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Entenda a diferença entre hardware e software

Apesar de terem grafia e pronúncia parecidas, as tecnologias hardware e software se diferem, não apenas no significado, mas também na funcionalidade. Enquanto o hardware é um o conjunto de peças e equipamentos que fazem aparelhos eletrônicos (como computadores e celulares) funcionar, o software é a parte lógica desses dispositivos.

Responsável operação do hardware, o software manipula, instrui e envia os comandos necessários para a execução das atividades lógicas das máquinas, permitindo que o usuário interaja com todas as funcionalidades e acessórios de um computador, por exemplo.

Programas, sistemas operacionais e aplicações são alguns tipos de softwares. Eles são elaborados por meio da junção de inúmeros códigos e customizados de acordo com as tecnologias dos seus fabricantes. Quando um dispositivo é ligado, o software transmite impulsos, fazendo com que o hardware funcione.

Como esses dois artifícios são totalmente dependentes e sempre estão associados, é comum haver a confusão dos conceitos, mas hardwares e softwares são tecnologias diferentes.

Para saber mais, assista nosso webinar com o convidado Marcos Buson. Ele abriu sua primeira empresa de tecnologia com 17 anos e desde então ajudou a fundar mais de 10 empresas. Durante o bate-papo, ele deu dicas para que quer empreender com hardware ou para quem já está nessa jornada. Buson é responsável pelo programa de Pitch do Startup SC, Darwin Startups, IncTech, CoCreation Labs, Hotmilk, Inovativa, LabInvest, tendo treinado mais de 2 mil times.

Brasil conta com 77 comunidades empreendedoras ativas

Segundo dados da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), hoje existem 77 comunidades empreendedoras ativas no Brasil em diversos estágios de desenvolvimento. Elas estão divididas da seguinte maneira: nove na região norte, oito na região centro-oeste, 16 na região sul, 18 na região nordeste e 26 na região sudeste.

Os estados com o maior número de agrupamentos são: Minas Gerais (11 comunidades), São Paulo (10 comunidades) e Rio Grande do Sul (oito comunidades). Estes ecossistemas foram formados pela combinação de cultura, talento, acesso a mercado, acesso a capital, ambiente regulatório, suporte, conexão e atores que atuam com empreendedorismo, como startups, incubadoras, aceleradoras, investidores, programas e cursos especializados, entre outros.

Geralmente, esses aglomerados são criados por empreendedores com o intuito de fazer networking, trocar experiências e conhecimentos, criar parcerias e ajudar os demais startupeiros a superar desafios. De acordo com um levantamento feito com 1 mil startups pela Abstartups em conjunto com a Accenture, 73% das empresas entrevistadas se encontram dentro das maiores comunidades de startups do Brasil.

Sabendo a importância das comunidades para o fomento ao empreendedorismo brasileiro, o InovAtiva Brasil conta com 18 Líderes de Comunidade voluntários que acreditam na colaboração como ferramenta para promoção de novos negócios.

Eles disponibilizam duas horas semanais para realizar palestras em eventos e universidades, entrar em contato com executivos de grandes empresas, promover eventos para este mercado e encontrar as melhores startups para serem aceleradas pelo programa. Assim, conectam todo o ecossistema de inovação nacional.

Para saber mais, acesse: https://www.inovativabrasil.com.br/representantes/

Do bootstrapping à venda da startup: conheça as fases de investimento existentes no mercado

Durante seu crescimento, uma startup normalmente passa por rodadas de investimento. Isso porque, para cada fase de amadurecimento de uma empresa, existe um tipo de investimento mais adequado. Abaixo, listamos os tipos de aportes realizados em cada etapa do negócio:

Bootstrapping

Trata-se do momento em que uma startup utiliza recursos próprios para a criação da empresa, sem qualquer investimento externo. Ideal para negócios que ainda não foram validados, a principal vantagem desse modelo é que nele não se abre mão de uma parte da solução. Para colocá-lo em prática, o empreendedor utiliza ferramentas prontas, MVPs (Minimum Viable Product) com funcionalidades limitadas e sistema operacional manual.

O Bootstrapping pode ser:

  • Double Journey – mantém o emprego fixo e monta a startup como um projeto paralelo;
  • Stocking – utiliza-se a reserva financeira para se dedicar exclusivamente à startup.

Cofundador/sócio

Se o Bootstrapping não for suficiente, o empreendedor pode buscar um cofundador/sócio que possa contribuir com o chamado smartmoney, que consiste em agregar dinheiro e capacitações técnicas em áreas que o idealizador do negócio não possui na startup. Quando este investimento é realizado, os percentuais das quotas sociais de ambos são semelhantes.

FFF

O FFF (Family, Friends, Fools) é um aporte feito por amigos, familiares ou conhecidos próximos que acreditam no potencial da ideia do empreendedor. Neste modelo, não é regra que o investidor fique com um percentual da empresa, mas é importante formalizar essa contribuição por meio de um contrato.

Seed Capital

Capital Semente ou Seed Capital é o primeiro valor financeiro recebido pela empresa após sua estruturação. Realizado, geralmente, por investidores anjos ou fundos de investimento early stage, esse investimento tem como objetivo acelerar o crescimento da startup e é feito em troca de uma porcentagem da empresa.

Aceleradoras / Incubadoras

Algumas aceleradoras e incubadoras de startups investem um capital para ajudar os empreendedores a alavancarem suas startups. Em troca deste auxílio financeiro, as empresas cedem um percentual de participação para esses agentes. Além disso, ambas também proporcionam o networking com outros empreendedores, executivos de grandes organizações e possíveis investidores.

Como já explicamos em outro texto, também existem aceleradoras que funcionam no modelo equity free, em que não é cobrada participação das startups e o investimento é feito de forma indireta, por meio de conexões e parcerias.

Séries de Investimento

No momento em que a empresa já está estruturada, fundos de investimento começam a se interessar pela solução e oferecem valores expressivos em troca de uma fatia da empresa, visto que, pelo negócio já estar bem adiantado, as chances dele gerar lucros são maiores.

Oferta Pública ou IPO

Ainda pouco comum no Brasil, esse tipo de investimento consiste na venda de ações da empresa diretamente na bolsa de valores para terceiros interessados que não tenham vínculo necessariamente com a startup. Tal ação ocorre quando o empreendimento já tem um grande valuation e capacidade de pulverizar suas ações com o objetivo de facilitar a capitalização.

Venda, fusão, aquisição ou exit

Quando o valor da startup (tanto monetário quanto de reconhecimento) ultrapassa as expectativas dos fundadores, eles podem optar por vender quotas/ações e deixar a empresa. Nesses casos, eles geralmente são contratados como consultores ou conselheiros dos novos donos da startup, contribuindo para que a expectativa pós-venda seja alcançada.

Ferramentas que ajudam a deixar o nosso dia a dia mais sustentável

Quando falamos em sustentabilidade, nos referimos a preservação de recursos naturais para a conservação do planeta. Para ajudar as pessoas a incluir esse conceito em suas rotinas diárias, startups desenvolveram negócios em pról do meio ambiente. Listamos algumas delas, criadas por empreendedores que passaram pelo InovAtiva Brasil ou InovAtiva de Impacto. Confira quais são essas soluções e aprenda a deixar seu dia-a-dia mais sustentável:

Plataforma de caronas solidária

O Zumpy é um aplicativo que permite que os seus usuários peguem caronas de forma prática e segura. A plataforma conta com um algoritmo que realiza um cruzamento de rotas para buscar os usuários que irão para destinos compatíveis. Esses percursos são agendados e podem ser acompanhados pela ferramenta em tempo real. Além do passageiro ter a possibilidade de se deslocar com conforto, ele ajuda a diminuir a quantidade de CO² emitida naquele trajeto e pode verificar a quantidade que deixou de gerar do gás ao final de cada viagem.

Agricultura de alta performance

A BioClone oferece ao mercado do agronegócio mundial mudas clonadas de mamoeiro hermafrodita. Atualmente, esse produto é escasso, mas possui alto valor genético e fitossanitário, além de contribuir para uma agricultura sustentável e de alta performance. Ele proporciona ao fruticultor a eliminação da técnica da sexagem, diminuindo consideravelmente os custos de produção e aumentando a produtividade e qualidade.

Controle de energia fotovoltaica

O CoESo é um equipamento de fabricação nacional, com inteligência no consumo da energia, registro de histórico de dados e comunicação com servidor remoto. Por meio dele, é possível otimizar a geração e uso da energia, aproveitando ao máximo os recursos naturais.

Filamentos sustentáveis

A PrintGreen3D cria e comercializa filamentos sustentáveis que utilizam o plástico reciclado como matéria prima. Ela atua desenvolvendo produtos inovadores, comercializando equipamentos, peças e acessórios para impressoras 3D e objetos fabricados com suas impressoras, além de oferecer impressão de objetos por encomenda. A startup ajuda a diminuir a quantidade de lixo plástico, tornar mais acessível a tecnologia de impressão 3D e a popularizar o consumo de produtos sustentáveis; (vi) agregação de valor ao produto final.

Cultivo de hortaliças e temperos dentro do lar

O Plantário é um eletrodoméstico que permite a criação de hortas em qualquer lugar dentro de casa. Assim, as procedências dos vegetais são certeiras e o desperdício alimentício é reduzido em 30%.

Compartilhamento de créditos de energia limpa

A Enercred é uma plataforma digital em que o usuário se cadastra e participa de uma cooperativa de consumidores de energia. Mediante disponibilidade de capacidade de geração, ele assina um contrato de locação de um percentual da usina e recebe créditos que se transformam em desconto na sua conta de luz. Assim, a mensalidade que ele paga é menor, fazendo com que o cliente economize e ajude o meio ambiente já no primeiro mês.

Prevenção ao desperdício de alimentos orgânicos

A Ubaia desenvolveu um aplicativo para conectar o consumidor ao pequeno produtor rural e ajudar a prevenir o desperdício de alimentos orgânicos. Por meio deste, a startup ensina os consumidores a guardar corretamente cada produto e, assim, evita que estes estraguem e sejam jogados fora.

Bloco com inteligência construtiva

A SoloPlásticos é a desenvolvedora de um bloco para construção ultra resistente que permite levantar as paredes de uma casa de 60m2 em apenas dois dias, com dois profissionais e nenhuma ferramenta. Esses blocos não precisam de acabamento (reboco, pintura, gesso), material (cimento, água, areia, cola) nem revestimentos. Além disso, são impermeáveis e não geram nenhum tipo de resíduo por serem extremamente resistentes.

Health techs ajudam preservar a saúde das pessoas e oferecem soluções para o público B2C

Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o Brasil é o maior mercado de saúde da América Latina e o sétimo maior do mundo, com mais de US$ 42 bilhões gastos anualmente em cuidados de saúde privados. Nesse aquecido setor, soluções tecnológicas vêm conquistando espaço e crescendo com o passar dos anos.

Dados do Startupbase mostram que atualmente temos 353 Health Techs, ou seja, startups focadas em saúde, mapeadas no Brasil. Destas, 46,4% estão em fase de tração e 30% em fase de operação. No InovAtiva Brasil, por exemplo, vemos diversas empresas com soluções inovadoras para esse segmento em busca de aceleração para aprimorar cada vez mais seus produtos e serviços, tudo com objetivo de proporcionar ferramentas eficazes para ajudar a preservar a saúde das pessoas.

Conheça mais dessas startups que buscam revolucionar a maneira como a medicina é feita atualmente:

bHave – plataforma para terapeutas que otimiza o tratamento de pessoas com autismo, criado para profissionais que trabalham com Análise do Comportamento Aplicada;

Ephealth – aplicativo que simplifica e facilita o trabalho dos agentes de saúde. Por meio de seu sistema, os profissionais têm acesso às informações coletadas de toda população, o que facilita na tomada de decisão sobre a saúde do seu munícipio;

Gero360 – solução desenvolvida para rotina de cuidados e para o bem-estar do idoso, que tem como objetivo monitorar os dados vitais e gerenciar os suprimentos, como por exemplo, medicamentos;

NDVIDA – plataforma que ajuda empresas a melhorar a qualidade de vida e bem-estar de seus funcionários;

Pickcells – startup focada na automação de pesquisas laboratoriais. A solução faz diagnósticos com a utilização da visão computacional, trabalhando com um dispositivo que captura imagens e envia para a nuvem para que seus algoritmos possam identificar e direcionar em qual segmento o laboratório deve trabalhar. A ferramenta funciona em tempo real, e é capaz de simplificar o trabalho dos profissionais de saúde e prestar apoio na conduta terapêutica médica;

Prontlife – é um Prontuário Eletrônico Inteligente, customizável, que abrange Protocolos de Especialidades e Patologias, integrando dados clínicos e exames complementares, bem como fotos e exames do paciente;

Turnit Healthcare – uma startup que atua no ramo de equipamentos médico-hospitalares. O negócio iniciou-se com o desenvolvimento de um sistema de monitoramento inteligente para diminuição de lesões por pressão de pacientes acamados.

A sua solução também tem potencial de revolucionar a medicina mundial? Então se inscreva para o próximo ciclo do programa InovAtiva Brasil!

Quer se tornar o próximo unicórnio? Veja as principais dicas para ter sucesso nessa missão

Você sabe o que o Gympass, Stone, iFood e 99 tem em comum? Além da inovação e do potencial transformador do negócio no país, essas empresas são consideradas unicórnios. Esse termo é utilizado para chancelar as startups que atingiram o valor de mercado de mais de U$ 1 bilhão com um modelo de negócio escalável.

Na maioria das vezes, começam pequenas, testam seus produtos, adaptam o modelo de negócio e com muita criatividade e inovação, ganham tração no mercado e impactam positivamente milhões de pessoas. Os investidores, sejam eles brasileiros ou não, olham para o ecossistema de startups para encontrar tecnologias que fujam do tradicional, ou seja, algo que seja único, raro, resolva um determinado problema e que dê um retorno imediato.

De acordo com uma pesquisa realizada pela CBInsights, plataforma de inteligência de mercado de tecnologia, em janeiro de 2019 já existiam mais de 325 startups unicórnios no mundo. Já um levantamento feito pelo Distrito em parceria com a KPMG, mostra que ao todo são 16 fundadores entre os unicórnios brasileiros e esse número tende a crescer ainda mais.

Por isso, abaixo listamos algumas dicas para ajudar os empreendedores que almejam chegar nesse patamar:

  • Seja o melhor do seu segmento – para uma startup ganhar notoriedade no mercado e se destacar, é preciso traçar estratégias para ser a melhor do seu segmento de atuação. Ou seja, não importa o que você faça, só é necessário colocar na cabeça que precisa estar em evidência;
  • Tenha foco – esse é um ponto extremamente fundamental para quem quer ter sucesso nos negócios. Por isso, é preciso manter o alerta sempre ligado, entender quais são seus objetivos, traçar metas, estudar e o mais importante, ter um diferencial;
  • Monte uma equipe que vista a camisa da empresa – nenhum empreendedor alcança o sucesso sozinho. Por isso, é essencial ter ao seu lado pessoas que entendam seu propósito e compre sua ideia. Só assim, você terá uma equipe que batalhe pelos mesmos objetivos que você e irá te ajudar a expandir seu negócio;
  • Participe de ciclos de aceleração – participar de programas de aceleração, ter contato com mentores, empreendedores e investidores é importante para fazer sua startup ser ainda mais conhecida no ecossistema e também ajudar a corrigir ou aperfeiçoar alguns pontos do seu negócio. Programas como o InovAtiva Brasil, tem como objetivo promover capacitação, mentoria e conexão aos negócios mais inovadores do país.

Oportunidade

Se quiser saber mais como se tornar o próximo unicórnio, Leandro Caldeira, CEO da startup Gympass, irá palestrar no InovAtiva Experience, que irá ocorrer nos dias 30 de novembro, 01 e 02 de dezembro na Escola de Negócios do Sebrae, em São Paulo, contando um pouco sobre como foi a trajetória da empresa e como a startup se tornou um unicórnio. Para saber mais, acesse: https://www.inovativabrasil.com.br/trilhas-experience/

InovAtiva Brasil participa da Conferência Anual De Startups E Empreendedorismo e anuncia novos projetos para 2020

Durante os dias 28 e 29 de novembro, o InovAtiva Brasil, programa de aceleração de startups , realizado pelo Sebrae e Ministério da Economia, irá participar da 5ª edição da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE 2019) e aproveitará a ocasião para anunciar os novos projetos para 2020. O evento, considerado um dos principais voltados para o ecossistema de startups e empreendedorismo da América Latina, acontecerá no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Em parceria com ArcelorMittal e Darwin Startups, as startups irão receber mentorias gratuitas e participar de desafios. Com duração de 45 minutos – sendo 20 para cada startup – as mentorias têm como objetivo incentivar a troca de conhecimento e experiência entre as startups e mentores. Ao todo, serão três mentores convidados que irão auxiliar os empreendedores em relação ao potencial do seu negócio e dar dicas de como crescer em seu mercado de atuação, totalizando seis negócios atendidos no estande do Sebrae.

Em conjunto com a Darwin Startups, o InovAtiva também terá como missão conectar as startups participantes com desafios propostos pelos parceiros da aceleradora, como: B3, Neoway, Safra, TransUnion e RTM. Cada empreendedor terá que realizar um pitch para três jurados com duração de cinco minutos, seguido de perguntas e feedbacks. As áreas que serão englobadas com essa dinâmica são:  Fintech, Telecom, Big Data, Smart Cities, Health Tech, AgTech, IoT e Logística.

Por fim, junto com a Arcelor Mittal, oito rodadas de negócios com duração de 20 minutos serão realizadas durante o CASE. Na ocasião, as startups terão como desafio desenvolver projetos e estratégias para melhorar algumas áreas de atuação da empresa.

Para Gustavo Ene, Secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, o evento será uma excelente oportunidade para mostrar a importância de um programa de aceleração para startups, além de divulgar os planos que temos para o próximo ano.

“Mais 2 mil startups de todas as regiões do Brasil já participaram do programa InovAtiva e mais de 900 delas chegaram à fase de apresentar seus negócios em bancas presenciais com investidores de 2013 até hoje. São iniciativas como a nossa que ajudam a agilizar o processo para que essas empresas ganhem mercado, utilizando mentoria, capacitação, conexão com o mercado e vivência experimental, além de proporcionar acesso a investimentos e recursos. Além disso, queremos aproveitar o alto fluxo de pessoas que irão participar do CASE para anunciarmos nossas novidades para 2020”, finaliza.

 

Sobre InovAtiva Brasil:

O InovAtiva Brasil é um programa gratuito para aceleração de negócios inovadores de qualquer setor e região do Brasil, realizado pelo Ministério da Economia e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com execução da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI). O programa oferece mentorias, visibilidade às startups e conexão com investidores, grandes empresas e parceiros. Entre 2013 e 2019, mais de 2000 startups de todas as regiões do Brasil participaram do programa e 926 delas chegaram à fase de apresentar suas soluções em bancas presenciais com investidores.

Negócios de impacto social e ambiental são selecionados para participar do InovAtiva Experience

O programa InovAtiva de Impacto, criado em 2016 para fomentar o ecossistema dos negócios de impacto social e ambiental no país, ofereceu, entre os meses de julho e outubro, oito mentorias individuais e 14 coletivas com executivos de grandes empresas e investidores para 36 startups especializadas no tema.

Agora, após uma rigorosa avaliação destas empresas durante o período de capacitação, o programa selecionou 20 startups para participar do InovAtiva Experience, evento presencial que marca o fim do ciclo de aceleração do InovAtiva de Impacto. Nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro, os empreendedores são preparados para a conexão com investidores, clientes e parceiros, que acontecerá no dia 02 de dezembro.

Startups selecionadas

Provenientes, principalmente da região sudeste do país (55%), as startups selecionadas para a segunda etapa do InovAtiva de Impacto atuam com saúde e bem-estar; indústria e inovação; habitação e comunidades sustentáveis; consumo e cultura; entre outros. São elas:

  • 5RS Reciclagem De Vidros Ltda – atua no ramo de reciclagem de vidros a fim de colaborar com o desenvolvimento socioambiental, criar tecnologias e oportunidades de trabalho;
  • Cangame – conjunto de ferramentas de apoio aos pais, médicos, educadores que tratam do autismo e empresas que oferecem o emprego apoiado, proporcionando uma maneira divertida de realizar as atividades do cotidiano e com maior autonomia social;
  • Cognisigns – Bio Data, Knowledge & Health – auxilia no diagnóstico clínico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) por meio de uma solução que combina hardware e software para criar sensores não invasivos que identificam respostas comportamentais e fisiológicas em crianças enquanto elas são expostas a estímulos sensoriais;
  • Coletando Soluções – criadora de um método de economia colaborativa que entrega a mais alta eficiência e performance para o ciclo reverso que hoje é um grande problema para o poder público e para as grandes corporações;
  • Cycor Cibernética – desenvolve e distribui tecnologias de reabilitação implantáveis e não implantáveis (próteses), tanto para pessoas que já foram amputadas, quanto para evitar amputações;
  • Drops Of Amazon – fornece água fresca aos ribeirinhos e protege a ecologia de toda a bacia amazônica. A startup também comercializa produtos artesanais para aumentar a conscientização sobre essa situação;
  • Eco Panplas – realiza a reciclagem de embalagens plásticas pós consumo por meio da descontaminação de forma ecológica, sem utilização de água, sem geração de resíduos e com rastreabilidade, resultando em benefícios socioambientais de impacto;
  • net – oferece uma ferramenta completa e gratuita para recrutamento, seleção e networking, integrada a uma plataforma de conteúdos e soluções digitais;
  • Firgun – facilita o acesso de empreendedores (que estejam em alguma situação de vulnerabilidade social) a microcrédito por meio de uma plataforma de financiamento coletivo;
  • Heide Extratos Vegetais – produz extratos vegetais para alimentos funcionais, bebidas e cosméticos, realiza pesquisa e desenvolvimento de insumos alimentícios, farmacêuticos e veterinários e faz consultoria para a área de agronegócio;
  • Isobloco – agrega salubridade às habitações por contar com resíduos 100% reutilizáveis produzidos em fábricas de pequeno porte com localização próxima ao mercado consumidor, reduzindo custos e tempos de logística;
  • Kunla – conecta vagas de empregos operacionais com agentes recrutadoras independentes que passam a buscar candidatos aderentes aos requisitos necessários à vaga;
  • Lemobs – desenvolve e fornece as mais inovadoras e estáveis tecnologias para facilitar o trabalho de dirigentes públicos e privados, como big data, gestão urbana, suporte a decisões e automação de processos;
  • meuResiduo – fornece uma plataforma integrada (web e mobile) de apoio no gerenciamento de resíduos, coleta com a opção de registro fotográfico, transporte, organização de rotas, armazenamento, mapeamento e geolocalização dos locais de coleta e destinação final;
  • Presente Solidário – ajuda quem quer substituir presentes, brindes ou ingressos por doações para projetos sociais em qualquer ocasião, de maneira 100% digital, prática e transparente;
  • Pulsares – usa tecnologia para criar soluções que facilitam o trabalho de profissionais da saúde ao mesmo tempo que ajudam as pessoas a compreender seu quadro clínico e tratamento;
  • Recicli – utiliza produtos e matérias primas obtidos de metais, plásticos, vidros, borracha, eletrodomésticos, para produzir energia limpa e itens para construção e obra, calçamento e pavimentação, fertilização orgânica, insumos para escritório, dentre outros;
  • Sintecsys – possibilita monitoramento online para detecção de focos de incêndio de forma automática, rápida e eficaz, reduzindo perdas e custos com brigadas de incêndios;
  • Unistay – ajuda o universitário a buscar moradia compartilhada;
  • Vg Resíduos – possibilita a Gestão de Resíduos completa, da geração até a destinação final.

Sobre o InovAtiva de Impacto

O InovAtiva de Impacto é uma vertente diferenciada do Programa InovAtiva Brasil, voltada para o tema impacto social e ambiental. Mais de 1000 startups se inscreveram no programa e mais de 80 startups participaram do InovAtiva de Impacto desde 2016. No próximo desafio, serão selecionadas 40 startups com potencial para geração ou que tenham em sua constituição o impacto social ou ambiental como foco. As startups selecionadas fazem cursos, recebem mentoria especializada e, destas, 20 se apresentam para uma banca de investidores e representantes de aceleradoras e de outras instituições ligadas ao tema.

Liderança e Estruturação de Equipes

Historicamente, a gestão de pessoas evoluiu dentro do mundo corporativo de algo operacional para uma questão altamente estratégica para negócios devido aos avanços conquistados por negócios que valorizavam talentos e formavam times de alta performance. Em negócios lineares e tradicionais, os antigos DPs (Departamento Pessoal) evoluiram para times de Recursos Humanos e, depois, para times de Gente e Gestão. Essas mudanças se deram porque a alta adminsitração das empresas começou a entender que colaboradores engajados e conectados com o negócio eram mais produtivos e criavam soluções mais interessantes para as organizações em situações de desafio.

Quando olhamos para startups, esse valor gerado por times bem qualificados é ainda mais relevante. Em um cenário de constante disrupção e pautado na inovação, ter pessoas conectadas e interessadas em criar novas soluções, novos processos e novas entregas é um desafio constante para o negócio. Além disso, o perfil técnico elevado, torna a tarefa de manter pessoas por muito tempo motivadas e engajadas dentro da organização ainda mais desafiadora.

Esses desafios se tornam ainda mais complexos quando entendemos que o comportamento dos colaboradores está mudando. O dinheiro está deixando de ser o principal fator na hora de avaliar uma oportunidade de trabalho, enquanto outras questões mais conectadas com a experiência do empregado se tornam mais relevantes na hora de avaliar se faz sentido trabalhar em determinada empresa ou não.

Nesse contexto, separamos os principais desafios na hora de estruturar e liderar uma equipe na sua startup:

1. Recrutamento

O recrutamento é, em geral, um dos maiores gargalos dentro de uma startup. Como precisamos de perfis altamente especializados e com competências gerenciais consideráveis, achar profissionais se torna algo desafiador. Por isso, precisamos pensar na captação de talentos quase como pensamos na captação de clientes.

Estruturar um funil de atração de talentos é um passo importante na hora de pensar de forma estratégica em como trazer profissionais competentes, capacitados e com potencial de engajamento com a sua startup.

Na fase de recrutamento, é fundamental ter visibilidade do tipo de perfil que se busca para sua equipe. Deve-se sempre buscar por perfis proativos e que busquem autonomia em seu trabalho. Negócios exponenciais dependem desse tipo de perfil para que possa haver descentralização na estrutura de trabalho de modo a garantir que a empresa consiga crescer de forma escalável e sustentável ao mesmo tempo.

Modelos verticais de gestão, onde muita coisa é centralizada em poucos tomadores de decisão tendem a não funcionar em situações de escala porque criam gargalos dentro da operação.

 

2. Manutenção

Estamos falando de mercados de crescimento escalável e de constante mudança. Sofrer com rotatividade de pessoas tende a fazer com que os processos de crescimento e de inovação sejam mais lentos e onerosos para a startup. Com isso, passa a ser estratégico o trabalho de manter os colaboradores dentro da operação pelo máximo de tempo possível garantindo sua motivação e interesse em se desenvolver e desenvolver o negócio.

Para isso, trabalha-se com o desenho da jornada do colaborador, considerando sua experiência durante as diferentes etapas da sua trajetória dentro da empresa, do seu recrutamento, passando pela seleção e contratação, eventuais promoções até chegar em seu desligamento. Essa jornada como um todo é importante porque destaca os pontos onde a empresa consegue gerar mais valor para o empregado, criando maior vínculo com ele.

É natural que haja demissões dentro de um negócio. É impossível criar um contexto onde 100% dos selecionados sejam aptos tecnicamente e tenham o perfil desejado para o negócio. Esse processo é feito para conseguirmos avaliar e reter profissionais estratégicos para o negócio, e não para manter todo e qualquer empregado dentro da organização.

3. Uma marca forte para colaboradores

O conceito de employer branding vem sendo cada vez mais trabalhado dentro de negócios que se preocupam em fortalecer sua cultura organizacional e gerar impacto positivo em seus colaboradores. Existem diferentes mecanismos para trabalhar uma marca perante seus colaboradores. Algumas delas são sites e plataformas como o Love Mondays, perfis sociais da marca focados em conversar com os colaboradores e com pessoas interessadas em trabalhar na empresa, blogs, participação em eventos focados em captação de talentos, entre outras iniciativas.

Essas ações ajudam tanto na captação de novos talentos quanto na retenção dos talentos da organização.

Um ponto a se pensar se você decidir por trabalhar com employer branding em sua startup é que, aqui, é fundamental ser honesto com o colaborador. Tudo o que é dito precisa ser verdade em termos de processos, entregas e dia a dia da organização. Do contrário, você pode gerar um acúmulo de frustrações de colaboradores por conta de expectativas quebradas devido à comunicações equivocadas de employer branding.

4. Tenha um propósito claro

Pessoas se conectam com propósito. Quando bem definido, um propósito pode, inclusive, ser a principal justificativa pela qual uma pessoa trabalha em determinada empresa. Simon Sinek defende a utilização de uma metodologia simples, mas que ajuda muito na definição do propósito de um negócio, e diz que as pessoas não compram o que você vende, mas o porquê você vende. Isso vale tanto para comercialização de um produto ou serviço quanto para a venda de uma ideia, de uma justificativa que mobilize pessoas.

A metodologia usada por Sinek é o Golden Circle, um círculo dividido em três faixas, que separam o que você vende do como você entrega e do porquê você faz o que faz. Esse é um exercício simples que pode, muitas vezes, conectar pessoas à uma causa muito maior do que a sua entrega final de um produto ou serviço.

Colocando essas ideias em prática, você conseguirá montar times mais conectados com seu negócio e reter talentos por mais tempo dentro da sua operação. Isso, sem dúvidas, pode te levar a outro patamar em fases de crescimento exponencial de sua startup.

Como captar recursos para sua ideia?

Após alguns anos trabalhando em Inovação e empreendedorismo , esta dúvida é uma das mais frequentes e em geral tema de grande interesse das startups. Neste mês, a Ebanx, startup de processamento de pagamentos, após receber investimento do fundo americano FTV Capital, passou a valer mais de 1 bilhão de dólares, entrando para a lista de unicórnios brasileiros, junto a Nubank, Gympass, 99 ou Ifood e se tornando a primeira unicórnio do Sul do país!

Outro case paranaense Destaque InovAtiva Brasil em 2019, é a startup Cycor Cibernética, que participou da Edição especial do Programa Shark Tank Brasil do canal Sony, e pela primeira vez na história do Programa conseguiu investimento dos cinco Sharks.

Ambos cases merecem destaques porque por trás destas startups existem grandes Empreendedores, pessoas que conseguiram driblar muitas barreiras para executarem e resolverem com sucesso os principais desafios no dia a dia. Então gostaria de compartilhar com vocês algumas dicas.

Os investidores utilizam algumas métricas chaves como tese de investimento: 1) qual estágio de desenvolvimento do produto, 2) perfil da equipe, 3)barreiras de entrada do produto no mercado e 4)potencial de crescimento.

Desta forma, como pré-requisitos para captação de recursos, é muito importante ter um pitch pronto para apresentar a investidores, atualizado e com informações sobre descrição do negócio (faturamento, custo e lucro líquido), produtos e serviços, mercado e concorrência, investimento, estratégia comercial e de marketing, projeções financeiras, mensuração de impacto e equipe.

Não existem fórmulas mágicas sobre o perfil de uma empresa adequada para receber investimentos, mas em geral, ter uma equipe multidisciplinar, ou seja, um sócio que saiba fazer (especialista na tecnologia ) e outro que saiba vender já é um grande diferencial.

Algumas plataformas coletivas de investimentos de crowdfunding, ou equity crowdfunding podem ajudar sua empresa a captar recurso organicamente na internet.

Mas para decidir entre diferentes fontes de investimento, tais como, investidores anjos, venture capital, recursos governamentais, não tenha vergonha e busque apoio de empreendedores com mais experiência ou especialistas em captação de recursos para que eles possam apresentar as diferentes fontes vigentes e te ajude a encontrar a melhor de acordo com seu perfil de negócios e o que você precisa.

Neste momento, é importante estar aberto a feedbacks tão valiosos quanto a informação sobre o investimento.

Há vários tipos de investimentos e estudos, um deles é o Mapa do Ecossistema de Investidores de Startups no Brasil, fundado pelo time da MSW Capital / Fundo BR Startups, JUPTER, curado e validado por ativa comunidade de investidores Anjos e VCs que compartilho com vocês.

Em geral, melhor do que receber investimento é ter o produto vendido, é ter dinheiro no bolso, então na hora de decidir por investimento, é preciso saber qual smart money envolvido, ou seja, sua rede de contatos, que pode fazer grande diferença na fase de crescimento da empresa!

 

Priscila Tie Assahida Moreira

Líder de Comunidade Inovativa do Paraná

inovativa@inovativabrasil.com.br