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Tendências para o empreendedorismo em 2020

O ano de 2020 começou e trouxe com ele novidades e tendências para o ecossistema de empreendedorismo. Com o avanço da tecnologia, a cibercultura vem tomando conta das startups, que estão investindo constantemente em aprimoramento e inovação para não ficarem para trás.

Aísa Pereira, criadora da metodologia da Engenharia de Vendas para Empresas de Software e mentora do programa InovAtiva Brasil, afirma que as startups que identificarem a interseção entre demanda de mercado com alto potencial (demanda significativa não atendida ou mal atendida) e baixa, inexistente ou desatualizada competição, terão múltiplas chances este ano.

“Os empreendedores devem olhar para os seus negócios com os olhos dos clientes. Isso é essencial para que a startup tenha sucesso no ano que está começando, pois ao fazer este trabalho, ela entenderá os problemas específicos e prioritários do nicho econômico a que se destina, a qualidade do produto, a atenção aos detalhes e terá responsabilidade, perfeccionismo e pontualidade nas entregas”, comenta Aísa.

A mentora também garante que a aposta dos próximos meses será nos setores de Health Tech, Food Tech, Fintech, Energy Tech e Retail Tech. Além disso, ressalta que tecnologias avançadas de investigação para uso da justiça e da segurança pública, incluindo a prevenção e o combate à corrupção, poderão ter destaque neste ano.

Dicas para aperfeiçoar seus negócios em função dessas tendências

Àqueles que desejarem se aventurar pelas novidades de 2020, Aísa deixa algumas dicas para guiá-los na decisão de quais tecnologias usar para o desenvolvimento de seus produtos e/ou serviços:

  1. Analise quais são as tecnologias mais adequadas para ajudar a resolver os problemas de clientes reais e potenciais da startup;
  2. Pondere os assuntos que devem ser estudados e trabalhados pelos seus colaboradores para aprimorar suas competências;
  3. Apure quais são as técnicas e tecnologias utilizadas por seus concorrentes (nacionais e internacionais) e por líderes do segmento.

Entenda a diferença entre hardware e software

Apesar de terem grafia e pronúncia parecidas, as tecnologias hardware e software se diferem, não apenas no significado, mas também na funcionalidade. Enquanto o hardware é um o conjunto de peças e equipamentos que fazem aparelhos eletrônicos (como computadores e celulares) funcionar, o software é a parte lógica desses dispositivos.

Responsável operação do hardware, o software manipula, instrui e envia os comandos necessários para a execução das atividades lógicas das máquinas, permitindo que o usuário interaja com todas as funcionalidades e acessórios de um computador, por exemplo.

Programas, sistemas operacionais e aplicações são alguns tipos de softwares. Eles são elaborados por meio da junção de inúmeros códigos e customizados de acordo com as tecnologias dos seus fabricantes. Quando um dispositivo é ligado, o software transmite impulsos, fazendo com que o hardware funcione.

Como esses dois artifícios são totalmente dependentes e sempre estão associados, é comum haver a confusão dos conceitos, mas hardwares e softwares são tecnologias diferentes.

Para saber mais, assista nosso webinar com o convidado Marcos Buson. Ele abriu sua primeira empresa de tecnologia com 17 anos e desde então ajudou a fundar mais de 10 empresas. Durante o bate-papo, ele deu dicas para que quer empreender com hardware ou para quem já está nessa jornada. Buson é responsável pelo programa de Pitch do Startup SC, Darwin Startups, IncTech, CoCreation Labs, Hotmilk, Inovativa, LabInvest, tendo treinado mais de 2 mil times.

Glossário Startupês – Conheça os termos usados para falar sobre ramos de atuação

Você já deve ter ouvido falar em “fintech”. Um dos termos mais conhecidos no Brasil no que se refere a startups, é utilizado para designar empresas que usam a tecnologia para aprimorar serviços financeiros, como remessas de dinheiro para o exterior, conta corrente em banco, empréstimos, entre outros.

Porém, este é apenas um dos segmentos de atuação de startups. Abaixo, listamos outros termos utilizados para nomear os diversos tipos de empresas tecnológicas existentes no mercado:

  • AdTech: sinônimo de Madtech, a expressão designa startups que atuam com publicidade e propaganda e criam tecnologia para convergência de mídias, análise de big data e distribuição de anúncios em mídia programática descentralizada;
  • AgTech: também conhecido como Agrotech, esse termo se refere a empresas que desenvolvem técnicas ou softwares para aprimorar práticas agrícolas;
  • AutoTech: esse é o nome dado para startups que desenvolvem soluções voltadas para mobilidade, transporte, logística e indústria automobilística;
  • Biotech: empresas de biotecnologia que produzem equipamentos e soluções para melhorar a vida humana;
  • Construtech: iniciativa que surgiu para melhorar os problemas, facilitar processos e gerar valor para o setor de construção;
  • Cleantech: também denominada de Greentech, essas empresas desenvolvem soluções tecnológicas e modelos de negócios para minimizar o impacto ambiental das empresas;
  • EdTech: o termo é usado para designar inovações na área de educação com o intuito de facilitar a aprendizagem e melhorar o desempenho dos alunos por meio de aplicativos móveis, mídia social, Inteligência Artificial, entre outras tecnologias;
  • Femtech: criada para denominar startups que desenvolvem produtos voltados para o público feminino, hoje a expressão também se refere a

iniciativas defendidas por empresas e associações, que combinam feminismo e tecnologia para erradicar a desigualdade de gênero;

  • Foodtech: entrega de alimentos, cozinheiros automatizados, impressoras alimentícias 3D, aplicativos para verificar a quantidade de calorias nos alimentos são alguns exemplos de startups do setor que desenvolve soluções para o mercado alimentício;
  • Health Tech: voltadas para o setor de saúde, essas startups criam tecnologias para otimizar o atendimento ao paciente em geral, como aplicativos para marcar consultas médicas, máquinas para consulta oftalmológica, plataformas de monitoramento dos sinais vitais dos pacientes, entre outras.
  • HRtech: designação das empresas que empregam tecnologias inovadoras para aprimorar a área de Recursos Humanos;
  • Insurtech: essas soluções beneficiam consumidores das indústrias de seguros, financeira e imobiliária com a criação de novos mecanismos de medição de risco;
  • LegalTech: também chamadas de Lawtechs, essas startups desenvolvem tecnologias para o ramo jurídico;
  • Martech: utilizando bots, algoritmos, big data e data analytics, as Martechs contribuem para alavancar as vendas revolucionando o marketing digital;
  • Proptech: voltada para a corretagem de imóveis, esses negócios se baseiam em blockchain, realidade virtual e aumentada, IoT e geolocalização;
  • Regtech: com ferramentas para aprimorar as atividades regulatórias, essas startups têm como intuito garantir a integridade financeira e proteção de dados do consumidor;
  • Retailtech: destinadas aos mercados de varejo e consumo, essas empresas desenvolvem tecnologias para melhorar a experiência de compra;
  • SportsTech: tecnologias usadas para criar uma solução para o mercado esportivo. Elas podem ser voltadas para Atividade e Performance, Organização e Gerenciamento, Engajamento de Fãs ou Jogos e Apostas;
  • Wealthtech: o objetivo das startups que atuam nesse ramo é desenvolver serviços e produtos de investimento alternativos para gerenciamento de patrimônio.

 

Ficou curioso para conhecer mais termos do universo do empreendedorismo? Já falamos um pouco sobre termos relacionados à tecnologias utilizadas por startups e a termos ligados a investimentos.  Continue acompanhando as novidades do nosso blog e conheça ainda mais!

Como a tecnologia pode aumentar a produtividade da sua startup

As ferramentas e recursos digitais já fazem parte da realidade das empresas brasileiras. De acordo com uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), 73% das grandes empresas já usam as tecnologias digitais na linha de produção e na gestão.

Não dá para negar que a tecnologia está tornando o dia a dia mais fácil e eficiente, principalmente no meio profissional, sendo uma aliada indispensável para aumentar a produtividade das empresas. Além disso, ela consegue trazer novas oportunidades de capacitação, desenvolvimento e aprendizado da equipe, tornando mais preparada para atender diferentes demandas.

A tecnologia dos processos, a mobilidade e a incorporação desses equipamentos pode simplificar o trabalho dos gestores. As tecnologias de gestão empresarial são capazes de oferecer mais segurança, controle e redução de custos operacionais, que podem ser reinvestidos em outras áreas importantes da empresa.

E para aumentar a produtividade das empresas, principalmente nas linhas de produção industriais, siga agora as principais dicas para tornar sua empresa mais eficiente.

Principais benefícios da tecnologia no trabalho

Antes restrita aos trabalhadores na linha de produção, a tecnologia também está auxiliando os gestores graças ao uso de ferramentas para centralizar dados, facilitando as tomadas de decisão desses profissionais.

Sendo assim, o uso de sistemas de TI para gestão empresarial tende a facilitar o cruzamento de informações, consulta de dados, cumprimento de cronogramas de atividades e análise de informações para futuras ações.

Os pontos positivos da adoção das novas tecnologias são:

  • Automatização de processos e maior controle do fluxo de informações;
  • Redução de erros de retrabalho;
  • Centralizar informações para agilizar a tomada de decisão;
  • Redução de custos com equipe;
  • Agilidade na coleta de informações;
  • Controle de trabalho pode ser feito remotamente.

ERP (Enterprise Resource Planning)

 

Essa ferramenta é um sistema de gestão integrada, responsável por coletar dados de todas as atividades da empresa, desde o setor administrativo ao operacional.

A principal função do software é auxiliar o controle total das informações das empresas, integrando e gerenciando todos os dados, recursos e processos para que as companhias sejam mais assertivas na tomada de decisão.

Com o uso do ERP é possível reduzir os custos totais da empresa, ter mais precisão e segurança nas informações e reduz a quantidade de erros e gargalos nos processos de gestão.

CRM (Customer Relationship Management)

 

Assim como o ERP integra todo o processo de gestão, o objetivo principal do CRM é centralizar todos os dados da entrada de clientes e centralizar as informações dos mesmos.

A importância desse software é grande, devido ao acesso facilitado aos dados e a percepção das necessidades dos clientes que permite antecipar os próximos desejos de compra dos potenciais clientes.

BI (Business Intelligence)

 

O Business Intelligence é um sistema responsável por fazer e utilizar a coleta, análise e organização dos dados para tomar melhores decisões e saber se os investimentos estão trazendo bons resultados ou não.

No próprio sistema BI todos os dados relevantes ficam acessíveis, facilitando a tomada de decisões em gestores das empresas. Inclusive ele é útil para aplicar indicadores chave de desempenho KPIs em qualquer setor da empresa.

Além disso, o BI é capaz de identificar falhas processuais, gargalos e desperdícios na empresa.

Computação na nuvem

 

Também conhecido como “Cloud computing” esse software faz a gestão que facilita o acesso a todos os recursos da empresa para operações diárias a partir de servidores pela web.

Esse sistema facilita o acesso aos documentos, relatórios e documentos das atividades cotidianas, por isso, muitos empreendedores optam por sistemas integrados pela nuvem.

Dessa forma, é possível reduzir custos espaço no local com papéis e agendas, bastando apenas o acesso a dispositivos que tenham conexão com a internet.

Internet das Coisas (IoT)

 

A Internet das Coisas é uma tecnologia que possibilita a conexão dos diversos objetos, além de tablets e smartphones conectados com a Internet. Combinando estes objetos com o conceito de sistemas automatizados consegue coletar informações em tempo real.

Isso permite uma aquisição mais rápida e acessibilidade de enormes quantidades de dados.

Além disso, a IoT permite a criação de novos tipos de serviços conectados e diferentes fontes de receitas. Permite também a criação de negócios híbridos, que vendem produtos e serviços digitais.

Use a tecnologia como uma aliada da sua empresa!

 

Com essas ferramentas, você percebeu que a tecnologia pode ser altamente benéfica para a atividade profissional.

Como você pode ver, a tecnologia é fundamental para contribuir com a produtividade do time de uma empresa, principalmente para melhorar a comunicação com o cliente.

Além disso, um sistema baseado na administração de dados na nuvem, pode facilitar o acesso dos executivos acesso a todos os dados corporativos da empresa e comunicar com a equipe por dispositivos móveis.

O que está esperando? Implemente a tecnologia na sua empresa para aumentar a produtividade, eficiência e vender mais pela internet.

5 requisitos para uma startup fornecer tecnologia para indústrias

É comum abrir os sites especializados e encontrar notícias sobre as parcerias entre startups e os tradicionais nomes do mercado. A lista de grandes empresas que têm recorrido às soluções apresentadas pelas startups só cresce: Tecnisa, Bradesco, Itaú, Coca-Cola, Pernod Ricard e Natura são apenas algumas. Os motivos apresentados são similares: estreitar a relação com os novos empreendedores, buscar ideias que aumentem a produtividade e que possuam um menor custo.

Os ganhos são em via dupla. Se por um lado há a aderência de tecnologias inovadoras, por outro existe a possibilidade de acesso ao mercado para as startups. As formas de aproximação são muitas: hackathons, concursos, programas como o InovAtiva Brasil, entre outros. No entanto, a dúvida persiste: como atender aos requisitos e se tornar um dos escolhidos para fornecer tecnologia para indústrias?

Em primeiro lugar, a startup precisa estar ciente de que deverá obedecer uma série de requisitos estabelecidos pela indústria. São pontos que garantem que o negócio está bem estruturado, ou seja, não será meramente uma aposta. Para se tornar atrativo, não basta vender uma solução mirabolante, pelo contrário, o que as grandes empresas procuram são respostas práticas. O que está por trás da solução também é importante: cultura de processos, capacidade de entrega, alinhamento dos processos de logística, redução de custos, padronização e qualidade na produção são apenas o começo.

Pode até parecer excessivo, mas, ao final, as exigências resultarão na otimização do próprio negócio da startup. Por isso, em vez de reagir negativamente, as startups que desejam fornecer tecnologia para indústrias devem aproveitar o momento para investir em capacitação. Adquirir conhecimentos e trocar experiências com especialistas são atitudes que trarão apenas vantagens para os empreendedores. Afinal, além de uma oportunidade para networking, a capacitação permite atender aos requisitos do mercado e provocar o crescimento e a estruturação dos processos, qualificando ainda mais a startup.

Confira quais são os 5 principais pré-requisitos para uma startup fornecer tecnologia para indústrias:

  1. Arrume a casa: o primeiro passo é estabelecer a estruturação dos processos dentro da própria startup. É o momento de uma avaliação global do negócio, com a identificação dos pontos fracos e fortes. Com isso, será mais fácil buscar a capacitação adequada e otimizar as soluções oferecidas para as empresas.
  1. Apaixone-se moderadamente: por mais óbvio que possa parecer, esse é um dos conselhos mais dados para os empreendedores iniciantes. Até certo limite, faz todo o sentido. A paixão e a perseverança são duas características bem vistas pelos investidores e empresas. No entanto, cuidado. O criador do Business Model Canvas, Alexander Osterwalder, aconselha a não se apegar demais a uma ideia. Isso pode atrapalhar no desenvolvimento da solução e insistir em um caminho que nem sempre é o mais lucrativo.
  1. Obedeça às regras: estar de acordo com as normas exigidas em cada segmento é essencial para atender às empresas. É preciso consultar, inclusive, padrões internacionais para exportação, pois é possível a inclusão de regras diferentes das exigidas em território nacional. Sendo assim, obter certificados e acompanhar as mudanças legais de cada área são fatores essenciais para a startup que quiser relacionar-se com os grandes players, seja para oferecer tecnologia para indústrias ou para ter acesso ao mercado. É uma questão de responsabilidade e credibilidade.
  1. Faça melhor: é comum designar às boas ideias o título de negócio inovador. Contudo, para ser uma ideia com potencial de negócio, não é necessário que seja realmente uma novidade. O importante, no caso, é se adequar a startup à perspectiva do mercado que será atendido. Outro erro é olhar para a inovação apenas no produto final. Inovar é pensar também em otimizar processos e estruturas para aperfeiçoar entregas e resolver problemas. Além disso, um empreendedor inovador incorpora o conceito nas próprias ações, buscando oportunidades no mercado, parcerias e clientes potenciais.
  1. Fique preparado: as oportunidades podem aparecer até mesmo em uma conversa informal. Por isso, o empreendedor precisa estar sempre preparado para vender sua startup. As bancas de apresentação, como as do Demoday do InovAtiva Brasil, são outra forma de atrair clientes potenciais e, justamente pela importância das empresas participantes, necessita de uma preparação especial. Além das informações técnicas, o mais importante é oferecer uma solução. Fornecer tecnologia para indústrias é, no entendimento dos empresários, fornecer resultados.

inovativa@inovativabrasil.com.br