o processo. São empreendedores por natureza que anseiam pelo sucesso das empresas que orientam como se fossem deles. Sou muito grato por esse início e é um programa que recomendo para qualquer novo empreendedor que conversa comigo’’, finaliza.

COP21* – conferência do clima que busca alcançar um novo acordo internacional, aplicável a todos os países, com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo dos 2°C até o fim do século.

Saiba mais sobre a Piipee:

www.piipee.com.br

www.facebook.com/PiiPeeBR

 

Case InovAtiva: capacitação e mentoria ajudam Smarti9 a captar investimento Série A

Um dos pontos mais importantes da aceleração oferecida pelo InovAtiva Brasil às startups é a preparação para captação de investimento. A Smarti9, startup mineira que desenvolve equipamentos para o setor elétrico e tecnologias na área de internet das coisas, foi uma das que melhor aproveitou isso. Acelerada pelo InovAtiva em 2014, em 2015 a empresa criou uma spin-off, a Wari, e, em pouco mais de um ano, recebeu três rodadas de investimento: um aporte de investidor-anjo e uma rodada de investimento Série A na Wari, e agora mais um investimento Série A na Smarti9.

O CEO Diogo Fernandes afirma que o plano de negócios da empresa foi estruturado e adaptado de acordo com o feedback do InovAtiva. “A partir das mentorias, passamos a realizar pitches dentro e fora do país, o que chamou a atenção de vários investidores e nos levou a Série A de investimentos”, comemora. Ele destaca que, no primeiro aporte recebido, o mentor da Smarti9 no InovAtiva continuou acompanhando após o término do programa e auxiliou diretamente na negociação do investimento. “As outras rodadas foram mais tranquilas porque já havíamos aprendido bem o processo. Toda a capacitação e suporte do InovAtiva foram fundamentais para atingirmos esses resultados”, afirma.

Essa preparação começa com os cursos online do InovAtiva, que são depois complementados na prática com mentorias individuais, atividades de treinamento nos bootcamps e a apresentação a investidores no Demoday InovAtiva. No Curso InovAtiva de Acesso a capital, que terá início no dia 8 de agosto, o presidente do Instituto Anjos do Brasil, Cássio Spina, apresenta os principais pontos que uma startup que busca investimento deve ter atenção. O conteúdo, gratuito e aberto a qualquer interessado, é complementado por especialistas em pitch para investidores, cases de empresas que receberam investimento e como fazer uma apresentação. 

Em 2012, os fundadores da Smarti9 desenvolveram um sistema que conecta medidores a concessionárias em tempo real, que permite o controle de consumo de energia em tempo real através de uma rede sem fio, o i9Híbrido. A partir dos investimentos recebidos, outros produtos foram desenvolvidos, como o i9Plug, uma extensão elétrica constituída de quatro tomadas conectadas de forma virtual e possibilita que diferentes aparelhos sejam ligados e desligados de forma remota, com horários agendados e também o controle de temperatura e energia.

Outra grande novidade é a spin-off Wari, um sistema que torna o gerenciamento de eventos mais fácil. “Este é um sistema que funciona por meio de leitores e pulseiras de rádio frequência e permite o controle de fluxo de pessoas, de consumo e interação em mídias sociais nas festas”, ressalta Fernandes. Segundo ele, essa tecnologia evita diversos problemas no setor de eventos, como falsificação de ingressos, entrada indevida, longas filas e demora na prestação de contas.

Este ano, a empresa participou da semana de inovação em Paris e recebeu o Engie Brazilian Innovation Award, que foi fundamental para trazer novos investidores à empresa. “Estamos totalmente focados em efetivar o nosso planejamento a partir da venda de nossas tecnologias, transformando a Smarti9 em uma referência na área de desenvolvimento de tecnologias inovadoras de hardware e software e idealizar a internet das coisas no Brasil”, afirma.

Serviço

Período: 08/08 a 26/08

Curso de Acesso a Capital:  Identifique as fontes de recursos disponíveis à sua Startup, o momento certo para captá-los e aprenda a negociar com investidores.

Faça agora sua inscrição em:  www.inovativabrasil.com.br/plataforma/curso/detalhe/8/acesso-a-capital

inovativa@inovativabrasil.com.br